Monthly Archive: January 2017

Especialistas dizem que é o momento para comprar dólar

O dólar mais próximo de R$ 3,10 no câmbio comercial — e de R$ 3,30 no câmbio turismo — é interessante para quem está planejando viajar ao exterior, mas os especialistas advertem que a moeda não deve ficar nesse patamar por muito tempo. Por isso, eles afirmam que quem está com viagem marcada, ou tem compromissos em dólar, deve aproveitar essa “janela” para comprar moeda agora.

Com o clima de incerteza nos Estados Unidos, devido às medidas do governo Donald Trump, a saída do Reino Unido da União Europeia, e as delações da Operação Lava-Jato, advertem, a tendência é que a moeda americana ganhe fôlego em breve.

— Se eu tivesse viagem de férias marcada ao exterior a curto prazo, já compraria agora o máximo de dólares que meu bolso permitisse. A moeda pode até cair um pouco mais com o fluxo de recursos de investidores externos na Bolsa, e também para aproveitar os juros ainda altos, mas essa cotação não deve se sustentar — diz o diretor de pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira.

Mauro Calil, planejador financeiro e fundador da Academia do Dinheiro, lembra que a atuação do Banco Central, rolando os contratos de swap cambial, ajuda a derrubar o dólar, somada ao fluxo de recursos para a Bolsa. Mas não se sabe até quando esse quadro se manterá.

— O dólar a R$ 3,10 (ou R$ 3,30 no turismo) é uma excelente janela de compra, e quem tem compromissos em moeda estrangeira, agora ou mais para frente, deve comprar. É difícil acreditar que o dólar caia abaixo dessa cotação, mas, em se tratando de câmbio, isso é possível. Mesmo assim, acredito que o melhor é aproveitar essa cotação que já é bem atraente — diz Calil.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Mau humor global com Trump faz Bolsa fechar em queda de 2,62%

Com forte influência do mercado externo e do temor de piora nas condições de governabilidade por causa das consequências da homologação das delações dos executivos da Odebrecht, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 2,62% nesta segunda-feira, o maior tombo em quase dois meses, chegando aos 64.301 pontos. No mercado de câmbio, o dólar comercial caiu 0,76% ante o real, a R$ 3,129, com o enfraquecimento da moeda americana em escala global e a perspectiva de continuidade de entrada de recursos no Brasil.

Após alguns dias de trégua, os investidores começam a questionar como as medidas do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem influenciar a economia americana e o crescimento das empresas.

— Ele está começando a tomar medidas executivas, como a referente aos imigrantes. O mercado está reconhecendo agora que os tweets polêmicos dele não era apenas tweets e podem se transformar em ordens do executivo — avaliou James Gulbrandsen, diretor no Brasil da gestora de recursos americana NHC Capital.

A decisão de Trump de proibir a entrada nos EUA de cidadãos de sete países, além de suspender por 120 dias a chegada de refugiados, levou pessimismo aos mercados de todo o mundo. Liminares da Suprema Corta americana alteraram o decreto, mas ainda assim o nível de incertezas em relação à nova administração se manteve.

— As Bolsas caem porque refletem um pouco as decisões de Trump no último final de semana. Foi um gatilho para a realização de lucros — disse Cleber Alessie, analista da corretora H.Commcor.

Na Europa e nos EUA, as bolsas recuam em torno de 1%. “O sentimento de risco global parece ter sido um pouco abalado pelos movimentos de Trump, no final de semana, sobre imigração”, avaliaram os analistas do Scotiabanks, segundo a Bloomberg.

O Dow Jones caiu 0,61%; o S&P 500 recuou 1,2% — a maior queda desde a eleição de Trump, em 8 de novembro; e o Nasdaq teve queda de 0,83%. No mercado europeu, o DAX, de Frankfurt, registrou recuo de 1,12% e o CAC 40, da Bolsa de Paris, caiu 1,14%. O FTSE 100, de Londres, registrou variação negativa de 0,92%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 0,51%. As restrições à imigração adotadas pelo presidente Trump aumentaram as preocupações sobre o impacto das políticas da nova administração sobre o comércio e a economia. Apenas o mercado japonês funcionou nesta segunda-feira por causa do feriado do Ano Novo Chinês.

QUEDA EM TODOS OS SETORES

No Brasil, a homologação da delação premiada dos executivos da Odebrecht pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, acrescentou um pouco mais de insegurança aos mercados locais. Há o temor que essas delações possam atingir integrantes próximos ao presidente Michel Temer. Segundo Philip Soares, analista da Ativa Investimentos, se isso ocorrer, a governabilidade e a capacidade de conduzir reformas fica enfraquecida.

— A homologação das delações da Odebrecht já era esperada e dificulta a governabilidade do presidente Temer. Cada passo adiante nas delações pode comprometer a governabilidade e a aprovação das reformas na área de economia. Mas há um impacto forte também do mercado lá fora, com queda dos principais índices — afirma.

As quedas atingiram empresas dos mais diversos setores, sendo mais intensas nas empresas em que os setores são mais atrelados ao ciclo econômico global, como os papéis da Vale e das siderúrgicas. As ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Vale caíram 5,17% e as ordinárias (ONs, com direito a voto) recuaram 4,30%. No caso da Gerdau, a desvalorização foi de 5,21%.

Caíram forte também as ações da Gafisa e da Cemig, com quedas de, respectivamente, 5,15% e 4,46%.

Já fora do índice, as empresas que possuem participação relevante do empresário Eike Batista registraram forte queda. As da MMX recuaram 2,20% e as da OSX, 4,26%. Já a CCX teve desvalorização de 2,59%.

— O comentário é que as delações de Eike teriam efeitos mais locais no Rio de Janeiro que no governo federal. No mercado, as empresas X têm participação muito pequena — avaliou Soares.

MENOR COTAÇÃO DESDE OUTUBRO

Com a queda de hoje, o dólar está em sua menor cotação desde o dia 25 de outubro, quando fechou a R$ 3,106.

A queda da moeda no Brasil foi um pouco mais intensa que na média do mercado externo. O “dollar index” tinha leve queda de 0,09% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil. Esse enfraquecimento do dólar é baseado na perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o bc americano) pode ser mais gradual em seu processo de alta dos juros nos Estados Unidos devido às incertezas no futuro da economia americana. Além disso, o Brasil segue registrando entrada de recursos no país – que devem continuar a medida que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continue elevado.

— A queda do dólar no Brasil é um efeito um pouco isolado disso, já que reflete um otimismo dos investidores com os dados fiscais e a avaliação de que as delações premiadas podem não atrapalhar o avanço da reforma da previdência — afirmou Alessie, da H.Commcor.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Arrecadação federal cai 3% em 2016 e registra pior desempenho em 6 anos

A arrecadação federal continuou em queda no ano passado, atingindo o pior nível desde 2010. Mesmo com ações específicas do governo federal, como incentivos para repatriação de ativos fora do país, o que a Receita Federal recolheu com impostos e contribuições em 2016 em termos reais caiu 2,97% em relação a 2015, chegando a R$ 1,289 trilhão.

O resultado reflete a crise, dada pelo encolhimento da economia no ano passado, a despeito do aumento de alíquotas cobradas pelo Fisco, como o fim de desonerações sobre a folha de pagamentos, por exemplo. As desonerações totais caíram de R$ 105,308 bilhões em 2015 para R$ 90,676 bilhões no ano passado. Só a redução das desonerações em folha responderam por dois terços do total reduzido.

No resultado anual, a repatriação de recursos respondeu por R$ 46,8 bilhões em recursos da arrecadação brasileira no ano. O Refis, programa de parcelamento de dívidas tributárias, resultou em R$ 6,9 bilhões.

Entre os tributos administrados pela Receita Federal, a queda no ano foi de 2,38%. Das 12 rubricas mais relevantes, apenas a Cide combustíveis, o imposto de renda retido na fonte de rendimentos de capital e o imposto de renda pessoa jurídica pela contribuição social sobre o lucro líquido apresentaram arrecadação maior no ano passado do que em 2016.

Em dezembro, a arrecadação federal chegou a R$ 127 bilhões, o terceiro mês de alta consecutivo. O resultado do mês passado, porém, ainda foi o pior desde 2009. No mês, a queda da arrecadação foi puxada principalmente pela redução do valor em dólar das importações, pelo recuo da produção industrial e pela menor venda de bens.

ESTABILIZAÇÃO

Apesar de ter fechado 2016 com o pior desempenho em seis anos, a arrecadação federal já dá sinais de que 2017 será mais favorável. Essa é a avaliação preliminar do chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias. Ele destacou que, desde outubro, as receitas estabilizaram sua trajetória de queda.

Até setembro, a redução observada no recolhimento de impostos e contribuições era de 7,54%. Em outubro, essa retração passou para 3,46%, em novembro, para 3,16% e, em dezembro, para 2,97%.

— A arrecadação mudou de patamar em outubro e passou a reduzir a queda. Verificamos a estabilização do patamar de redução das receitas — disse ele.

Malaquias destacou que fatores extraordinários impactaram a arrecadação em 2016. Sem eles, a queda do ano, de 2,97%, teria sido maior, de 4,27%. Entre as atipicidades está o ingresso nos cofres públicos de R$ 47 bilhões com o programa de regularização de ativos no exterior. Além disso, houve um aumento na arrecadação – de R$ 18,91 bilhões – com compensações tributárias feitas pelos contribuintes.

Os principais tributos responsáveis pela queda da arrecadação em 2017 foram o PIS/Cofins (-R$ 19,506 bilhões), que refletiu a queda no consumo das famílias, seguido pelo Imposto de Importação e o IPI vinculado às importações (-R$ 16,135 bilhões), que mostrou a queda nas compras feitas em outros países. Em terceiro lugar ficou a contribuição previdenciária (-R$ 14,097 bilhões), o que mostra o fraco desempenho do mercado de trabalho no ano passado.

Malaquias destacou que a queda na arrecadação poderia ter sido ainda maior caso o governo não tivesse feito uma revisão das desonerações concedidas ao longo dos últimos anos para estimular a economia. Em 2016, elas somaram R$ 90,676 bilhões. Já em 2015, elas haviam sido de R$ 105,308 bilhões. Ou seja, houve uma redução de R$ 14,633 bilhões de um ano para o outro:

— A reversão das desonerações tributárias ajudou a diminuir a trajetória de queda da arrecadação. Conseguimos reduzir desonerações em quase R$ 15 bilhões — disse o técnico da Receita.

Entre os setores econômicos, quem mais impactou negativamente a arrecadação no ano passado foram os segmentos de combustíveis, fabricação de veículos, comércio atacadista, comércio varejista, metalurgia, e construção de edifícios.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Mercado revê para baixo projeção de inflação em 2017

Pela quarta semana seguida o mercado reviu para baixo a projeção para a inflação brasileira em 2017. Desta vez, no entanto, a alteração foi pequena, de 4,71% para 4,70%. Os números são do Boletim Focus, do Banco Central, que reúne as principais estimativas do mercado financeiro.

O cenário se manteve estável para outros indicadores chaves da economia, como o Produto Interno Bruto (0,50%), câmbio no fim do ano (R$ 3,40) e taxa de juros no fim de 2017 (9,50%).

Para 2018, a taxa Selic esperada para o fim do ano foi reduzida de 9,38% para 9%. Já as estimativas para inflação ficaram inalteradas em 4,50% e as do PIB, em 2,20%.

Em relatório, o Bradesco apontou que o mercado “fez pequenas calibragens nas projeções para 2017 e para 2018″, após “fortes ajustes nas últimas semanas.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Em livro, jornalistas mostram como Brasil mergulhou na recessão

A economia brasileira está encolhendo desde meados de 2014. Os sinais de recuperação ainda são tímidos e não há consenso se o país vai crescer este ano. Mas como o Brasil que chegou quase ao pleno emprego há menos de três anos pôde embarcar em crise tão aguda? O livro “Anatomia de um desastre”, dos jornalistas Claudia Safatle, diretora adjunta de redação do “Valor Econômico”, João Borges, comentarista de economia da Globonews, e Ribamar Oliveira, colunista do “Valor”, responde a essa pergunta. Os jornalistas lançam o livro nesta , às 19h, na Livraria da Travessa, do Shopping Leblon, no Rio. A história começa a ser contada a partir do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, revelando como o país saiu de um déficit nas contas públicas de 1,99% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010, para 10,24%, em 2015, na mesma gestão petista.

Os escritores dissecam didaticamente e com bastidores do centro do poder as artimanhas para esconder a situação fiscal do país, desde pagamentos nos últimos minutos do dia para que a despesa não entrasse no mês até a operação complexa para turbinar o caixa do governo.

A busca do crescimento da economia a qualquer custo pôs de lado a disciplina fiscal. E para compensar as desonerações e os gastos para manter a atividade rodando, as contas públicas foram sendo corroídas, com uso de artifícios cada vez mais complexos para manter o superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública). Os jornalistas explicam detalhadamente uma dessas operações para injetar R$ 25,4 bilhões no caixa do Tesouro.

Um trecho do livro mostra que “a presidente ficou perplexa quando ouviu que o dinheiro saia do Tesouro, ia para o BNDES, depois voltava para o Tesouro e, em seguida, ia para não sei onde”, lembra um funcionário do governo.

Os jornalistas, ao percorrerem os caminhos do dinheiro público, usaram informações que estão disponíveis, mas tão escondidas que quase impedem o acesso sem guia, como no Portal da Transparência, comprovando adiamento de repasses.

O livro mostra os bastidores da decisão sobre a mudança na regulação do setor elétrico que previa redução das contas de luz, em média, de 20%, em 2013, exatamente num momento de consumo em alta e reservatórios em baixa. Em 2015, o serviço ficaria 50% mais caro.

“Este livro dá uma importante contribuição para o entendimento desta tragédia econômica e social, ao analisar em detalhe os eventos e temas mais importantes desse período”, escreveu Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central que assina o prefácio da obra.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Dólar abre semana com leve queda, a R$ 3,149

Após ter fechado na última sexta-feira na menor cotação em três meses, a R$ 3,153, o dólar abriu a semana em leve queda, a R$ 3,149. A moeda americana recua 0,12%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 0,51%. As restrições à imigração adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentaram as preocupações sobre o impacto das políticas da nova administração sobre o comércio e a economia. Apenas o mercado japonês funcionou nesta segunda-feira por causa do feriado do Ano Novo Chinês.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Crédito às famílias brasileiras tem pior desempenho em dez anos, mas reage no fim de 2016

Combustível para o crescimento na última década, o crédito teve em 2016 o pior ano desde quando o Banco Central passou a registrar os dados há dez anos. Foi um período em que os bancos emprestaram menos, as empresas quebraram, as famílias ficaram apreensivas e os juros cobrados pelas instituições subiram. No entanto, as informações do BC são de que houve uma melhora recente, que já indica um 2017 melhor para a economia brasileira.

Os primeiros sinais de melhora estão no crédito às famílias brasileiras. Os empréstimos voltaram a crescer, as taxas cobradas diminuíram, os prazos aumentaram e a inadimplência caiu.

Somente em dezembro, os bancos concederam R$ 174,7 bilhões para as famílias. Isso representa um volume 3,7% maior do que o concedido em novembro. O volume de crédito existente hoje no mercado bancário para as pessoas físicas cresceu 0,7% em dezembro. Chegou a R$ 1,581 trilhão.

No mês passado, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras das famílias brasileiras caiu de 42,7% ao ano para 41,5% ao ano. Os bancos diminuíram o chamado empresa spread bancário, a diferença entre o custo do dinheiro para instituição financeira e por quanto ele repassa ao cliente, de 33,1 pontos percentuais para 31,9 pontos percentuais.

— No futuro, esperamos que as condições de crédito permaneçam exigentes, mas comecem a atenuar gradualmente na margem, apoiadas pelos sinais de estabilização econômica e pelo ciclo de alívio dos juros pelo Banco Central — previu o economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Goldman.

— No entanto, a fraca dinâmica do mercado de trabalho e os elevados níveis de endividamento das famílias provavelmente limitarão tanto a oferta quanto a demanda por crédito.

Os empréstimos também estão mais longos. O prazo médio dos financiamentos concedidos as pessoas físicas aumento de 170,3 dias para 172 dias. Segundo BC, a taxa de inadimplência das famílias caiu de 4,1% para 3,9% em dezembro.

— Podemos perceber melhora em indicadores importantes como, por exemplo, capital de giro, financiamento de veículos e financiamento imobiliário — disse Renato Baldini, chefe-adjunto do departamento econômico do BC, que aposta num cenário melhor daqui para frente por causa da queda dos juros e da estabilização da inadimplência em condições mais sustentáveis para a recuperação do crédito.

Apesar de alguns sinais de melhora no horizonte, o cenário para as empresas é bem diferente. O saldo de financiamentos caiu 0,5% no mês passado e chegou a R$ 1,546 trilhão. Já as concessões cresceram. Passaram de R$ 118 bilhões para R$ 141,5 bilhões no mês passado. É uma alta de 20% no mês, o que é sazonal já que as empresas pegam bastante empréstimos no último mês do ano.

Não chega, entretanto, nem perto das concessões do mesmo mês do ano anterior. Em dezembro de 2015, os empresários pegaram empréstimos da ordem de R$ 173 bilhões. Por outro lado, os juros estão melhores.

Em média os empresários pagaram 20,1% ao ano nos empréstimos. Houve uma queda de 0,9 ponto percentual no mês passado. Já a inadimplência continua alta. Em 3,5% dos empréstimos, houve calote.

No início do ano de 2016, esse percentual era de 2,7%. Foi o caminho inverso feito pela inadimplência das famílias que está em 3,9% e no início do ano era de 4,3%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

BC: Juro do cheque especial cai pela 1ª vez desde 2013, mas ainda é de 328,6%

Pela primeira vez desde maio de 2013, a taxa de juros do cheque especial caiu. De acordo com dados do Banco Central, o custo para as famílias que estão endividadas nessa modalidade de crédito caiu de 330,6% ao ano para 328,6% ao ano no mês passado. Da última vez que houve uma queda da taxa de juros, o custo passou de 136,98% ao ano para 136,47% ao ano.

Essa leve baixa registrada em dezembro não reverte a forte elevação do custo dessa modalidade de crédito em 2016. Segundo BC, a alta do custo foi de 41,6 ponto percentual no longo ano passado.

Essa queda registrada não necessariamente significa que os bancos passaram a cobrar menos dos clientes. Como essa conta é feita por uma média dos juros pagos pelas famílias aos bancos, o fato de o brasileiro ter recebido 13º salário em dezembro e ter quitado parte da dívida no cheque especial, pode significar que pagamentos de empréstimos feitos a bancos que cobram taxas menores por exemplo.

De acordo com os dados do BC, o saldo de empréstimos no cheque especial caiu de R$ 25,9 bilhões para R$ 23,2 bilhões em dezembro. Houve uma baixa de 10,5% em dezembro. Nos últimos 12 meses, o brasileiro diminuiu sua dívida no cheque especial em 5,6%.

Essa só não é a modalidade mais cara de crédito porque o juros do cartão de crédito cobrados quando o cliente fica no rotativo, ou seja, não paga a fatura, aumentou 2,4 ponto percentual. O custo para os clientes subiu e chegou a 484,6% ao ano, em média. Só em 2016, alta registrada foi de 53,2% ponto percentual.

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO

Ao contrário do alardeado pelos bancos e pelo governo, os juros cobrados no financiamento da casa própria às famílias brasileiras aumentaram recentemente. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central, a média das taxas reguladas subiu de 9,9% ao ano para 10,2% ao ano em dezembro. É a maior patamar desde setembro do ano passado.

No entanto, as taxas de mercado para esse tipo de operação caíram levemente. Passaram de 15,6% ao ano para 15,4% ao ano para os financiamentos feitos às pessoas físicas.

Em 2016, as taxas reguladas subiram, em média, 0,8% ao ano. Já as taxas do mercado tiver uma alta de 1,2% ao ano em 2016.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Restrição ao rotativo pode gerar economia de 12% para endividados

A restrição ao uso do crédito rotativo para financiar dívidas do cartão, anunciada nesta quinta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), pode representar uma economia de quase 12% para endividados. A comparação considera a diferença entre os juros pagos ao rolar um débito por três meses e em um financiamento no crédito parcelado, modalidade que deve ser adotada por quem atrasar a fatura por mais de um mês. Hoje, consumidores podem ficar presos ao rotativo indefinidadamente. Com a resolução do CMN, que vale a partir de 3 de abril, esse tipo de financiamento só poderá ser usado por 30 dias.

Hoje, já é comum que bancos ofereçam condições mais vantajosas para quem esta com dívidas. A novidade é que, a partir de abril, o débito não vai mais crescer indefinidamente. Após 30 dias, ou o cliente terá que pagar à vista ou poderá parcelar com taxas obrigatoriamente menores que as do rotativo. Os bancos não são obrigados a oferecer um financiamento mas a expectativa de analistas é que, para não aumentarem os índices de inadimplência, as instituições financeiras proponham alternativas aos clientes.

De acordo com a pesquisa mais recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), as taxas de rotativo chegaram a 15,33% ao mês, em dezembro do ano passado. Já a do crédito parcelado é de 8% ao mês. Considerando essa diferença, o GLOBO preparou simulações de saldo devedor do cartão, financiado em 12 meses. No caso de uma dívida de R$ 1.000, o valor total pago ao longo de 12 meses no rotativo chegaria a R$ 2.245,08. No parcelamento com taxa menor, ficaria em R$ 1.592,28. A diferença é de R$ 652,80 ou 29,1%. Para um débito de R$ 3.000, a diferença entre os dois financiamentos chegaria a R$ 1.958,16, também na casa dos 29%.

Para Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Anefac, a medida pode colaborar para reduzir o alto índice de inadimplência do crédito rotativo, hoje quase em 40%.

— Vai fazer diferença. Ou o cliente paga integralmente ou vai ter o parcelamento com juros mais baixos. Os bancos vão ter liberdade para oferecer alternativas — avalia o diretor da Anefac.

A expectativa, segundo ele, é que os bancos criem condições de acordo com as possibilidades de pagamento dos clientes, tendo o pagamento mínimo da fatura como referência.

— O banco vai dar uma condição de prazo em que a parcela seja próxima do valor que o cliente pode — avalia.

Embora não haja uma estimativa oficial sobre tempo de uso do crédito rotativo, o especialista afirma que a tendência é que sair da dívida seja difícil, devido às altas taxas de juros.

— A maioria não consegue sair depois que entra no rotativo. É a mesma coisa que o cheque especial, que deveria ser só emergencial, mas se torna de longo prazo — afirma.

Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), avalia que a medida funciona como um mecanismo de saída dessa bola de neve. Ele considera que hoje exista um ciclo vicioso: a alta inadimplência incentiva os bancos a aumentarem o chamado spread (diferença entre a taxa de captação e a taxa cobrada ao consumidor), para compensar o risco.

— Isso não é bom para a instituição financeira, que quando tem um rombo (inadimplência) é obrigada a subir o spread. Esse mecanismo de financiamento gera uma situação ruim para o banco e ruim para o consumidor. A resolução propõe uma porta de saída — afirma.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa sobe apenas 0,13%, mas se mantém no maior patamar em 5 anos

A valorização do preço das commodities no mercado internacional ajudou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a se manter no maior patamar em quase cinco anos. No entanto, os ganhos ao final do pregão foram limitados. O índice Ibovespa fechou com pequena valorização de 0,13%, aos 65.840 pontos, maior pontuação desde março de 2012. Já o dólar comercial terminou os negócios estável, com a moeda americana a R$ 3,172, pequena variação positiva de 0,06%.

Durante todo o pregão, a alta do Ibovespa foi sustentada pelo desempenho das ações da Vale e Petrobras, que sobem forte refletindo a alta do preço das commodities no mercado internacional. No entanto, os papéis da estatal perderam força no final dos negócios.

— As commodities sobem e a Bolsa brasileira tem uma forte correlação com esses preços, o que explica essa alta — explicou Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora.

Os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras tiveram alta de 0,31%, cotados a R$ 16,04. Os ordinários (ONs, com direito a voto), no entanto, tiveram recuo de 1,39%, a R$ 17,73. No exterior, o petróleo do tipo Brent tinha leve alta de 0,13%, a US$ 55,30 o barril, próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil. Nesta terça-feira, investidores anunciaram um processo contra a empresa na Holanda.

O mesmo movimento foi registrado pela Vale, as preferenciais subiram 2,79% e as ordinárias tiveram alta de 2,46%, acompanhando a valorização de 1,92% na tonelada do minério de ferro negociado na China, que chegou a US$ 82,69.

A alta só não foi maior devido ao desempenho do setor bancário, que tem o maior peso na composição do Ibovespa. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco recuaram, respectivamente, 0,23% e 0,37%. No caso do Banco do Brasil, a queda foi de 1,89%. Na segunda-feira, esses papéis subiram forte com os rumores de alterações no compulsório, e parte dessa valorização foi devolvida no atual pregão. Quando o Banco Central (BC) anunciou, cerca de uma hora antes do fechamento da Bolsa, que iria divulgar medidas de simplificação das regras do compulsório, as ações dos bancos privados até esboçaram alguma reação, mas não tiveram força para subir.

Álvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, lembrou que a alta dos últimos pregões abre espaço para uma realização de lucros, ou seja, quando os investidores vendem ações para embolsar os ganhos recentes.

— Internamente, temos espaço para realizações de curto prazo e ficamos na dependência de fluxo de recursos canalizado — disse. Até o dia 20 de janeiro, o saldo de investidores estrangeiros na Bolsa era de R$ 1,1 bilhão.

No exterior, os índices americanos operam em alta. O Dow Jones registra variação positiva de 0,63% e o S&P 500 tem leve alta de 0,80%. Já na Europa, o DAX, de Frankfurt, fechou em alta de 0,43% e o FTSE 110, de Londres, ficou estável (-0,01%). Já o CAC 40, da Bolsa de Paris, teve leve alta de 0,18%.

DÓLAR ESTÁVEL

Com a valorização das matérias primas, a tendência é que as moedas de países produtores desses itens, como o Brasil, ganhem força. No entanto, sem fatos novos, os investidores aproveitaram para comprar moeda no final do pregão. Segundo Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor, isso está sendo comum toda vez que a moeda se aproxima dos R$ 3,15.

— O dólar flutuando em torno da estabilidade pela ausência de catalisadores. Há uma tendência de real mais forte, mas o mercado não tem fôlego para fazer a moeda cair abaixo dos R$ 3,15. É preciso de algum fator novo que estimule uma nova rodada de compra de risco Brasil — disse.

Esse cenário de dólar perdendo para as moedas emergentes é global.

— O dólar no mundo está meio fraco. A moeda americana perde para as moedas de países emergentes ligados à commodities. Além do real, o rublo, o rand da África do Sul e o peso mexicano também estão com ganhos frente ao dólar — afirmou Figueredo, da Clear, lembrando que os leilões diários de rolagem de swap cambial tradicional (que tem como efeito uma venda de moeda no mercado futuro) ajudam a manter a liquidez do mercado de câmbio – a rolagem foi novamente de 15 mil contratos, o equivalente a US$ 750 milhões.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior