Monthly Archive: November 2017

Nobel de Economia defende proibição de bitcoin

Em meio à disparada do bitcoin em 2017 — que subiu de US$ 1 mil no início do ano para mais de US$ 10 mil esta semana —, o Nobel de Economia Joseph Stiglitz condenou a moeda virtual, defendeu sua proibição e afirmou que seu sucesso se deve apenas ao potencial para evasão e falta de supervisão. Ao ser entrevistado pela TV Bloomberg, o professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, disse que a moeda não tem função social.

“O bitcoin faz sucesso apenas por causa do seu potencial para evasão, a falta de supervisão. Para mim, deveria ser proibido, não tem função social útil. Como muitos comentaristas já falaram, isso é apenas uma bolha. É uma bolha vai dar muita excitação às pessoas quando subir e depois quando cair”, afirmou Stiglitz.

Os comentários do Nobel de Economia foram feitos em um dia de extrema volatilidade do bitcoin. Ele chegou a ser negociado por mais de US$ 11 mil, mas caiu para US$ 9.300 em apenas 24 horas.

O debate sobre a sustentabilidade ou não do bitcoin. Em setembro, o diretor-executivo do JP Morgan, Jamie Dimon, disse que o bitcoin é uma fraude e que demitiria qualquer funcionário que resolvesse investir na moeda virtual. Ele afirmou não ter dúvidas de que há uma bolha que pode estourar a qualquer momento no caso do bitcoin.

Mas há quem veja potencial na moeda, especialmente para as operações entre os países. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou recentecemente que as moedas virtuais não devem ser desprezadas e que podem ser úteis, como por exemplo como meio de pagamento em países com moedas instáveis.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Economistas: dados do IBGE mostram que desigualdade ainda é batalha a ser vencida

Dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE sugerem que a desigualdade social, intensificada pela recessão econômica, deve demorar a ser superada no país, na avaliação de especialistas. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, metade dos trabalhadores tinha renda média inferior a um salário mínimo em 2016. Além disso, a parcela dos 1º com mais rendimentos recebiam 36 vezes mais que os 50% mais pobres.

Por mudanças metodológicas na pesquisa, os números não podem ser comparados com os de anos anteriores. Portanto, o IBGE não divulgou a variação em relação a 2015. Mas, para o economista Cláudio Dedecca, especialista em trabalho e rendimento da Unicamp, há sinais de que a desigualdade aumentou no ano passado.

— Os 10% mais ricos do país concentram 43,4% dos rendimentos. Pela metodologia antiga, esse número era de cerca de 40%. Por mais que haja alteração da amostra, diria que os indicadores sugerem uma aceleração da desigualdade enorme — disse o pesquisador, que considera correta o cuidado do IBGE em não comparar diretamente dados de pesquisas diferentes.

O diagnóstico é semelhante ao apontado pelo economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social. Reportagem do GLOBO publicada em março, com base no estudo da FGV Social, mostrou que a desigualdade, medida pelo chamado índice de Gini, subiu 1,6% em 2016, na comparação com 2015, após 22 anos em queda.

Dedecca acrescenta que a recessão pesa mais sobre os mais pobres principalmente por causa do efeito do desemprego sobre a renda. Em média, a perda do emprego tem impactos mais severos sobre famílias onde todos ganham salário mínimo:

— (A recessão) penalizou mais os mais pobre, e os dados de emprego mostram isso. Como esse grupo ganha, em geral, rendimento próximo a salário mínimo, ter uma pessoa a mais ou a menos empregada afeta significativamente o rendimento per capita. Em uma casa com três pessoas trabalhando, a renda per capita é de um salário mínimo. Se uma perde o emprego, são dois salários mínimos divididos por três, o que faz o rendimento dessa família cair para 67% do piso.

O presidente do Conselho Federal de Economia, Júlio Miragaya, também vê com preocupação os dados do IBGE, e destaca que a recessão pesou sobre a concentração de renda.

— Os dados são estarrecedores. O problema é que a realidade é mais grave que isso. Quem tem rendimentos muito elevados não declara a totalidade do rendimento. Com certeza esse 1% deve ter mais da metade da renda, se for considerar esse capital — avaliou.

Para os dois especialistas, apesar da recuperação da economia, a batalha contra a desigualdade ainda deve demorar a ser vencida. Dedecca destaca que a política de salário mínimo que ajudou na retomada da renda no passado terá efeito defasado nos próximos anos, justamente por causa da recessão. O reajuste do piso leva em consideração o crescimento econômico de dois anos anteriores. Portanto, os frutos de um provável crescimento econômico em 2017 e 2018 só terão efeito a partir de 2019.

— A experiência pregressa mostra que a recuperação da renda é mais lenta que a recuperação da atividade. O ambiente para 2018 é de expectativa de crescimento ao redor de 2% e 3%, ainda a ser chancelado. Eu diria que a grande probabilidade é a tendência de desigualdade se mantenha para o ano que vem — afirma o especialista.

Já Miragaya, do Cofecon, vê problemas estruturais que impedem avanços mais robustos na diminuição da concentração de renda, embora acredite que a melhora da atividade econômica e alívio da inflação sejam fatores que ajudarão a melhorar o quadro nos próximos anos:

— O problema é um componente estrutural: uma tendência de aumento de intensificação da concentração da renda e da riqueza no muno inteiro. São mecanismos criados e aperfeiçoados que de alguma forma desobrigam os mais ricos a pagarem tributos. O Brasil é um dos poucos países que não tributa dividendos. Essa tendência estrutural de maior concentração da renda e da riqueza deve permanecer no Brasil. E ela agrava o problema.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Com receio sobre Previdência, dólar sobe a R$ 3,24; Ibovespa cai 2%

Após abrir o pregão em alta, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, inverteu o movimento e fechou em queda de 1,94% a 72.700 mil pontos, com o mercado reduzindo o otimismo com relação à votação da reforma da Previdência. O dólar, que abriu em queda, também mudou de rumo e encerrou em alta de 0,93%, cotado a R$ 3,240 para venda, após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre americano, com resultado acima do esperado.

No cenário doméstico, o ponto de virada foi a declaração do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que afirmou nesta quarta que o governo não fará novas concessões na reforma da Previdência, como sugere o PSDB. Além disso, investidores aguardam o resultado do PIB brasileiro, na sexta-feira, para avaliar a potencialidade do nome de Meirelles na disputa presidencial.

— Nas últimas semanas, havia uma expectativa mais positiva sobre a votação da reforma, e a Bolsa subiu com isso. Mas, desde cedo, a notícia de que o governo só teria 220 votos, quando ele precisa de no mínimo 308, já não era animadora. Agora, toda essa expectativa está se revertendo, e a Bolsa entrega os ganhos — avalia Rogério Freitas, sócio na Florença Investimentos.

O ministro disse ainda que o PSDB deixou a base aliada do governo, o que preocupa ainda mais o mercado, já que foi justamente a percepção de que a legenda ajudaria Temer a tirar a reforma do papel que sustentou o bom humor dos investidores na véspera e nos últimos dias.

No cenário internacional, o Departamento do Comércio divulgou que a economia dos Estados Unidos cresceu mais rápido do que o inicialmente projetado no terceiro trimestre, registrando o ritmo mais rápido em três anos: o PIB expandiu a uma taxa anual de 3,3% no terceiro trimestre, ante 3% na estimativa anterior.

— Isso mostra que a econmia americana está forte e sólida, e impacta o dólar. Tanto porque preocupa o sentimento em relação ao Fed, que poderia querer aumentar os juros mais rapidamente por causa da inflação, que deve subir, como porque fortalece a moeda local. Além disso, amanhã haverá mais uma votação do pacote fiscal de Trump, o que também deixa o mercado instável — explica Pedro Galdi, analista da Magliano.

Na Bolsa, apenas oito das 59 ações do Ibovespa fecharam em alta. A principal força negativa veio do Itaú Unibanco, que caiu 2,06%, a R$ 41,88.

— Hoje, são pouco os papéis que vão operar no azul mesmo, principalmente por conta da Previdência. E esse movimento deve continuar nos próximos dias, enquanto não houver uma definição sobre o assunto — disse Galdo.

Ele lembra, porém, que, para além da Previdência, o petróleo também influenciou os preços da Petrobras no pregão. Enquanto os integrantes da Opep apoiam a extensão dos cortes de produção de petróleo até o fim de 2018, às vésperas da reunião de quinta-feira em Viena, a Rússia ainda não se comprometeu com a proposta.

— Com isso, o petróleo fica muito volátil, e a Petrobras fica nesse sobe e desce — resume.

As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da petroleira caíram 2,27% a R$ 15,91. As preferenciais, (PN, sem direito a voto) perderam 3,22% a R$ 15,33. A Vale caiu 1,52% a R$ 35,70.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa fecha em alta de 0,1% com expectativa de votação da Previdência

Após iniciar a semana em queda puxada pelo recuo das commodities no cenário internacional, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, fechou em leve alta nesta terça-feira, de 0,10%, aos 74.139 pontos. O pregão inverteu seu movimento após a sabatina de Jerome Powell, indicado para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), no Comitê Bancário do Senado americano.

Também influenciado pela conjuntura internacional, o dólar, que abriu as negociações em alta discreta, recuou 0,31%, a R$ 3,210. Além disso, pesou sobre o câmbio o viés mais positivo do cenário político interno, com a escolha de Alckmin para a presidência do PSDB, além da melhora da confiança do consumidor, que subiu para 86,8 em novembro, ante 83,7 em out., segundo a FGV.

— Em sua fala, Powell reforçou que o ritmo de alta de juros nos Estados Unidos seguirá gradual. Com essa postura mais dovish (favorável a um crescimento de juros mais gradual), o mercado se acalma e se anima — avalia Carlos Soares, analista da Magliano.

Na Bolsa, porém, esses os fatores fizeram contraponto à queda das commodities e seu possível impacto sobre moedas de países emergentes. O movimento, porém, não é o suficiente para que a Bolsa opere em seus níveis ótimos de negociação, segundo avalia Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da corretora H. Commcor. Para ele, a alta do Ibovespa ainda é tímida.

— Mesmo subindo cerca 0,5%, o giro da Bolsa é muito baixo. O mercado ainda está muito receoso, as pessoas não sabem bem como agir. Isso porque, mesmo com o governo dando sinais de movimentação para aprovar a Previdência, enquanto ela não for uma certeza, o mercado vai continua operando com baixa volatilidade, pouca liquidez, pouca oscilação, pouco volume — explica.

Ainda assim, o Ibovespa subiu puxado principalmente pela Vale e pelos bancos, que também revertem o movimento da segunda. A mineradora, principal pressão sobre o pregão, valorizou-se em 2,37% a R$ 36,25. Já os bancos foram impulsionados também pelo acordo com a AGU sobre as perdas de rendimento que as poupanças sofreram com a mudança dos planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990.

O Itaú subiu 0,16%, a R$ 42,76; o Bradesco avançou 0,29%, a R$ 33,50, e o Banco do Brasil teve alta de 1,49%, a R$ 32,64.

Os números, porém, ainda estão abaixo do que deveriam, defende Santos. Isso porque, mesmo após a temporada de divulgação de balanços que terminou na semana passada, os investidores permanecem receosos.

— A alta de hoje (terça-feira) ainda é baixa quando comparamos com os resultados gerais dos bancos. Em sua maioria, os lucros foram muito bons, mas ainda não estão refletidos no desenvolvimentos das ações, por causa dessa dinâmica mais lenta da Bolsa — explica Santos.

Já as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras fecharam em baixa, recuando 0,24% a R$ 16,28. Já as preferenciais, (PN, sem direito a voto) perderam 0,18% a R$ 15,84.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Inflação do aluguel sobe 0,52% em novembro, mas acumula queda no ano

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu mais do que o esperado em novembro e fechou o mês com alta de 0,52%, ante 0,2% no mês anterior, devido à maior pressão dos preços nos atacado. O dado, divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,45%.

Em novembro de 2016, porém, a variação foi de 0,03%, no terreno negativo. No acumulado em 2017, até novembro, a taxa também caiu: -1,40%. Em 12 meses, a queda foi de 0,86%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do indicador geral, encerrou novembro com alta de 0,66%, contra 0,16% no período anterior.

Dentro do IPA, os Bens Intermediários aceleraram a alta a 1,93%, contra 0,95% antes, com destaque para o movimento de combustíveis e lubrificantes para a produção.

Os Bens Finais aceleraram a alta a 0,50%, contra 0,39% anteriormente, com destaque para o comportamento do subgrupo combustíveis para o consumo.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, subiu 0,28% no mês, repetindo a mesma taxa registrada em outubro.

A principal contribuição de alta partiu do grupo Habitação, que subiu 0,77%, ante avanço de 0,31% antes, dado o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, acelerou a alta a 0,28% em novembro, de 0,19% no mês anterior.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Sem ajustes, governo vai ter que cortar R$ 21 bi do Orçamento de 2018

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, disse, nesta terça-feira, que o governo terá que fazer cortes adicionais no Orçamento de 2018 caso o Congresso não aprove o pacote de medidas fiscais apresentadas para equilibrar as contas públicas. Entre essas ações está o adiamento do reajuste do funcionalismo, que dará uma economia adicional de R$ 4,4 bilhões no ano que vem.

Ana Paula alertou, no entanto, que fazer esses cortes não será tarefa fácil, uma vez que as despesas discricionárias já foram muito reduzidas. Ela lembrou que, em 2017, os gastos obrigatórios chegarão a R$ 1,163 trilhão, enquanto os discricionários (sujeitos ao teto de gastos) ficarão em R$ 122 bilhões.

O problema é que, em 2018, os desembolsos obrigatórios subirão para R$ 1,247 trilhões, obrigando as despesas discricionárias a cair para R$ 108 bilhões. Esse número leva em consideração a aprovação do pacote de medidas fiscais no Legislativo. Mas caso elas não saiam do papel, o montante terá que ser reduzido para R$ 101 bilhões.

“Na ausência de medidas para reduzir os gastos obrigatórios, as despesas discricionárias teriam que decrescer R$ 21 bilhões (em relação a 2017) em termos nominais”, alerta relatório do Tesouro divulgado hoje.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa opera em alta de 0,49% com expectativa de votação da Previdência

Após iniciar a semana em queda puxada pelo recuo das commodities no cenário internacional, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, reverteu o movimento e opera em alta de 0,49% nesta terça-feira, a 74.721 pontos. O índice é puxado principalmente pela expectativa, no cenário doméstico, de aprovação da reforma da Previdência. O dólar, por outro lado, é negociado com leve alta de 0,09%, próximo à estabilidade, a R$ 3,223 — também influenciado pela conjuntura interna.

A melhora da confiança do consumidor aliada à manutenção da agenda da Previdência servem de contraponto à queda das commodities e seu possível impacto sobre moedas de países emergentes. O movimento, porém, não é o suficiente para que a Bolsa opere em seus níveis ótimos de negociação, segundo avalia Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da corretora H. Commcor. Para ele, a alta do Ibovespa ainda é tímida.

— Mesmo subindo cerca 0,5%, o giro da Bolsa é muito baixo. O mercado ainda está muito receoso, as pessoas não sabem bem como agir. Isso porque, mesmo com o governo dando sinais de movimentação para aprovar a Previdência, enquanto a reforma não for de fato aprovada, o mercado continua operando com baixa volatilidade, pouca liquidez, pouca oscilação, pouco volume.

Ainda assim, o Ibovespa sobe puxado principalmente pelos bancos, que também revertem o movimento da segunda. O Itaú é o principal impacto positivo, crescendo 0,73%, e sendo negociado a R$ 43. O Bradesco sobe 0,9%, a R$ 33,70, e o Banco do Brasil tem valorização de 1,4%, a R$ 32,61.

Os números, porém, ainda estão abaixo do que deveriam, defende Santos. Isso porque, mesmo após a temporada de divulgação de balanços que terminou na semana passada, os investidores permanecem receosos.

— A alta de hoje (terça-feira) ainda é baixa quando comparamos com os resultados gerais dos bancos. Em sua maioria, os lucros foram muito bons, mas ainda não estão refletidos no desenvolvimentos das ações, por causa dessa dinâmica mais lenta da Bolsa — explica Santos.

As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras operam no azul, 0,37% a R$ 16,38. Já as preferenciais, (PN, sem direito a voto) sobem 0,25% a R$ 15,91. No caso da Vale, a mineradora valoriza 0,25% a R$ 35,50.

No cenário internacional, o mercado aguarda a sabatina do presidente indicado do Federal Reserve (Fed, o bc americano), Jerome Powell, no Senado. A cerimônia está prevista o início da tarde.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Cotação da Bitcoin ultrapassa os US$ 9 mil

A Bitcoin ultrapassou a marca dos US$ 9 mil, menos de uma semana depois de ter batido os US$ 8 mil. A valorização acumulada este ano já é superior a 850%. A cotação da maior moeda digital por valor de mercado vem disparando, à medida que ela se populariza, apesar dos alertas sobre uma possível bolha. Nas duas últimas semanas, a alta atingiu 40%.

Este domingo, em Nova York, a Bitcoin atingiu o recorde de US$ 9.518, para depois recuar a US$ 9.314.

O número de investidores pessoa física vem crescendo. As contas na Coinbase, uma das maiores plataformas de negociação de moedas virtuais, quase triplicou, atingindo 13 milhões, nos últimos 12 meses, segundo a consultoria Bespoke Investment Group.

Reforçando o movimento de popularização da Bitcoin, o CME Group já anunciou planos para oferecer contratos futuros da moeda. As operações podem começar em dezembro. E o banco JPMorgan Chase analisava, na semana passada que estuda ajudar seus clientes a investirem em Bitcoin por meio desses contratos, informou uma pessoa familiarizada com as discussões.

O valor de mercado total das moedas digitais – há várias, sendo as mais conhecidas Bitcoin e Ethereum – já superou os US$ 290 bilhões, segundo o site especializado Coinmarketcap.com.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Confira o que vai mexer com a economia esta semana

Entre os indicadores mais importantes da semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na sexta, dia 1º de dezembro, o Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma de bens e serviços produzidos no país) referente ao terceiro trimestre do ano. A expectativa é que a economia brasileira repita o desempenho do segundo trimestre, quando o crescimento foi de 0,2%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a estimativa é que o PIB apresente um crescimento mais expressivo, de 1,2%.

Também está prevista para esta semana a divulgação dos números do mercado de trabalho brasileiro e da situação das contas públicas do país.

No exterior, serão conhecidos os dados de consumo e inflação nos Estados Unidos, referentes a outubro. Espera-se também a segunda revisão do PIB americano do terceiro trimestre. Na Europa, sai a primeira prévia da inflação de novembro.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

E-commerce dos EUA fatura recorde de US$ 5 bi na Black Friday

O tempo em que Black Friday era sinônimo de lojas lotadas e empurra-empurra parece estar ficando para trás. Dados no Brasil e nos EUA mostram que, agora, a corrida por descontos é na internet. Segundo levantamento da Adobe Systems divulgado nesta sábado, o faturamento do comércio eletrônico americano cresceu 16,9%, para o recorde de US$ 5,03 bilhões. Na sexta-feira, pesquisa do portal BlackFriday.com.br, idealizador da versão brasileira do evento, indicou que 90% dos consumidores compram pela web.

Segundo a Adobe, a expectativa é que a chamada Cyber Monday — focada em produtos tecnológicos e marcada para esta segunda-feira — movimente US$ 6,6 bilhões em vendas on-line, alta de 16,5% sobre 2016 e também recorde. A maioria das compras deve ser feita pelo celular. Segundo a Adobe, 54% das visitas ao e-commerce são por meio de dispositivos móveis.

Melhor para Jeff Bezos, fundador da gigante do varejo online Amazon, que ficou mais rico com o avanço das vendas pela internet durante a temporada de promoções. Segundo a Bloomberg, a fortuna do bilionário ultrapassou os US$ 100 bilhões, graças à alta de 2% das ações da empresa na sexta-feira.

No Brasil, além da pesquisa do portal oficial da promoção, o site de comparação de preços Buscapé informou ontem que registrou recorde de acessos na madrugada de sexta-feira, quando a Black Friday começou oficialmente no país. O número de visitas foi 32 vezes maior que a média para o horário em um dia comum.

Apesar da tendência, ir à loja é questão de tradição para muitos consumidores, segundo reportagem da Bloomberg.

— Viemos aqui por diversão. A gente compra bastante on-line, mas na loja é uma experiência diferente. Você pode tocar e olhar os produtos — diz a consumidora Donna McClusky, 55 anos, em Nova York.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior