Monthly Archive: September 2017

Desemprego recua para 12,6% em agosto, puxado pelo mercado informal

A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) recuou para 12,6% no trimestre encerrado em agosto, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. A taxa correspondeu exatamente às projeções de analistas consultados pela Bloomberg. Ao cair para 13,1 milhões de pessoas, o grupo de desempregados encolheu 4,8% ou menos 658 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com igual trimestre do ano passado, quando havia 12 milhões de pessoas sem emprego, o grupo teve alta de 9,1% ou mais 1,1 milhão de pessoas a procura de uma vaga.

A população ocupada foi estimada em 91,1 milhões de pessoas, alta de 1,5% em relação aos três meses anteriores que servem como base de comparação (março, abril e maio) e de 1% ou 1 milhão de pessoas a mais em relação ao mesmo período do ano passado.

O número de empregados com carteira assinada, 33,4 milhões, ficou estável na comparação com o trimestre anterior e caiu 2,2% ou menos 765 mil pessoas trabalhando protegidas pela CLT em relação ao mesmo trimestre no ano passado. O grupo dos sem carteira, estimado em 10,8 milhões de pessoas, cresceu 2,7% ou 286 mil pessoas na passagem de trimestre e teve alta de 5,4% ou 552 mil pessoas em um ano.

Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, destacou que o arrefecimento da taxa de desemprego tem sido puxada pela contratação de empregados sem carteira e de funcionários públicos — este último grupo devido à troca de prefeitos na virada do ano, o que leva a contratação de novos funcionários pelas administrações municipais.

— Quase 60% das vagas geradas, das 1,4 milhão, são empregos informais. Tivemos queda na desocupação, houve aumento da ocupacão, mas quase 70% dessas vagas se deu na informalidade, o que é comum em períodos pós-crise, como como em 2008 e 2003. As vagas criadas são para empregados sem carteira e por conta própria. Mas ainda é muito cedo dizer que o pior já passou, porque vivemos uma crise política que pode por a perder essa retomada do mercado — ressalta Azeredo.

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O rendimento médio real habitual, estimado em R$ 2,105, ficou estável em relação ao trimestre anterior (R$ 2.116) e em relação a um ano antes (R$ 2.066). Na passagem entre trimestres, todas as atividades ficaram com o rendimento estável. Na comparação anual somente os empregados no setor privado e na agricultura viram seus salários crescerem, 3% e 9,4%, respectivamente. As demais atividades seguiram com os rendimentos estáveis.

A massa de rendimentos foi estimada em R$ 186.7 bilhões, estável nas duas comparações.

Nos três meses encerrados em maio, período que serve como base de comparação, a taxa ainda estava na casa de 13% (13,3%), maior patamar atingido desde o início da série histórica dessa pesquisa, que é de 2012. Há um ano, no entanto, o desemprego atingia uma parcela menor da força de trabalho do país: 11,8%.

Essa melhora no mercado de trabalho vai ao encontro do que mostram os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que contabiliza o fluxo de empregos no mercado formal.

Em agosto, na onda de indicadores econômicos positivos, foram criados 35,4 mil empregos. Esse foi o quinto mês consecutivo de geração de vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram fechados 33.953 postos de trabalho.

OCUPAÇÃO POR ATIVIDADE

Entre os grupamentos por atividade, na comparação entre trimestres nenhum grupo teve queda em sua população ocupada. Destaque para a indústria, construção, administração pública e outros serviços, que tiveram alta de 1,9%, 2,9%, 2,7% e 3%, respectivamente. Na comparação anual, agricultura e pecuária e construção foram os dois únicos grupos cujo número de ocupados caiu, 6,8% e 4,9%, respectivamente. Os demais grupos ou cresceram ou ficaram estáveis.

Destaque novamente para a indústria, que gerou 365 mil novas vagas, e alojamento e alimentação, que gerou outras 603 mil. Azeredo destacou o “primeiro respiro” dado pela construção, que voltou a contratar, depois de muitos trimestres em queda em sua população ocupada:

— A recuperação dela se confirmando no fechamento do terceiro trimestre está ligada à estabilidade, ao sentimento de as pessoas investirem em construção. Essa recuperação é um sinal muito positivo de que o mercado evolui para gerar postos com carteira.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa sobe 0,9% depois de seis quedas seguidas; dólar cai a R$ 3,17

Após seis quedas consecutivas, a Bolsa brasileira tenta se recuperar nesta sexta-feira, com o índice Ibovespa avançando 0,89%, aos 74.228 pontos. No câmbio, o dólar comercial registra desvalorização de 0,40%, cotado a R$ para venda R$ 3,170, em sessão instável.

Nos últimos dias, a constatação de que as reformas econômicas serão adiadas diante da fragilidade do governo fez o Ibovespa perder força.

Na agenda doméstica, um dos destaques do dia é a taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que recuou para 12,6% no trimestre encerrado em agosto, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. A taxa correspondeu exatamente às projeções de analistas consultados pela Bloomberg. Ao cair para 13,1 milhões de pessoas, o grupo de desempregados encolheu 4,8% ou menos 658 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com igual trimestre do ano passado, quando havia 12 milhões de pessoas sem emprego, o grupo teve alta de 9,1% ou mais 1,1 milhão de pessoas a procura de uma vaga.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Indicador de Incerteza da Economia recua e atinge menor nível desde abril

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) recuou 10,8 pontos entre agosto e setembro, o terceiro recuo consecutivo, passando de 130,1 pontos para 119,3 pontos. Com a nova queda, o indicador atinge o menor nível desde abril de 2017, quando encontrava-se em 118,8 pontos.

Os dados do IIE-Br foram divulgados hoje (28), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na avaliação do economista da FGV Pedro Costa Ferreira, dois fatores explicam a queda no indicador: a diminuição das incertezas com relação à condução da política econômica claramente refletido no IIE-Br Expectativa e, em segundo lugar, o sentimento de que a condução da política econômica não sofrerá grandes desvios a médio prazo.

“O principal destaque nessa queda acentuada do indicador de incerteza é a volta para o nível anterior à divulgação dos áudios da JBS com o presidente Temer, em relação à elevada média dos últimos três anos”, disse.

Para ele, mesmo com o resultado de setembro parecendo baixo, “ele ainda está longe da média histórica de 100 pontos”.

A Fundação Getulio Vargas explicou que a queda do Indicador de Incerteza da Economia em setembro foi determinada pelos recuos nos componentes mídia e expectativa. Ainda segundo a FGV, ao cair 7,5 pontos no mês, o IIE-Br Mídia contribuiu com -6,6 pontos para o recuo do índice geral.

Em relação ao IIE-Br Expectativa, o recuo de 18,2 pontos, contribuindo com -4,6 pontos para a queda do indicador agregado de incerteza. Já o IIE-Br Mercado aumentou 3,3 em setembro, em relação a outubro, com um impacto positivo de 0,4 ponto no IIE-Br.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Inflação do aluguel avança a 0,47% em setembro; em 12 meses, recua 1,45%

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) voltou a subir em setembro e fechou em 0,47%, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta quinta-feira. O resultado ficou na expectativa do mercado, que era de que o índice ficasse em 0,46% neste mês. A alta no atacado compensou o alívio com a queda nos preços ao consumidor, sendo que a principal pressão veio do aumento dos combustíveis.

Em julho, a Petrobras iniciou uma nova política em que faz revisões diárias dos preços dos combustíveis, de acordo com a variação no mercado internacional. Além disso, também em julho, decreto do governo federal mais que dobrou o PIS/Cofins incidente sobre a gasolina, de R$ 0,38 para R$ 0,79 por litro.

O IGP-M havia voltado para o campo positivo em agosto, após quatro meses de deflação, diante da maior pressão dos preços ao consumidor e da queda mais fraca no atacado. O índice registrou alta de 0,10% em agosto. Em setembro de 2016, a variação foi de 0,20%

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis. Os contratos preveem reajuste anual pelo índice acumulado no período. Em 12 meses até setembro, o IGP-M registra taxa de -1,45%. Em 2017, até setembro, o índice é de -2,10%.

O IGP-M é composto por três índices: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

O IPA teve forte aceleração, de -0,05% em agosto para 0,74% em setembro. No IPA, o índice relativo aos Bens Finais avançou de -0,85% em agosto para 0,02%, em setembro. Contribuiu para esta aceleração o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa de variação passou de 0,24% para 6,11%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de -0,05%. Em agosto, a taxa foi de -0,58%.

Já o índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,62%. Em agosto, a taxa foi de -0,08%. Novamente, o principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de 1,58% para 4,98%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou -0,02%, ante -0,32%, em agosto.

O IPC, por sua vez, registrou variação de -0,09%, em setembro, ante 0,33%, em agosto. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (0,53% para -0,24%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 2,88% para -1,73%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (1,70% para 0,56%), Alimentação (-0,47% para -0,82%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,34% para 0,26%), Comunicação (0,26% para -0,08%) e Despesas Diversas (0,13% para 0,11%). Nestas classes de despesa, os destaques foram: gasolina (8,50% para 2,68%), hortaliças e legumes (-2,82% para -11,41%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,09% para -0,31%), tarifa de telefone móvel (0,41% para -0,18%) e alimentos para animais domésticos (1,22% para -0,66%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,03% para 0,52%) e Vestuário (-0,28% para 0,11%). Nestas classes de despesa, destacaram-se: passagem aérea (-2,07% para 12,81%) e roupas (-0,49% para 0,18%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em setembro, taxa de variação de 0,14%. No mês anterior, este índice variou 0,40%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviçosregistrou variação de 0,37%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,20%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de -0,04%. No mês anterior, este índice variou 0,56%.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Crédito mostra economia em recuperação ainda desequilibrada

A trajetória das concessões de crédito está entre aqueles indicadores indiretos que funcionam como prova do pudim da efetiva evolução de uma economia. É com esse olhar para os números das operações de crédito em agosto, divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, que se pode reafirmar as avaliações segundo as quais a recuperação econômica em curso ainda enfrenta muitas barreiras e vem ocorrendo de um modo desequilibrado.

Essa recuperação é um fenômeno cada vez mais nítido e espalhado pelos lados do consumo das famílias, mas ainda sem correspondência na atividade das empresas. Como é natural nesses processos de retomada dos negócios, a demanda está sendo atendida por uma oferta num movimento inicial de ocupação da enorme capacidade produtiva existente, com o mínimo de uso de novos recursos.

Essa avaliação parece bem sustentada pela evolução recente do crédito. Em relação a agosto de 2016, por exemplo, o volume total de financiamentos na economia recuou 2,2% em agosto de 2017 e 0,1% sobre julho, situando-se em R$ 3 trilhões, o que equivale a 47,1% do PIB, praticamente a mesma proporção alcançada em julho. Os dados agregados, porém, não contam a história toda.

Enquanto o crédito para as pessoas físicas está em alta, os financiamentos para empresas continuam em queda. O saldo total dos empréstimos para pessoas e famílias, em agosto, subiu 4,7%, em relação ao mesmo mês do ano passado, perto do dobro do registrado em agosto de 2016, em termos reais. Já no segmento das pessoas jurídicas, também em comparação com agosto de 2016, o saldo deste ano ficou 8,8% menor, depois de já ter recuado 8,4% no mês anterior.

O ritmo de alta, nos empréstimos a pessoas físicas, foi mais forte ainda no segmento do crédito direcionado, onde se alojam os consignados e o crédito imobiliário, chegando a uma elevação superior a 6% no mês. Embora a inadimplência se mantenha estável, a oferta de crédito continua cautelosa, com os bancos e financeiras preferindo liberar mais recursos para segmentos que oferecem garantias reais.

No caso das empresas, dá-se o oposto. Aqui a contração do crédito tem sido maior no segmento direcionado — nova retração de quase 10% na comparação interanual em agosto, após queda semelhante em julho — e a explicação não pode fugir da constatação do encolhimento do BNDES, se bem que também tenha atingido os demais bancos públicos. Não por coincidência a fatia dos bancos públicos no total do crédito caiu para 55,6% do total em agosto.

Os dados do BC sobre o crédito em agosto mostram pequenas reduções nas taxas efetivas de juros médias e nos spreads bancários. A tendência é sem dúvida de queda, mas a inclinação para baixo das curvas de juros e spreads ainda é muito tímida. Isso permite pensar que a melhora no crédito para as famílias ainda se deve mais à injeção promovida pela liberação do FGTS inativo — usada em parte para cortar endividamento — e à liberação de renda em razão do intenso recuo da inflação do que propriamente à forte queda dos juros básicos.

Tudo considerado, até aqui, o crescimento generalizado do mercado de crédito é uma tendência à espera de confirmação. Isso dependerá de quanto a expansão do consumo consiga avançar, na esteira da inflação baixa e agora sem o efeito da liberação do FGTS, levando as empresas a ocupar a capacidade ociosa e, a partir daí, a investir.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Dólar sobe pelo 3º dia e atinge R$ 3,19 reagindo a discurso de Janet Yellen

O dólar comercial registra nesta quarta-feira sua terceira alta seguida frente ao real, seguindo a tendência da divisa americana em escala global depois de fala da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) aumentar as expectativas de aumento de juros nos EUA. A moeda avança 0,72% contra o real, cotada a R$ 3,192 para venda. É o maior valor desde meados de agosto. Já o índice Dollar Spot, da Bloomberg, que mede a força da divisa contra dez pares internacionais, avança 0,56%. Os investidores também monitoram o lançamento de uma proposta de reforma tributária por Donald Trump nesta quarta-feira. Na agenda doméstica, o mercado olha para os leilões de usinas da Cemig e de áreas de petróleo da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que vão indicar o fôlego dos interesse em investir no Brasil.

Em discurso ontem, Janet Yellen, presidente do Fed, disse que a autoridade monetária não deveria se mover muito gradualmente, reforçando a percepção entre investidores de que o BC dos EUA promoverá nova alta dos juros este ano. A elevação das taxas tende a valorizar a moeda do país.

“Yellen, a presidente do Fed, foi bastante cuidadosa em seu discurso de ontem, quando abordou ‘inflação, incertezas e política monetária’ em Ohio. Segue acreditando que a inflação está sendo transitoriamente mantida abaixo da meta de 2%, mas, dadas as incertezas atuais, reforça a necessidade de fazer um ajuste ‘gradual’. Mantém, portanto, ‘viva’ a expectativa de uma nova elevação de juros em 2017”, escreveu Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Os leilões da ANP e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) marcados paraesta quarta-feira ofertam quase 300 blocos de gás e petróleo e 4 hidrelétricas. O governo federal espera arrecadar ao menos R$ 11 bilhões com as outorgas de concessão por 30 anos das usinas da companhia mineira Cemig. Já se todos os blocos do leilão da ANP forem arrematados sem ágio, o bônus arrecadado será de aproximadamente R$ 1,69 bilhão, segundo a reguladora.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Gastos de brasileiros no exterior saltam 87% em agosto

O Brasil teve déficit em transações correntes de US$ 302 milhões em agosto, segundo resultado consecutivo no vermelho, mas ainda assim melhor para o mês desde 2007, quando houve superávit de US$ 1,233 bilhão. O resultado divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira, contudo, veio pior que a expectativa de um rombo de US$ 190 milhões em pesquisa da Reuters junto a analistas.

No mês, os Investimento Estrangeiro Direto (IED) somaram US$ 5,138 bilhões, também abaixo da expectativa de mercado de US$ 6,55 bilhões. No acumulado de janeiro a agosto, o saldo em transações correntes ficou negativo em US$ 3,013 bilhões, bem abaixo do déficit de US$ 13,086 bilhões de igual período de 2016. Em 12 meses, o rombo é de US$ 13,457 bilhões, ou 0,68% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para o resultado consolidado de 2017, a expectativa do BC é de um déficit de apenas US$ 16 bilhões, contra rombo de US$ 23,53 bilhões no ano passado, ajudado pelos bons resultados da balança comercial.

Essa projeção foi melhorada pela autoridade monetária na semana passada, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação.

Em agosto, a balança comercial também exerceu papel de destaque, ficando positiva em US$ 5,325 bilhões, contra superávit de US$ 3,920 bilhões em igual mês do ano passado.

Esse movimento compensou em parte o salto de 87,1% nos gastos líquidos de brasileiros no exterior em agosto sobre o mesmo período de 2016, a US$ 1,291 bilhão, e o crescimento de 21,9% na remessa de lucros e dividendos, a US$ 2,157 bilhões.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Fed quer elevar taxas, mas de forma gradual

Janet Yellen, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), afirmou nesta terça-feira, em seus primeiros comentários desde que sua instituição manteve as taxas básicas de juros na semana passada, que o apropriado é que elas subam gradualmente, mas não “muito gradativamente”, devido ao risco de inflação.

Yellen disse que a inesperada baixa inflação do ano passado é apenas transitória, mas admitiu que talvez a situação tenha sido mal interpretada.

O panorama econômico é afetado por “incertezas significativas”, de forma que elevar muito rapidamente as taxas traz o risco de sobrecarregar a política e não conseguir o esperado, disse Yellen em uma assembleia de economistas em Cleveland.

Com o desemprego já muito baixo, em 4,4%, se as taxas não mantiverem seu ritmo, o mercado de trabalho pode reaquecer e “gerar um problema inflacionário”, advertiu.

Yellen e os demais membros do Fed alegaram reiteradamente que a inflação se mantém há tempos abaixo da meta de 2%, devido a fatores transitórios e esperam chegar a essa taxa em dois anos.

Yellen admitiu que “pode ter sido mal-interpretada a fortaleza do mercado de trabalho, inclusive as forças fundamentais que impulsionam a inflação”.

Os membros do Fed precisam “seguir alertas” à espera de sinais que possam modificar suas valorações, informou.

De qualquer forma, os economistas percebem como muito alta a possibilidade de que o Fed aumente as taxas pela terceira vez no ano.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa tem maior queda em 3 meses com política e mau humor externo; dólar encosta em R$ 3,16

A Bolsa teve o pior pregão em mais de três meses nesta segunda-feira, enquanto o dólar comercial registrou a maior alta em mais de um mês, em dia de aversão a risco no exterior e com o adiamento da leitura da denúncia contra Temer na Câmara. La fora, pesam a troca cada vez mais intensa de ameaças entre EUA e Coreia do Norte e a vitória apertada de Angela Merkel nas eleições alemãs de domingo, assim como a ascensão da extrema-direita no Parlamento. O dólar comercial subiu 0,95%, maior alta desde 17 de agosto, aos R$ 3,159, maior valor desde o último dia 30. O índice de referência acionário Ibovespa recuou 1,25%, aos 74.443 pontos, maior queda desde 20 de junho.

— Quanto mais demorar para se resolver a questão da denúncia contra Temer, pior para a economia e pior para a reforma da Previdência. Além disso, o mercado também precisava realizar lucros depois de uma sequência de altas. Junta-se a isso a troca de insultos entre EUA e Coreia do Norte, que causa tensão nos mercados lá fora e eles caem — disse Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

Uma nova tentativa de leitura da denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara foi frustrada na tarde desta segunda-feira. Por falta de quorum, a sessão foi adiada para amanhã, às 11h30. Para que a denúncia pudesse ser apresentada aos parlamentares, era necessária a presença de pelo menos 51 dos 513 deputados, mas apenas 23 registraram presença na Casa. Na sexta-feira, a leitura também foi adiada porque havia a presença de apenas dois parlamentares.

PETRÓLEO SOBE AO MAIOR VALOR EM MAIS DE 2 ANOS

Entre os bancos, o Banco do Brasil recuou 1,42%, o Bradesco teve baixa de 1,69%, e o Itaú Unibanco recuou 0,99%. A Vale registrou sua quinta queda consecutiva, com o papel ordinário caindo 0,82% (R$ 31,09) com mais uma desvalorização do minério de ferro no exterior.

Entre os priores desempenhos da Bolsa estiveram os das siderúrgicas, que, além da desvalorização do minério, sofreram com a prorrogação por até seis meses de investigação da Secretaria de Comércio Exterior sobre laminados planos da China.A investigação foi solicitada pela ArcelorMittal Brasil, CSN e Gerdau Açominas sobre dumping nas exportações para o Brasil de produtos laminados planos a quente oriundos da China.

A ação mais impactada foi a Usiminas, que despencou 12,45%. A Metalúrgica Gerdau recuou 5,07%, enquanto a CSN teve baixa de 3,29%.

— A Usiminas foi a mais afetada porque ela subiu muito mais do que as outras empresas do setor, acumulando valorização de 100% no ano — explicou Monteiro.

As ações da Petrobras foram destaque positivo no pregão, com os papéis ON subindo 0,74% (R$ 16,32), e os preferenciais avançando 0,96% (R$ 15,84). Os preços dos contratos futuros de petróleo, com o barril do tipo Brent subindo ao maior nível em mais de dois anos com a ameaça da Turquia de bloquear as exportações curdas de petróleo enquanto a região iraquiana organiza referendo sobre sua independência. Além disso, há a expectativa de que o acordo de corte de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) possa ser ampliado. O contrato do petróleo tipo Brent avançou 3,85%, a US$ 59,05 o barril.

Na agenda de divulgações domésticas, um dos poucos destaques foi o Boletim Focus, do Banco Central. A expectativa de economistas para a inflação neste ano foi pela primeira vez abaixo do piso da meta na pesquisa, que trouxe ainda melhora nas projeções para a economia tanto em 2017 quanto em 2018. A projeção de alta do IPCA neste ano agora é de 2,97%, ante 3,08%. Assim, a inflação terminaria o ano abaixo do piso da meta, de 3%. A meta está fixada em 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Caixa lucra R$ 4 bilhões no primeiro semestre de 2017

Com atraso em relação a outros bancos na divulgação de balanços trimestrais, a Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira que registrou lucro líquido de R$ 2,587 bilhões no segundo trimestre de 2017 – alta de 62,8% na comparação com o mesmo período de 2016. Com isso, o banco público encerrou o semestre com lucro de R$ 4,074 bilhões – também crescimento de 69,2% sobre o ganho auferido nos primeiros seis meses do ano passado.

De acordo com dados do balanço, ajudaram no desempenho os ganhos com tarifas que chegaram a R$ 12,230 bilhões no primeiro semestre do ano – alta de 12,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Também houve redução de 3,3% nas despesas com provisão para devedores duvidosos, de R$ 10,067 bilhões para R$ 9,733 bilhões, além de diminuição nos gastos com captação e administração.

Em junho, a carteira de crédito total da Caixa alcançou saldo de R$715,9 bilhões, avanço de 3,5% em 12 meses e participação de 22,8% no mercado. O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura e crédito consignado foram os principais responsáveis pela evolução da carteira no período.

As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$182,7 bilhões, redução de 6,6% em 12 meses, impactadas principalmente pelo segmento pessoa jurídica, que apresentou queda de 10,2% em virtude da menor demanda por crédito. O índice de inadimplência encerrou o semestre com redução de 0,7 ponto percentual em 12 meses, alcançando 2,51%, permanecendo abaixo da média de mercado de 3,74%, influenciado sobretudo pelo crédito imobiliário, onde os atrasos são menores na comparação com outras modalidades.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior