Monthly Archive: May 2017

Governo dá aval para derrubada de veto em reforma do ISS

Em um momento de desgaste político, o governo se antecipou à previsível derrubada de um veto do presidente Michel Temer a um dispositivo previsto na lei que trata do Imposto sobre Serviços (ISS) e fechou um acordo com o Congresso. Temer havia vetado a redistribuição do ISS aos municípios com a transferência da cobrança do imposto para as cidades onde o serviço é executado. Até agora, os recursos da cobrança ficavam no município do estabelecimento do prestador do serviço, ou seja, concentrava as verbas em apenas algumas cidades.

O acordo foi fechado com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Essa é mais uma tentativa de Temer de aprovar medidas da área econômica e para tentar mostrar que a economia não está parada por causa da crise política.

Na prática, Temer teve que recuar, porque ele mesmo vetou a proposta ao sancionar a chamada Lei da Reforma do Imposto Sobre Qualquer Natureza (ISS), que é cobrado pelas prefeituras. Na época, o governo vetou a mudança de local da cobrança alegando problemas técnicos. Nos bastidores, havia uma reação de São Paulo, que terá perda de receita de várias cidades onde funcionam as grandes prestadoras de serviços. Mas agora, fragilizado, Temer acena com bondades para os prefeitos e governadores.

O veto foi colocado na pauta de votação de ontem do Congresso. Pelo acordo, o veto seria derrubado em votação nominal. No início da noite, o Palácio do Planalto divulgou nota confirmando o acordo:

“O Governo Federal, em face de reivindicação dos municípios brasileiros, concorda com a derrubada pelo Congresso Nacional do veto de nº 52 de 2016, que dispõe sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), alteração na Lei Complementar nº 116. Ao mesmo tempo, o Poder Executivo pretende estabelecer a seguir, em sendo confirmada a derrubada do veto, medida normativa que permita a operacionalização de que dispõe o referido projeto, afim de não causar nenhum problema ao bom funcionamento do Sistema Financeiro Nacional”.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Economia resiste às ‘perturbações’ políticas, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira que trabalha com a “hipótese” de que o presidente Michel Temer deve cumprir seu mandato, até o final de 2018. Em apresentação durante evento com investidores, o ministro também apresentou dados que indicam que a economia brasileira apresentou crescimento no primeiro trimestre deste ano.

— É cada vez mais clara a resistência da economia brasileira. Minha hipótese de trabalho é que não vai haver mudanças. O presidente deve concluir seu mandato até 2018 — afirmou Meirelles, para dizer em seguida que há condições de se seguir normalmente, “passando por questões políticas”.

Questionado por jornalistas se uma eventual saída do presidente Temer da Presidência comprometeria o rumo das reformas, como a trabalhista e a da Previdência, Meirelles destacou que a despeito das “perturbações” políticas a economia continua funcionando.

O ministro voltou a dizer que a longa recessão em que o país esteve mergulhado nos últimos três anos já passou, garantindo que o ritmo de atividade econômica nos três primeiros meses do ano teve forte expansão.

— A economia brasileira voltou a crescer por causa da maior segurança da política fiscal aos agentes econômicos — afirmou, para reforçar. — Não estamos discutindo se está ou não retomando o crescimento. Já cresceu e isso é resultado de maior confiança e maior previsibilidade na economia.

Meirelles foi questionando diversas vezes se aceitaria assumir a presidência em caso de queda de Temer. E não negou, apesar de tentar mudar o tema.

— Não trabalho com hipóteses. Hoje sou candidato a fazer o país crescer — desconversou Meirelles, que participou do Fórum de Investimentos Brasil, no Grand Hyatt Hotel, zona sul de São Paulo, ao lado de Temer, na manhã desta terça-feira.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bancos e Vale ajudam Ibovespa a fechar em alta de 0,31%

De olho no andamento das reformas econômicas, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, fechou em alta nesta terça-feira. O indicador subiu 0,31%, aos 63.962 pontos, sustentando pelo desempenho dos papéis da Vale e dos bancos. Já o dólar comercial registrou leve queda de 0,18% ante o real, a R$ 3,264.

O que move os negócios é a expectativa em torno das reformas. A avaliação é que há uma maior dificuldade na aprovação das mudanças nas regras da aposentadoria devido ao enfraquecimento do presidente Michel Temer após ser envolvido nas delações premiadas dos executivos da JBS.

— O mercado é pragmático. Ele não prefere um ou outro político. Ele quer as reformas — disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, ao explicar que independente da saída ou não de Temer, o que se olha é a perspectiva de aprovação das reformas.

Apesar da situação política de Temer ser delicada, a avaliação é que é possível chegar a algum tipo de consenso que leve à votação da Reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados – por ser uma emenda constitucional, é necessária a aprovação em dois turnos, com uma aprovação de ao menos 308 deputados (3/5 do total). Em relação à trabalhista, a comissão especial do Senado adiou a votação do texto que veio da Câmara para a próxima semana.

—A política continua como plano de fundo. Enquanto não houver uma definição para as reformas, isso continuará acontecendo. Há também um cuidado em relação à situação de Rocha Loures, que pode perder o foro privilegiado — disse Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos, sobre o ex-assessor de Temer que foi gravado recebendo uma mala de dinheiro. Ele é suplente de Osmar Serraglio, que deve voltar para a Câmara dos Deputados após deixar o Ministério da Justiça. Sem o foro, cresce a expectativa de que Loures possa também fazer uma delação premiada.

Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes, entre outros, de corrupção passiva após delações de executivos do grupo J&F. Muitos no mercado acreditam que Temer não vai continuar na Presidência, mas acreditam ao mesmo tempo que quem o substituir vai continuar com a agenda reformista.

— O pior cenário é o presidente ficar sangrando no cargo — destacou o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernard Gonin.

Por isso o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer para as eleições de 2014, marcado para iniciar no próximo dia 6, está no centro das atenções dos investidores.

Enquanto isso, o governo se esforça para tentar dar continuidade às reformas. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), disse que a Casa vai retomar em poucas semanas discussão da reforma da Previdência.

Em meio a esse cenário, os investidores viram espaço para algumas compras. As ações que se destacaram foram as do setor bancário, com maior peso na composição do Ibovespa. As preferencias (PNs, sem direito a voto) do Itaú Unibanco e do Bradesco subiram, respectivamente, 0,30% e 1,59%. No caso do Banco do Brasil, a alta foi de 1,18%.

As ações da Vale também operaram em terreno positivo. As PNs subiram 1,53% e as ordinárias (ONs,com direito a voto) avançaram 1,92%.

Já os papéis da Petrobras registraram queda de 1,54% nos preferenciais e de 1,32% nos ordinários, cotados a, respectivamente, R$ 13,36 e R$ 14,17.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Índice que reajusta aluguéis tem deflação pelo segundo mês seguido

O IGP-M ficou abaixo das expectativas dos economistas. A mediana de projeções da Bloomberg apontava queda de 0,84% no mês e alta de 1,67% no acumulado em 12 meses.

André Braz, economista do Ibre/FGV, lembra que, o índice considerado para o reajuste de aluguéis é o acumulado em 12 meses. E, apesar de ele estar em desaceleração, amenizando os reajustes, como o orçamento das famílias ainda está muito apertado, devido ao alto nível de endividamento e desemprego, os efeitos dessa desaceleração são minimizados:

— Essa desaceleração é boa, mas seria melhor ainda se a taxa de desemprego estivesse baixa. Porém, para quem vai alugar imóvel agora o momento é bom, pois como as famílias estão sem dinheiro, há muitos imóveis vazios e os preços iniciais para aluguel estão caindo.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.

Em boletim enviado a clientes, Fernando Honorato Barbosa, economista-chefe do Bradesco, diz que o resultado do IGP-M reforça a expectativa da instituição de que o IPCA encerrará o ano abaixo da meta, com alta de 3,7% em 2017.

“Esperamos que o IGP-DI continue a apresentar deflação, porém menos intensa que a registrada pelo IGP-M. Esse comportamento favorável dos preços no atacado indica baixa pressão para a inflação ao consumidor nos próximos meses”, conclui o relatório.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do IGP-M, caiu 1,56% neste mês, após retroceder 1,77% em abril.

Dentro do IPA, um dos destaques foi o subgrupo alimentos in natura, cujos preços caíram 1,06% em maio, após alta de 5,13 por cento no mês passado.

A FGV informou ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, desacelerou a alta a 0,29% em maio, depois de ter avançado 0,33% no mês anterior. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação, cujos preços recuaram 0,13%, contra alta de 0,90%, no período.

Em maio, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,13%, após queda de 0,08% em abril.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Com crise política, mercado já prevê queda mais gradual de juros

A instabilidade do presidente da República, Michel Temer, já contaminou as expectativas em relação à economia brasileira. Os especialistas alteraram as previsões para a condução da política de controle da inflação. As apostas são que o Banco Central será mais conservador, e a queda dos juros se dará de forma gradual. Essas previsões podem continuar a mudar a partir de amanhã, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgar suas considerações sobre os impactos da crise no cenário econômico do país.

Na reunião, os diretores devem optar por manter o ritmo de queda da taxa básica (Selic) em 1 ponto percentual. Com isso, o juro cairia dos atuais 11,25% ao ano para 10,25% ao ano. Daí para frente, os cortes devem ser reduzidos.

A ideia é que o BC chegará até dezembro com uma Taxa Selic de 8,5% ao ano. O que mudou na cabeça dos economistas — ouvidos na pesquisa semanal Focus, feita pela própria autoridade monetária — é o caminho que será traçado para alcançar esse patamar.

Até a semana passada, os analistas previam uma nova queda de mais 1 ponto percentual, em julho, e outras duas de 0,5 ponto percentual em seguida. Agora, projetam que o BC diminuirá o ritmo para 0,75 ponto percentual em julho. Em seguida, reduziria o passo para 0,5 ponto percentual e finalizaria o ciclo de queda da Selic com duas baixas de 0,25 ponto percentual.

À ESPERA DA REUNIÃO DO COPOM

Essas expectativas podem mudar ao sabor do comunicado do Copom, que será publicado logo após à reunião. Na quarta-feira, às 18 horas, o mercado deve ter uma leitura melhor do que o BC enxerga pela frente. Até lá, as transações estão sensíveis ao noticiário político.

“No Brasil, o mercado deve seguir atento ao ambiente político. O mercado de juros deve reagir à evolução das projeções do Boletim Focus (pesquisa do Banco Central com integrantes do mercado financeiro), também à espera da reunião do Copom, com decisão de política monetária a ser anunciada na quarta-feira”, resumiu o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, em comunicado aos clientes.

Toda essa turbulência política causa uma insegurança nos analistas por um simples motivo: o governo já não teria mais força para aprovar a reforma da Previdência, necessária para equilibrar as contas públicas e fazer com que a dívida do país pare de crescer. A reorganização das aposentadorias era vista como a possibilidade de ser feito um relevante corte de juros.

— O estrago feito até agora é o adiamento ou até o possível cancelamento da reforma da Previdência. O Banco Central pode rever o fim do ciclo de corte dos juros — disse a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, que complementou. — A queda dos juros está condicionada à reforma e à amplitude dela. O fim do ciclo pode ser até em 9,5% ao ano porque, hoje, o mercado acredita que alguma parte da reforma ainda vai ser aprovada, não necessariamente com o presidente Temer no poder.

Com toda essa incerteza no cenário, os analistas revisaram as estimativas para a inflação. Após onze semanas de queda, a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 registrou uma leve alta: subiu de 3,92% para 3,95%. Já para o ano que vem, a estimativa passou de 4,34% para 4,40%.

Mesmo com a alta das expectativas, a inflação deve encerrar 2017 e 2018 dentro da meta para os dois anos, que é de 4,5%.

Os efeitos da crise também são sentidos em relação à atividade. Na perspectiva do mercado financeiro, a recuperação será ainda mais lenta. Houve pequeno recuo para as taxas de crescimento da economia brasileira. A estimativa é que a variação do Produto Interno Bruto (PIB) fique em 0,49% em 2017 — ante 0,50% na semana anterior — e em 2,48% em 2018 — frente a 2,50% na semana anterior.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa brasileira abre em alta e dólar tem leve recuo, a R$ 3,262

A Bolsa brasileira abriu nesta terça-feira com valorização. O índice Ibovespa avançava 0,25% logo após a abertura, aos 63,926 pontos. Já o dólar opera com leve queda. A moeda americana recua 0,24%, a R$ 3,262.

Ontem, o dólar comercial registrou leve alta, enquanto a Bolsa caiu em dia de poucos negócios no mercado financeiro global por causa dos feriados nos EUA, Reino Unido e China. O dólar comercial registrou alta de 0,12%, cotado a R$ 3,270. No mercado acionário, o índice Ibovespa recuou 0,5%, aos 63.760 pontos.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Tesouro Direto volta a ser atraente com nova aposta para Selic

Um dos efeitos da crise política sobre a economia foi o clima de incerteza que passou a pairar sobre o processo de redução dos juros por parte do Banco Central (BC). As dúvidas sobre os rumos das reformas econômicas, que são importantes para garantir o crescimento futuro do país, podem fazer com que a redução da taxa básica de juros — a Selic, atualmente em 11,25% ao ano — se dê de forma mais lenta. Isso certamente é ruim para quem precisa tomar dinheiro emprestado para adquirir algum bem, mas pode ser uma oportunidade para quem quer investir. Esse efeito pode ser observado em títulos de renda fixa, cujas taxas subiram depois da revelação, pelo GLOBO, da delação do dono da JBS, Joesley Batista, no último dia 17. Os títulos do Tesouro Direto, então, aparecem como uma opção segura, dizem analistas.

O processo de queda de juros teve início em outubro do ano passado e, até meados deste mês, a expectativa era que a Selic chegasse em dezembro a 8,5% ao ano, de acordo com a média das projeções dos economistas consultados pelo BC. Havia até mesmo aqueles que projetavam a taxa em torno de 7%. Esse cenário, no entanto, sofreu uma reviravolta. Agora, a trajetória de queda dos juros já não está tão clara, e a aposta de que o BC poderia reduzir a Selic esta semana em até 1,25 ponto percentual caiu por terra — o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão sobre os juros na próxima quarta-feira. A maior parte das projeções passou a apontar um corte de um ponto percentual. A diferença parece pequena, mas abriu espaço para ganhos maiores para quem investe nesses títulos.

— O título público federal é o mais indicado para este momento, porque é difícil encontrar outra alternativa segura. Em renda fixa, o crédito privado (títulos emitidos por empresas ou bancos) até paga mais, porém a incerteza na política pode levar o país a crescer menos, e aí aumenta o risco de crédito dessas empresas emissoras, já que elas tendem a vender menos também — explica Ricardo Almeida, professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Os títulos públicos são, em tese, o investimento mais seguro que há porque são garantidos pelo governo federal. Para comprar esses papéis, é preciso ter cadastro em uma corretora que atue com o Tesouro Direto, que é uma plataforma desenvolvida pelo Tesouro Nacional para investidores de menor porte. Nesse sistema, estão disponíveis títulos que são corrigidos pela Selic, ou seja, eles vão render mais ou menos de acordo com a variação dessa taxa. Outra opção são os prefixados, que pagam uma taxa determinada, de modo que quem compra sabe antecipadamente o quanto irá resgatar lá na frente. E há ainda o Tesouro IPCA, que paga um juro mais a correção pelo índice de inflação.

— Os títulos de prazo mais curto começaram a ficar com ganhos mais interessantes, porque se espera que o BC não corte tanto os juros na reunião desta semana — argumenta Almeida.

JURO MAIS ALTO APÓS A CRISE

Na última sexta-feira, um título prefixado com vencimento em 2023 pagava 10,84% ao ano. Antes da divulgação da delação premiada de Joesley, que afirmou ter pago propina a mais de 1.800 políticos, entre os quais o presidente Michel Temer, a taxa era de 9,91%. Essa diferença mostra que os investidores passaram a acreditar em uma redução mais lenta da Selic e, por isso, começaram a exigir um retorno maior. No caso dos títulos atrelados à inflação com vencimento em 2024, no mesmo período a taxa passou de IPCA mais 4,49% para IPCA mais 5,49% — um salto de um ponto percentual.

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Essa evolução das taxas também ocorreu nos demais títulos disponíveis no Tesouro Direto. Cada vencimento paga um juro diferente.

Mauro Mattes, gerente de investimentos da Concórdia Corretora, explica que não há dúvida de que os juros vão continuar caindo, já que a inflação está em patamares baixos e, devido à recessão, não há demanda para levar os preços para cima. No entanto, o processo será mais lento do que o esperado há até duas semanas. O centro da meta de inflação é de 4,5% ao ano, mas o IPCA pode encerrar 2017 abaixo disso — em abril, o indicador registrou 4,08% em 12 meses.

— A renda fixa continua, então, sendo atraente. Para quem é mais conservador, o melhor é deixar nos títulos atrelados à Selic. Para quem já tem um pouco mais de recursos e pode variar, é possível fazer um mix entre os pós-fixados, os prefixados e aqueles corrigidos pela inflação — explica Mattes.

Ou seja, se a poupança está na fase inicial, o melhor é deixar em algo com o menor risco possível, que seriam os títulos que acompanham a Selic. Quando a reserva já é suficiente para arcar com eventuais emergências, aí sim o investidor já pode começar a pensar em uma diversificação dentro do próprio Tesouro Direto.

PERFIL CONSERVADOR OU MODERADO

Para esse grupo que quer diversificar, Mattes aconselha deixar 10% nos títulos que seguem a Selic, ficando como um recurso para ser usado em emergências. Uma parcela de 40% pode ficar nos títulos prefixados, e a outra metade, nos corrigidos pela inflação. Mas um alerta: é importante comprar títulos com prazos compatíveis com seus objetivos — comprar um carro, dar de entrada em um financiamento imobiliário daqui a alguns anos ou a aposentadoria. É que resgatar esses títulos antes, embora possível, pode causar algumas perdas. Se daqui a um ano os papéis prefixados do Tesouro estiverem pagando 6% ao ano, por exemplo, será por essa taxa que o investidor terá de vender o título.

Para quem já tem aplicações, Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners, aconselha que o melhor é ficar onde está:

— Para o pequeno investidor o melhor é ficar na renda fixa, mantendo uma parte nos pós-fixados.

Essa parcela é a que pode ser realocada mais rapidamente caso o cenário sofra uma nova reviravolta, ressalta Velho. Já no caso dos títulos prefixados e atrelados à inflação, desfazer-se deles antes do vencimento é sempre um risco.

— Quem vendeu logo que a crise política começou pode ter perdido dinheiro — diz Velho.

No dia 18, o primeiro dia de negócios após a revelação das denúncias de Joesley, os mercados tiveram um pregão de forte estresse, com os juros subindo fortemente e — já o Ibovespa teve a maior queda desde 2008.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Crescimento da economia dos EUA no 1º trimestre é maior que estimado inicialmente

O crescimento da economia americana no primeiro trimestre foi maior que o estimado inicialmente. A taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao primeiro trimestre de 2016 foi de 1,2%. A primeira informação sobre o período apontava variação de 0,7%.

O desempenho veio acima da taxa de 0,8% esperada por analistas.

O resultado confirma um crescimento menor que os 2,1% registrados no quarto trimestre de 2016.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Após onze semanas em queda, projeção para inflação em 2017 tem leve alta

Após onze semanas de queda, a projeção para a inflação em 2017 registrou leve alta, segundo o Boletim Focus, que reúne as principais estimativas do mercado financeiro. A taxa esperada agora é de 3,95%, ante 3,92% na semana anterior. Para 2018, a projeção passou de 4,34% para 4,40% na última semana.

Também houve pequeno recuo para as taxas de crescimento da economia brasileira. A estimativa é de que a variação do Produto Interno Bruto (PIB) fique em 0,49% em 2017 — ante 0,50% na semana anterior — e em 2,48% em 2018 — frente a 2,50% na semana anterior.

O cenário para a Selic, a taxa básica de juros da economia, se manteve estável para o fim de 2017 e 2018, de 8,5% ao ano.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Arrecadação federal cresce 2,27% em abril e acumula R$ 446,8 bi no ano

A arrecadação de impostos e contribuição federais fechou abril em R$ 118,047 bilhões. O número representa um aumento real (já descontada a inflação) de 2,27% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado no ano, o total pago pela sociedade brasileira em tributos somou R$ 446,791 bilhões. Isso significa um crescimento real de 0,65% sobre 2016.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, disse que, apesar da leve recuperação em abril, a arrecadação federal ainda está sendo impactada pelo fraco desempenho da economia:

— O cenário ainda apresenta fortes sinais de deterioração da atividade econômica.

Tanto que o desempenho positivo da arrecadação de abril ocorreu apenas nas receitas não administradas. Esses recursos decorrem principalmente do pagamento de royalties e de participações especiais, que sofrem impacto de variáveis como os preços de petróleo. Os tributos que refletem a atividade industrial e o consumo ainda estão em baixa.

As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 112,469 bilhões em abril, caindo 1,3% sobre 2016. Já as não administradas dispararam. Elas ficaram em R$ 5,578 bilhões. Esse número é quase quatro vezes maior que o registrado no ano passado.

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, afirmou, nesta quinta-feira, que o agravamento da crise política não afeta a condução da política econômica. Segundo ela, o governo vai continuar trabalhando pela agenda de reformas e está confiante de que o Congresso e a sociedade entendem a importância dessas medidas:

— Isso (crise política) não muda em nada a direção da política econômica e da política fiscal. A sociedade entende o papel que as reformas têm. Temos nos empenhado em trazer as informações da forma mais transparente possível — disse ela, acrescentando:

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— A equipe econômica continua confiante na percepção do Congresso e da sociedade na agenda de reformas. Isso é uma agenda de Estado.

Ana Paula também disse que, apesar do rombo das contas públicas, o governo vai conseguir cumprir a meta fiscal de 2017 e tem se esforçado para reduzir o contingenciamento de gastos feito no Orçamento. Esse corte – feito para assegurar o cumprimento do compromisso fiscal – começou em R$ 41,2 bilhões, mas já foi reduzido para R$ 38,1 bilhões.

— Temos condição de cumprir a meta e temos nos esforçado para trazer medidas que possam reduzir o contingenciamento — disse a secretária.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior