Novo ânimo com Previdência faz Ibovespa fechar em alta de 1,14%

Os investidores passaram novamente a acreditar na aprovação da reforma da Previdência ainda nesse ano, o que levou a Bolsa a fechar em alta e o dólar a recuar, mesmo em um pregão de valorização da moeda americana em escala global. O Ibovespa, principal índice de ações da B3, subiu 1,14%, aos 73.090 pontos. Já o dólar comercial recuou 0,27% ante o real, a R$ 3,248.

Os investidores viram como positiva a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sobre a reunião com partidos da base aliada, ontem à noite. Ele afirmou que é grande e expectativa de reunir os votos necessários para a aprovação da reforma entre os deputados e que a data da votação deverá ser definida durante essa semana.

— Os movimentos diários da Bolsa estão muito vinculados ao fluxo de notícias, em especial as relacionadas à reforma da Previdência. O tom das declarações de Maia sobre o encontro do final de semana foi positivo e contribui para esse movimento (de valorização) — afirmou Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor, lembra que além do otimismo com a mudança nas regras da aposentadoria, o pregão também foi positivo no exterior, impulsionado pela aprovação da reforma tributária nos Estados Unidos e a forte alta do minério de ferro na China.

— Agora se fale na chance de votar a previdência na Câmara dos Deputados até o dia 13. Atrelado a isso, tivemos um bom comportamento das bolsas americanas com a aprovação da reforma tributária nos Estados Unidos e as commodities também ajudando para um clima mais positivo globalmente — disse.

O minério de ferro subiu 3,67% no porto de Qingdao, a US$ 72,68 a tonelada. Com isso, as ações da Vale subiram 3,80%, cotadas a R$ 36,83. Os bancos, que possuem o maior peso na composição do Ibovespa, também tiveram um pregão de ganhos significativos. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) do Itaú Unibanco e do Bradesco registraram altas de , respectivamente, 1,47% e 1,72%.

Já as ações da Petrobras não encontraram força para subir em um dia de queda do petróleo no mercado internacional. As PNs recuaram 0,83%, cotadas a R$ 15,48, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) tiveram leve queda de 0,12%, a R$ 16,09.

Já o dólar no mercado externo tinha alta de 0,33% próximo ao encerramento dos negócios no Brasil, segundo o “dollar index”, que mede a variação da divisa americana frente uma cesta de dez moedas. O fortalecimento vem da aprovação da proposta de reforma tributária de Donald Trump no Senado americano. Internamente, o dólar seguiu em outra direção devido a menor aversão ao risco gerada pela possibilidade de aprovação da reforma da Previdência.

— O dólar abriu em alta, alinhado com o comportamento no exterior, mas a divisa passou a cair diante de um sentimento positivo de que ainda existiria chances da reforma da Previdência ser votada neste mês — avaliou Jefferson Luiz Rugik, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

As Bolsas americanas sobem forte com a aprovação da reforma tributária no Senado. O Dow Jones tem uma elevação de 0,94% e o S&P 500 registra variação positiva de 0,49%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior