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Após adiamento de votação da Previdência para 2018, dólar sobe a R$ 3,338, maior patamar em seis meses

O movimento de fortalecimento do dólar nos últimos dias ganhou novo fôlego após o governo bater o martelo sobre o adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro de 2018. A medida foi anunciada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e depois confirmada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Com isso, a divisa americana fechou o pregão com alta de 0,63%, a R$ 3,338 — maior patamar de fechamento em quase seis meses. Em 23 de junho, a moeda foi cotada a R$ 3,339. Ná máxima do dia, a divisa chegou a bater R$ 3,348.

Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco CentralEx-presidente do BC diz que há risco de rebaixamento da nota de crédito
O Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, por sua vez, fechou em queda de 0,67%, a 72.428 pontos, com investidores temendo que a proposta não consiga ser votada nos próximos anos.

— Se não for votada este ano, fica muito difícil sua aprovação em 2018 ou ainda em 2019. Como é uma reforma sem apoio popular, nenhum político vai querer votar projetos que serão mal vistos em ano de eleição. E, dado o nosso quadro eleitoral hoje, nem Lula nem Bolsonaro possuem uma visão econômica alinhada à do mercado financeiro. Por isso, se algum deles assumir em 2019, fica ainda mais distante a possibilidade de uma reforma então — avalia Hersz Ferman, da Elite Corretora.

Sem a aprovação da reforma, especialistas avaliam que uma das primeiras consequências será o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pelas agências de rating. Apesar de Meirelles ter afirmado que a equipe econômica iniciará uma rodada de conferências telefônicas para acalmar essas agências e evitar a medida, analistas temem que os esforços não sejam suficientes, já que o adiamento põe em xeque o teto de gastos governamental.

— Nada mais importante do que credibilidade, e nós vamos perdê-la imediatamente. As agências estão só aguardando a reforma, que representaria mudanças estruturais para o país, como a garantia de continuidade da política econômica, do equilíbrio fiscal, do controle das contas do governo, de um PIB e uma dívida nacional bem estruturados. Isso é o que faz com que as agências concedam um rating favorável ao país. Mas, em um ano, a reforma não saiu do rascunho. Por isso, não é impossível, mas é muito difícil que o Meirelles consiga mudar alguma coisa — afirma Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio Treviso Corretora.

Ele destaca ainda que a medida poderia ser entendida como um risco à imagem dessas agências:

— Deixar de dar um posicionamento sobre rating para atender a um governo seria, no mínimo, temeroso. As pessoas poderiam passar a questionar até mesmo sua idoneidade. Por isso, não é impossível que Meirelles consiga algo, mas é difícil.

As agências de classificação de risco Moody’s e Fitch já se pronunciaram sobre o assunto. A primeira afirmou que o adiamento da votação é um “fator de crédito negativo” para o Brasil e aumenta as chances de a proposta não ser aprovada no ano que vem.

“O adiamento fortalece as preocupações sobre a capacidade do governo para cumprir o teto de gastos e endereçar efetivamente as tendências fiscais adversas que têm gerado uma persistente deterioração do perfil de crédito do país nos últimos anos”, afirmou em nota a analista sênior da Moody’s para ratings soberano, Samar Maziad.

Já a segunda disse que o atraso amplia os riscos sobre o país, e que a janela de oportunidade para uma reforma antes do ciclo eleitoral está se fechando.

“Outros atrasos signficam riscos à viabilidade do teto de gastos e da estabilização da dívida no médio prazo, além de representarem potenciais riscos para a confiança do mercado e do atual processo de recuperação (da economia) no curto prazo”, escreveu Todd Martinez, diretor da FitchRatings para ratings soberano da América Latina.

Na Bolsa, dois dos maiores impactos positivos ao longo do dia vieram do setor de celulose. Por ser muito dependente do dólar para exportação, o setor acaba se valorizando em meio ao fortalecimento da divisa americana, segundo explica Ferman.

— Grande parte dos custos dessas empresas é em real, mas seu produto é exportado ou cotado em dólar. Por isso, o setor se beneficia muito do câmbio mais valorizado e em épocas de maior volatilidade. Como hoje é um desses dias, os papeis dessas empresas acabam tendo uma perfomance melhor — explica. A Fibria Celulose acavnçou 2,08% a R$ 48,37, e a Suzano Papel e Celulose, subiu 0,44% a R$ 18,18.

Entre os papéis mais negociados, os preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras recuaram 1,11%, cotados a R$ 15,01, e os ordinários (ONs, com direito a voto) 0,81%, a R$ 15,81. A Vale, por outro lado, foi quem puxou o pregão para cima: valorizou de 0,36%, com seus papeis sendo cotados a a R$ 36,24.

Já entre os bancos, o Itaú Unibanco exerceu o maior impacto negativo, caindo 1,58% a R$ 41,09. Em seguida, o Bradesco desvalorizou 0,78% a R$ 32,78 e, por fim, o Banco do Brasil, que recuou 0,39%, a R$ 30,43.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Funcionários de empresa japonesa podem escolher receber parte de salários em bitcoin

Uma empresa japonesa anunciou nesta sexta-feira que pagará parte dos salários de seus empregados em bitcoin, visando conhecer melhor o funcionamento desta moeda virtual, cujo valor teve um salto ao longo de 2017. Os preços mundiais de bitcoin foram de menos de US$ 1 mil em janeiro para US $ 17.000 nesta semana.

Funcionários da GMO Internet, que opera uma variedade de negócios on-line, incluindo serviços financeiros, publicidade e gestão de páginas na web, poderão receber, a partir de fevereiro, uma parte de até 100.000 yenes do salário em bitcoin (algo em torno de R$ 2,9 mil).

— Os empregados podem receber em bitcoin se quiserem — contou o porta-voz Harumi Ishii à “AFP”.

O bitcoin é uma moeda digital que não está sujeita a regulações de nenhum governo ou banco central. As transações são feitas digitalmente, sem nenhum banco intermediar. Como o dinheiro em espécie, o bitcoin permite que os usuários gastem ou recebam os recursos de forma anônima, ou em grande parte anônima, através da internet. Milhares de computadores no mundo validam transações e adicionam novos bitcoins ao sistema. Existem outras moedas digitais, mas o bitcoin é a mais popular.

O que é?
É uma moeda virtual, considerada uma “criptomoeda”, diante da utilização de protocolos de software tão complexos. É baseado na web e não está administrada por nenhum banco central, confiando em milhares de computadores no mundo que validam transações e adicionam novos bitcoins ao sistema. Assim, não há bancos intermediando as transações.
Essa possibilidade estará disponível para cerca de 4 mil pessoas do grupo no Japão, afirmou o representante da empresa.

— Esperamos melhorar nossa compreensão da moeda virtual usando-a — disse.

As operações de troca por bitcoins começaram a ser feitas em maio. A expectativa agora é que, em janeiro, a empresa ingresse no processo de registro de transações chamado de mineração de bitcoin. Com isso, deverá ganhar o direito de receber novos bitcoins como recompensa por ajudar a manter a rede segura ao aprovar as transações.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Fitch diz que atraso na reforma da Previdência enfatiza riscos incorporados ao rating do país

A agência de classificação de riscos Fitch, comentou nesta quinta-feira, em nota, o adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro de 2018.

Segundo a Fitch, o atraso enfatiza os riscos incorporados à perspectiva negativa atribuída ao rating soberano do Brasil, atualmente em “BB”.

“A janela de oportunidade para uma reforma significativa da seguridade social antes do período eleitoral de 2018 está cada vez mais estreita”, diz a nota.

“Outros atrasos ou diluição [da reforma] representam riscos para a viabilidade do limite de gastos e estabilização da dívida no médio prazo, bem como riscos potenciais para a confiança do mercado e processo de recuperação em curso no curto prazo”, conclui.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ex-presidente do BC diz que há risco de rebaixamento da nota de crédito

O ex-presidente do Banco Central e sócio da consultoria Tendências, Gustavo Loyola, avalia que, se a votação da reforma da Previdência, assim como a de outras medidas de ajuste fiscal, como a tributação de fundos exclusivos, ficar para 2018 será uma derrota não apenas do governo, mas do Brasil.

Qual sua avaliação sobre o risco de adiamento da votação da reforma da Previdência e outras medidas de austeridade para 2018?

– É muito ruim, quase um desastre. Trata-se de uma derrota não do governo, mas do Brasil, onde o Congresso se recusa a olhar para o problema e faz um cálculo míope. Assim, o Brasil fica longe de resolver seus problemas.

Quais os impactos na economia?

– É possível que o Brasil sofra um novo rebaixamento da nota de crédito das agências de classificação de risco. O câmbio pode se deteriorar além das expectativas. Haverá reflexos na política monetária e na recuperação da economia. É muito negativo.

E há chance de a reforma ser aprovada em 2018, ano eleitoral?

– Se o cenário já foi complicado em 2017, em 2018 fica ainda mais difícil. O governo terá que fazer um esforço gigantesco, com acordos políticos e liberação de verbas, sem a garantia de aprovação do Congresso. Um possível adiamento não é garantia de aprovação no ano que vem. Haverá a contaminação do processo eleitoral, com interesses políticos e pessoais no cálculo do Congresso.

A reforma sairia em 2019?

– O processo eleitoral de 2018 começa com bastante incerteza. Dois candidatos que aparecem bem colocados nas pesquisas — o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) — não sinalizam pela continuidade das reformas e pela responsabilidade macroeconômica. E não apareceu um candidato que tenha condições de ganhar e levar adiante essa agenda. Assim, se as reformas não saíram em 2017 e 2018, fica difícil achar que sairão em 2019 com o quadro eleitoral. Com isso, deixamos de construir uma ponte que poderia dar tranquilidade ao país. O Brasil está comprando volatilidade antes da eleição.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Dólar abre em alta com aumento de risco de adiamento da reforma da Previdência

O dólar abriu nesta quinta-feira em alta de 0,33%, para R$ 3,3280, diante do aumento da desconfiança do mercado com as chances de aprovação do texto no plenário da Câmara dos Deputados ainda em 2017.

Nesta quarta-feira, houve um forte desencontro entre o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que anunciou que, diante da falta de votos, a reforma seria deixada para fevereiro de 2018, e o governo e a equipe econômica, que insistem que a decisão sobre adiar a votação da proposta só será tomada depois do início dos debates.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Banco Central da China eleva taxa de juros após alta nos Estados Unidos

Horas depois de o Banco Central americano (Federal Reserve, o Fed) anunciar o aumento da taxa de juros, o banco central da China também decidiu pela alta de sua taxa básica. Os juros subiram em 0,5 ponto percentual, para 3,25% ao ano. Pequim busca impedir saídas de capital desestabilizadoras sem afetar o crescimento econômico.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Planos econômicos: adesão a acordo será feita pela internet

Bancos e entidades que defendem consumidores vão disponibilizar na internet uma plataforma para que os poupadores possam aderir ao acordo que vai compensar as perdas nas cadernetas de poupança dos anos 1980 e 1990. Terão direito ao ressarcimento os poupadores ou herdeiros que até 31 de dezembro de 2016 tenham entrado na Justiça em ações coletivas ou individuais.

Para aderir, o poupador precisará comprovar o saldo na poupança, através de cópia dos extratos bancários do período ou da declaração do Imposto de Renda, segundo minuta do acordo, ao qual O GLOBO teve acesso. Após a adesão ao acordo, a ação será extinta. As adesões estarão submetidas a auditoria e procedimentos para evitar fraudes.

O prazo de adesão pelos poupadores é de dois anos após a homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Só após a decisão do Supremo é que as datas exatas para o recebimento serão divulgadas. Os pagamentos devem começar 15 dias após a homologação pelo STF e inscrição na plataforma.

Após anos de disputadas na Justiça, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Banco Central do Brasil, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciaram que o acordo que encerra as disputas judiciais sobre perdas nos planos econômicos Bresser, Verão e Collor 2 foi assinado nesta semana. O plano Collor 1 não faz parte do acordo.

O documento será levado ao STF ainda nesta terça-feira. As instituições financeiras signatárias são Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Outras poderão aderir em até 90 dias.

CÁLCULO EM TRÊS ETAPAS

O cálculo do valor a ser recebido por cada poupador obedecerá a três etapas. A primeira etapa corresponde ao cálculo do valor-base de cada plano econômico, reclamado pelo respectivo poupador em juízo. Neste caso, o valor-base será calculado multiplicando-se o saldo base usado para calcular a remuneração paga à época do plano por um fator fixo.

No caso do plano Bresser (data base da conta em junho de 1987), o fator será de 0,4277. Apenas integrarão o valor-base os saldos das contas-poupança cujo aniversário tenha ocorrido na primeira quinzena do mês de junho de 1987.

Para o Plano Verão (data base da conta em janeiro de 1989), o valor-base será calculado multiplicando-se o saldo base usado para calcular a remuneração da época pelo fator 4,09818.

Para o plano Collor II (data base da conta em janeiro de 1991), o fator será de 0,0014, com exceção das contas com aniversário nos dias 1 e 2 de janeiro de 1991, em que não haverá diferença a pagar. O plano Collor I, de 1990, não entrou no acordo.

Se uma pessoa tiver direito à restituição de perdas referentes a mais de um plano, os valores serão somados. Dessa forma, será obtido um valor consolidado.

Na terceira etapa, o valor consolidado obedecerá à seguinte dinâmica: valores de até R$ 5 mil não sofrerão mais nenhum desconto e serão pagos à vista. Valores consolidados entre R$ 5 mil e R$ 10 mil sofrerão desconto de 8%. Montantes entre R$ 10 mil e R$ 20 mil passarão por desconto de 14%. E valores acima de R$ 20 mil terão desconto de 19%.

Conforme o texto acertado, o prazo máximo de parcelamento dos valores a serem recebidos pelos poupadores será de até três anos.

O pagamento parcelado será semestral, de até três parcelas para montantes entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Para montantes acima de R$ 10 mil e R$ 20 mil, serão cinco parcelas semestrais. Os valores das parcelas serão reajustados pelo índice oficial da inflação, o IPCA. Em caso de atraso no pagamento das parcelas, os bancos pagarão multa de 2% mais a Selic.

ADESÃO POR IDADE

Para maior facilidade operacional, e a fim de prestigiar os poupadores mais idosos, os pedidos de habilitação serão recebidos em 11 lotes definidos conforme a idade do poupador. No primeiro lote, poderão habilitar-se poupadores nascidos antes do ano de 1928. A partir daí, será aberto um lote a cada 30 dias. Cada nova etapa vai somar quatro anos a partir de 1928.

No décimo lote de habilitação, poderão habilitar-se aqueles que sejam herdeiros ou inventariantes de poupadores já falecidos. E, por fim, poderão habilitar-se aqueles que tenham ingressado em juízo entre 01/01/2016 e 31/12/2016.

A recomendação é de que os advogados façam o processo de adesão. Na plataforma online, deverão ser informados dados pessoais, do processo, da conta poupança, o saldo, a opção pela forma de pagamento (crédito em conta corrente ou depósito judicial).

Recebido o pedido de habilitação, o banco vai conferir os dados e habilitar ou não o ressarcimento. A análise será feita em até 60 dias após recebida a habilitação. Todas as respostas relativas aos pedidos de habilitação serão feitas por meio do sistema eletrônico.

Os advogados vão receber um honorário de 10% sobre o valor a ser recebido.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Corrida por bitcoin impulsiona outras criptomoedas

A valorização do bitcoin está puxando para cima o preço de outras criptomoedas menores. Ether e litecoin, a segunda e a quarta maiores nesse segmento, estão subindo a altas recordes com o otimismo de que os contratos futuros de bitcoin vão atrair instituições ao novo mercado. A corrida por essas moedas se vê na corrida de especuladores recorrendo ao Coinbase.com, cujo aplicativo chegou ao topo do ranking de downloads da Apple. Conhecido como um dos canais mais fáceis para transacionar bitcoin, o site também permite resgatar, além do bitcoin, litecoin e ether.

O litecoin mais do que dobrou sua cotação para US$ 401 desde 10 de dezembro, antes do início das transações na Chicago Board Options Exchange (CBOE), uma das principais Bolsas de futuros e opções dos Estados Unidos. Já o ether subiu cerca de 40% no período, para US$ 633, de acordo com dados do CryptoCompare, site que lista preços de moedas digitais.

A corrida para trocar o ether nesta terça-feira acabou paralisando o sistema da Coinbase, forçando a bolsa a divulgar uma nota explicando que “compras e vendas estavam temporariamente suspensas”. A situação persistiu por mais de uma hora.

RISCO DE EFEITO MANADA

Os ganhos superam os do avanço do bitcoin já que investidores passaram a escolher ativos digitais que retardaram a valorização do principal criptomoeda este ano, e também enquanto outros especulam haver mais espaço para lucrar num mercado de capitalização de menor porte. As 20 maiores criptomoedas estão subindo hoje, segundo o CoinMarketCap, com o litecoin registrando a maior alta.

— Há duas coisas acontecendo: pessoas trocando bitcoin e novos recursos entrando em moedas digitais. E elas vão estar pensando de forma bem simples: “Como eu consigo mais desses lucros extraordinários?” — disse Charles Hayter, cofundador do CryptoCompare. — É uma mentalidade de efeito manada que decola, o que é perigoso.

Mesmo o criador do litcoin, Charlie Lee, alerta para o fato de que a escalada de preço pode estar exagerada.

“Toda corrida por criptomoedas que já acompanhei foram seguidas de um ciclo de baixa”, diz um post de Lee no Twitter desta segunda-feira. “O mercado precisa de tempo para consolidação. Esta é a minha experiência acompanhando esse mercado por sete anos”, complementa ele.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Dólar cai quase 1% e fecha a R$ 3,329, maior patamar em seis meses

A sinalização de que o governo vai fazer um último esforço para votar a reforma da Previdência ainda neste ano fez com que o Ibovespa invertesse o movimento de queda em que operava durante o dia. Após oscilar próximo à estabilidade ao longo desta terça-feira, o índice, que é o principal do mercado de ações local, fechou na máxima do dia, com alta de 1,39%, aos 73.813 pontos — na mínima, chegou a cair 1,4%. Também a moeda americana, que na máxima chegou a bater os R$ 3,335, reduziu a valorização, e terminou o pregão subindo 0,93%, a R$ 3,329 — maior valor de fechamento em quase seis meses. Em 23 de junho, a moeda fechou a R$ 3,339.

Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor, explica que sem notícias corporativas ou mesmo indicadores econômicos relevantes, os investidores acabam operando apenas em torno das declarações sobre a reforma da Previdência. O que fez o índice melhorar e frear o fortalecimento da divisa americana foram principalmente os rumores de que o governo conseguirá os votos para aprovar a reforma no final desta semana. foi a notícia de que o DEM irá fechar apoio à proposta. O Palácio do Planalto corre para garantir os 308 votos necessários na Câmara dos Deputados até terça-feira. Se isso não ocorrer, a votação deve ficar para fevereiro de 2018.

— As declarações de Mansur, que disse conseguir os votos até sabádo, no finalzinho do pregão, deram alívio ao câmbio e fizeram a Bolsa se recuperar dessa maneira. Essa foi a grande virada do dia — disse Santos, lembrando ainda que a reforma acaba mudando os humores dos indicadores: — A sinalização de que o governo está se esforçando, ajudou. Além disso, as bolsas americanas abriram os negócios em alta, o que também controbuiu nessa redução das perdas.

O Dow Jones opera em alta de 0,49% e o S&P 500 sobe 0,16%.

Os investidores temem que não seja possível aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria durante o governo Temer e isso possa atrapalhar a trajetória de crescimento de médio e longo prazo da economia.

Os investidores também repercutem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. “A terça-feira tem início negativo para os ativos locais, seguindo divulgação de ata do Copom com tom cauteloso para as próximas reuniões, porém, ainda indicando mais um corte de 0,25 ponto percentual em fevereiro de 2018, e piora adicional nas perspectivas de aprovação da reforma da previdência ainda este ano”, afirma Rafael Sabadell, analista da GGR Investimentos.

Na ata, o BC sinalizou de que novos cortes dependem da aprovação da reforma da Previdência. A Selic está em 7% ao ano.

Todas as ações mais negociadas do Ibovespa fecharam em alta. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras subiram 0,71%, cotadas a R$ 15,49, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) valorizaram 1,37%, a R$ 16,19. A Vale subiu 1,17%, a R$ 36,18. Já os bancos, de maior participação no Ibovespa, passaram a contribuir. As preferenciais do Itaú Unibanco fecharam em alta de 0,8%, a R$ 42,40. O Bradesco subiu 1,97%, a R$ 33,61 e Banco do Brasil 2,22%. a R$ 31,30.

No mercado de câmbio, o “dollar index”, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, sobe 0,36%. A alta no Brasil é maior devido às preocupações internas. O Banco Central anunciou dois leilões de linha (oferta de dólares com compromisso de recompra no futuro) no valor de até US$ 2 bilhões.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Bancos e poupadores assinam acordo sobre planos econômicos

A Advocacia-Geral da União (AGU), o Banco Central do Brasil (BCB), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) assinaram acordo que encerra as disputas judiciais sobre perdas nos planos econômicos Bresser, Verão e Collor II.
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O documento deve ser protocolado ainda nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser homologado.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior