Monthly Archive: March 2017

Economia brasileira encolheu 0,26% em janeiro, segundo IBC-Br

A economia brasileira começou 2017 em retração. Encolheu 0,26%, nas contas do Banco Central. Esta é a sétima queda mensal seguida. Em janeiro de 2016, a perda foi de 0,68%. Em dezembro, a queda tinha sido de 0,32%. A previsão dos analistas para o Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br), divulgado na manhã desta sexta-feira pela autarquia era uma queda de 0,1%.

A aposta dos economistas foi baseada nos dados divulgados. A produção industrial ficou praticamente estável entre dezembro e janeiro, com variação negativa de 0,1%. O dado do IBGE superou as estimativas, que eram de uma queda de 0,5%. O setor interrompeu uma sequência negativa de 34 meses na comparação com o mesmo período do ano anterior. Contra janeiro de 2016, a produção avançou 1,4%.

Maior banco privado do país em ativos, o Itaú registrou o maior lucro entre as empresas brasileiras em 2016, de R$ 21,639 bilhões, segundo levantamento da Economática. Apesar disso, no entanto, houve queda frente a 2015, puxada pelo aumento de provisões para perdas com calotes.

Já o comércio começou 2017 em queda. O volume de vendas encolheu 0,7% em janeiro, contra o mês anterior. Em dezembro a queda havia sido pior, de 1,9%, após a alta de 0,9% em novembro. O desempenho irregular do comércio deve marcar o setor nesse ano.

A queda no setor de serviços foi bem maior: 2,2% em janeiro. A estimativa era de recuo bem menor, de 0,5%. Contra o mesmo mês de 2016, o setor encolheu 7,3%.

O IBC-Br foi criado pelo BC para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses. Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia.

O indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).

Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ipea estima crescimento de 0,7% da economia brasileira em 2017

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que a economia brasileira crescerá 0,7% em 2017, informou nesta quinta-feira sua 34ª Carta de Conjuntura. A projeção é mais otimista que a dos economistas do mercado financeiro (0,47%, segundo o mais recente Boletim Focus, do Banco Central) e que a do próprio governo (0,5%). O instituto espera que os dados do primeiro trimestre já indiquem a volta do crescimento após nove trimestres de queda, avançando 0,3% pelos cálculos do Ipea.

Para 2018, o Ipea calcula que o avanço do PIB será de 3,4%, também acima do consenso dos economistas, que é de 2,5%. Para a inflação, o Ipea estima que o índice oficial, o IPCA, encerrará 2017 em 3,9%, bem abaixo do centro da meta do BC, que é de 4,5%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Empresa formada a partir de fusão de BM&FBovespa e Cetip se chamará B3

A companhia formada pela fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip recebeu o nome de B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). A nova empresa espera concluir todo o processo de integração em até 18 meses, que inclui a unificação de sistemas operacionais, mudança de nomes de produtos e audiências públicas para determinar a política de preços para o acesso a determinados produtos.

— Estamos em um esforço para acelerar a integração, que deve durar de 12 a 18 meses. Depois dessa fase, vamos poder trabalhar em novos produtos e fontes de receita para a empresa — afirmou Gilson Finkelsztain, diretor executivo de integração da B3, que irá assumir a presidência da nova empresa a partir de 28 de abril, quando Edemir Pinto, atual presidente da BM&FBovespa, deixará o cargo.

A compra da Cetip pela BM&FBovespa foi realizada em maio de 2016 e aprovada pelos órgãos reguladores na semana passada. Os negócios da nova empresa incluem os negócios de ações em Bolsa, registro e depósitos de títulos, mercado de balcão e a clearing (câmara que faz a compensação e liquidação das operações de compra e venda de ações e outros títulos).

Uma das exigências para a aprovação da fusão é que a nova companhia terá que oferecer a interessados o acesso aos serviços de depósitos de títulos e a clearing. A ideia é que ao ter acesso a essa infraestrutura, nocas empresas tenham interesse em oferecer serviços de Bolsa no Brasil. Uma política comercial para o acesso a esses serviços será divulgada e se não houver acordo entre os interessados, uma câmara de arbitragem será acionada para estabelecer o preço. Dessa forma, a B3 não poderá estabelecer preços proibitivos que afastem novos entrantes.

O desembolso financeiro para a operação ficou em torno de R$ 13 bilhões, sendo que R$ 3,4 bilhões vieram da emissão de dívida que será quitada em cerca de três anos. Nesse período, a empresa deixará de fazer os programas de recompra de ações para ter recursos suficientes para arcar com esse compromisso financeiro.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa acumula 4% de alta em seis pregões seguidos de valorização

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu pelo sexto pregão seguido nesta quarta-feira, registrando alta de 1,37%, aos 65.528 pontos. Foi a maior sequência de altas da Bolsa desde julho do ano passado, proporcionando uma valorização acumulada de 4,05% nesse período. Sustentaram a alta do pregão o bom desempenho de Petrobras, com o avanço do petróleo, de bancos e da Vale. A Bolsa fechou antes de o governo fazer seu esperado anunciou sobre como resolver o rombo do Orçamento deste ano. No mercado de câmbio, o dólar comercial recuou 0,73% contra o real, fechando cotado a R$ 3,117 para venda, seguindo o desempenho da moeda no exterior.

— O anúncio de estoques de petróleo menores que o esperado levou a uma valorização rápida do produto do mercado internacional, aumentando o ímpeto para a alta da Bolsa — afirmou Raphael Figueredo, analista da corretora Clear, que está otimista com a sequência de altas do pregão e vê fôlego para novas altas. — As questões que mais têm contribuído são a valorização no mercado de commodities, ainda que devagar, e, claro, a ideia de que a economia brasileira está diante de uma recuperação. Está havendo muito fluxo de capital estrangeiro, sobretudo para os papéis dos bancos. O contingenciamento não está fazendo qualquer pressão negativa.

A Petrobras avançou 3,27% (ON, por R$ 15,16) e 3,58% (PN; R$ 14,45). No petróleo, o preço do contrato futuro do Brent, com entrega em maio, subiu 2,12%, a US$ 52,42. Os estoques nos EUA subiram em 900 mil barris na semana de 24 de março, quando os analistas esperavam aumento de um milhão de barris.

A Vale subiu 1,02% (ON, com voto, a R$ 30,11) e 0,88% (PNA, sem voto, por R$ 28,76). Entre os bancos, o Banco do Brasil subiu 3,63% (R$ 34,30), o Bradesco valorizou-se em 2,08% (R$ 32,85), e o Itaú, em 1,48% (R$ 39,00)

A ação da JBS caiu 0,66%. A empresa de frigorífico que foi um dos alvos da Operação Carne Fraca informou que concederá férias coletivas de 20 dias para dez de suas 36 unidades de abate de bovinos no Brasil.

— Depois de ter batido quase os 70 mil pontos no mês passado e ter devolvido parcela disso nas semanas que passaram, o mercado engrenou alta e parece está trabalhando agora mais perto de um patamar mais justo. Tivemos acontecimentos importantes. Primerio a gente tinha uma faca na cabeça com relação ao comando da Vale, caso que foi resolvido com o anúncio de um nome considerado muito bom. Também houve a decisão do TCU sobre a Petrobras, que tirou incertezas — disse Alexandre Espírito Santo, economista da Órama. — Mas ainda há razões para cautela. Lá fora, dúvidas sobre a força de Trump e o Brexit. Aqui, o julgamento do TSE não é algo para dar de ombros.

INVESTIDORES EUROPEUS IGNORAM BREXIT

Na Europa, as Bolsas reagiram com tranquilidade ao início formal do processo de retirada do Reino Unido da União Europeia, evento já esperado por todos mas que deve ter consequências importantes para o futuro do bloco. O índice de referência do continente, o Euro Stoxx 50, registrou alta de 0,29%, enquanto a Bolsa de Londres avançou 0,41% depois de operar em queda mais cedo. A Bolsa de Paris registrou valorização de 0,45%, enquanto a Bolsa de Frankfurt teve ganhos de 0,44%.

Em Wall Street, o índice Dow Jones cai 0,205%, e o S&P 500 subiu 0,11%. A Bolsa eletrônica Nasdaq avançou 0,38%.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Analistas: fim da desoneração pode afetar retomada da economia

Apesar da avaliação sobre os efeitos limitados da política de desoneração de impostos no desempenho da economia, economistas alertam sobre o risco de mudança na renúncia fiscal agora. Com a atividade econômica e as empresas ainda fragilizadas, o movimento pode comprometer a retomada da economia, afirmam. Há quem veja, no entanto, que o ajuste fiscal e a própria queda de juros podem funcionar como uma espécie de amortecedor para um eventual impacto negativo.

— Aumentar impostos neste momento não é adequado. A economia agora está tentando sair da recessão e o custo pode ser enfraquecer esse processo. Por enquanto, a economia está piorando mais devagar e os sinais são de estabilização. Teremos um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) perto de dezembro. Se acaba com a desoneração, o risco é fragilizar a estabilização — afirma o professor da FEA/USP e economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Na sua avaliação, o momento escolhido para a decisão de retomar o nível dos impostos sobre a folha de pagamento “é errado”, assim como foi errado no passado o momento da desoneração:

— Lá atrás, o governo reduziu os impostos para evitar que a economia desacelerasse. E ela desacelerou. Agora, que a economia está estabilizando, tentando sair da recessão, pode aumentar imposto. Os dois momentos são errados.

Professor do Instituto de Economia da Unicamp, Francisco Lopreato destaca ser a favor da retirada as desonerações tributárias sobre a folha de pagamento, já que os efeitos positivos sobre a economia foram muito menores que os esperados, mas defende que este processo seja gradual para reduzir o impacto negativo na atividade econômica.

— Vai afundar ainda mais a economia? Vai jogar mais um balde de água fria nas empresas? É fácil dar doce para criança, mas é difícil tirar. Isso já está incorporado na gestão das companhias. Não dá para tirar de uma hora para outro quando as empresas estão ainda fragilizadas e a demanda está fraca. O impacto vai ser grande — diz Lopreato.

Para o professor da Unicamp, o dinheiro usado na desoneração tributária — entre 2012 e 2016 a União abriu mão de R$ 68,7 bilhões com a desoneração da folha de pagamento — teria sido melhor empregado se o governo tivesse destinado os recursos a investimentos públicos:

— O acerto teria sido maior se, em vez de usar esse volume de desonerações, o governo tivesse destinado os recursos para investimentos públicos. A desoneração foi adotada quando a economia brasileira já dava sinais de desaceleração. O simples fato de reduzir custos não é suficiente para estimular investimentos. Sem expectativa, o empresário prefere recuperar margem que investir.

‘ALGUMA ELEVAÇÃO DE IMPOSTOS PARECE INEVITÁVEL’

Economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall tem uma visão diferente. Ele reconhece que o governo enfrenta um dilema, entre a necessidade de cumprir a meta fiscal e possíveis efeitos na atividade econômica de mais impostos, mas diz que “alguma elevação de impostos parece inevitável diante da situação fiscal”:

— Diante da situação fiscal, é inevitável a reversão da desoneração. Ou se aumenta outro imposto ou não se cumpre a meta fiscal. É um dilema que se tem que enfrentar. O risco de não cumprir a meta fiscal desse ano é maior que eventuais efeitos mais negativos na economia.

Um aspecto que deve ser levado em consideração, segundo Kawall, é que há espaço hoje para novos cortes nas taxas de juros, o que pode ajudar a compensar algum impacto negativo.

— Se houver algum efeito mais negativo, há espaço para compensar via juros. Seria ótimo se não precisasse retomar a carga tributária a um nível em que já esteve, mas a situação fiscal não permite isso — diz o economista-chefe do Banco Safra.

Kawall defende que o fim da desoneração tributária seja feito de uma só vez. Um movimento gradual, diz ele, não permitiria um ganho na arrecadação suficiente e colocaria em risco o cumprimento da meta fiscal.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Banco Central estima inflação de 4% para 2017

Prestes a intensificar o corte de juros, o Banco Central mudou a forma de fazer suas projeções para a inflação. Na divulgação do relatório de inflação, a autoridade monetária anunciou, nesta quinta-feira, que passará a adotar um cenário central que leve em consideração as estimativas do mercado para a taxa básica de juros (Selic) e para a taxa de câmbio. Nele, a projeção para a inflação deste ano é de 4%: abaixo da meta estipulada pelo governo de 4,5%. Para 2018, a estimativa é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 4,5%.

Na mesma forma de cálculo, a expectativa era de que a inflação ficasse em 4,9% em 2017 e 4,7% em 2018, segundo o último relatório de inflação do Banco Central.

A autoridade Monetária justificou que o cenário antigo — divulgado desde que o sistema de metas para a inflação foi criado, em 99 — não era realista. Atualmente, por exemplo, o mercado espera que o BC corte os juros dos atuais 12,25% ao ano para 9% ao ano. Como todos esperam uma queda considerável dos juros daqui para frente, manter os cálculos antigos como o cenário principal não era considerável tão eficiente.

“O Copom julga que projeções com taxa de juros inalterada são pouco informativas. Entretanto, no espírito de manter elevado grau de transparência, o Relatório de Inflação continuará a reportar as projeções condicionais que supõem taxa Selic constante”, diz o Comitê de Política Monetária (Copom).

Nele, a projeção para a inflação neste ano é de 3,9%. Para o ano que vem, a expectativa é de 4,3%.

O BC também revisou a projeção de crescimento para este ano de 0,8% para 0,5%.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Menor gasto com calotes e aumento das receitas podem ajudar bancos em 2017

A profunda recessão econômica e perdas bilionárias com o calote de grandes empresas fizeram com que os grandes bancos do país registrassem queda de mais de 21,5% no lucro líquido na comparação com 2015. Levantamento da Austin Rating mostra que as dez maiores instituições financeiras do mercado brasileiro lucraram juntas R$ 61,6 bilhões, ante R$ 78,6 bilhões um ano antes.

HSBC’s London headquarters are pictured in the financial district Canary Wharf in London on February 21, 2017. HSBC profits plunged last year on huge writedowns and restructuring charges, the banking titan said on February 21, warning of uncertainty over Brexit and Donald Trump’s economic policies. / AFP PHOTO / Daniel LEAL-OLIVASLucro do HSBC despenca 62% em 2016, para US$ 7,1 bilhões
As perdas com inadimplência e os provisionamentos para cobri-las devem ser menores este ano, mas como ainda vai demorar para a economia permitir a retomada dos patamares de crédito do período anterior à crise, os bancos tendem a continuar se apoiando em outras fontes de receitas para se manterem rentáveis, como a cobrança por serviços (tarifas) dos clientes.

— Ainda não vemos algo que possa encorajar a volta do crédito. O FGTS vai dar um respiro na economia, mas não é o suficiente. O que pode salvar os bancos esse ano é uma despesa menor com as provisões para devedores duvidosos, ao mesmo tempo que eles cortam despesas e exploram mais receitas. Isso é uma tendência de longo prazo — explicou Luis Miguel Santacreu, analista da Austin Rating.

Menos ágeis e em alguns casos mais penalizados pela maior exposição a empresas que entraram em recuperação judicial, os bancos públicos — Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal — foram os que tiveram as maiores perdas nos lucros, de 44,2% e 41,8%, respectivamente.

A Caixa Econômica Federal, que divulgou nesta terça-feira seus resultados, teve lucro R$ 4,1 bilhões no ano passado, uma queda de 43%. Para reerguer a rentabilidade, a Caixa confirmou a estratégia já adotada pela concorrência: expandir a participação com a prestação de serviços, como as tarifas cobradas na conta corrente, com cartões e administração de recursos.

— Um dos nossos desafios é aumentar as nossas receitas com serviços em linha com que os outros bancos fizeram no passado — afirmou Arno Meyer, vice-presidente de Finanças em entrevista a jornalistas nesta manhã.

As receitas com prestação de serviços na Caixa equivalem a 23,7% do que é gerado pelas operações de crédito. Esse número é inferior ao praticado pelas instituições privadas. No caso do Itaú, essa relação é de 40,4% e no Bradesco, de 28,5%. Apesar de buscar mais receitas com tarifas, a Caixa não estabeleceu uma meta de participação da prestação de serviços em seu resultado ou meta de rentabilidade. O retorno sobre o patrimônio da Caixa ficou em 6,6% em 2016, bem abaixo dos grandes privados, que ficou próximo a 20%.

— O nome do jogo é aumentar a rentabilidade do banco após uma fase de forte crescimento do crédito. Precisamos aumentar e melhorar o resultado — disse.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Arrecadação sobe pelo segundo mês seguido, a R$ 92,4 bilhões em fevereiro

Impulsionada pelos setores de petróleo e financeiro, a arrecadação de impostos subiu pelo segundo mês seguido. Segundo os dados da Receita Federal, o governo federal recolheu R$ 92,4 bilhões em impostos e contribuições no mês passado. É uma alta de 0,36% já descontada a inflação. Para o governo, esse é um dos sinais da retomada da economia em 2017.

Desde o início do ano, a arrecadação do governo federal voltou a crescer. No primeiro bimestre, a União arrecadou R$ 229,8 bilhões. Isso representa um aumento real de 0,62% em relação ao que foi recolhido no mesmo período do ano passado.

Ao contrário do período recessivo de 2016, o primeiro bimestre dá sinais de que a atividade já está em recuperação. Os indícios estão principalmente em dois setores. Só a arrecadação de royalties do petróleo, o governo federal arrecadou R$ 6,6 bilhões nos dois primeiros meses do ano: 71,6% a mais que no mesmo período do ano passado. Isso reflete também a alta internacional do preço do petróleo.

Outros sinais de aquecimento são emitidos pelo setor financeiro. Somente em fevereiro, a alta de arrecadação foi de 19,4% em fevereiro. Foram recolhidos R$ 2,4 bilhões do setor no mês passado, de acordo com a Receita.

Segundo o Ministério da Fazenda, houve alta na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). O recolhimento desses tributos foi de R$ 12,5 bilhões. Isso representa uma alta de 15,7% em fevereiro.

— Isso sinaliza positiva que as empresas têm perspectivas de realizar lucros maiores do que no ano anterior — ressaltou Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, que completou:

— São sinais positivos, que permitem assegurar que teremos sinais mais positivos lá na frente

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Dólar abre em alta e é negociado a R$ 3,135

O dólar abriu a terça-feira em alta. Pouco depois das 9h, a moeda americana era negociada a R$ 3,135, o que representa um avanço de 0,12%. Ontem, o dólar subiu 0,74%, cotado a R$ 3,1310 para venda. A moeda acompanhou o movimento de aversão a risco que prevalece no mercado internacional, consequência da apreensão dos investidores com o futuro da política econômica de Donald Trump e da desvalorização das commodities no mercado internacional.

Nesta segunda-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,71%, aos 64.308 pontos, após alta nas ações da Vale em função da notícia de que Fabio Schvartsman, atual diretor-executivo da Klabin, será o novo presidente da companhia.

A Caixa Econômica Federal anunciou que atingiu um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões em 2016. Em março do ano passado, quando divulgou o resultado do ano anterior, o banco revelou um lucro de R$ 7,2 bilhões em 2015. Considerando este desempenho, o lucro líquido da Caixa caiu 43% no ano passado.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Lucro da Caixa Econômica Federal recua e atinge R$ 4,1 bilhões

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta terça-feira que atingiu um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões em 2016. Em março do ano passado, quando divulgou o resultado do ano anterior, o banco revelou um lucro de R$ 7,2 bilhões em 2015. Considerando este desempenho, o lucro líquido da Caixa caiu 43% no ano passado.

Outros bancos brasileiros também tiveram perda do lucro no ano passado. O Banco do Brasil lucrou R$ 8,034 bilhões em 2016, uma queda de 44,2% frente a 2015, quando foi de R$ 14,4 bilhões. Já o Itaú teve lucro líquido de R$ 22,150 bilhões em 2016, resultado 7% inferior aos R$ 23,816 bilhões de 2015.

Apenas no quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 691 milhões. Apesar da queda do lucro, a Caixa destacou em seu comunicado uma alta de 272% do resultado operacional, para R$ 4 bilhões. Essa melhora, segundo o banco, refletiu “avanços alcançados no resultado da intermediação, nas receitas com serviços, na qualidade da carteira de crédito e em melhorias de eficiência operacional”.

“O crescimento do resultado operacional, a redução da inadimplência e o controle de gastos da CAIXA em 2016 são indicativos claros de que o banco está trilhando com firmeza o caminho da melhoria da eficiência”, afirmou, em comunicado, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi.

Em 2016, a carteira de crédito da Caixa registrou alta de 4,4% na comparação anual, totalizando um saldo de R$ 709,3 bilhões, o que conferiu ao banco participação de 22,4% no mercado.

“O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura, e crédito consignado, que possuem baixo risco, foram os principais responsáveis para o aumento da carteira”, informou a Caixa.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior