Monthly Archive: December 2016

Euro dispara 1,6% com movimentações na Ásia

Os mercados de câmbio viveram, neste último dia de negócios do ano, uma disparada de 1,6% do euro, que levou o dólar ao menor nível desde o último dia 8: o Dollar Index Spot, que compara a moeda americana com uma cesta de dez divisas globais, registra queda de 0,5%.

A moeda europeia subiu a US$ 1,07, antes de cair a US$ 1,0543, o que ainda representa valorização de 0,4% num dia. O movimento lembrou o salto registrado pela libra em outubro, quando operações na Ásia levaram a moeda do Reino Unido a ganhar mais de 10% numa madrugada. E vai na contramão da esperada paridade entre as principais moedas do mundo — o euro e o dólar —, projetada para se concretizar em 2017.

Assim como aconteceu com a libra em outubro, a disparada do euro se deu no início dos negócios na Ásia, quando os mercados têm pouca liquidez, e os recursos tendem a ser direcionados por ordens automatizadas (feitas por programas de computador), usados por bancos e corretoras.

— Parece que houve uma combinação de mercados sem liquidez, rebalaceamento de fim de ano contra o dólar e cobertura de posições em que os operadores estavam ‘vendidos’ com o euro acima de US$ 1,05 — disse Alvin Tan, estrategista do Societe Generale em Londres. — O fato de que os bancos reduziram as provisões de liquidez, devido a restrições regulatórias, contribui para este tipo de movimento e o torno um pouco mais estrutural. Esses tipo de ‘crash’ ficarão conosco por mais tempo.

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DÓLAR EM ALTA EM 2017

A valorização do dólar é um dos grandes consensos entre os investidores para 2017. Isso porque a alta dos juros nos EUA, que poderá ser mais acelerada do que se imaginava, favorece a apreciação da divisa americana. Foi o que os investidores entenderam ao fim da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em 14 de dezembro, quando a autoridade monetária indicou que pode fazer três — e não dois — incrementos nos juros em 2017. Na sequência, o dólar disparou no mercado internacional, e diversos países se viram compelidos a elevar suas taxas de juros para conter a depreciação cambial. Contra o euro, a valorização foi superior a 1%.

O Barclays projeta a paridade para o terceiro trimestre de 2017, e que a partir daí o euro valerá menos que US$ 1. O JP Morgan Asset avalia que as duas moedas devem se igualar já no primeiro trimestre do ano que vem. No ano, o dólar acumula alta de 3,8%.

Mais recentemente, porém, surgiram alguns sinais de dúvida sobre a paridade, com analistas se questionando o quanto de apreciação Donald Trump vai tolerar, posto que o fortalecimento da moeda americana prejudicará as exportações do país.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa fecha 2016 acumulando alta de 39%; dólar cai 17,7% no ano, a R$ 3,25

O dólar comercial encerrou a última sessão de negociação de 2016 acumulando queda de 17,7% contra o real no ano — começara 2016 valendo R$ 3,95 —, sua primeira desvalorização desde 2010 e a maior desde 2009. Na sessão desta quinta-feira, o dólar comercial acompanhou o mercado internacional e caiu 0,88% contra o real, valendo R$ 3,252 na venda. No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu pelo quinto pregão consecutivo nesta quinta-feira, fechando o ano com valorização de 38,93%. Este foi seu primeiro ganho anual desde 2012 (alta de 7,4%) e o maior desde 2009 (82,6%). Em capitalização de mercado, o valor das ações listadas na Bolsa brasileira aumentou R$ 459,4 bilhões este ano, para R$ 2,257 trilhões. Hoje, o índice de referência Ibovespa subiu 0,75%, aos 60.227 pontos.

— Toda essa valorização da Bolsa no ano, e também o comportamento do câmbio, foi principalmente derivado do fim do estresse político do impeachment. A Bolsa começou a andar mesmo antes do afastamento da ex-presidente Dilma e a tendência se acelerou assim que se viu que o governo iria mudar. A explicação é que o mercado entendeu que entraria um governo que teria o mínimo de preocupação de “arrumar a casa”, se preocupando com as contas públicas e com a inflação, embora existe muitíssima coisa a ser feita ainda — afirmou Rodrigo Puga, sócio-gestor do home broker Modalmais.

A transição política fez do mercado de capitais brasileiro o grande destaque no mundo em 2016, a despeito de uma economia que encerrará em recessão profunda pelo segundo ano consecutivo. A alta da Bolsa brasileira é de longe a maior entre os principais índices acionários do exterior — o segundo melhor colocado foi o S&P/TSX Composite, da Bolsa de Toronto, que acumula no ano alta de 18,3%. No câmbio, o real é a moeda que mais se valorizou frente ao dólar entre as 31 principais divisas do mundo, segundo números do sistema Blommberg.

— Além do impeachment, a lei de repatriação de recursos também provocou entrada importante de dólares no país, o que ajudou a fortalecer o real. Com a nova janela de repatriação de recursos no início de 2017 e esses movimentos de venda de ativos por empresas brasileiras, como da Hypermarcas e da Petrobras, a expectativa é que haverá nos próximos meses mais entrada de dólares — afirmou Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora. — Mas, ao mesmo tempo, ainda temos incertezas enormes pela frente, como a trajetória do corte de juros e o próprio futuro de Temer. O investidor ainda não sabe o dia de amanhã no Brasil.

No mercado internacional, o dólar hoje teve um dia de desvalorização, chegando ao menor patamar em duas semanas, após se aproximar do maior nível em 17 meses. O Dollar Index Spot, que compara a divisa com uma cesta de dez moedas internacionais, perde 0,49%, no primeiro recuo em quatro dias.

MERCADO DE AÇÕES

Na Bovespa, as ações da Petrobras ON (ordinárias, com direito a voto) caíram 0,24%, a R$ 16,94 e as PN (preferenciais, sem voto) subiram 0,61%, a R$ 14,87. A empresa anunciou ontem a conclusão de uma série de vendas, totalizando US$ 13,6 bilhões. Assim, a companhia não atingiu a meta de seu programa de desinvestimento de U$ 15,1 bilhões. A justificativa foi o fato da decisão liminar da Justiça de Sergipe ter atrapalhado a negociação do campos que já estavam em fases avançadas de negociação.

A Vale, uma das que impulsionaram o pregão de quarta-feira, caiu 3,75% nas ON e 1,93% nas PNA, com o recuo de 0,31% do minério de ferro na China, após alta de 1,59% ontem.

No setor bancário, o mais importante do Ibovespa, o Banco do Brasil subiu 1,44%, o Bradesco avançou 1,65% e o Itaú subiu 1,11%.

Em Wall Street, as ações operam estáveis. Na Europa, as bolsas fecharam em queda, com exceção de Londres, onde o FTSE 100 subiu 0,20%. Em Paris, o CAC recuou 0,20%. Em Frankfurt, o Dax perdeu 0,21%. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,19%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

‘Governo poderia aproveitar para fazer reforma tributária’, diz Rolim

Leonardo Rolim, consultor de orçamento da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Previdência Social, afirma que o momento é ideal para se discutir a reforma tributária, diante da crise dos estados, acabando com a guerra fiscal, o segundo principal motivo para a situação de insolvência dos governos estaduais, depois do déficit previdenciário. Para ele, não há como a União ajudar os estados em crise, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, sem exigir contrapartidas para reequilibrar as contas públicas.

O que é melhor para os estados, ter ou não as contrapartidas (aumento de alíquota de desconto da previdência, privatizações e suspensão de aumento para servidor e novas contratações são algumas delas) fixadas em lei?

A opção melhor é não deixar essa negociação com os estados nas costas do Ministério da Fazenda. O ideal é ter uma lei de iniciativa do Senado (para incluir as contrapartidas). O Senado está mais alinhado com o governo sobre o ajuste fiscal nos estados. O projeto iria para a Câmara e voltaria para o Senado, alterando possíveis mudanças feitas pela Casa. Se a Câmara quiser lavar as mãos e não assumir a responsabilidade de não dar aumento aos servidores, já que há um lobby muito forte de juízes, procuradores e policiais, o Senado poderia assumir a responsabilidade sozinho.

Mas para os estados, é melhor?

Não tenho dúvida de que é preciso recuperar esses estados, mas, sem as contrapartidas necessárias, as assembleias legislativas não vão votar essas obrigações. Estar na lei a exigência de um plano de equilíbrio fiscal e de equacionamento do déficit previdenciário daria mais poder de negociação aos estados nas assembleias.

O projeto original que foi mudado na Câmara era o ideal?

Tem que melhorar as exigências na Previdência, que é o principal problema. Em alguns estados, só aumentar a contribuição para 14% não basta. Precisa muito mais que isso.

Quais as formas de fornecer mais recursos para os estados em crise, como o Rio de Janeiro?

A compra de ativos ajudaria a melhorar o caixa dos estados e estava muito vaga no projeto original do Executivo. Não diz que ativos podem ser comprados e em quais condições. Não adianta só dar moratória de três anos. E o governo poderia aproveitar para debater a reforma tributária.

Dá para discutir reforma tributária na crise?

Nunca houve tanta chance. Os estados estão de joelhos, se a União oferecer um plano de socorro aos estados, eles não estão em condições de recusar. A reforma tributária não anda porque os governos estaduais nunca deixaram, por causa da guerra fiscal, o segundo maior motivo da crise nos estados. Eliminando a guerra fiscal, no restante há consenso. Acredito que um gasto de R$ 150 bilhões (alívio da dívida e compra de ativos para cobrir o déficit previdenciário) em quatro anos é um preço baixo para se conseguir aprovar a reforma tributária.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro ensaia 5ª alta seguida no último pregão do ano

O último dia de pregão na Bovespa no ano promete ser de baixa liquidez, cenário observado ao longo de toda a semana. Nesta quinta-feira (29), o Ibovespa Futuro opera volátil, virando para alta e após uma abertura no campo negativo. Às 9h17 (horário de Brasília), os contratos futuros do índice com vencimento em fevereiro de 2017 apresentavam ganhos de 0,10%, a 60.785 pontos.
No mesmo horário, os contratos de juros futuros operavam em leve queda, com os DIs com vencimento em janeiro de 2018 recuando 2 pontos-base, a 11,53%, ao passo que os papéis com vencimento em janeiro de 2021 caíam 4 pontos-base, a 11,34%. Já os contratos de dólar futuro com vencimento em janeiro de 2017 apresentavam variação negativa de 0,76%, sinalizando cotação de R$ 3,260.

No noticiário corporativo do dia, chama a atenção a terceira prévia da nova carteira do Ibovespa e os desinvestimentos da Petrobras, enquanto o mercado digere o veto parcial de Michel Temer à renegociação da dívida dos estados. Nos EUA, atenção para os dados do petróleo, que também podem mexer com as ações da Petrobras.

Confira os destaques da sessão:

Bolsas mundiais
A maior parte das bolsas mundiais registra queda nesta quinta-feira, de olho nos últimos indicadores econômicos de 2016. Nos EUA, atenção especial para os dados de estoque de petróleo. Cabe destacar que o petróleo reduziu a baixa registrada mais cedo com alta dos estoques mostrada pelo API.

Já as ações de mineradoras recuam no Stoxx 600, sem repetir a alta de quarta, quando o minério de ferro seguiu em alta na China com expectativa de retomada da demanda do país em 2017.

Na Ásia, o fortalecimento do iene derruba a bolsa em Tóquio e com a queda de 16% dos papéis da Toshiba Corp, após notícias de uma potencial forte baixa contábil levar ao rebaixamento de sua classificação. Já os mercados da China tiveram pouca variação nesta quinta-feira em meio a um otimismo diante de menores preocupações com a liquidez e cautela dos investidores com a perspectiva de medidas regulatórias para conter investimentos agressivos em ações por seguradoras. Já as ações europeias têm baixas mais moderadas.

Este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) -0,04%

* CAC-40 (França) -0,09%

*DAX (Alemanha) -0,21%

* Xangai (China) -0,18% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +0,17% (fechado)

* Nikkei (Japão) -1,32% (fechado)

*Petróleo brent +0,23%, a US$ 56,35, o barril

Agenda de indicadores
O destaque doméstico fica com a taxa de desemprego medida pela Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta manhã. O indicador subiu de 11,8% para 11,9% em novembro ante o mês anterior, em linha com a expectativa do mercado.

Foi revelada ainda a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), referência para ajustar contratos de aluguel. O indicador subiu 0,54% em dezembro na comparação mensal, ante estimativa de 0,45%, e fechou 2016 em 7,17%, ante 10,54% do ano anterior. Ainda hoje, às 16h30, serão conhecidos também os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Nos Estados Unidos, os principais dados são a balança comercial de novembro e os pedidos de auxílio desemprego de dezembro, ambos às 11h30. Às 14h, saem os dados de estoques de petróleo.

Noticiário político
Como já sinalizado ontem pelos ministérios da Fazenda e Casa Civil, o presidente Michel Temer formalizou a sanção com vetos da lei complementar que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao DF e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal. O veto atinge o denominado Regime de Recuperação Fiscal, previsto no Capítulo II do projeto e que trazia um conjunto de ferramentas que, associadas às propostas de suspensão e reestruturação de dívidas, assegurariam que, ao término do Regime, o equilíbrio fiscal seria alcançado. Após o Congresso Nacional retirar dispositivos, as chamadas contrapartidas dos estados e DF, “houve um completo desvirtuamento do Regime, não sendo possível mais assegurar que sua finalidade maior, a retomada do equilíbrio fiscal pelos estados, seja assegurada”, segundo razões para o veto do presidente.

“Adicionalmente, esclarece-se que não apenas a finalidade precípua do Regime foi alterada; em verdade, os dispositivos remanescentes trazem elevado risco fiscal para União”, segundo a justificativa para o veto.

O Ministério da Fazenda informou que vai emitir nesta quinta-feira as ordens de pagamento aos municípios referentes aos recursos do programa de repatriação. A medida visa garantir que as prefeituras recebam o repasse ainda em 2016, na sexta-feira (30). Serão depositados R$ 4,449 bilhões para 5,6 mil municípios.

As 6 lições de 2016
O ano está acabando, e um dos destaques do InfoMoney hoje é a matéria que lista as 6 lições de ouro que aprendemos em 2016.

O Brexit, a eleição de Donald Trump, a derrota avassaladora do então primeiro-ministro Matteo Renzi na Itália e até as eleições no Brasil mostraram que 2016 foi o ano das surpresas no mundo político – e que impactaram fortemente o noticiário econômico. Contudo, mais do que as surpresas políticas, o ano que acabou mostra que nem sempre podemos jogar todas as nossas fichas em um determinado evento e que nunca é tarde demais para aprender com os erros – como nosso grande “guru” Luiz Barsi confessou. Confira clicando aqui.

Noticiário corporativo
Como destaque no noticiário, estão as vendas de ativos pela Petrobras. A petroleira informou que planeja desinvestir US$ 21 bilhões no biênio 2017-2018, após cumprir US$ 13,6 bilhões da meta dos US$ 15,1 bilhões esperados para 2015-2016. O Conselho aprovou na 4ª-feira a assinatura da venda da PetroquímicaSuape e da Citepe para o Grupo Petrotemex e Dak Americas Exterior, subsidiárias da Alpek, por US$ 385 milhões. Destaque ainda para a divulgação da terceira e última prévia do Ibovespa: na segunda prévia, a novidade foi a entrada da ação ordinária da Eletrobras no índice.

Já a PDG Realty anunciou um block trade envolvendo 1,470 milhão de ações para esta quinta-feira (29), às 17h. Não foi informado por qual preço a operação será realizada, mas considerando o valor do papel da PDG nesta quinta, a transação deve movimentar R$ 1,764 milhão, valor abaixo da média diária movimentada na Bolsa, de R$ 3 milhões.

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

IGP-M sobe mais que o previsto, mas inflação para o consumidor recua

O IGP-M, índice de inflação geralmente associado ao reajuste de aluguéis, avançou 0,54% em dezembro, acima das previsões, e levou o indicador a fechar o ano em 7,17%. Ao consumidor, contudo, os reajustes de preços foram menores: 0,20%, conforme o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ante 0,26%, em novembro. Habitação foi o grupo que mais contribui para o recuo: caiu de 0,26% em novembro para deflação de 0,62% em dezembro. Por sua vez, neste subgrupo, a tarifa de eletricidade residencial foi o item que teve maior queda: passou de 0,81% para deflação 5,42%.

Em novembro, IGP-M teve leve recuo de 0,03%. Em dezembro de 2015, a variação do IGP-M de dezembro ficou em 0,49%, e no acumulado do ano, 10,54%.

As projeções indicavam alta de 0,45% no mês, fechando 2016 em 7,09%, conforme economistas consultados pela Bloomberg. O economista Alvaro Bandeira, do Home Broker Modalmais relativiza a importância do indicador:

— Deixou de ser importante, pois os proprietários não conseguem repassar o ajuste.

Também apresentaram decréscimo os grupos Transportes (0,53% para 0,45%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,63% para 0,60%) e Comunicação (0,40% para 0,12%). Nestas classes de despesa, os destaques foram etanol (4,55% para 1,16%), medicamentos em geral (0,08% para -0,06%) e tarifa de telefone móvel (0,75% para 0,00%)

Na contramão, as rubricas que evitaram queda maior do custo de vida ao consumidor foram Alimentação (-0,07% para 0,21%), Educação, Leitura e Recreação (0,32% para 1,16%), Despesas Diversas (0,14% para 1,04%) e Vestuário (0,14% para 0,36%). Chamaram a atenção os aumentos de laticínios (-4,06% para -1,69%), passagem aérea (4,97% para 26,92%), cigarros (-0,14% para 2,22%) e roupas femininas (0,13% para 0,58%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em dezembro, taxa de variação de 0,36%. No mês anterior, este índice variou 0,17%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,15%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,05%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de 0,55%. No mês anterior, este grupo variou 0,36%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,69%. No mês anterior, a taxa foi de -0,16%. O índice relativo aos Bens Finais variou -0,26%, em dezembro. Em novembro, este grupo de produtos mostrou variação de -0,82%. Contribuiu para este avanço o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de -8,90% para -5,04%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de Bens Finais registrou variação de 0,12%. Em novembro, a taxa foi de 0,17%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,53%. Em novembro, a taxa foi de -0,43%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção,cuja taxa de variação passou de -3,82% para -0,51%. O índice de Bens Intermediários, calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,69%, ante 0,09%, em novembro.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 1,96%, em dezembro. Em novembro, o índice registrou variação de 0,90%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: minério de ferro (9,04% para 17,53%), soja (em grão) (-2,42% para 0,38%) e leite in natura (-8,78% para -6,34%).Em sentido oposto, destacam-se: café (em grão) (8,30% para -2,03%), mandioca (aipim) (8,70% para 0,84%) e milho (em grão) (-3,92% para -6,17%).

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Com sucesso de populistas em eleições, bilionários ficaram ainda mais ricos

Num ano marcado por três notícias de impacto global — crescimento menor da China, Brexit (retirada do Reino Unido da União Europeia) e eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA —, a volatilidade dos mercados subiu, constituindo um cenário favorável para ativos de risco. E quem saiu vitorioso foi o grupo das pessoas mais ricas do mundo, que estão encerrando 2016 com US$ 237 bilhões nos cofres.

As maiores forunas do planeta oscilaram de acordo com o mercado durante o ano. Oscilaram US$ 4,8 trilhões em ganhos e perdas diárias, tendo crescido 5,7%, para US$ 4,4 trilhões, no encerramento do pregão de 27 de dezembro, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

— Em geral, os clientes atravessaram a volatilidade — disse Simon Smiles, diretor de investimentos para clientes de alto patrimônio da UBS Wealth Management: — 2016 acabou sendo um ano espetacular para os ativos de risco. Bastante notável dado o começo do ano.

Quem mais ganhou foi Warren Buffett, que adicionou US$ 11,8 bilhões durante o ano porque sua empresa de investimentos, a Berkshire Hathaway, teve uma forte alta de seus ativos em empresas aéreas e bancos após a vitória surpresa de Trump em 8 de novembro. Buffett, que prometeu doar a maior parte de sua fortuna à caridade, doou ações da Berkshire Hathaway avaliadas em US$ 2,6 bilhões em julho.

— O ano de 2016 foi impulsionado por eventos com notícias globais impulsionando os preços em vez de fundamentos — disse Michael Cole, presidente da Ascent Private Capital Management, que tem cerca de US$ 10 bilhões em ativos sob administração: — A crença de que Trump vai entrar e desregular grande parte da economia está direcionando os mercados agora.

OS MAIS RICOS

Os ganhos individuais do ano foram dominados pelos americanos, que registraram quatro dos cinco maiores aumentos no índice, entre eles o cofundador da Microsoft, Bill Gates, a pessoa mais rica do mundo, com US$ 91,5 bilhões, e o petroleiro Harold Hamm.

O francês foi o único representante não americano entre os cinco melhores desempenhos, somando US$ 7,1 bilhões, para chegar a US$ 38,9 bilhões. Sua empresa, a Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH), disse que o mercado chinês de bens de luxo está melhorando.

Gates continuou sendo a pessoa mais rica do mundo ao longo do ano. Amancio Ortega, a pessoa mais rica da Europa e fundador da rede de indumentária Zara, ficou em segundo lugar durante a maior parte do ano, até ceder o lugar a Buffett em novembro. Ortega, que perdeu US$ 1,7 bilhão em 2016, é a terceira pessoa mais rica do mundo, com US$ 71,2 bilhões.

Administradores das fortunas dos mais ricos do mundo estão se preparando para um começo de ano também frenético em 2017, à medida que as reviravoltas exigidas pelos eleitores em 2016começarem a tomar forma.

— Esperem o inesperado — disse Sabine Kaiser, fundadora da SKadvisory, que assessora family offices sobre capital de risco e private equity: — Eu não acredito que as family offices estejam muito preocupadas ou nervosas, mas depois do Brexit e de Trump elas se resignaram à volatilidade dos mercados.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Programa de repatriação na Argentina alcança US$ 90 bi

Em sua última coletiva como ministro da Fazenda da Argentina, Alfonso Prat-Gay fez questão de anunciar que, por meio do programa de repatriação de capitais implementado este ano pelo governo Mauricio Macri, os argentinos já legalizaram mais de US$ 90 bilhões, o melhor resultado da História do país, representando cerca de 17% do PIB. Além de depósitos que não estavam declarados, os argentinos já legalizaram cerca de 20 mil imóveis no exterior.

Depois de destacar que o plano argentino — ainda não finalizado — superou, amplamente, a repatriação alcançada pelos vizinhos Brasil e Chile, o agora ex-ministro assegurou que deixa o governo “com a sensação de missão cumprida” e mostrou-se confiante de que seu país retomará o crescimento no ano que vem.

— Estamos deixando o carro preparado e a estrada asfaltada, para que a coisa comece a funcionar — declarou Prat-Gay, que negou conflitos com o presidente Macri e outros membros do gabinete.

A última repatriação, que foi feita em 2013, no governo de Cristina Kirchner, não chegou aos US$ 3 bilhões.

Segundo o ex-ministro, sua renúncia, solicitada na última segunda-feira pelo chefe de Estado, esteve relacionada a “diferenças sobre o funcionamento da equipe econômica”.

— Estou comprometido com este projeto do Mudemos (aliança de governo da Argentina). Temos de nos acostumar ao fato de que as mudanças podem acontecer de forma pacífica — assegurou Prat-Gay, que, em pouco mais de um ano de gestão, normalizou o mercado cambial, chegou a um acordo com os chamados fundos abutres para terminar com o calote argentino e comandou o programa de repatriação de capitais.

O que o ex-ministro não conseguiu foi reativar a economia argentina, que deverá fechar o ano com recessão de até 2% e inflação beirando 40%.

— A queda da atividade econômica foi mais profunda do que imaginávamos. Foi um ano muito duro de transição, muito duro para uma parcela importante da população — admitiu Prat-Gay, em clara referência a políticas como o “tarifaço”, que representaram um duro golpe ao bolso dos argentinos.

Para o ex-ministro, que será substituído pelos secretários da Fazenda, Nicolás Dujovne, e de Finanças, Luis Caputo, “no ano que vem aparecerão os primeiros sinais claros de crescimento”.

Segundo versões que circularam nos últimos dias em Buenos Aires, a saída de Prat-Gay teve a ver com profundas diferenças de estilo entre o ex-ministro e parte do gabinete. A partir de agora, a política econômica será comandada por Macri e uma equipe de sete funcionários, que dividirão o trabalho.

— A saída de Prat-Gay era o melhor para o funcionamento da equipe — admitiu o secretário de coordenação interministerial da Chefatura de Gabinete, Mario Quintana.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Dívida bruta do país vai a 70,5% do PIB, pior resultado da história

Após sucessivos déficits nas contas públicas e sem ter economizado para pagar os juros da dívida, o governo apresentou, em novembro, um estoque de R$ 4,41 trilhões para a dívida bruta, ou 70,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Este é o maior patamar para o indicador em uma década, desde o início da série histórica. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central (BC) e mostram ainda que as contas públicas brasileiras voltaram ao vermelho após terem registrado um superávit primário em outubro. No mês passado, o rombo foi de R$ 39,14 bilhões, pior resultado para o mês desde 2001.

No acumulado do ano, o déficit primário do setor público já é de R$ 85,05 bilhões ou 1,48% do Produto Interno Bruto (PIB). A queda acentuada na arrecadação deve fazer com o que o governo apresente em 2016 o terceiro rombo primário seguido. Como o governo não está pagando os juros, o déficit nominal (que contabiliza o rombo das contas mais a conta de juros) chegou a R$ 80,42 bilhões no mês passado.

O resultado ruim foi puxado pelo desempenho do governo federal, que teve um rombo de R$ 39,8 bilhões Os estados e municípios tiveram, em novembro, um resultado positivo de R$ 421 milhões. Já as estatais tiveram um déficit de R$ 79 milhões. No ano, governos regionais acumulam um resultado positivo de R$ 10,7 bilhões e as estatais tiveram um desempenho negativo acumulado em R$ 561 milhões.

O rombo apresentado em novembro para o setor público consolidado é o dobro do divulgado para este mesmo mês de 2015. No ano passado o resultado havia sido negativo em R$ 19,56 bilhões e marcou, naquela época, o pior resultado da série, o que foi superado em 2016.

DÍVIDA PODE CAIR

O chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Renato Baldini, afirmou que, no próximo mês, o resultado da dívida bruta deve ser afetado – para baixo – pela devolução de R$ 100 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao governo. A expectativa é de que haja um impacto de 1,6 ponto percentual na dívida. Mesmo assim, a previsão é de que a dívida bruta encerre o ano em 71% do PIB.

– Vai aparecer nos números, mas a partir de mês que vem, nos dados de dezembro. Vai afetar no sentido de reduzir a dívida bruta exatamente no mesmo montante. Além de contribuir para que tenhamos resultados correntes melhores nos próximos anos – doz Baldini.

Para o ano que vem, a previsão é de que a dívida bruta chegue a 76,9% do PIB. Baldini afirmou que os resultados ruins dos últimos anos são consequência de uma queda da atividade econômica, o que fez despencar a arrecadação. Para 2017, apesar de ainda ser esperado um déficit primário, as perspectivas são melhores, segundo ele.

– Para 2017, o que podemos dizer é que o governo tem avançado em algumas medidas, seja na implementação, seja no avanço das discussões. Talvez as duas mais importantes questões sejam a estipulação de um teto para os gastos e as discussões sobre a reforma previdenciária. O que elas vão possibilitar é um processo gradual de melhora dos resultados primários a serem observados. Num horizonte mais longo, numa perspectiva mais ampla, resultará em uma trajetória mais equilibrada para a dívida pública.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Semana morta? Ibovespa caminha para 4ª alta seguida e se aproxima dos 59 mil pontos

Após fechamento levemente positivo em sessão marcada por volatilidade e baixa liquidez na véspera, o Ibovespa iniciou a quarta-feira (28) dando continuidade ao movimento otimista dos últimos dias. Às 10h08 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira acumulava variação positiva de 0,35%, a 58.910 pontos, em dia com poucos drivers para os investidores. Caso o movimento se confirme, será o 4º pregão seguido de alta para o índice, com 2,7% de ganhos acumulados no período — o que equivale a 1.500 pontos de valorização.
Do lado dos indicadores econômicos, destaque para o fluxo cambial brasileiro na semana e as vendas de moradias nos Estados Unidos. Na política, chamam atenção as expectativas pelo veto integral do governo ao texto aprovado pelo Congresso para renegociação da dívida dos Estados, sem contrapartidas. A postura empodera o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

No mesmo horário, os contratos de juros futuros operavam próximo à estabilidade, com os DIs com vencimento em janeiro de 2021 recuando 1 ponto-base, a 11,38%, e os papéis com vencimento em janeiro de 2018 sem variação, a 11,56%. Já os contratos de dólar futuro com vencimento em janeiro de 2017 subiam 0,06%, sinalizando cotação de R$ 3,276.

Confira os destaques desta sessão:

Agenda de indicadores
O único indicador doméstico a ser divulgado nesta quarta-feira é o fluxo cambial semanal, às 12h30. Às 13h, serão conhecidas as vendas de moradias nos Estados Unidos e, às 13h30, a sondagem industrial do Fed de Dallas, também nos EUA.

Veto ao socorro a estados
Conforme informa a imprensa nacional, após reunião na véspera com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), o presidente Michel Temer manifestou a intenção de vetar o projeto de socorro aos Estados em situação mais crítica. Caso isso ocorra de fato, o governo deve enviar um novo projeto ao Congresso. O principal motivo do veto foi a decisão da Câmara de derrubar praticamente todas as contrapartidas que os Estados em situação financeira calamitosa teriam que cumprir para aderir ao regime de recuperação fiscal.

Além disso, destaca-se que a reunião entre Meirelles e Temer também teve como objetivo fazer um balanço das medidas econômicas anunciadas pelo governo e avaliar possíveis novas ações.

Noticiário político
Além da agenda de Temer, o noticiário também traz como destaque diversas notícias sobre possíveis delações. Segundo a Folha, a negociação de delação premiada do marqueteiro João Santana com a Operação Lava Jato está em estágio avançado e uma das “cerejas do bolo” seria o detalhamento do uso de dinheiro da Odebrecht para pagar o cabeleireiro de Dilma Rousseff, Celso Kamura.

Ainda sobre a Odebrecht, o governo do Panamá anunciou na terça que irá cancelar um contrato de 1 bilhão de dólares com a Odebrecht para o desenvolvimento da hidrelétrica Chan II, depois de a empreiteira ter se declarado culpada na semana passada de pagamento de suborno em vários países, entre eles o Panamá.

Bolsas mundiais
Os mercados mundiais registram leves variações, com os últimos dias do ano sendo marcados por baixa liquidez e uma agenda econômica fraca. A Bolsa de Tóquio fechou em leve baixa de 0,01% nesta quarta-feira pressionada por indicadores econômicos fracos em meio a um volume reduzido de negócios. Uma queda de 20% nas ações da Toshiba contribuíram para a fraqueza do índice. O mercado seguiu pressionado pelos efeitos persistentes de dados divulgados na terça que mostraram que os preços ao consumidor caíram pelo nono mês consecutivo em novembro, minando os esforços do governo para estimular a inflação.

Além disso, nesta quarta-feira, foram divulgados que a produção industrial japonesa aumentou 1,5% em novembro, em termos dessazonalizados, ligeiramente abaixo do aumento de 1,7% esperado pelos economistas. Por outro lado, as vendas no varejo subiram 1,7% em novembro na comparação anual, a primeira alta desde fevereiro. Entre os setores que mais apresentaram aumento nas vendas estão vestuário e carros. Na China, os mercados tiveram leve queda, com a confiança dos investidores sendo abalada pelas últimas medidas de um regulador para colocar os investimentos agressivos das segurados em ações sob supervisão mais rigorosa.

Na Europa, a bolsa britânica tem leve alta na volta de Londres do feriado prolongado, com papéis de mineradoras em destaque. No mercado de commodities, o cobre avança com indicadores mostrando melhora da economia chinesa no quarto trimestre, enquanto o minério de ferro sobe no mercado chinês. Já o petróleo WTI sobe e passa de US$ 54, perto do maior nível em 17 meses, à espera de que cortes de produção reduzam o excesso de oferta global do produto.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Governo central tem déficit de R$ 38,4 bi nas contas públicas em novembro

Apesar de amargar o pior resultado das contas públicas, o país começa a dar alguns sinais de melhora no campo fiscal. As receitas tiveram seu primeiro crescimento real e devem sobrar R$ 20 bilhões no orçamento planejado, que serão usados para pagar dívidas antigas. A recuperação, entretanto, deve ser lenta dada a gravidade do rombo. Somente em novembro, o governo federal gastou R$ 38,4 bilhões a mais do que arrecadou em novembro. Esse é o pior desempenho do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) visto desde quando o Ministério da Fazenda passou a registrar os dados há vinte anos.

Durante o ano, o governo continuou a gastar mais do que ganha. De janeiro a novembro, o déficit primário (resultado negativo entre receitas e despesas) foi de R$ 94,2 bilhões. Também é o pior desempenho das finanças públicas já registrado em toda a série histórica.

No entanto, alguns dados já mostram sinais de reação da economia brasileira. Segundo o Tesouro Nacional, pela primeira vez no ano houve aumento real de receita. Isso sem levar em consideração janeiro e outubro, que tiveram receitas extraordinárias como, por exemplo, a entrada de recursos da repatriação.

— Vamos ver se é confirmada uma tendência quando vierem os próximos números — disse a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi.

REVISÃO DA META FISCAL

Ela informou que o governo revisou a meta fiscal para este ano de um déficit de R$ 166,7 bilhões para R$ 167,7 bilhões. Ou seja, espera um rombo de R$ 73,5 bilhões. A alteração é fruto de uma revisão extemporânea das receitas e despesas primárias. Um decreto com as mudanças foi publicado nesta segunda numa edição extra do Diário Oficial da União. Nessa conta está o pagamento de R$ 20 bilhões de restos a pagar.

Foram reavaliadas as estimativas das receitas e despesas primárias do governo federal. A arrecadação de novembro foi maior em comparação à previsão anterior. Houve crescimento de Imposto de Importação, Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e ainda das receitas com Cota-Parte das Compensações Financeiras, Concessões e Permissões e de outras diversas taxas. O decreto também considera a divisão do dinheiro da repatriação com estados e municípios.

Ana Paula ressaltou que a previdência social terá um déficit de nada menos que R$ 151,9 bilhões neste ano. O crescimento do rombo é acelerado. Nos onze primeiros meses deste ano, o rombo é de R$ 144,9 bilhões: um aumento real de 192% em relação o mesmo período do ano anterior.

— Nós temos um conta realmente preocupante. De fato, a agenda previdenciária é urgente para a consolidação fiscal do Brasil — ressaltou Ana Paula Vescovi.

Durante a entrevista coletiva para comentar o resultado do Tesouro, a secretária foi questionada se houve alguma dúvida na equipe econômica em relação ao que fazer com essa folga fiscal. A pergunta foi se os técnicos chegaram a cogitar anunciar um resultado fiscal melhor neste ano que a meta de R$ 170 bilhões de déficit. Ela disse que não porque o governo tem de eliminar os restos a pagar.

— A gente priorizou organizar. O que nós nos organizamos a fazer durante o ano é cumprir a meta — explicou a secretária, que continuou:

— São empresas que já prestaram serviços. Estamos honrando compromissos.

Os valores de restos a pagar só cresceram nos últimos anos. Em 2008, por exemplo, eram de R$ 62,5 bilhões. No ano passado, chegaram a R$ 228 bilhões. Em 2016, foram de 185,8 bilhões. Desse dinheiro, segundo o Tesouro, R$ 99 bilhões foram pagos e 19,3 bilhões foram cancelados.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior