Ibovespa Futuro ensaia 5ª alta seguida no último pregão do ano

O último dia de pregão na Bovespa no ano promete ser de baixa liquidez, cenário observado ao longo de toda a semana. Nesta quinta-feira (29), o Ibovespa Futuro opera volátil, virando para alta e após uma abertura no campo negativo. Às 9h17 (horário de Brasília), os contratos futuros do índice com vencimento em fevereiro de 2017 apresentavam ganhos de 0,10%, a 60.785 pontos.
No mesmo horário, os contratos de juros futuros operavam em leve queda, com os DIs com vencimento em janeiro de 2018 recuando 2 pontos-base, a 11,53%, ao passo que os papéis com vencimento em janeiro de 2021 caíam 4 pontos-base, a 11,34%. Já os contratos de dólar futuro com vencimento em janeiro de 2017 apresentavam variação negativa de 0,76%, sinalizando cotação de R$ 3,260.

No noticiário corporativo do dia, chama a atenção a terceira prévia da nova carteira do Ibovespa e os desinvestimentos da Petrobras, enquanto o mercado digere o veto parcial de Michel Temer à renegociação da dívida dos estados. Nos EUA, atenção para os dados do petróleo, que também podem mexer com as ações da Petrobras.

Confira os destaques da sessão:

Bolsas mundiais
A maior parte das bolsas mundiais registra queda nesta quinta-feira, de olho nos últimos indicadores econômicos de 2016. Nos EUA, atenção especial para os dados de estoque de petróleo. Cabe destacar que o petróleo reduziu a baixa registrada mais cedo com alta dos estoques mostrada pelo API.

Já as ações de mineradoras recuam no Stoxx 600, sem repetir a alta de quarta, quando o minério de ferro seguiu em alta na China com expectativa de retomada da demanda do país em 2017.

Na Ásia, o fortalecimento do iene derruba a bolsa em Tóquio e com a queda de 16% dos papéis da Toshiba Corp, após notícias de uma potencial forte baixa contábil levar ao rebaixamento de sua classificação. Já os mercados da China tiveram pouca variação nesta quinta-feira em meio a um otimismo diante de menores preocupações com a liquidez e cautela dos investidores com a perspectiva de medidas regulatórias para conter investimentos agressivos em ações por seguradoras. Já as ações europeias têm baixas mais moderadas.

Este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) -0,04%

* CAC-40 (França) -0,09%

*DAX (Alemanha) -0,21%

* Xangai (China) -0,18% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +0,17% (fechado)

* Nikkei (Japão) -1,32% (fechado)

*Petróleo brent +0,23%, a US$ 56,35, o barril

Agenda de indicadores
O destaque doméstico fica com a taxa de desemprego medida pela Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta manhã. O indicador subiu de 11,8% para 11,9% em novembro ante o mês anterior, em linha com a expectativa do mercado.

Foi revelada ainda a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), referência para ajustar contratos de aluguel. O indicador subiu 0,54% em dezembro na comparação mensal, ante estimativa de 0,45%, e fechou 2016 em 7,17%, ante 10,54% do ano anterior. Ainda hoje, às 16h30, serão conhecidos também os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Nos Estados Unidos, os principais dados são a balança comercial de novembro e os pedidos de auxílio desemprego de dezembro, ambos às 11h30. Às 14h, saem os dados de estoques de petróleo.

Noticiário político
Como já sinalizado ontem pelos ministérios da Fazenda e Casa Civil, o presidente Michel Temer formalizou a sanção com vetos da lei complementar que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao DF e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal. O veto atinge o denominado Regime de Recuperação Fiscal, previsto no Capítulo II do projeto e que trazia um conjunto de ferramentas que, associadas às propostas de suspensão e reestruturação de dívidas, assegurariam que, ao término do Regime, o equilíbrio fiscal seria alcançado. Após o Congresso Nacional retirar dispositivos, as chamadas contrapartidas dos estados e DF, “houve um completo desvirtuamento do Regime, não sendo possível mais assegurar que sua finalidade maior, a retomada do equilíbrio fiscal pelos estados, seja assegurada”, segundo razões para o veto do presidente.

“Adicionalmente, esclarece-se que não apenas a finalidade precípua do Regime foi alterada; em verdade, os dispositivos remanescentes trazem elevado risco fiscal para União”, segundo a justificativa para o veto.

O Ministério da Fazenda informou que vai emitir nesta quinta-feira as ordens de pagamento aos municípios referentes aos recursos do programa de repatriação. A medida visa garantir que as prefeituras recebam o repasse ainda em 2016, na sexta-feira (30). Serão depositados R$ 4,449 bilhões para 5,6 mil municípios.

As 6 lições de 2016
O ano está acabando, e um dos destaques do InfoMoney hoje é a matéria que lista as 6 lições de ouro que aprendemos em 2016.

O Brexit, a eleição de Donald Trump, a derrota avassaladora do então primeiro-ministro Matteo Renzi na Itália e até as eleições no Brasil mostraram que 2016 foi o ano das surpresas no mundo político – e que impactaram fortemente o noticiário econômico. Contudo, mais do que as surpresas políticas, o ano que acabou mostra que nem sempre podemos jogar todas as nossas fichas em um determinado evento e que nunca é tarde demais para aprender com os erros – como nosso grande “guru” Luiz Barsi confessou. Confira clicando aqui.

Noticiário corporativo
Como destaque no noticiário, estão as vendas de ativos pela Petrobras. A petroleira informou que planeja desinvestir US$ 21 bilhões no biênio 2017-2018, após cumprir US$ 13,6 bilhões da meta dos US$ 15,1 bilhões esperados para 2015-2016. O Conselho aprovou na 4ª-feira a assinatura da venda da PetroquímicaSuape e da Citepe para o Grupo Petrotemex e Dak Americas Exterior, subsidiárias da Alpek, por US$ 385 milhões. Destaque ainda para a divulgação da terceira e última prévia do Ibovespa: na segunda prévia, a novidade foi a entrada da ação ordinária da Eletrobras no índice.

Já a PDG Realty anunciou um block trade envolvendo 1,470 milhão de ações para esta quinta-feira (29), às 17h. Não foi informado por qual preço a operação será realizada, mas considerando o valor do papel da PDG nesta quinta, a transação deve movimentar R$ 1,764 milhão, valor abaixo da média diária movimentada na Bolsa, de R$ 3 milhões.

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior