Monthly Archive: August 2016

Ptax: por que este evento tem afetado mais o dólar do que o impeachment

Impeachment no Brasil e juros nos EUA: estes dois fatores têm influenciado o mercado brasileiro nos últimos dias – e devem continuar influenciando em setembro. No entanto, um evento que acontece todo final de mês com o dólar tem tido um impacto ainda maior na moeda americana desde segunda-feira: estamos falando da formação da Ptax.

O dólar Ptax é a taxa utilizada para diversos contratos em dólar, que vão desde acordos entre empresas, definição do dólar turismo e até contratos futuros da moeda. Ela é calculada diariamente pelo Banco Central através de uma média ponderada das negociações feitas pelas “instituições dealers” entre 10h e 13h10, com o fechamento da taxa Ptax sendo divulgado às 13h30 (para entender melhor o cálculo, veja ao final da matéria).

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Embora seja calculada todos os dias, a taxa definida no último pregão do mês é a que será utilizada para os diversos contratos cambiais do mês seguinte, já que normalmente os derivativos de câmbio são liquidados com base na Ptax divulgada para o dia útil anterior. Por isso as cotações do dólar costumam apresentar mais volatilidade na reta final de cada mês, já que os operadores tentam pressionar a taxa para cima ou para baixo, buscando favorecer seus negócios.

E o fato da Ptax ser divulgada às 13h30 pode provocar distorções entre o movimento da taxa Ptax com o dólar comercial ou dólar futuro. Isso ocorre porque os dealers – que operam fluxos gigantescos – tentam pressionar a formação da Ptax durante a manhã, e no período da tarde o mercado acaba ficando para o “resto” dos investidores. No último Visão Técnica, apresentado na IMTV, o analista técnico Antonio Montiel, sócio da Escola Operadores e “Personal Trader” da XP Educação, explicou este movimento, onde durante a manhã há uma maior volatilidade, enquanto na parte da tarde o movimento acaba sendo mais influenciado pelos investidores institucionais.

Cálculo da Ptax
O BC ele consulta as negociações feitas entre as 13 instituições dealers (que são aquelas credenciadas para operar com o governo) em 4 diferentes momentos do dia: entre 10h e 10h10; 11h e 11h10; 12h e 12h10; e 13h e 13h10. Cada janela de consulta dura 2 minutos e as taxas de câmbio de compra e de venda referentes correspondem, respectivamente, às médias das cotações de compra e de venda efetivamente fornecidas pelos dealers, excluídas, em cada caso, as duas maiores e as duas menores. Com isso, após a última janela do dia, o BC divulga a taxa Ptax, o que ocorre por volta das 13h30.

Como a definição da taxa depende dos valores fornecidos para compra e venda de moeda, o efeito no dólar comercial é bastante claro à medida que comprados e vendidos “brigam” para conseguirem a melhor taxa para seus negócios. Neste cenário é inevitável que ocorra muita volatilidade no preço da moeda.

Impeachment + Ptax = boom de volatilidade?
Esse fechamento da Ptax promete ser especial para os traders de dólar, já que a taxa de agosto será divulgada pouco antes do término do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff – estima-se que o processo terminará por volta das 14h desta quarta-feira (31). Apesar de muitos analistas acreditarem que o impeachment está precificado, há uma grande expectativa de que o Brasil receba novos fluxos de investimentos com o fim do processo.

Na última semana, inclusive, assessores presidenciais disseram que o ideal seria que o dólar ficasse na faixa de R$ 3,10 a R$ 3,20, mas que eles acreditam que, após o julgamento final da presidente Dilma a moeda americana chegue a valer algo entre R$ 2,85 e R$ 2,90 em um primeiro momento. Depois, voltaria a subir, ficando acima de R$ 3.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Confiança econômica na zona do euro cai mais que o esperado

A confiança econômica nos 19 países da zona do euro caiu em agosto para o menor patamar desde março, mostraram dados da Comissão Europeia, em mais uma indicação de enfraquecimento do humor após a decisão britânica de deixar a União Europeia (UE).

O indicador de confiança econômica caiu para 103,5 em agosto, ante 104,5 em julho, seu menor patamar desde março e abaixo da expectativa de 104,1 em pesquisa Reuters com 38 economistas.

O sentimento entre executivos da indústria caiu para -4,4, com um dos componentes tendo o recuo mais forte desde fevereiro de 2009. A confiança entre gestores no setor de serviços caiu para 10,0, pressionada por uma queda nas expectativas de demanda.

Fonte: Reuters
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro tem leve queda e dólar sobe repercutindo Fed em dia de fala de Dilma no Senado

O Ibovespa Futuro tem uma sessão de leve queda em linha com o exterior, que segue repercutindo o evento de Jackson Hole, que ocorreu no último final de semana nos EUA e indicou aumento de chances de alta de juros pelo Fed. O contrato do Ibovespa Futuro com vencimento em outubro registrava queda de 0,23%, a 58.600 pontos, às 09h02 (horário de Brasília), enquanto o contrato de dólar com vencimento em setembro registrava alta de 0,28%, a R$ 3,280.

Em grande destaque no noticiário brasileiro está a fala da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, em que ela se defenderá das acusações sobre o impeachment. Dilma terá 30 minutos — prorrogáveis a critério do presidente da sessão, Ricardo Lewandowski — para apresentar seus argumentos aos senadores, que poderão questioná-la por cinco minutos cada um. A presidente afastada, entretanto, pode, a seu critério, responder ou não as perguntas. Para acompanhá-la neste momento, além de Cardozo, Dilma convidou ex-ministros, assessores e aliados do PT, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É esperado que a votação final ocorra até a quarta-feira (31). Na noite de ontem, Dilma se encontrou com Lula e afirmou estar se sentindo segura e confiante, bem como disposta a responder sem restrição de tempo aos questionamentos dos parlamentares nesta segunda-feira, no Senado Federal. Destaque ainda para o Focus: a estimativa do IPCA de doze meses passou de 5,34% para 5,32%, enquanto o IPCA passou de 7,31% para 7,34% e a estimativa do PIB passou de queda de 3,20% para estimativa de queda de 0,16%. A estimativa para a Selic no final do ano foi mantida em 13,75% e o dólar passou de R$ 3,30 para R$ 3,29.

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Já no exterior, os mercados mundiais seguem repercutindo o evento ocorrido em Jackson Hole na última sexta-feira, que elevou a chance de alta de juros principalmente por conta da fala do vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer, que afirmou que a fala da chairwoman Janet Yellen é compatível com altas de juros este ano. Com isso, o dia é de queda para a maior parte dos índices europeus, enquanto o S&P futuro opera sem tendência. Já a maioria das moedas e ações de países emergentes caem com a maior chance de alta das taxas. A probabilidade de alta no mês que vem subiu para 42% na sexta-feira, ante 32% na véspera e 10% um mês atrás; para dezembro, chance em um mês passou de 49% para 66%.

Já na Ásia, o japonês Nikkei teve fortes ganhos com enfraquecimento do iene diante das perspectivas de alta dos juros do Fed e de continuidade dos estímulos do Bank of Japan. O presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, disse no sábado que a instituição financeira não hesitará em tomar medidas de flexibilização monetária para alcançar a meta de inflação, de 2%.

No noticiário corporativo, o grande destaque fica para as ações da Petrobras (PETR3;PETR4). Pedro Parente, em evento em Stavanger, na Noruega afirmou que a meta de desinvestimento da empresa está mantida e que quer reduzir a dívida da companhia pela metade em três anos e que a empresa terá metas altas de desinvestimento nos próximos dois anos. Ele ainda afirmou que espera receber ofertas pela BR Distribuidora até o fim do ano.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Economia dos EUA cresce 1,1% no 2° tri e gastos do consumidor mostram expansão

O crescimento econômico dos Estados Unidos foi um pouco mais lento do que inicialmente esperado no segundo trimestre, com queda agressiva dos estoques das empresas ofuscando a alta nos gastos do consumidor.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anual de 1,1 por cento, informou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira, em sua segunda estimativa para o PIB. O resultado foi um pouco abaixo da taxa de 1,2 por cento divulgada no mês passado.

Fonte: Reuters
Postado por: Raul Motta Junior

Dólar tem leve queda, com Yellen e impeachment no radar

O dólar registrava leve queda sobre o real no início dos negócios desta quinta-feira, com os investidores de olho nos desdobramentos políticos locais e à espera do discurso da chair do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, na sexta-feira.

Começa nesta quinta-feira o julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e a expectativa é que seja concluído até o fim do mês.

Às 9:07, o dólar recuava 0,19 por cento, a 3,2169 reais na venda, após cair 0,33 por cento na véspera. O dólar futuro recuava cerca de 0,30 por cento.

O Banco Central fará mais um leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares, com oferta de até 10 mil contratos.

Fonte: Exame
Postado por: Raul Motta Junior

Governo não elevará imposto para alcançar meta fiscal, diz Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira que o governo decidiu que não haverá aumento de imposto neste ano ou no próximo para atingir a meta fiscal, e que o projeto que cria limite para o crescimento do gasto público pela inflação do ano anterior é “inegociável”.

“Claro que não terá (aumento de imposto em 2016). Serão 170,5 (bilhões de reais) cravados. Não vai ter que aumentar imposto para fazer isso (cumprir a meta de déficit)”, afirmou Padilha à Reuters, após participar de entrevista coletiva sobre a Olimpíada no Rio de Janeiro.

Na semana passada, o Ministério da Fazenda havia melhorado a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 a 1,6 por cento, acima do avanço de 1,2 por cento esperado antes, mas não quantificou o que isso representaria de melhora na arrecadação em meio à batalha para evitar aumento de impostos para garantir a meta fiscal do próximo ano.

Em entrevista à revista Veja neste fim de semana, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a arrecadação cresceria 45 bilhões de reais diante da expectativa de expansão econômica maior. Especialistas consultados pela Reuters, no entanto, acreditam que as receitas crescerão menos de 10 bilhões de reais com a nova estimativa para o PIB.

Meirelles vinha afirmando que acreditava que não haveria necessidade para aumentar impostos, mas isso poderia mudar dependendo do cenário.

O governo tem como meta de déficit primário neste ano de 170,5 bilhões de reais para o governo central (governo federal, Banco Central e INSS). Para 2017, a meta é de rombo de 139 bilhões de reais, e o governo ainda tem um buraco de 55 bilhões de reais a ser preenchido para alcançar o objetivo.

Segundo Padilha, com a maior projeção de crescimento do PIB e corte de despesas, o governo conseguirá cumprir a meta. Também afirmou que contará com uma triagem de benefícios, com receitas das concessões em geral e com programa de venda de ativos do INSS para tanto.

Padilha disse ainda que o governo não negociará reajuste salarial com nenhuma categoria até finalizar processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Fonte: Reuters
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa segue ânimo do exterior e registra alta após registrar pior pregão em dois meses

O Ibovespa tem leve recuperação após ter registrado o pior pregão em quase dois meses na véspera e registra ganhos nesta terça-feira (23), acompanhando o exterior. Às 10h02 (horário de Brasília), o índice subia 0,11%, a 57.485 pontos, seguindo o dia de recuperação das bolsas mundiais, que repercutem dados econômicos da Europa e corrigem as perdas em meio a novas atenções à possibilidade de alta nos juros americanos. No mesmo horário, o dólar futuro com vencimento em setembro caía 0,25%, cotado a R$ 3,205, em dia marcado por nova oferta de até 10 mil contratos de swap reversos pelo Banco Central.

As bolsas mundiais têm um dia de ganhos após a baixa da véspera. Na Europa, os ganhos são guiados pelos dados do PMI composto da zona do euro, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços. O índice subiu levemente em agosto, a 53,3, de 53,2 em julho, mas atingiu o maior nível em sete meses, segundo dados preliminares publicados hoje pela Markit Economics. O resultado do PMI composto surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda do indicador a 53,0. Além disso, o avanço acima da marca de 50,0 sugere que a atividade do bloco vem se expandindo em ritmo um pouco mais forte este mês.

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Na Ásia, o Nikkei teve queda seguindo a valorização do iene, que afetou as ações de empresas exportadoras. O dia é de nova baixa para os preços do petróleo, com os sinais de novo aumento de oferta pela Nigéria e Iraque diminuindo o ânimo com a expectativa de que as nações produtoras possam fazer um acordo para manter os preços elevados. Às 9h17, o preço do barril de petróleo brent recuava 0,73%, a US$ 48,80, enquanto o WTI caía 0,63%, a US$ 47,11%. Já o minério de ferro spot negociado em Qingdao com 62% de pureza fechou a sessão com alta de 0,85%, a US$ 61,75 a tonelada seca.

Entre os destaques de queda, chama a atenção o desempenho negativo das ações de papel e celulose, caso da Fibria (FIBR3), em meio à queda dos preços da commodity.

Agenda doméstica
O governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB) reagiu e defendeu na última segunda-feira publicamente segurar a votação, no Senado Federal, dos projetos de reajuste salarial para o funcionalismo público. O aumento já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, com apoio do governo. “Agora, é o momento de segurar um pouco essa questão de reajuste”, afirmou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), após almoço com líderes da base aliada na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Entre os destaques da agenda de hoje, está marcada mais uma tentativa de votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2017. O texto, aprovado no início do mês pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), autoriza o governo federal a fechar o ano com um déficit de R$ 139 bilhões e prevê um crescimento de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB). A sessão do Congresso está marcada para às 11 horas. Caso se confirme a estimativa da LDO, o Brasil completará quatro anos consecutivos de déficit fiscal e de crescimento da dívida pública nacional. O Senado, por sua vez pode votar PEC 31/2016, que prorroga Desvinculação das Despesas da União e PLS 204/2016, que dispõe sobre securitização da dívida dos Estados.

Ainda na agenda do dia, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para discutir as diretrizes, implementação e perspectivas futuras da política monetária. A sessão tem início após a reunião ordinária da comissão, marcada para às 10h.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Dólar sobe ante real à espera de ata do Federal Reserve nos EUA

O dólar espelha o comportamento visto no exterior e avança nesta quarta-feira, 17, ante o real. A valorização se deve à perspectiva de que a ata do Federal Reserve (o banco central norte-americano), que sai às 15 horas, sinalize a possibilidade de os juros subirem mais cedo este ano nos Estados Unidos. Às 9h31, o dólar à vista no balcão subia 0,91%, a R$ 3,2230. O dólar para setembro tinha queda de 0,70%, a R$ 3,2380.

Há ainda cautela com a parte fiscal aqui no Brasil, em meio à expectativa de votação desta quarta, no Senado, do projeto que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2023.

Também é negativa a notícia de que a taxa de desocupação no Estado de São Paulo ficou em 12,2% no segundo trimestre, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A taxa é a maior desde o início da série histórica da Pnad Contínua Trimestral, em 2012.

Fonte: Isto é
Postado por: Raul Motta Junior

Fintechs crescem, mas não ameaçam bancos, avalia Fitch

Se o momento favorece o crescimento das empresas financeiras de tecnologia, conhecidas como fintechs, há um longo caminho pela frente para que elas possam ameaçar os grandes bancos de varejo do Brasil. A análise da Fitch Ratings é que as principais instituições financeiras do país estão repensando suas estratégias de atuação digital, o que tende, no médio prazo, a diminuir o espaço que as fintechs têm para crescer.

A agência publicou hoje relatório em que conclui que as fintechs ainda não ameaçam o perfil de crédito do setor bancário, que deve continuar dominado por grandes bancos tradicionais e altamente concentrado.

O diagnóstico da agência é que o momento atual é de oportunidades para as fintechs, que tendem a se beneficiar de uma série de gargalos — tecnológicos ou de produtos e serviços — dos grandes bancos. Num segundo momento, porém, os bancos tendem a endereçar esses gargalos, tomando de volta esse espaço. “A dúvida é qual vai ser a capacidade das fintechs em continuar encontrando oportunidades”, diz Raphael Nascimento, analista de instituições financeiras da Fitch.

Os custos regulatórios das fintechs também tendem a aumentar no médio prazo, afirma Claudio Gallina, diretor da Fitch. “Há uma necessidade de se criar um marco regulatório forte, mas que ao mesmo tempo não eleve demais os custos”, afirma. Para ele, na medida em que as fintechs crescem, ficam sujeitas a exigências maiores não só do regulador, mas também de outros participantes da indústria financeira do país, caso das bandeiras de cartão (Visa, MasterCard), por exemplo. Esses fatores tendem a ter impactos sobre suas estruturas de custos.

Gallina levanta outro obstáculo a ser enfrentado pelas fintechs nos próximos anos: a retomada do crescimento econômico, que pode acabar aumentando o apetite dos bancos por novos clientes e limitando o espaço que as fintechs têm para atuar. A inadimplência é outro problema potencial. “Toda vez que há um crescimento rápido na base de ativos, é seguido pela inadimplência. As fintechs serão capazes de endereçar a inadimplência à frente?”, diz. Nas contas deles, há 150 fintechs em atuação no Brasil atualmente, a maioria no segmento de crédito “peer-to-peer” (P2P) e de pagamento digital.

“Os grandes bancos do Brasil enfrentam crescente competição de empresas que fogem de seu tradicional — e às vezes rígido — modelo de negócios. Para reforçar sua presença no ambiente digital, alguns bancos têm adquirido ou criado parcerias com bancos comerciais locais que se mudaram para o segmento de bancos digitais ou de pagamentos online nos últimos anos”, escrevem os analistas, no relatório. “Uma rede de agências pequena, porém moderna, pode ser mais eficiente em termos de custo no longo prazo, pois elas e seus funcionários representam a maior parte da base de custos de varejo de um banco grande. Boa parte dessas despesas poderia ser cortada via automatização.”

Fonte: Valor
Postado por: Raul Motta Junior

Focus: analistas elevam previsão de inflação a 7,31%

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central elevaram a previsão para a inflação deste ano de 7,20% para 7,31%. A piora acontece após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acelerou na passagem de junho para julho de 0,35% para 0,52%. Para o ano que vem, a projeção para o índice de preços oficial do país foi mantida em 5,14%.

Se o IPCA de fato fechar 2016 em 7,31% será a segunda vez seguida que ficará acima do teto da meta estabelecida pelo governo. O objetivo do BC é que a taxa este ano fique em 4,5%, podendo variar dois pontos para cima ou para baixo. Em 2015, a inflação ficou em 10,67%.

Já para o ano que vem, a projeção dos analistas é de uma inflação abaixo do limite máximo estipulado pelo BC. O relatório Focus divulgado nesta segunda-feira manteve a projeção da semana passada de 5,14%. Em 2017, a meta de inflação também é 4,5%, mas a variação tolerada é menor, de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Puxado por alimentos, o IPCA de julho, ficou em 0,52%, acima da mediana das expectativas coletadas pela Bloomberg, de 0,45%. Nos doze meses encerrados em julho, a inflação ficou em 8,74%, desacelerando frente aos 8,84% registrados até junho. Já nos sete primeiros meses do ano acumula alta de 4,96% e já ultrapassa o centro da meta do BC.

Com a elevação da expectativa de inflação, o relatório Focus mostrou também uma piora na previsão para a taxa básica de juros. Em vez dos 13,50% ao ano, previstos na semana passada, a projeção é de que a Selic chegue ao fim do ano em 13,75%. Desde julho do ano passado, a taxa está em 14,25% ao ano. Para 2017, a Selic foi mantida em 11% ao ano pela sétima semana seguida.

Na sexta-feira, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que ainda existem riscos que podem ameaçar a recuperação do crescimento global e o excesso de liquidez nos mercados globais. Para ele, o cenário inspira cautela, e a autoridade monetária poderá atuar no mercado de câmbio se necessário, mas sempre com parcimônia.

E na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) o BC indicou que não há espaço para corte na taxa básica de juros no curto prazo. No documento, estimou um inflação em torno de 6,75% neste ano.

Já a previsão para o desempenho da economia melhorou levemente pela terceira semana seguida. Em vez de recuo de 3,23%, a expectativa é que o tombo deste ano seja de 3,20%. Para o ano que vem, os analistas mantiveram a previsão de expansão de 1,10% pela quarta semana consecutiva.

A cotação esperada para o dólar no fim deste ano e do próximo foi mantida inalterada. A moeda americana deve encerrar 2016 em R$ 3,30 — há duas semanas os analistas mantêm este valor. Para o fim de 2107, o relatório indica há quatro semanas que a divisa deve valer R$ 3,50.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior