Monthly Archive: November 2016

Em queda há sete trimestres, PIB encolhe 0,8% de julho a setembro

A economia brasileira encolheu 0,8% no terceiro trimestre na comparação com os três meses anteriores. Este é o sétimo trimestre seguido de queda na atividade econômica. Em relação ao terceiro trimestre de 2015, a redução do Produto Interno Bruto (conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi mais intensa, de 2,9% — décima taxa negativa seguida. No resultado acumulado em 12 meses, a retração é de 4,4%. No ano, o tombo chega a 4%. Em valores correntes, o PIB atingiu o total de R$ 1,58 trilhão.

A expectativa do mercado financeiro era de recuo de 0,9% em relação aos três meses anteriores. Frente ao terceiro trimestre de 2015, a projeção era de queda 3,2%. No acumulado em 12 meses, os analistas previam -4,6%, segundo a Bloomberg.

— Faz sete trimestres que têm todas as taxas de comparação do PIB negativas (frente ao trimestre anterior, em relação a igual trimestre do ano anterior, acumulado no ano e em doze meses). Nunca houve na série histórica, que é de 1996, um período como esse — afirmou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Para Rebeca Palis, a intensificação da queda do PIB na comparação com o trimestre anterior — de 0,4% no segundo trimestre para 0,8% no terceiro — está ligada principalmente à redução dos investimentos:

— Na ótica da despesa, claramente os investimentos foram os que mais puxaram para baixo. O consumo das famílias caiu mais, mas não foi tão forte. Os investimentos deram um soluço no segundo trimestre e voltaram cair. A importação de máquinas e equipamentos afeta, o aumento dos juros reais e também é influenciado pelas expectativas. A indústria também tinha subido no segundo trimestre e agora caiu.

Como ficou o Brasil no terceiro trimestre de 2016
Comparação com o segundo trimestre de 2016
Agropecuária
Indústria
Serviços
Famílias
-1,4%
-1,3%
-0,6%
-0,6%
Exportação
Importação
Formação bruta
de capital fixo
Governo
-2,8%
-3,1%
-0,3%
-3,1%
Fonte: IBGE
O investimento voltou a cair no segundo trimestre, após uma reação no segundo trimestre. Antes disso, ele vinha caindo desde 2013.

— A Formação Bruta de Capital Fixo (indicador de investimento), depois de longo período de queda, desde 2013, tinha tido crescimento, e agora voltou a ter queda. Essa redução é muito explicada pela importação de bens de capitais, até pela atividade da economia — disse Rebeca.

RESULTADO FRENTE AO 2º TRI

Das 12 atividades da economia, só duas tiveram altas — extrativa mineral (3,8%) e serviços de informação (0,5%) frente ao segundo trimestre. O indicador de atividades imobiliárias ficou estável e os outros nove segmentos recuaram.

A alta de 3,8% da extrativa mineral foi puxada principalmente por petróleo, que foi favorecido na comparação porque no segundo trimestre houve paradas de manutenção. O minério de ferro vem caindo direto desde o acidente da Samarco, em Mariana, em novembro do ano passado.

Pela ótica da produção, a indústria caiu 1,3% frente ao segundo trimestre, enquanto na agropecuária a queda foi de 1,4%. O setor de serviços, por sua vez, teve perda de 0,6%.

RESULTADO FRENTE A 2015

Na comparação com o terceiro trimestre de 2015, a queda no consumo das famílias foi de 3,4%, ou seja, ritmo superior à queda do PIB, de 2,9%. O investimento caiu 8,4% e o consumo do governo, 0,8%. No setor externo, as exportações subiram 0,2% enquanto as importações recuaram 6,8%.

Sob a ótica da produção, a indústria caiu 2,9%, ao lado de perda de 6% da agropecuária e 2,2% dos serviços.

Como ficou o Brasil no terceiro trimestre de 2016
Comparação com o terceiro trimestre de 2015
Agropecuária
Indústria
Serviços
Famílias
-6,0%
-2,9%
-2,2%
-3,4%
Exportação
Importação
Formação bruta
de capital fixo
Governo
0,2%
-6,8%
-0,8%
-8,4%
Fonte: IBGE

Já a ótica da despesa apontou uma redução de 0,6% do consumo das famílias na comparação com o trimestre anterior, acompanhado por recuo de 0,3% do consumo do governo. O investimento, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), caiu 3,1%. No setor externo, as exportações recuaram 2,8% e as importações, 3,1%.

A indústria e os investimentos, que puxaram para cima o resultado do segundo trimestre, agora puxam para baixo o do terceiro, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, explica Rebeca.

TAXA DE INVESTIMENTOS CAI COM FORÇA

A taxa dos investimentos caiu para 16,5% no terceiro trimestre de 2016, ante 18,2% no terceiro trimestre de 2015. É a menor taxa de investimentos desde o terceiro trimestre de 2003, quando atingiu 16,3%. O indicador é a relação entre o volume de investimentos e o PIB.

Já a taxa de poupança ficou em 15,1% no terceiro trimestre, ante 15,3% no terceiro trimestre de 2015. É a menor taxa para o indicador desde o início da série histórica, em 2010.

A queda de 2,9% da indústria no terceiro trimestre foi puxada por uma perda de 4,9% da construção e 3,5% da transformação — com destaque negativo para máquinas e equipamentos, indústria automotiva, produtos de metal, móveis e vestuário. Ao mesmo tempo, a indústria extrativa mineral caiu 1,3%, enquanto a produção e distribuição de eletricidade, gás e água subiu 4,3%.

Pela ótica da produção, apenas três das 12 atividades não tiveram taxas negativas. Produção e distribuição de eletricidade (4,3%), atividades imobiliárias (0,1%) e administração, saúde e educação públicas (0,1%).

SE O ANO ACABASSE EM SETEMBRO, QUEDA DE 4,4%

Se o ano acabasse em setembro, o PIB brasileiro teria recuado 4,4%, em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. De acordo com o IBGE, essa taxa resultou da contração de 3,8% do valor adicionado a preços básicos e do recuo de 8,3% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado neste tipo de comparação decorreu das quedas na agropecuária (5,6%), indústria (5,4%) e serviços (3,2%).

Sob a ótica da despesa, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo pelo sexto trimestre consecutivo. A formação bruta de capital fixo encolheu 13,5%. A despesa de consumo das famílias (-5,2%) e a despesa de consumo do governo (-0,9%) também apresentaram queda. No setor externo, as exportações cresceram 6,8%, enquanto que as importações recuaram 14,8%.

IMPOSTOS

Quando se considera os impostos, a perda da economia foi ainda maior. A queda frente ao terceiro trimestre de 2015 foi de 2,9%, mas nos impostos sobre os produtos chegou a 4,8%. Isso porque, segundo Rebeca, porque a indústria de transformação foi especialmente afetada e ela é importante pagadora de impostos.

— O volume de impostos caiu mais porque a indústria de transformação caiu bastante, e ela é forte pagadora de impostos, como no caso da indústria automobilistica.

Na divulgação do PIB do 3º trimestre, o IBGE também informou que alguns resultados anteriores da atividade econômica foram revisados. No segundo trimestre de 2016, a economia brasileira encolheu 0,4%. Quando da divulgação desse resultado, em agosto, o instituto havia informado que o recuo tinha sido de 0,6%. O resultado em relação ao mesmo trimestre do ano anterior também foi revisado para cima, de -3,8% para -3,6%. O mesmo ocorreu com os resultados do acumulado em quatro trimestres (em vez de queda de 4,9% foi de 4,8%) e no acumulado do ano até o segundo tri (de -4,6% para -4,5%).

Já o resultado do primeiro trimestre foi revisado para baixo, de -0,4% para -0,5%. Dois resultados do PIB do quarto trimestre de 2015 também foram revisados para cima.

Com a inclusão de novas pesquisas para o cálculo do PIB e a revisão para as taxas de 2015, a recessão no ano passado se manteve em 3,8%. Ainda assim, houve melhora do desempenho da agropecuária, de alta de 1,8% para 3,6%. Como a agropecuária tem participação pequena, de 5%, não houve mudança no dado geral.

— Em 2014, o PIB cresceu 0,5% porque a demanda interna cresceu mais e a contribuição negativa veio do setor externo. Em 2015 e 2016, é o contrário. Como a demanda interna está encolhida, teríamos uma queda maior do PIB não fosse o setor externo — explica Rebeca.

Pelo último boletim Focus, em que o Banco Central reúne semanalmente as principais projeções de analistas do mercado, a economia deve encerrar o ano com uma recessão de 3,49%. Este será o segundo ano seguido de perda do PIB, já que em 2015 o tombo foi de 3,8%.

Na terça-feira, o IBGE divulgou os dados sobre o mercado de trabalho, que mostram o impacto da recessão no dia a dia das pessoas. A taxa de desemprego ficou em 11,8% no trimestre encerrado em outubro, maior nível da série histórica, iniciada em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Um ano antes, o resultado havia ficado em 8,9%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa sobe forte e recupera 62 mil pontos com disparada do petróleo em dia decisivo

Após uma sessão de pessimismo na véspera, o Ibovespa abriu em alta nesta quarta-feira (30), na esteira da disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, após integrantes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) sinalizarem que devem chegar a um acordo sobre corte na produção da commodity ainda hoje. Às 10h09 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira acumulava ganhos de 1,85%, a 62.080 pontos.
A agenda de indicadores também é carregada, com destaque para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro pela manhã e o resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) à noite. No front político, destaques para a aprovação em primeiro turno da PEC 55, que limita o teto dos gastos públicos, e a votação na Câmara de “desfigurou” o pacote anticorrupção proposto pelo Ministério Público.
No mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro operavam com leve queda de 0,04%, sinalizando cotação de R$ 3,399. Do lado dos DIs, o dia é indefinido, com os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 subindo 2 ponto-base, a 12,08%, enquanto os de vencimento em janeiro de 2021 caíam 4 pontos-base, a 11,80%.

PEC no Senado e oportunismo na Câmara
Os mercados devem repercutir a aprovação, por 61 votos a 14, em primeiro turno no Senado da PEC 55, que limita o teto dos gastos públicos pelos próximos 20 anos. A medida era tida como prioritária pelo Palácio do Planalto e o resultado é avaliado como um avanço do ajuste fiscal no Congresso, representando mais uma vitória do governo, mesmo fragilizado após as denúncias do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de que sofreu pressão do próprio presidente Michel Temer para atender interesses pessoais do ex-secretário de governo Geddel Vieira Lima.

Na noite da última terça-feira, em meio às atenções dadas à tragédia da queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense, jornalistas e convidados, o plenário da Câmara votou o projeto que tratava das medidas anticorrupção, mas desfigurando o relatório prévio do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Na versão aprovada foram retirados pontos-chave como a criminalização de enriquecimento ilícito, o aumento do prazo de prescrição dos crimes, assim como foi incluída a tipificação do crime de abuso de autoridade para magistrados e integrantes do Ministério Público Federal.

Reunião da Opep e disparada do petróleo
O mercado acompanha de perto a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em Viena (Áustria), para decidir sobre um possível corte de produção como forma de sustentar os preços da commodity. Na manhã desta quarta-feira (30), o preço do barril tipo Brent avançava quase 6%, após o secretário-geral e ministros dos países membros indicarem que o acordo deve ser fechado. Nas últimas semanas, os preços do petróleo têm operado instáveis e voláteis, reagindo às diferentes informações sobre as chances de os integrantes da Opep atingirem um consenso. Nesta sessão, as ações das companhias do setor de óleo e gás no mundo inteiro disparam em meio ao movimento de forte valorização das commodities.

Às 10h27 (horário de Brasília), os barris tipo brent e WTI acumulavam respectivos ganhos de 8,50% e 8,38%, cotados a US$ 50,32 e US$ 49,02, com o mercado apostando no tom mais otimista de os membros da Opep conseguirem fechar as negociações para reduzir a oferta da commodity no mercado.

PIB e Copom
O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro caiu 0,8% no terceiro trimestre de 2016 ante o segundo, a sétima queda consecutiva na relação trimestral. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na comparação com o mesmo período de 2015, a retração foi de 2,9%, a décima consecutiva. No acumulado do ano até setembro, a economia brasileira encolheu 4,0%, a retração mais forte desde o início da série histórica em 1996.

Na análise pelos setores da economia houve queda em todos os segmentos, na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano: a agropecuária caiu 1,4%, a indústria, 1,3% e os serviços 0,6%. Em relação ao terceiro trimestre de 2015, as quedas foram de 6,0%, 2,9% e 2,2%, respectivamente.

À noite, o Copom (Comitê de Política Monetária) publica a decisão sobre a taxa básica de juros. O consenso do mercado é de que haverá redução, mas ainda há dúvidas sobre a magnitude do corte, se de 25 ou 50 pontos-base. Leia a análise completa clicando aqui.

Bolsas mundiais
No exterior, as bolsas europeias e os índices futuros norte-americanos sobem em meio ao rali dos preços do petróleo antes da reunião decisiva entre os membros da Opep. Já na Ásia, o índice de blue-chips chinesas recuou, interrompendo uma sequência de sete altas, com as ações do setor de matérias-primas caindo após os preços das commodities serem afetados pelos receios de um aperto da liquidez. Os mercados no restante do continente tentaram se estabilizar após um mês de novembro agitado ter chegado ao fim, mas a sessão trouxe novos receios com as ações chinesas e as commodities caindo em meio às preocupações de que os esforços de Pequim para sustentar sua moeda podem reduzir a liquidez.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Por dentro do PIB

Entre as pesquisas econômicas, o PIB é o trabalho mais complexo desenvolvido por um instituto de estatística. Desde a década de 90, ele é calculado pelo IBGE. Entre 1947 e 1989, esse trabalho cabia à Fundação Getulio Vargas (FGV). O IBGE já fez algumas revisões na metodologia do PIB: em 1997, 2007 e 2015, utilizando como base o ano de 2010. A revisão mais recente, a de 2015, fez o tamanho da economia brasileira crescer, ao passar em 2011 de R$ 4,143 trilhões para R$ 4,374 trilhões.

O que é e como se calcula o PIB?
As diferentes maneiras de se olhar a economia
Recessão
A nova metodologia
Quem calcula o tamanho da economia
De que forma as pesquisas são respondidas
O PIB trimestre a trimestre
O PIB anual
O que é e como se calcula o PIB?

IBGE utiliza pesquisas internas e externas para calcular o PIB – Divulgação
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Apesar de ser um conceito muito difundido, o PIB na realidade não mede a soma de todos os bens e serviços produzidos na economia. Ele mede um fluxo, ou seja, quanto a economia gerou em valores em um determinado período, seja ano ou trimestre. Em uma comparação simples, ele é o equivalente à soma dos salários de uma pessoa em um ano. Ficam de fora dessa conta dados do patrimônio da pessoa. Um apartamento fechado, por exemplo, não acrescenta nada ao cálculo do PIB, mas se, ao contrário, esse apartamento for alugado, a renda auferida no aluguel é incorporada ao cálculo. Para medir o PIB, são contabilizadas pesquisas internas divulgadas pelo próprio IBGE e fontes externas, de outros órgãos da administração pública.

As diferentes maneiras de se olhar a economia

O PIB pode ser analisado pela ótica da oferta ou produção, que leva em conta o que foi gerado por empresas de setores como a indústria, agropecuária e serviços – Reprodução
Existem diferentes maneiras de se olhar a economia. O PIB pode ser analisado pela ótica da oferta ou produção, que leva em conta o que foi gerado por empresas de setores como a indústria, agropecuária e serviços. Outra maneira de se fazer esse cálculo é pela pela ótica da demanda ou despesa. Ela analisa o PIB de acordo com o destino dos bens e serviços. Nessa ótica, o PIB equivale à soma dos valores do que é consumido pelas famílias, pelo governo, e daquilo que é gasto em investimento, e destinado em exportações (descontado o valor dos bens e serviços importados). Nas pesquisas anuais, o PIB ainda pode ser analisado pela ótica da renda, ou seja, pelos salários e ordenados e contribuições, com base em informações da Receita Federal, sem a identificação dos contribuintes.

Recessão

Em 2015, o PIB brasileiro registrou queda de 3,8% — o que configurou uma recessão da economia. Antes da divulgação do resultado, a atividade econômica já dava sinais de fraqueza. Um deles foi a chamada recessão técnica. O termo é usado quando o PIB registra dois trimestres consecutivos de queda. Isso ocorreu em agosto de 2015 e não parou por aí. Caiu por mais quatro trimestres, até o segundo de 2016.

O uso da expressão, no entanto, está longe de ser um consenso. Nos Estados Unidos, adota-se como referência o conceito de ciclos econômicos. Quem estima os ciclos da economia americana é o National Bureau of Economic Research (NBER), órgão de pesquisa privado. Para o NBER, “a recessão é um significativo declínio na atividade econômica disseminada por toda a economia, durando mais do que poucos meses, normalmente perceptível no PIB, na renda, no emprego, na produção industrial e nas vendas do varejo”, segundo o site da instituição.

A nova metodologia

Exploração de petróleo e minérios passa a ser uma medida de investimento – Simon Dawson / Bloomberg
A última revisão do Produto Interno Bruto (PIB) começou a ser feita em 2011. Mudou a classificação das atividades econômicas e agregou pesquisas como o Censo Agropecuário 2006 e a Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008/2009, além da adaptação às recomendações internacionais, para tornar o PIB mais comparável ao de outros países.

As mudanças na forma de calcular o PIB aumentaram o tamanho da economia brasileira. De um lado, o investimento avançou, já que passaram a ser contabilizados itens que antes entravam como gastos. De outro, a parcela da indústria perdeu espaço para o setor de serviços, também por causa da mudança de alguns conceitos. Os dados sobre o consumo das famílias passaram a ser mais detalhados, assim como as informações sobre a construção civil.

Uma das principais mudanças foi o conceito dos investimento. Antes, recursos aplicados por empresas na área de pesquisa e desenvolvimento eram contabilizados como gastos. Agora, serão incluídos como investimentos. O dinheiro gasto na exploração de recursos minerais, como petróleo e minério de ferro, também passou a ser contabilizado como investimento.

Quem calcula o tamanho da economia

Trabalham diretamente no cálculo do PIB 30 pessoas, que fazem parte da Coordenadoria de Contas Nacionais, além da equipe de informática e o apoio administrativo. O IBGE tem hoje 5,3 mil funcionários permanentes que atuam na coordenação e análise das pesquisas e ainda 4,8 mil temporários, que trabalham na coleta de dados.

De que forma as pesquisas são respondidas

As pesquisas são, na esmagadora maioria, produzidas por meio de questionários que são enviados pela internet. A exceção é a Pnad, em que os funcionários do instituto vão até as casas das pessoas. As pesquisas agropecuárias não utilizam questionários. Elas fazem avaliações conjuntas com outros órgãos e informantes, nas áreas de produção

O PIB trimestre a trimestre

Consumo das famílias é subsidiado por dados das vendas do comércio – Marco Antônio Teixeira / Agência O Globo
O PIB divulgado nesta quarta-feira reflete as Contas Nacionais Trimestrais. Isso significa que os dados ainda não são os definitivos e têm uma base de dados diferente e menos consolidada que aqueles das contas anuais. Veja abaixo a lista de pesquisas:

PIM-PF – Amostra a partir da Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA-Empresa) e da Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA-Produto), representando aproximadamente 85% do Valor da Transformação Industrial da PIA-Empresa do ano de 2010, e abrangendo 944 produtos e 7.800 unidades locais.

IPP – Investiga mensalmente junto a 1.400 empresas, cerca de 5 mil preços recebidos pelos produtores em 23 atividades das indústrias de transformação.

Pnad Contínua – Levantamento que inclui informações de mais de 70 mil domicílios em 3.464 municípios. Com a extinção da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em 2016, é a única pesquisa a informar mensalmente os dados de emprego e renda. No PIB, é fonte de dados para áreas como serviços domésticos e serviços de alimentação.

Sinapi – Índice Nacional da Construção Civil – Investiga os preços praticados pelos fornecedores de cerca de 400 insumos para a indústria da construção civil, envolvendo em média de 8500 informantes em todo o país.

PMC – Pesquisa Mensal do Comércio engloba cerca de 5.700 empresas comerciais com 20 ou mais pessoas ocupadas em 31 de dezembro (dado extraído da PAC) sediadas em Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e Tocantins (Região Norte) ou nos municípios das capitais para as demais UFs. A única exceção está no Pará, onde são consideradas aquelas que estão sediadas nos municípios que formam a Região Metropolitana de Belém.

PMS – Pesquisa Mensal de Serviços abrange 11.500 empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, em todas as Unidades da Federação.

LSPA – Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – Investiga mensalmente a produção de 35 culturas (área, produção e rendimento médio por ha), fazendo levantamentos mensais, abrangendo todas as Unidades da Federaçăo. As informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO). Ao todo, esse trabalho envolve cerca de 2 mil fontes de informações institucionais em todo o país.

Para a administração pública. Para o cálculo das despesas de consumo do governo, são utilizadas fontes externas que são sistematizadas por outros órgãos da administração pública. Nas contas anuais, as principais são:

– Siafi – dados mensais de arrecadação e despesas do governo federal;

– Confaz/Cotepe – Boletim mensal de arrecadação do ICMS;

– Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária da Lei de Responsabilidade Fiscal para informações sobre receitas e despesas realizadas pelos governos estaduais.

– Secex – Secretaria de Comércio Exterior

– Banco Central

O PIB anual

Depois de divulgadas as contas trimestrais, o IBGE calcula, periodicamente, o PIB anual. Os dados a respeito da economia então são considerados definitivos. O PIB anual incorpora pesquisas com dados mais abrangentes e consolidados. São exemplos das pesquisas utilizadas nesse indicador:

– Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (Pnad), que visita anualmente cerca de 147 mil domicílios em 1.100 municípios nas áreas urbanas e rurais das 27 unidades da federação. As visitas captam informações de mais de 360 mil moradores

– Censo Agropecuário de 2006 – O Censo Agropecuário de 2006 envolveu visitas aos 5.175 milhões de fazendas, empresas agropecuários existentes no país

– A Pesquisa Industrial Anual (PIA) que abrange 150 mil empresas industriais ou mais de 95% das empresas industriais do país.

– A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) que abrange mais de 100 mil empresas.

– A amostra da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) que abrange mais de 47.500 empresas comerciais em todas os estados

– A Pesquisa Anual da Construção Civil (PAIC) que abrange mais de 11 mil empreiteiras.

– A Produção Agrícola Municipal (PAM) que investiga as áreas de lavouras, produçăo obtida, rendimento médio e valor da produçăo para 29 produtos agrícolas de culturas temporárias e 33 de culturas permanentes, em nível geográfico mais ampliado.

– Produção Pecuária Municipal que traz informaçőes sobre os efetivos das espécies animais criadas, como também dados sobre as produçőes de leite, lă, ovos de galinhas e de codornas, mel e casulos de bicho-da-seda com dados sobre os 5.565 municípios brasileiros.

– A Extração Vegetal e Silvicultura que mede a quantidade e o valor das produçőes obtidas na exploraçăo dos recursos florestais naturais (extrativismo vegetal) e a exploraçăo de maciços florestais plantados (silvicultura) sobre os 5.565 municípios brasileiros.

– Para o cálculo das despesas de consumo do governo, são utilizadas fontes externas que são sistematizadas por outros órgãos da administração pública e que incorporam os seguintes dados:

– Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI/STN/Ministério da Fazenda para receitas e despesas do Governo Federal;

– Execução Orçamentária dos Estados e Finanças do Brasil (FINBRA) – Secretaria do Tesouro Nacional /Ministério da Fazenda;

– Sistema de Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) – Ministério da Saúde;

– Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE);

– Levantamentos especiais de Balanços do FGTS e Sistema S;

– Levantamentos especiais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para estimativa de dispêndios em P&D.

-São utilizados ainda dados da Abegás e da EPE

– Secex

– Banco Central

Fonte: IBGE

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro acompanha queda do petróleo e perde os 63 mil pontos em dia de agenda cheia

Após uma forte alta para o principal índice acionário nacional na véspera, o Ibovespa Futuro iniciou a terça-feira (29) em queda. Às 9h03 (horário de Brasília), os contratos futuros do índice com vencimento em dezembro operavam com perdas de 0,93%, a 62.800 pontos, com os investidores atentos ao cenário político nacional e indicadores externos. Por aqui, está marcada a sessão no Senado que votará a PEC do teto de gastos em primeiro turno, enquanto entre os indicadores, o IBGE apresenta os dados de emprego da Pnad contínua. No exterior, o destaque fica com a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos. Por lá, o dia é misto com os investidores também atentos à aproximação de um possível acordo de congelamento de produção entre os países-membros da Opep.
No mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro operavam próximo à estabilidade, com variação positiva de 0,03%, sinalizando cotação de R$ 3,387. Do lado dos DIs, o dia é de queda, com os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 recuando 2 pontos-base, a 12,11%, enquanto os de vencimento em janeiro de 2021 caíam 4 pontos-base, a 11,88%.
Confira no que se atentar na sessão desta terça-feira:

Bolsas mundiais
As bolsas europeias operam entre perdas e ganhos nesta terça, com os investidores de olho nas conversas entre os membros da Opep sobre o acordo de produção de petróleo e também na incerteza política antes do importante referendo na Itália no próximo domingo. O índice de blue-chips chinês CSI300 subiu pelo sétimo dia consecutivo, chegando à máxima de 11 meses, com as grandes indústrias superando facilmente as ações ligadas ao crescimento. Os investidores foram incentivados por mais sinais de que a economia chinesa está se estabilizando, com uma pesquisa da Reuters mostrando que a atividade do setor industrial provavelmente se manteve em uma tendência de expansão modesta neste mês.

Este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) -0,75%

* CAC-40 (França) +0,40%

* DAX (Alemanha) -0,04%

* Xangai (China) +0,18% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,41% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,27% (fechado)

*Petróleo brent -1,93%, a US$ 47,31 o barril

Indicadores internacionais
O destaque do dia fica com a divulgação do PIB dos Estados Unidos referente ao terceiro trimestre, a ser divulgado às 11h30 (horário de Brasília). Ainda hoje, o mercado também monitora os dados da confiança do consumidor norte-americano, às 13h, e os discursos do diretor do Fed de Nova York, William Dudley, às 12h15, e do Diretor do Fed Jerome Powell, às 15h40. No radar, os investidores também ficam de olho na reunião da Opep para decidir sobre um acordo para a produção de petróleo. Na véspera, especialistas da Organização terminaram uma reunião sem concordar sobre os detalhes concretos da redução de produção que será apresentada na reunião do dia 30 de novembro.

Agenda doméstica
Às 9h, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publica a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua e os dados da indústria de transformação, referentes a outubro. Em Brasília, às 10h, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado discute, entre outros assuntos, o projeto de lei 588/2015, que tributa lucros e dividendos de pessoas jurídicas. Além disso, o Copom (Comitê de Política Monetária) inicia seu encontro de dois dias nesta terça.

O destaque, porém, fica com a votação, em 1º turno da PEC do teto de gastos no Senado. A expectativa do governo é de uma aprovação folgada, o que pode ajudar a aliviar a crise política atual. Na véspera, o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a proposta deverá ter entre 62 e 65 votos.

Especiais
Em destaque no site do InfoMoney nesta terça-feira, uma matéria especial explica todos os detalhes sobre o referendo na Itália que ocorrerá neste fim de semana e pode gerar uma nova crise na Zona do Euro, como ocorreu com o “Brexit”. A população irá às urnas para definir sobre uma grande reforma constitucional que pode mudar o rumo das relações do país com o resto da Europa. Para conferir a matéria completa, clique aqui.

Além disso, destaque para a entrevista exclusiva com o diretor executivo e economista sênior do CME Group, Erik Norland, sobre as expectativas para a próxima reunião da Opep, que pode marcar um acordo de congelamento de preços entre os países-membros. Para o especialista, o mercado estaria otimista demais com o êxito das negociações, mas caso o acordo ocorra, os preços da commodity poderão subir até US$ 65 o barril. Confira a matéria clicando aqui.

Noticiário corporativo
Às 13h, ocorre o “Vale Day” em Nova York. Na avaliação do Bradesco, entre os assuntos a serem monitorados o Capex e as perspectivas de produção, medidas de redução de custos e aumento de competitividades. A revista Veja adiantou que a mineradora anunciará que não vai mais vender ativos. Na noite de ontem, a mineradora confirmou o pagamento de R$ 857 milhões em dividendos. Enquanto isso, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou ontem que a companhia mantém a meta de realizar US$ 15,1 bilhões em desinvestimentos no período 2015-2016. No radar, destaque ainda para uma aquisição da Senior Solution e da captação de R$ 1 bilhão da Suzano. Para saber mais, clique aqui.

Acidente na Colômbia
A terça-feira amanhece com comoção geral em meio à notícia da queda do avião que levava a delegação da Chapecoense à cidade de Medellín, na Colômbia, onde a equipe disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. No momento, fala-se em 75 mortes entre jogadores, comissão técnica, jornalistas, convidados e tripulação.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Falta fôlego para a recuperação econômica do Brasil

A esperada recuperação da economia depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff não chegou, e os efeitos da crise atual serão sentidos pelos brasileiros em 2017. Os economistas apostam que o Brasil não crescerá 1% no ano que vem, segundo a pesquisa semanal Focus do Banco Central (BC), divulgada ontem. No auge da euforia com a mudança do governo, em junho deste ano, as apostas eram de 1,36% de expansão. O otimismo foi maior do que a capacidade do governo de Michel Temer de recolocar rapidamente o país na trilha da recuperação econômica.

A melhora depende de reformas, afirmam analistas. O foco não é mais apenas a proposta de emenda constitucional (PEC) que cria um teto para os gastos e que será votada em primeiro turno no Senado hoje. Está na mira o andamento das mudanças na Previdência. Há uma preocupação de que a atual crise política dificulte a aprovação da reforma no Congresso. Os analistas também se preocupam com os efeitos na popularidade do presidente Temer após o episódio da tentativa do Congresso de aprovar a anistia para o caixa dois em eleições passadas.

— Os riscos são fundamentalmente internos nessa nova rodada de crise política — disse o ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, para quem o otimismo dos colegas na época do impeachment foi exagerado.

A avaliação, hoje, é que a influência negativa de 2016 sobre o próximo ano, o chamado carregamento (carry over), será pior que o esperado. A projeção para o crescimento em 2017 caiu de 1% para 0,98%, segundo a pesquisa do BC. Para 2016, a expectativa passou de uma recessão de 3,4% para 3,49%.

Já os investimentos, o principal vetor de crescimento esperado a partir de janeiro, voltarão em ritmo bem menor que o esperado, já que os juros também tendem a cair mais lentamente. Na rabeira, aparece o consumo, que ainda vai demorar para reagir em um ambiente de endividamento elevado das famílias e desemprego em ascensão.

Está certo para os economistas que a retomada da economia brasileira não será em “V”, ou seja, uma queda seguida de alta. A figura esperada para o futuro próximo é um “L”: uma estabilização da atividade com um tempo mais longo no patamar inferior. A demora ou não dependerá da volta do investimento. E para o empresário voltar a apostar no país, é preciso clarear algumas incertezas.

COPOM SE REÚNE HOJE

Ainda no radar de economistas e empresários está a possibilidade de o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, adotar uma política mais protecionista. Essa incerteza pode não só aumentar o dólar e trazer inflação como adiar vários negócios, como a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e os aguardados leilões de infraestrutura. Um possível atraso nesses leilões afetaria ainda mais o caixa do governo, que conta com esse dinheiro para melhorar a saúde das contas públicas.

— Se há menos arrecadação que o previsto, claramente vai ter problema fiscal. (O governo) pode ter de aumentar impostos e retardar a queda dos juros — disse o economista-chefe da corretora INVX Global, Eduardo Velho.

É nesse clima que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reunirá hoje. Amanhã, os diretores decidirão se mantêm o ritmo de corte de juros de 0,25 ponto percentual da taxa básica (Selic), que está em 14% ao ano.

As perspectivas para o desempenho trimestral do Brasil também desabam com o fim do otimismo. Há um mês, os analistas apostavam que, no primeiro trimestre do ano que vem, a economia interromperia a queda, ficaria estável e voltaria a crescer no segundo trimestre. Atualmente, a expectativa é de uma queda de 0,52% nos três primeiros meses, com um crescimento bem mais lento em seguida.

A equipe econômica já reconheceu que o desempenho da economia ficará abaixo do esperado em 2017. Tanto que a estimativa oficial para o PIB do ano que vem foi reduzida de 1,6% para 1% na semana passada. Esse é o mesmo percentual que havia sido previsto pela equipe da ex-presidente Dilma Rousseff no início do ano.

Interlocutores da área econômica admitem que a demora do BC em reduzir as taxas de juros também contribuiu para a piora do cenário.

É consenso entre os economistas que, para tentar remediar a situação, o governo tem apenas uma arma que pode ser usada: a taxa de juros. No entanto, no BC, o discurso é que nada pode ser feito artificialmente, para não comprometer o controle inflacionário. Em 2012, a antiga diretoria levou a Selic para seu piso histórico, 7,25% ao ano, e a inflação explodiu, acelerada pela recomposição de tarifas bancárias, cuja alta foi represada pelo governo.

HERANÇA RUIM PARA O PRÓXIMO ANO

Para Gustavo Loyola, sócio da consultoria Tendências e ex-presidente do Banco Central, o PIB ainda deve apresentar uma queda de 0,6% no terceiro trimestre ante o segundo e, no quarto trimestre, crescer apenas 0,2%. Mesmo os economistas que estavam mais otimistas com o crescimento do PIB no ano que vem já admitem revisões para baixo. O Santander espera um crescimento de 2% para 2017, mas está esperando apenas a divulgação dos dados do terceiro trimestre para fazer as revisões.

— Estamos adiando o fim do ciclo recessivo. O crescimento esperado para o quarto trimestre talvez fique para o primeiro trimestre do ano que vem. Um recuo do PIB no quarto trimestre fará com que a taxa de carregamento, em vez de nula, seja negativa em 0,6 a 0,8 ponto percentual para 2017. Já vamos começar o ano com uma herança ruim — explicou Rodolfo Margato, economista do banco.

Para Thaís Marzola Zara, economista da Rosemberg Associados, essa demora na retomada é consequência de dois anos de economia fraca, com mercado de trabalho apontando para desemprego ainda em alta e grande capacidade ociosa das empresas, ou seja, não há motivo para consumo ou investimento. Patricia Krause, economista chefe da Coface para América Latina, lembra que, além da queda dos juros mais lenta, a perspectiva fiscal ainda é ruim.

— Esperamos uma melhora com a PEC dos gastos, mas ainda há uma instabilidade política que acaba frustrando as expectativas — avaliou.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Vale salta 7,3%, e Bovespa avança 2,11%, à espera de votação da PEC dos gastos

O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,386, com desvalorização de 0,82%, num dia mais tranquilo no cenário interno, animado por expectativas para votação da PEC dos gastos amanhã. Na mínima, a moeda chegou a R$ 3,385. No mercado internacional, a divisa recua 0,16%, conforme o Dollar Index Spot, que compara a divisa com uma cesta de dez moedas. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a operar em queda, mas à tarde firmou a valorização. O Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, registrou alta de 2,11%, a 62.855,49 pontos, puxado por Vale, que disparou 7,3%.

— O mercado tem exagerado nas reações ao noticiário, daí o zigue-zague — comenta Alexandre Espirito Santo, economista da plataforma de investimentos Órama, lembrando que nesta quarta-feira será conhecido o PIB brasileiro no terceiro trimestre e a decisão sobre os juros no país. — Os números não devem vir bons.

O economista aposta que o IBGE informará retração do PIB de algo entre 0,3% e 0,5% contra o segundo trimestre. Já a Selic, taxa de referência para juros no Brasil, deve ter corte de apenas 0,25 ponto percentual.

— Assim, a Selic ficará em 13,75%, que ainda é muito alta. Pode haver fluxo de estrangeiros para aproveitar, o que pode pressionar a moeda para baixo. Além do mais, no fim de ano, são tradicionais as disparadas nas Bolsas. E há um otimismo global, até mesmo com a administração de Donald Trump, que há algumas semanas causou tanta tensão.

À mercê das negociações da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), determinantes para os preços da commodity, Petrobras ganhou 0,28% na ação ON (ordinárias, com direito a voto), a R$ 17,63, e 1,04% na PN (preferenciais, sem voto), a R$ 15,46. O barril de petróleo do tipo WTI subiu 1,69%, enquanto o do tipo Brent, referência para o mercado brasileiro, subiu 1,61%. A reunião dos exportadores, nesta quarta-feira, pode definir um corte na produção.

Terça-feira, 29 – PIB dos EUA

Na terça-feira, dia 29, sai a revisão do resultado da atividade econômica americana do terceiro trimestre. A expectativa é de crescimento de 3%, acima dos 2,9% da divulgação preliminar, em 28 de outubro.

Vale saltou 7,3% nas ON e 6,34% nas PN, com rumores de que nesta terça-feira, em apresentação na Bolsa de Nova York, o Vale Day, informará que não precisará vender ativos e que fará pagamento de dividendos referentes aos resultados deste ano, diz Adeodato Netto, chefe de mercado de capitais da Eleven Financial Research. Até agora, valia a política de dividendos aprovada em abril: a Vale tinha deixado de antecipar o valor da remuneração mínima ao acionista para o ano em curso e passa a definir o pagamento de acordo com seu desempenho ao longo do exercício. Nos EUA, a ADR (American Depositary Receipts, recibos de ações que são negociados na Bolsa de Nova York, sobem 8%, a US$ 9.10).

— A mudança se dá graças à disparada do minério de ferro, que já passou de US$ 80 por tonelada, e ao reposicionamento da empresa — explica Netto.

Hoje, a commodity avançou 1,5% no porto de Qingdao 62%, na China. Em cinco dias, a commodity acumula valorização de 6,54%. Na esteira da mineradora, Bradespar, acionista da Vale, subiu 5,03%. Gerdau, 4,84%.

Eletrobras teve alta de 2,92% nas ações ON e de 2,23% nas PN, com o leilão da Celg-D confirmado para a quarta-feira. A expectativa é de que a privatização movimente R$ 1,79 bilhão, sendo R$ 913 milhões, ao menos, para a estatal e o restante parao governo de Goiás. Além disso, o papel deve entrar na nova carteira do MSCI Emergentes, acompanhado por fundos de investimento estrangeiros.

Kroton, que tenta realizar uma venda de R$ 1 bilhão para concretizar a fusão com a Estácio — a operação sofre oposição do Cade porque levará a alta concentração do segmento de ensino à distância — subiu 5,18%. Estácio registrou alta de 3,27%.

No setor bancário, o mais importante do Ibovespa, Banco do Brasil subiu 4,59%; Bradesco, 1,24%; Itaú, 2,12%; Santander, 1,44%. BM&FBovespa, cujo preço-alvo foi elevado pelo Credit Suisse, ganhou 1,46%.

— A bolsa está descomprimindo o excesso de estresse da semana passada, e o mundo está razoavelmente tranquilo. Também contribui o otimismo com o possível entendimento entre os produtores de petróleo — afirma Leonado Monoli, sócio da Jive Asset Management.

Na semana passada, com o desgaste que se seguiu às denúncias de Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, os investidores passaram a temer que as reformas fiscais empacassem.

— Agora, é preciso o placar da votação da PEC do teto de gastos, nesta terça-feira, que mostrará a força, ou não, do governo — diz Monoli.

Com investidores de olho na decisão do BC sobre juros, os contratos de DI operaram em queda: os papéis para janeiro de 2019 saíram com taxa de 11,68%, recuo de 0,85 ponto percentual. Para janeiro de 2021, recuaram 1,5 ponto percentual, a 11,89%. Os que vencem em janeiro de 2023 tiveram recuo 1,7 ponto percentual, a 12,08%.

Em Nova York, os índices estão em queda, após os recordes registrados na semana passada: Dow Jones perde 0,17% e S&P, 0,31%. Na Europa, as bolsas fecharam em baixa, puxadas pelo setor bancário, enquanto se agravam os temores sobre o destino do banco Monte dei Paschi, na Itália. A negociação com ações da instituição foram suspensas após queda de 12%. Em Londres o FTSE caiu 0,6%. Em Frankfurt, o Dax recuou 1,09%. Em Paris, o Dax 40 declinou 0,88%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa “ignora” tensão política e dia negativo no exterior e abre em alta, com Petrobras e Vale

Após uma semana de alta mesmo com a piora do cenário político em meio à queda de mais um ministro do governo, o Ibovespa iniciou a segunda-feira (28) em leve alta. Às 10h08 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira acumulava ganhos de 0,28%, a 61.737 pontos, contrastando com o movimento visto nas principais bolsas mundiais. No radar dos investidores destaque para a entrevista do ex-ministro Macelo Calero à imprensa, na qual ele confirmou ter gravado conversa telefônica com o presidente Michel Temer, e as respostas dadas pelo peemedebista, que deu coletiva de imprensa juntamente com os presidentes de Câmara e Senado. Na semana, atenções também para os PIBs brasileiro e norte-americano, a decisão do Copom para os juros e a reunião entre os membros da Opep.
No mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro caíam 0,51%, sinalizando cotação de R$ 3,401. Do lado dos DIs, o dia também é de queda, com os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 recuando 6 pontos-base, a 12,11%, enquanto os de vencimento em janeiro de 2021 caíam 7 pontos-base, a 11,95%.
Confira os eventos que agitarão o mercado nesta semana:

Agenda doméstica
Entre os indicadores, destaque para a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e do resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), para qual a maior parte das apostas apontam para corte de 0,25 ponto percentual na Selic, na quarta-feira (30). Nesta segunda-feira (28), o Banco Central publica nota de Política Fiscal e, na terça, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, relativos ao mercado de trabalho. As expectativas dos analistas da Rosenberg são por uma nova queda forte no período, reforçando as preocupações com o ritmo de atividade. No front político, o principal evento é a votação da PEC 55 no Senado na terça-feira (29). Para Jason Vieira, é preciso ficar atento à quantidade de votos favoráveis ao texto, já que isso será uma prova do poder político do atual governo.

Relatório Focus
Em meio à percepção de que o governo tem dificuldades para promover a retomada do crescimento do País, o relatório Focus divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira mostrou mais mudanças nas projeções dos economistas quanto à atividade econômica brasileira. Pelo documento, as estimativas dos economistas consultados pela autoridade monetária para o PIB (Produto Interno Bruto) este ano passaram de retração de 3,40% para queda de 3,49%. Foi a oitava semana consecutiva de piora nas projeções de atividade para este ano. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,30%.

Para 2017, o Focus mostra que a percepção também piorou. O mercado prevê para o País um crescimento de 0,98% no próximo ano, abaixo do 1,00% projetado uma semana antes. Há um mês, a expectativa era de 1,21%. O BC trabalha com uma retração de 3,3% para o PIB em 2016 e com uma alta de 1,3% para 2017. Já o Ministério da Fazenda, que projetava avanço de 1,6% para o próximo ano, divulgou uma nova estimativa na semana passada, de 1,0%.

Agenda internacional
Lá fora as atenções se voltam para a divulgação do PIB dos Estados Unidos referente ao terceiro trimestre. O indicador será conhecido na terça-feira. A expectativa mediana dos analistas é de que a maior economia do mundo cresça 3,1%, ante 2,9% registrados no trimestre anterior. Na sexta-feira (2), será apresentado o relatório de emprego nos EUA, que deve mostrar a criação de 175 mil postos de trabalho em novembro, contra 161 mil criados em outubro. Já a taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,9%. O dado não deve, contudo, mudar o cenário-base do mercado para o Federal Reserve, que tende a elevar os juros no país em sua reunião em dezembro. Apreensão também para a reunião dos países membros da Opep(Organização dos Países Exportadores de Petróleo), no dia 30, em que devem decidir sobre um acordo de cortes de produção. As negociações têm sido monitoradas de perto nos últimos dias e deixado os preços do petróleo bastante voláteis. Além disso, como ocorre todo início de mês, uma bateria de PMIs (Purchasing Managers’ Index) será apresentada, com destaque para os dados na China, o principal mercado de muitas commodities e onde uma mudança de rumo da indústria pode afetar companhias no mundo todo, caso da Vale e siderúrgicas, que estão sempre de olho no momento econômico do gigante asiático.

Crise no Planalto
No último domingo, o programa Fantástico, da TV Globo, transmitiu uma entrevista com o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que voltou a acusar o agora ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima de pressioná-lo por uma decisão favorável do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) à construção de um prédio no qual havia comprado um apartamento, em Salvador. Calero ainda confirmou ter gravado conversa telefônica com o presidente Michel Temer, quem ele também acusa de interferência no processo. Apesar de toda a apreensão, disse o ex-ministro que se tratou de um diálogo “protocolar” — o que pode ser interpretado como motivo de alívio para o governo do peemedebista. O ex-titular da pasta da Cultura também fez apontamentos sobre o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, mas não respondeu se também havia gravado conversas que teve com ele.
Em meio à crise instaurada há mais de uma semana e os efeitos negativos gerados na opinião pública pela tentativas de parlamentares para que fosse aprovada no Legislativo uma anistia ao crime de caixa dois, Temer aproveitou o domingo para convocar uma coletiva de imprensa juntamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), em uma tentativa de se construir uma agenda positiva ou ao menos limitar os estragos gerados pelo recente noticiário negativo ao governo. Foi anunciado neste domingo pelo trio que não prosperará nenhuma tentativa de se anistiar tais crimes eleitorais cometidos no passado.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Nova crise com Temer faz dólar e DI dispararem; Ibovespa Futuro cai mais de 1%

Seguindo as quedas de ontem, o Ibovespa Futuro iniciou a sexta-feira (25) digerindo o receio do mercado à nova crise política que pode se instaurar no Brasil. Às 9h50 (horário de Brasília), os contratos futuros do índice com vencimento em dezembro operavam em baixa de 1,39%, a 60.875 pontos.
No mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro subiam de 1,72%, cotados a R$ 3,455. Do lado dos DIs, o dia é de forte alta, com os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 subindo 7 pontos-base, a 12,20%, enquanto os de vencimento em janeiro de 2021 saltavam 18 pontos-base, a 12,08%.
Nesta sessão, as atenções dos investidores se voltam à nova crise instalada no governo Michel Temer e os riscos de contaminação sobre o apetite por riscos dos investidores. Com a agenda econômica doméstica focada em dados fiscais, os investidores se atentam para o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido e o PMI (Purchasing Managers’ Index) de serviços nos Estados Unidos.

Confira os destaques desta sessão:

Bolsas mundiais
O clima de cautela entre os investidores se mantém nas bolsas europeias, onde os principais índices acionários operam próximo à estabilidade em nova sessão de baixa liquidez por conta da atividade reduzida nos mercados norte-americanos, com Wall Street fechando às 15h (horário de Brasília). Na Ásia, o principal índice acionário da China fechou sua melhor semana em quase seis meses, com investidores ainda apostando em blue-chips diante de sinais de que a economia está com um ritmo mais estável. Com a economia mostrando sinais de estabilização e mesmo alguma recuperação em determinados setores, um número crescente de corretoras começa a se tornar otimista, prevendo mais ganhos de mercado.

Este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) +0,08%

* CAC-40 (França) +0,15%

*DAX (Alemanha) 0,07%

* Xangai (China) 0,61% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) 0,51% (fechado)

*Nikkei (Japão) 0,26% (fechado)

*Petróleo WTI -0,90%, a US$ 47,53 o barril

Agenda doméstica
No agenda doméstica, os destaques ficam com o resultado primário do Governo Central, a ser divulgado pelo Tesouro, e os dados da arrecadação federal, que a Receita Federal publicará, ambos sem horário definido. Às 9h, serão conhecidas as Contas Regionais do Brasil referentes ao período de 2010 a 2014, calculadas pelo IBGE.

Indicadores internacionais
Apesar do pregão reduzido em Wall Street devido ao feriado de Ação de Graças, os Estados Unidos divulgam os números da balança comercial de outubro, às 11h30 e a Markit publica o PMI de Serviços norte-americano, às 12h45. Mais cedo, na Europa, o destaque foi o PIB do Reino Unido, que avançou 2,3% no terceiro trimestre do ano ante igual período do ano passado e veio em linha com as expectativas do mercado.

Crise se agrava no Planalto
O “Caso Geddel” chegou ao gabinete do presidente Michel Temer, após o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero dizer em depoimento à Polícia Federal (PF) que foi “enquadrado” e pressionado pelo próprio chefe do executivo para atender à demanda do secretário de governo, Geddel Vieira Lima, sobre uma autorização para a construção de um prédio na Bahia. A Folha de S.Paulo informa que a Procuradoria-Geral da República deve pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito contra Geddel e pode investigar também Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Segundo o jornal o Estado de S.Paulo, Calero gravou as conversas com os três peemedebistas e entregou o material à PF.

Noticiário corporativo
O grande destaque do lado das empresas foi o anúncio da Vale, que pretende disponibilizar em uma linha de crédito de curto prazo à Samarco no valor de até US$ 115 milhões para apoiar as operações de sua controlada no primeiro semestre do ano que vem. Já no Bradesco, o presidente Luiz Carlos Trabuco disse que o foco do triênio 2017-2020 será nos ganhos com o HSBC. Além disso, o conselho de administração da Paranapanema informou a renúncia de seu diretor presidente, Christophe Malik Akli e anunciou para seu lugar Marcos Paletta Camara.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Crise política faz dólar saltar mais de 2% e chegar a R$ 3,469

A crise política envolvendo o ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima está refletindo na cotação do dólar na manhã desta terça-feira. O envolvimento direto do presidente Michel Temer no caso gerou preocupação e fez a moeda americana disparar frente ao real. A divisa abriu em alta de 0,97%, cotada a R$ 3,428, mas logo nos primeiros minutos, acelerou a alta. Às 9h30, subia mais de 2%, chegando a R$ 3,469. Às 9h50, porém, a alta desacelerava a 1,62%, com valor de venda de R$ 3,450.

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio Treviso Corretora, afirma que o estrago é efeito da gravação da conversa do então ministro da Cultura Marcelo Calero com o presidente Temer, que teria saído em defesa de Geddel no caso envolvendo um imóvel em Salvador com a construção embargada pelo Iphan.

— É a crise política que faz o mercado se proteger no dólar. A forte alta é efeito desse ruído político que já faz temer até mesmo um impeachment. É como uma briga de dois filhos em que o pai acaba se alvoroçando. E isso é ruim. Temer geralmente fica de fora e incomoda o fato de interferir em favor de Geddel.

Galhardo ressalta que, normalmente, quando há um feriado prolongado nos Estados Unidos, como o Dia de Ação de Graças, o mercado cambial brasileiro opera sem rumo. Ontem, no entanto, embora a moeda americana tenha encerrado os negócios a R$ 3,395, com ligeira alta de 0,05%, ficou pressionada a maior parte do pregão:

— O Banco Central avaliou que sua participação tinha se esgotado (com a suspensão da oferta de dólares no mercado), tirando a pressão do mercado. Mesmo assim, a moeda se manteve acima de R$ 3,40 e acabou fechando perto disso.

O movimento de alta, de acordo com Galhardo, é um sinal de proteção do mercado em relação à crise política, já que o dólar serve como uma espécie de seguro para o investidor.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Apesar de Brexit, empresas britânicas continuaram a investir no 3º tri

As empresas britânicas elevaram seu investimento acima do esperado no terceiro trimestre, uma vez que a economia cresceu de forma sólida após a decisão do Reino Unido em junho de deixar a União Europeia.

O investimento empresarial expandiu a uma taxa trimestral de 0,9% nos três meses até setembro, informou a Agência para Estatísticas Nacionais, superando as expectativas de alta de 0,6% em pesquisa da Reuters.

A agência confirmou nesta sexta-feira que a economia britânica cresceu 0,5% no terceiro trimestre, ajudada pela recuperação nas exportações e fortes gastos das famílias.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior