Monthly Archive: September 2016

FMI: sem reformas, recessão no Brasil pode continuar

O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou nesta quinta-feira um estudo que mostra que o Brasil conseguiu recuperar um pouco a confiança que havia perdido, mas que precisa mostrar resultados concretos das reformas para voltar a crescer. Se isso ocorrer, diz, a recessão de 3,3% prevista para este ano vai evoluir para uma alta de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) em 2017. Mas a instituição lembra que a situação do país ainda é frágil, pois o Brasil “está com pior situação fiscal em duas décadas”.

“A projeção é baseada na suposição de que o limite de gastos fiscais e que a reforma da Previdência serão aprovadas em um prazo razoável e que o governo vai cumprir as metas fiscais propostas para 2016 e 2017. Com essas melhorias na frente fiscal, e assumindo que as incertezas vão continuar a diminuir, o investimento deverá manter sua recuperação, apoiando um retorno gradual para o início do crescimento sequencial positivo no final de 2016”, diz o relatório, elaborado pela equipe técnica do FMI, dentro das análises anuais feitas de acordo com o Artigo IV do Convênio Constitutivo do Fundo com todos os seus países-membros.

Entretanto, os técnicos do Fundo veem riscos para o país. Segundo o relatório, a recuperação mais rápida da atividade econômica é prejudicada pelo excesso alavancagem das empresas, o elevado desemprego e piora da situação financeira das famílias. No lado externo, os riscos são um período mais longo de baixo crescimento dos outros países, em especial da China, e uma nova queda dos preços das commodities (produtos básicos com cotação global, como soja, minério de ferro e petróleo). Mas os maiores e potenciais problemas estão no Brasil.

“Se as principais reformas foram diluídas ou ficarem paradas no Congresso, o impulso para a confiança será de curta duração, e que a recessão pode continuar”, afirmou o Fundo, que completou: “Na mesma linha, uma reintensificação das incertezas políticas será um entrave ao crescimento”.

PROTEÇÃO AOS MAIS POBRES

O FMI alerta que o teto dos gastos é positivo, mas que talvez o governo precise antecipar a realização de superávits fiscais (economia orçamentária para o pagamento de juros) para tentar estabilizar a relação dívida/PIB — do contrário, isso só deve ocorrer após 2021. O Fundo defende uma reforma “profunda” na Previdência, incluindo o setor público, o fim das aposentadorias cumulativas e outros benefícios previdenciários. Mas, por outro lado, alerta que o governo precisa socorrer os mais pobres:

“Dado a ainda elevada desigualdade, e para mitigar o impacto sobre os pobres, o pacote de reformas deve incluir meios destinados a proteger os mais vulneráveis”, diz o estudo.

O Fundo ainda sugere ao Brasil mais transparência nas contas da Petrobras e da Eletrobras e mudanças na fórmula de correção do salário mínimo, mudando talvez sua indexação, para que reflita melhor os ganhos de produtividade do país, e acabando com a vinculação das pensões ao reajuste do salário.

O relatório alerta que o país chegou a esta situação com problemas estruturais que não foram corrigidos durante o ciclo de alta do preço das commodities, além dos problemas de corrupção e da crise política. Por outro lado, diz que o país tem meios de acelerar sua recuperação econômica.

“Reformas estruturais bem concebidas e devidamente sequenciadas podem apressar o regresso ao crescimento e fortalecê-lo a médio prazo”, diz o documento, citando mais avanços para a redução do gargalo na infraestrutura — o documento elogia o pacote de concessões do governo —, reformas tributária e trabalhista, melhor direcionamento da poupança para atividades produtivas e novas ações para melhora a transparência, o combate à corrupção e o fortalecimento das instituições do país.

O documento ainda elogia a mudança que este governo está aplicando aos bancos públicos: “A missão (do FMI) saúda a moderação da taxa de crescimento do crédito pelos bancos públicos e os seus planos para reduzir o financiamento direto de grandes corporações com acesso ao mercado, bem como a intenção dos dois maiores bancos públicos para fortalecer sua posição de capital”, diz o documento, que lembra que a situação do sistema financeiro e bancária do país é boa, mas que não pode ocorrer retrocessos.

Na próxima semana, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (BC), estarão em Washington para as reuniões anuais de outono (no hemisfério norte) do FMI e do Banco Mundial. Ambos também terão encontros com investidores para tentar aumentar a confiança no Brasil e atrair investimentos.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Itaú Unibanco faz acordo para ficar com 100% do Itaú BMG Consignado

O Itaú Unibanco acertou na quinta-feira acordo para comprar o restante da participação no banco Itaú BMG Consignado por cerca de R$ 1,28 bilhão, passando a controlar totalmente a instituição.

O maior banco privado do país afirmou que o acordo envolve a aquisição de 40% do capital total do Itaú BMG Consignado.

O valor da transação será atualizado pela variação do CDI desde 31 de dezembro do ano passado até a data da transferência das ações, após serem cumpridas condições previstas no contrato, incluindo as autorizações regulatórias necessárias.

“O Itaú Unibanco e o BMG manterão uma associação por meio da celebração de um novo acordo comercial para distribuição de empréstimos consignados do Itaú BMG Consignado e de suas afiliadas, com exclusividade, em determinados canais de distribuição vinculados ao BMG e a suas afiliadas”, afirmou o banco em comunicado ao mercado.

A carteira do Itaú BMG Consignado somou no final de agosto cerca de R$ 29 bilhões e o Itaú Unibanco afirmou que a transação não terá efeitos relevantes para o banco neste ano.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Fantasma do Lehman Brothers volta a assombrar: qual é o risco da crise do Deutsche para os mercados?

Queda de quase 80% desde 2011, com uma baixa de mais de 8% na última quinta-feira e de 7% na abertura da sessão desta sexta. As ações do Deutsche Bank não estão tendo dias fáceis na Bolsa alemã e vêm pressionando e muito o DAX, principal índice do país, assim como os mercados mundiais.

A última grande notícia de impacto se deu na tarde da última quinta-feira, quando a Bloomberg noticiou que 10 hedge funds internacionais estavam reduzindo as exposições deles ao Deutsche Bank. Embora a maioria dos clientes do Deutsche não tenha feito qualquer mudança, alguns fundos que usam o serviço de corretagem prime do banco transferiram parte de suas particiações em derivativos listados para outras empresas esta semana. A Bloomberg diz que obteve essa informação com base em um documento interno do banco.
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O impacto não ocorreu somente com as ações da instituição, que passaram a cair 7%, mas com todo o mercado global. Os índices norte-americanos, que operavam perto da estabilidade até o começo da tarde, passaram a registrar forte queda. O mesmo aconteceu com o Ibovespa, que passou a cair mais de 1%, o que denotou uma sessão de verdadeiro pânico para os mercados.

Assim, quem pensa que o problema “Deutsche Bank” diz apenas sobre a situação difícil de uma instituição engana-se. Quando um risco aumenta sobre um banco, todo o setor sente, e os efeitos podem ser estendidos pelo resto da economia. Quando se trata ainda do maior banco da maior economia da Europa, os riscos aumentam ainda mais, o que leva muitos analistas a fazerem um alerta de que o Deutsche de 2016 pode se tornar no Lehman Brothers de 2008. Assim, o temor não é somente sobre o banco, mas sobre o “efeito dominó” para um segmento que já está em alto nível de sensibilidade.

Os paralelos não acabam por aí. O Deutsche foi o primeiro grande banco europeu a ser processado por agências nos EUA em meio a atividades suspeitas do mercado de hipotecas, que desencadearam a crise financeira de 2008. As ações do banco iniciaram a sua última trajetória de derrocada em meados deste mês, quando a Justiça dos Estados Unidos anunciou sua intenção de multá-lo em US$ 14 bilhões, alegando que o banco teria criado produtos financeiros a partir de créditos hipotecários insolventes, que contribuíram para a crise financeira de 2007-2008.

As preocupações se estendem globalmente uma vez que a grande preocupação para os mercados sobre o banco são as suas profundas conexões com as instituições financeiras globais. Os analistas, contudo, divergem sobre se a situação do Deutsche é tão terrível como aparenta ser para muitos.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) fez o alerta: o Deutsche é a instituição financeira com o maior risco sistêmico do mundo, uma fonte de tensão externa para o setor. Os riscos do próprio banco são acentuados também pela conjuntura econômica europeia em meio às taxas de juros (até mesmo negativas) praticadas no continente.

Enquanto a política de juros negativa persiste na Europa, o Deutsche Bank vê os seus lucros registrarem forte queda, porque essa política desencoraja as pessoas a colocar dinheiro na poupança. Enquanto isso, a Alemanha, o motor da Europa, vê a sua economia dando sinais de arrefecimento.

Em meio a esse cenário, o analista do Credit Suisse, Jon Paz, destacou que, apesar do Deutsche ter passado no último teste de estresse dos bancos do continente, um dos indicadores de saúde financeira do banco, o Tier I (capital principal) está abaixo o requisito mínimo do BCE (Banco Central Europeu), de 12,25% ante exigência de 12,5%. O UBS aponta que, baseado na provisão de 1 a 5 bilhões de euros para o caso da Justiça dos EUA e que pode atingir até 10,6 bilhões de euros, o Tier I pode atingir 10,75%.

As incertezas permanecem Deutsche Bank, a derrocada do preço das ações reflete a percepção de que o resultado para o banco continuará negativo no curto prazo, assim como o aumento do TIER I para 12,5% novamente. Ou seja, as tensões para o banco alemão devem continuar no curto prazo.

Não somente o Deutsche, como o também alemão Commerzbank, segundo maior banco do país, enfrenta dificuldades. A instituição anunciou nesta semanaum amplo plano de reestruturação que prevê o corte de 9,6 mil empregos, representando cerca de 20% de seu quadro de funcionários, a fusão de duas unidades e a suspensão do pagamento de dividendos neste ano.

A preocupação se estende por toda a Europa e é emitida por autoridades de outros bancos do continente. Tidjane Thiam, executivo-chefe do Credit Suisse, disse que o setor está “numa situação muito fragilizada”. Os bancos, diz ele, tornaram-se suscetíveis a oscilações extremas nos preços de suas ações “mesmo com notícias relativamente pouco importantes”. Ele citou as “incertezas reguladoras” com as futuras exigências de capital e potenciais multas, e disse que há agora uma “dúvida importante”, a viabilidade de seu modelo de negócios. “Essa é uma questão muito, muito, muito grande”, apontou ele em uma entrevista à Bloomberg.

Ajuda do governo alemão?
Com as dificuldades financeiras aumentando, uma saída que sempre é vista pelos mercados é: a ajuda governamental. Porém, pelo menos por enquanto, os analistas não esperam que o governo alemã ajudará o Deutsche neste momento – ou até se isso mesmo poderá ser necessário.

E há alguns motivos para tanto: em primeiro lugar, o Deutsche ainda pode negociar a multa de US$ 14 bilhões com o Departamento de Justiça dos EUA, o que pode reduzir o valor para US$ 5 bilhões. A Fitch Ratings, na última semana, destacou esperar que o acordo final pode ser por um valor muito inferior ao divulgado.

O Deutsche Bank também busca se desfazer de ativos para levantar capital. Na última quarta, o banco anunciou a venda da seguradora Abbey Life para o Phoenix Group por 935 milhões de libras, o equivalente a US$ 1,22 bilhão. Em comunicado, o executivo-chefe do Deutsche Bank, John Cryan, afirmou que a venda permite que o braço de gestão de ativos do grupo continue a focar em seu negócio principal, além de fortalecer sua posição de capital.

“Este não é o novo Lehman, não é 2011 com a Grécia e alguns outros problemas de euro. Nós tivemos uma limpeza desde então”, destacou Rebecca Patterson, diretora administrativa e investimentos da Bessemer Trust, em uma conferência Bloomberg quarta-feira. Além disso, como destaca matéria desta sexta-feira da CNBC, analistas apontam que, apesar dos problemas do banco e questões sobre a viabilidade do seu atual modelo de negócios, ele possui reservas de liquidez (de 220 bilhões de euros, como mostrou o resultado do segundo trimestre); já a Capital Economics destacou que os problemas do Deutsche não devem causar uma crise mais ampla. Assim, o caso Deutsche não é o mesmo do Lehman Brothers. Por outro lado, o caso do banco expõe ainda mais as fragilidades do sistema bancário europeu.

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde disse ainda que não vê o Deutsche Bank “numa fase em que a intervenção do Estado é necessária”.

Outro fator para ainda não haver intervenção é político: a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, parece pouco disposta a socorrer o banco, ainda mais em um ano eleitoral. Após uma reportagem de uma revista alimentar especulações, o porta-voz de Merkel agiu decisivamente para acabar com a ideia de que o banco possa precisar de ajuda do governo porque os EUA querem impor à instituição uma multa de bilhões de dólares (as negociações começaram em US$ 14 bilhões). “É inimaginável que ajudemos o Deutsche Bank com dinheiro dos contribuintes”, afirmou Hans Michelbach, parlamentar sênior da base de Merkel, liderada pelos democratas cristãos. “Isso levaria a uma revolta pública. O sistema político perderia credibilidade se o governo entrasse nisso.”

Para Merkel, qualquer sugestão de ação oficial seria tóxica do ponto de vista eleitoral, ainda mais no momento em que ela enfrenta críticas a sua política para refugiados, descontentamento em sua própria base e queda das intenções de voto nas pesquisas, destacou a Bloomberg em matéria desta semana.

A agência destaca que, com qualquer recuo após anos de mão pesada sobre os chamados bancos grandes demais para quebrar, seria quase impossível convencer um eleitorado insatisfeito a aceitar um imposto sobre transações financeiras ou medidas referentes aos bônus dos bancos. Um recuo também divergiria das regras pós-crise para a Europa defendidas por Merkel e seu ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, vendidas aos eleitores alemães como forma de evitar futuros resgates de instituições com dinheiro dos contribuintes.

“Qualquer coisa que aparentemente signifique dinheiro dado ao setor financeiro seria particularmente criticada em um ano eleitoral”, disse Joerg Rocholl, responsável pela faculdade de Administração ESMT, em Berlim, para a agência. Qualquer resgate “seria visto como exemplo do que as pessoas criticaram: os lucros são privatizados enquanto os prejuízos são socializados”, acrescentou.
Porém, para Andreas Utermann, diretor de investimento da Allianz Global Investors, o governo alemão terá que contribuir se o Deutsche Bank “estiver realmente com problemas”. Contudo, destaca a Bloomberg, o leque de opções parece, por enquanto, reduzido. Assim, qualquer sinal de ajuda de Merkel será monitorado de perto pelo mercado – bem como qualquer novo dado sobre a saúde financeira da instituição. Todos os olhos dos mercados globais estão voltados para o Deutsche Bank.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

‘Inflação do aluguel’ acelera e fica em 0,20% em setembro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, ficou em 0,20% em setembro. A taxa acelerou ante o 0,15% registrado em agosto. O Bradesco esperava um resultado de 0,22%. Em igual mês do ano passado, a taxa foi de 0,95%. Em doze meses, a alta é de 10,66%. No ano, a variação acumulada é de 6,46%.

O índice da Fundação Getulio Vargas (FGV) é o mais usado nos reajustes de contratos de aluguel no país. O resultado mostra um avanço nos preços no atacado se sobrepondo à desaceleração dos preços ao consumidor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral passou de leve alta de 0,04% em agosto para 0,18% em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% na taxa geral, recuou de 0,40% para 0,16%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou para cima, passando de 0,26% para 0,37%.

Dentro do IPA, o índice relativo a bens finais registrou variação negativa de 0,25% em setembro ante 0,15% no mês anterior, graças ao recuo do subgrupo alimentos in natura, que passou de -0,54% para -6,36%. Com a exclusão dos subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice variou 0,53%, acima do 0,22% de agosto.

Ainda no IPA, o grupo bens intermediários ficou em -0,33%. Em agosto a taxa ficou negativa en 0,36%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura passou de -0,76% para -0,50%. Sem incluir combustíveis e lubrificantes para a produção, a variação foi de -0,28% ante -0,50% em agosto.

No estágio inicial da produção, o grupo matérias-primas brutas registrou alta de 1,27%, acelerando com força ante o 0,34% de agosto. Os itens que mais contribuíram para esse resultado foram soja (-8,51% para -0,02%), minério de ferro (3,21% para 8,56%) e aipim (6,01% para 8,95%). Já os itens que puxaram a taxa para baixo foram milho em grão (5,27% para -6,43%), leite in natura (8,64% para 1,98%) e arroz em casca (7,05% para 0,05%).

ALIMENTOS E GASOLINA EM BAIXA

Seis das oito classes de despesa do IPC registraram recuo em setembro. A principal contribuição foi de alimentação, que passou de 0,66% para 0,09%, com destaque para laticínios, item que pisou com força no freio, passando de alta de 6,46% para deflação de 1,39%.

Houve recuo de preços também nos grupos transportes (0,27% para -0,12%); saúde e cuidados pessoais (0,76% para 0,40%); educação, leitura e recreação (0,83% para 0,56%); comunicação (0,39% para 0,02%); e despesas diversas (0,10% para -0,27%). Os destaques de cada uma dessas classes foram, respectivamente, gasolina (0,16% para -1,13%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,98% para -0,14%), show musical (9,29% para 3,43%), tarifa de telefone móvel (1,46% para -0,01%)e correio e telefone público (1,65% para 0,18%).

Por outra parte, houve alta em habitação (0,01% para 0,24%) e vestuário (0,07% para 0,20%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (-1,50% para -0,07%) e roupas femininas (-0,50% para 0,44%).

Dentro do INCC, o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,37%, acelerando ante o 0,26% de agosto. A taxa que representa o custo da mão de obra também ficou em 0,55%, acelerando ante o 0,26% registrado no mês anterior.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência e é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

BC prevê recuo de 2% no volume de crédito, 1ª queda desde 2007

Combustível do crescimento na última década, o estoque de crédito na economia brasileira deve diminuir 2% este ano, de acordo com o Banco Central. Antes, a previsão era de alta de 1% — revista por causa da recessão. Se a estimativa for confirmada, será a primeira queda do total de empréstimos desde 2007, quando o BC começou a registrar os dados. Com a crise, as instituições financeiras ficaram receosas em emprestar, as empresas cortaram investimentos, e as famílias tentam quitar dívidas.

Os bancos públicos, estrelas da expansão do crédito no país nos últimos anos, devem diminuir suas carteiras. A perspectiva é de queda de 1% neste ano. Anteriormente, a aposta era de aumento de 4%.

O quadro é bem mais grave que no ano passado, quando o crédito havia desacelerado, mas ainda estava em expansão. Em 2015, o volume de empréstimos aumentou 6,7%.

Mais retraídos, os bancos devem cortar em 5% o crédito livre (descontados os direcionados, como os da casa própria). A estimativa anterior era de uma retração de 1%. Já a aposta para os empréstimos direcionados passou de alta de 3% para 1%.

Os dados mais recentes mostram que o crédito para empresas é o mais afetado. O volume de empréstimos para pessoas jurídicas caiu 0,6% em agosto.

Há uma queda generalizada em várias modalidades, como capital de giro, desconto de duplicata, cheque especial e até financiamento às exportações.

TAXA NO CARTÃO SOBE A 475,2%

Também ontem, o BC informou o cenário dos juros no país, e as taxas do cheque especial bateram novo recorde. As famílias que ficam no vermelho têm de arcar com juro de 321,1% ao ano, a maior taxa desde que a autarquia passou a registrar os dados, em 1994. O custo dessa modalidade aumentou apesar da queda geral dos juros para as famílias. Estes recuaram 0,2 ponto percentual, a 41,9% ao ano.

Já no rotativo do cartão de crédito, a taxa avançou 3,5 pontos percentuais em agosto frente a julho, chegando a 475,2% ao ano.

No entanto, a perspectiva de retomada de crescimento econômico animou o setor financeiro a voltar a emprestar. As previsões para os próximos três meses melhoraram, segundo uma pesquisa do BC com instituições financeiras. O levantamento revela que o recente aumento da confiança pode concretizar uma alta de consumo e investimentos, ainda que não nos patamares vistos no passado.

Segundo o BC, a perspectiva de aprovação de empréstimos para grandes empresas passou de -0,55 no trimestre passado para -0,15 no próximo. O indicador vai de -2 até +2. Ou seja, os bancos estão menos pessimistas. O índice também subiu para micro e pequenas empresas e pessoas físicas. O otimismo ficou maior ainda para empréstimos voltados ao consumo e à casa própria.

— Há uma mudança de ambiente. A sondagem de crédito já reflete essa melhora — ressaltou o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel. — O crédito não vai liderar o processo de reação da economia brasileira, mas poderá contribuir

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro tenta corrigir após disparada por petróleo ontem; dólar sobe 0,4%

O Ibovespa Futuro abre estável nesta quinta-feira (29), tentando corrigir uma parte dos ganhos de ontem, apesar do desempenho positivo das bolsas mundiais, que registram alta ainda em reflexo do acordo para limitar a produção de petróleo dos países membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Ainda no radar, os investidores repercutem levemente a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos relativo ao segundo trimestre, que veio acima do esperado. Por aqui, o mercado se mostra otimista com a possibilidade de aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241/2016 do teto dos gastos mantendo os pontos essenciais do texto.

Às 9h40 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para outubro tinha leve queda de 0,18%, a 59.670 pontos. Já o dólar futuro para o mesmo mês tem alta de 0,45% a R$ 3,231. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 opera estável a 12,18%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 registra perdas de 1 ponto-base a 11,55%.

Acordo da Opep
Ontem, a organização informou que vai reduzir a produção de 33,2 milhões de barris por dia para um intervalo entre 32,5 milhões e 33 milhões diários. Após a notícia, os contratos dispararam mais de 5%, atingindo a maior valorização diária desde abril. Para alguns especialistas, sem um acordo da Opep, a tendência era de os preços atingirem US$ 40,00 ou até furarem esse patamar.

Hoje, o petróleo WTI (West Texas Intermediate) cai 0,21% a US$ 46,91 o barril, enquanto o contrato futuro para dezembro do barril do Brent recua 0,55% a US$ 48,97.

Cenário externo
As bolsas mundiais seguem o ânimo da véspera, quando os mercados tiveram alta com o acordo alcançado pela Opep para reduzir a produção. Contudo, os mercados seguem atentos à bateria de indicadores nos EUA, com destaque para o PIB, e para a fala da presidente do Federal Reserve Janet Yellen, além das falas de outros dirigentes da autoridade monetária ao longo do dia. Na Europa, o destaque de ações fica para o Deutsche Bank, que tem alta superior a 2%; as especulações são de que o banco, em dificuldades financeiras, terá que ser resgatado pelo governo alemão, apesar de ambos negarem que estejam trabalhando por um pacote de resgate.

PIB dos EUA
No segundo trimestre de 2016, a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos foi de 1,4% na comparação anual, de acordo com o dado final divulgado nesta quinta-feira. O número veio acima da mediana das expectativas do mercado, que eram de que o crescimento fosse de 1,3% segundo o consenso da Bloomberg. A segunda prévia havia apontado que o crescimento anualizado tinha sido de 1,1%, enquanto a primeira tinha mostrado um avanço de 1,2%.

Bancos centrais
No dia dos dados do PIB dos EUA, os mercados também se voltam para a fala da chaiwoman do Federal Reserve – o banco central dos EUA – Janet Yellen, às 17h. Ao longo do dia, dirigentes do Fed como Dennis Lockhart (Atlanta), Jerome Powell e Neel Kashkari discursam. Já o presidente do Bank of Japan, Haruhiko Kuroda, falará hoje às 21h.

Agenda doméstica
A agenda doméstica também é movimentada, com destaque para o resultado do governo central que, segundo estimativa mediana da pesquisa Bloomberg, deve ter tido déficit primário de R$ 18,8 bilhões em agosto. Dado será divulgado às 14h30. A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, comenta o resultado em coletiva de imprensa às 15h00 em Brasília. Antes disso, às 10h, saem os dados de arrecadação em agosto, com estimativa de um resultado de R$ 95 bilhões. Já o Conselho Monetário Nacional, CMN, se reúne e pode decidir a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) para o quarto trimestre; a estimativa mediana em pesquisa Bloomberg é que ela seja mantida em 7,50%.

Noticiário corporativo
No noticiário corporativo, destaque para o BTG Pactual (BBTG11), que teve seu rating elevado de “B+” para “BB-” pela agência classificadora de risco, Standard & Poor’s. Já a Profarma (PFRM3) teve seus ratings colocados em observação negativa pela Fitch (a nota nacional de longo prazo da empresa é “BBB+”. Enquanto isso, a Sanepar (SAPR4) negou que tenha definido os valores para a sua oferta de ações, que segundo o Valor Econômico, movimentaria R$ 1,5 bilhão. Já o JPMorgan elevou a recomendação para as ações da QGEP (QGEP3) para neutra. Confira mais detalhes clicando aqui.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro acompanha exterior e abre em alta em dia chave para commodities

Após um dia de ganhos para o principal índice acionário brasileiro no embalo do noticiário político e econômico dos Estados Unidos, o Ibovespa Futuro abriu a quarta-feira (28) em alta de 0,28%, a 58.985 pontos. O movimento do índice acompanha o otimismo visto nas bolsas mundiais. No radar dos investidores, destaque para o Fórum Internacional da Energia, realizado na Argélia, onde estão reunidos os membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Enquanto se discute um acordo para não aumentar a produção da commodity, os Estados Unidos divulgam seus dados de estoques de petróleo. Ainda na maior economia do mundo, atenção para as falas de Janet Yellen e de outros dirigentes do Fed, além do discurso do presidente do BCE Mario Draghi. Confira os destaques desta sessão:
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Bolsas mundiais
Os mercados mundiais buscam manter a alta na sessão desta quarta-feira, mas têm um dia de cautela antes da fala da presidente do Federal Reserve Janet Yellen, que discursa em Washington às 11h (horário de Brasília). Outros dirigentes do Fed que falarão hoje serão: James Bullard (Saint Louis), Charles Evans (Chicago), Loretta Mester (Cleveland) e Esther George (Kansas). O mercado segue atento ainda aos dados econômicos dos EUA e para a reunião da Opep. A manhã é de ganhos para o petróleo após dados preliminares apontarem para uma queda dos estoques da commodity nos EUA; o dado oficial será divulgado às 11h30.

Na Europa, o dia é ganhos, com o mercado registrando um dia de alívio com a alta das ações do Deutsche Bank, após o maior banco alemão vender unidade de seguros no Reino Unido.

Às 07h48, este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) +0,64%

* CAC-40 (França) +0,88%

*DAX (Alemanha) +0,92%

* Nikkei (Japão) 225 -1,31% (fechado)

*Xangai (China) -0,34% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +0,20% (fechado)

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,02%

*Petróleo brent +1,13%, a US$ 46,49 o barril

*Minério de ferro 62% Qingdao -0,26%, a US$ 56,48 a tonelada

Petróleo
Até o dia 28, os membros da Opep estarão reunidos no Fórum Internacional da Energia, onde discutem um possível acordo para limitar a produção e impedir uma desvalorização muito expressiva da commodity. Ontem, o ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, afirmou que o país não irá congelar a produção até atingir os 4 milhões de barris por dia. Ao mesmo tempo em que acontece o encontro, às 11h30 (horário de Brasília), a EIA (Energy Information Administration) divulga a variação dos estoques de petróleo em Cushing, Oklahoma (EUA) na semana passada.

Falas de BCs
Nesta quarta-feira, atenção para a fala da presidente do Fed, Janet Yellen, em Washington, às 11h. Outros dirigentes do Fed que falam hoje são: Bullard, Evans, Mester e George. Já o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, participa de coletiva de imprensa em Berlim às 12h. Em discurso de abertura de uma conferência do BCE, Draghi apelou hoje aos governos da zona do euro que implementem reformas estruturais de forma a garantir que as taxas de juros subam com segurança dos baixos níveis atuais.

Entre os dados econômicos dos EUA, destaque para os pedidos de bens duráveis de agosto, a ser divulgado às 9h30 e aos dados de hipoteca a serem revelados às 8h.

Agenda brasileira
O ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o presidente do Banco Central Ilan Goldfajn se reúnem nesta quarta-feira ás 13h. Antes disso, Meirelles se repune às 11h30 com o deputado federal Darcísio Perondi, relator da PEC do teto de gastos. Destaque ainda para a notícia do Painel, da Folha de S. Paulo, de que a base do governo acerta votar flexibilização do pré-sal na próxima semana.

Vale destacar ainda o primeiro encontro de Michel Temer com líderes da Câmara dos Deputados no Palácio da Alvorada após o impeachment. Temer fez ontem um apelo para que a base aliada dê celeridade na apreciação da PEC do teto de gastos. Por outro lado, para facilitar a análise e aprovação da matéria, o governo desistiu de enviar ao Congresso esta semana, como havia prometido, a reforma da Previdência. “Fomos atropelados por alguns eventos, inclusive a eleição deste domingo”, justificou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, sobre o projeto de reforma da Previdência.

Entre os dados econômicos desta sessão, o Banco Central divulga relatório de crédito de agosto com total de empréstimos e taxa de inadimplência às 10h30.

Noticiário corporativo
Entre os destaques, a Cielo comunicou ao mercado que distribuirá R$ 612,365 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio, que correspondem a R$ 0,271011056 por ação. Já a companhia petroquímica Braskem anunciou que o seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de dividendos no valor de R$ 1 bilhão aos seus acionistas, o que corresponde a R$ 1,25715870797455 por ação (seja ela ordinária ou preferencial classe “A”) e R$ 2,5143174159491 por ADR (American Depositary Receipt). Já segundo o jornal O Globo, a Petrobras busca sócios para explorar área de 20% das reservas do pré-sal. Entre as recomendações, a Marcopolo foi elevada para market perform pelo Itaú BBA.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Moody’s: perspectivas econômicas melhoram, mas crédito levará tempo

As perspectivas econômicas do Brasil estão melhorando, mas a recuperação será difícil e qualquer melhora na força do crédito levará um tempo, disse a agência de classificação de risco Moody’s em um comunicado nesta terça-feira.

A Moody’s projeta crescimento de 0,5% da economia brasileira em 2017, enquanto para este ano a estimativa é de uma contração de 3,5%.

“A conclusão do processo de impeachment permitiu à administração Temer buscar políticas de combate à inflação confiáveis, assim como medidas para fortalecer a disciplina fiscal. As medidas propostas são vitais para aliviar as preocupações dos investidores e manter o fluxo de capitais, assim como fortalecer a confiança”, disse a Moody’s no comunicado.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Banco Central prevê inflação abaixo da meta de 4,5% em 2017

Pela primeira vez, a previsão para a inflação no ano que vem ficou abaixo da meta do governo de 4,5%. Com isso, foi aberto o caminho para o Banco Central começar a cortar os juros. Segundo o relatório de inflação, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado oficialmente no sistema de metas, passou de 4,7% para 4,4%. No entanto, o BC alertou que há condicionantes para começar a aliviar a política de juros. A principal dela é o prometido ajuste dos gastos públicos e o equilíbrio das contas públicas.

“As projeções aqui apresentadas dependem ainda de considerações sobre a evolução da política fiscal. Na conjuntura atual, os principais efeitos desta política estão associados ao processo de ajuste da economia, que envolve encaminhamento de importantes reformas propostas pelo Governo para apreciação pelo Congresso Nacional”, disse o BC, que lembrou que o ajuste influenciará nas expectativas e confiança.

Na contramão da melhora para o ano que vem, a previsão para este ano piorou e a probabilidade de estourar o teto da meta (que é de 6,5%) aumentou. A projeção do BC saltou de 6,9% para 7,3% em 2016. No entanto, os efeitos dos juros altos — mantidos em 14,25% ao ano desde setembro do ano passado — serão sentidos daqui para frente.

Em 2018, a projeção é de IPCA em 3,8%. A divulgação da estimativa da inflação para o fim de 2018 foi uma inovação da nova diretoria do BC. Normalmente, a autoridade monetária só divulgava as expectativas para nove trimestres à frente. Desta vez, informou a projeção para os próximos dez períodos.

Esse é o primeiro relatório de inflação do Banco Central divulgado após a troca de comando da instituição depois que a presidente Dilma Rousseff foi afastada do poder. A autarquia reformulou toda a sua comunicação para deixar mais claro o caminho que deve seguir na política de juros para controlar os preços.

O dado tão baixo para 2018 pode ter um efeito importante: influenciar os economistas que divulgam semanalmente suas projeções para a inflação. Se estão altas, contaminam a economia e _ na prática _ boicotam o trabalho do Banco Central de trazer a inflação da meta porque parte da remarcação dos preços é a perspectiva de que esses preços vão aumentar.

CRESCIMENTO

Outra mudança relevante do relatório trimestral de inflação foi a retirada das projeções para a atividade econômica do principal capítulo, que trata das perspectivas para a inflação. Em todo o trecho, não há sequer uma única menção ao Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país). Com isso, o BC de Ilan dá um recado muito claro: o crescimento econômico não é o foco da autarquia.

Em um box à parte, o BC informou que a estimativa para o comportamento da economia neste ano foi mantida em uma retração de 3,1%.

Já para o ano que vem, a aposta é de uma retomada do crescimento. A expectativa é de expansão de 1,3% da atividade.

O texto não teceu muitos comentários sobre o assunto. Apenas deu projeções feitas com base nos dados divulgados pelo IBGE até agora.

O foco estava no controle da inflação. Desde que assumiu, o presidente do BC manteve, entretanto, o compromisso de entregar a inflação na meta no ano que vem. Por outro lado, tem feito de tudo para distanciar-se de seu antecessor, Alexandre Tombini.

No relatório publicado nesta terça-feira, além de o texto ser menor e muito mais claro — mudanças já imprimidas aos demais instrumentos de comunicação do Banco Central — até mesmo os gráficos estão com cores diferentes.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro abre em alta após debate nos EUA e relatório de inflação do BC

Após um dia de queda para o principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa Futuro iniciou a terça-feira (27) operando mais próximo da estabilidade. Às 9h03 (horário de Brasília), o índice acumulava alta de 0,2%, a 58.430 pontos. No radar dos investidores, destaque para o Relatório Trimestral de Inflação, que sinalizou um leve aumento nas projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2016, para 7,3%, e redução para o ano seguinte — agora estimado em 4,4%.
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Os contratos de juros futuros reagiram à divulgação do relatório da inflação e abriram em queda nesta sessão. No mesmo horário, os papéis com vencimento em janeiro de 2017 caíam para 13,79%, enquanto os DIs para janeiro de 2020 recuavam para 11,50%.

O mercado também acompanha a tramitação da PEC 241, que estabelece um limite para o crescimento dos gastos públicos. No exterior, o grande destaque ficou para o debate entre Hillary Clinton e Donald Trump, em que a democrata foi considerada vencedora, o que anima o mercado. Confira os destaques desta terça-feira:

1. Bolsas mundiais
As bolsas europeias têm um dia de leve queda, mas os mercados asiáticos e as moedas dos países emergentes registram um dia positivo após o debate presidencial entre Hillary Clinton e Donald Trump. O peso mexicano lidera alta contra o dólar entre as moedas emergentes após a democrata ser apontada em pesquisa como vencedora de debate com o republicado na noite da última segunda-feira. Em pesquisa realizada pela CNN, Hillary venceu o debate na opinião de 62% dos eleitores pesquisados; Trump saiu vencedor para 27%. Com isso, o S&P futuro tem leve alta; ações europeias revertem alta registrada mais cedo com DAX em destaque negativo, puxado por bancos e Volkswagen. As ações do Deutsche Bank seguem em queda, com baixa de quase 3%, em meio aos temores sobre a saúde financeira do maior banco alemão. Já na Ásia, destaque ainda para o os dados da China: o lucro das maiores empresas do setor industrial do país subiu 19,5% na comparação anual de agosto, depois de avançar 11% em julho, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. O acréscimo no lucro foi o maior desde agosto de 2013.

Já o petróleo cai, devolvendo parte da alta de ontem, após Irã dizer que não vai congelar produção nos níveis atuais; o cobre recua e o níquel sobe.

Às 07h48, este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) -0,26%

* CAC-40 (França) -0,52%

*DAX (Alemanha) -0,81%

* Nikkei (Japão) 225 +0,84% (fechado)

*Xangai (China) +0,59% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +1,09% (fechado)

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,19%

*Petróleo brent -1,35%, a US$ 46,71 o barril

*Minério de ferro 62% Qingdao -0,24%, a US$ 56,63 a tonelada

2. Relatório Trimestral de Inflação
Depois do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) da última quinta-feira (22) fazer a curva de juros precificar um corte da Selic no Brasil no mês que vem, o mercado vai ter atenção redobrada para o Relatório Trimestral de Inflação. De acordo com o economista da Rio Bravo Investimentos, Evandro Buccini, as projeções do Banco Central contidas no relatório serão a parte mais importante a observar. “Se vier abaixo de 5% a inflação para o ano que vem, o BC vai cortar juros em outubro. Parece que a inflação fechada de setembro já vai ser boa”, afirma. O relatório será divulgado às 8h30 (horário de Brasília).

3. PEC do teto dos gastos
O presidente Michel Temer se reunirá amanhã (27) e quarta-feira (28) com líderes da base aliada da Câmara e do Senado para discutir projetos de interesse do governo e que estão em tramitação no Congresso Nacional, entre eles a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241/2016, que estabelece o limite para os gastos públicos de um ano como o gasto do ano anterior corrigido pela inflação. A primeira reunião, prevista para esta terça-feira, às 20h, no Palácio do Alvorada, tem confirmada, segundo a assessoria de Temer, a participação de ministros. Esta será a primeira vez que o presidente reunirá sua equipe na residência oficial do Alvorada, de onde a ex-presidente Dilma Rousseff se mudou há algumas semanas.

4. Lava Jato
Segundo informações da Folha, apesar de ser aconselhado por assessores a demitir seu ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, o presidente Michel Temer avaliou que tomar essa medida seria uma admissão oficial de que seu assessor vazou uma operação da Lava Jato e decidiu mantê-lo no cargo. No domingo, Moraes afirmou que haveria mais uma etapa da Lava Jato esta semana, o que acabou ocorrendo na segunda-feira e culminou com a prisão de Antonio Palocci. Com essa “antecipação”, proposital ou não, o governo foi acusado de usar a operação politicamente.

5. Noticiário corporativo
No noticiário corporativo, a diretoria do Bradesco propôs ao Conselho de Administração o pagamento extraordinário de R$ 3,32 bilhões em juros sobre o capital próprio relativos ao terceiro trimestre. Já a CCX confirma liquidação financeira do saldo remanescente do valor total estabelecido para venda de ativos da CCX Colombia para Yildirim; as companhias apresentarão ao tribunal arbitral pedido de arquivamento, dispensa e encerramento da arbitragem. A Gafisa, por sua vez, apontou que não há decisão definitiva sobre oferta pública da Tenda.

Fonte: Infomoney
Postado por Raul Motta Junior