Monthly Archive: July 2016

HSBC estuda vender ativos de clientes da América Latina ao Santander, dizem fontes

O HSBC Holdings está avaliando a venda de uma carteira de ativos de clientes latino-americanos que são gerenciados na Suíça para o Banco Santander em um momento em que o banco britânico está reestruturando seu banco privado, segundo pessoas informadas sobre o assunto.

O Santander está interessado na carteira, que poderia incluir US$ 4 bilhões a US$ 6 bilhões em ativos sob gestão, como uma forma de impulsionar o crescimento na América Latina, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as negociações são privadas. O acordo não foi concluído e ambos os bancos ainda poderiam decidir não realizar a transação, disseram as pessoas.

No ano passado, o HSBC concordou em pagar 40 milhões de francos suíços (US$ 40 milhões) para encerrar uma investigação do Ministério Público de Genebra sobre acusações de lavagem de dinheiro no banco privado suíço. A investigação partiu de uma lista de clientes roubada pelo ex-funcionário Hervé Falciani em 2008, que compartilhou a informação com as autoridades da França e desencadeou investigações fiscais ao redor do mundo.

O CEO do HSBC, Stuart Gulliver, revelou uma estratégia no ano passado para reduzir as abrangentes operações do banco e baixar os custos anuais em US$ 5 bilhões, prometendo cortar 25.000 postos de trabalho e reduzir a carga de capital regulatório do banco. O Santander divulgou o balanço do segundo trimestre na quarta-feira, dizendo que cerca de 37 por cento de seu lucro subjacente do primeiro trimestre vieram do México e da América do Sul.

O Santander e o HSBC preferiram não comentar sobre o possível acordo.

A rentabilidade do HSBC sofreu nos últimos anos o impacto de uma série de multas por má conduta sob acusações de que seus funcionários manipularam os mercados de câmbio e ajudaram em operações de lavagem de dinheiro. O HSBC nomeou o Rothschild para ajudar a reestruturar seu banco privado com a venda de carteiras, informou o Financial Times no ano passado.

Gulliver, o presidente do conselho do banco, Douglas Flint, e o ex-presidente do conselho Stephen Green foram interrogados por parlamentares britânicos após o escândalo de evasão fiscal. Falciani foi indiciado sob acusações de espionagem industrial e violação das leis de sigilo bancário pela procuradoria-geral da Suíça em 2014, que reconheceu que ele foi, em alguns momentos, “considerado um herói no exterior”.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Bradesco tem queda de 7,6% no lucro do 2º trimestre

O Bradesco informou nesta quinta-feira que teve lucro líquido contábil de 4,134 bilhões de reais entre abril e junho, queda de 7,6 por cento sobre igual período do ano passado, apresentando mesma performance em termos ajustados.

O banco informou ainda que cortou previsões para este ano. A perspectiva de expansão da carteira de crédito foi reduzida para um intervalo de queda de 4 por cento a estabilidade sobre 2015 ante estimativa anterior de crescimento de 1 a 5 por cento.

O Bradesco também ampliou a projeção de despesas para perdas com inadimplência de clientes. A projeção anterior de 16,5 bilhões a 18,5 bilhões de reais foi elevada para entre 18 bilhões e 20 bilhões.

No primeiro semestre apenas, a conta somou 10,472 bilhões de reais ante 7,130 bilhões no mesmo período de 2015.

Segundo o banco, o crescimento na provisão no semestre ocorreu em boa parte pelo “efeito do alinhamento do nível de provisionamento de determinadas operações com clientes corporativos, com destaque a um caso específico”.

O Bradesco não identificou o caso específico no balanço, mas entre os pedidos de recuperação judicial do primeiro semestre estão a empresa de sondas de exploração de petróleo Sete Brasil, fornecedora da Petrobras, e o grupo de telecomunicações Oi.

O resultado do Bradesco foi publicado após o banco ter concluído em 1º de julho a compra do HSBC Brasil, ao pagar 16 bilhões de reais, e emparelhou com o rival Itaú Unibanco na disputa pelo ranking de maior instituição financeira privada do país.

O balanço foi divulgado um dia após o rival Santander Brasil ter publicado crescimento no lucro líquido do segundo trimestre.

O estoque de crédito total do Bradesco teve contração de 3,4 por cento em 12 meses encerrados em junho, a 447,492 bilhões de reais.

O índice de inadimplência acima de 90 dias cresceu para 4,6 por cento. No primeiro trimestre, o índice tinha sido de 4,2 por cento, o pico em quase quatro anos, após subir pelo quinto trimestre seguido.

A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido médio, índice que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas, ficou em 17,4 por cento ante 17,5 por cento no primeiro trimestre e 20,8 por cento um ano antes. A rentabilidade do primeiro trimestre já tinha sido a pior em pelo menos uma década.

O Bradesco, porém, conseguiu avanço de 3,4 por cento nas receitas com tarifas e serviços sobre um trimestre antes, para 6,624 bilhões de reais. Ano a ano, o montante subiu 8,3 por cento.

As despesas administrativas e de pessoal somaram 8,152 bilhões de reais, incremento de 3,6 por cento sobre o trimestre anterior e alta de 8,1 por cento contra um ano antes.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro sobe antes de Fomc e com Japão sinalizando estímulo de 28 trilhões de ienes

O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quarta-feira (27) com os mercados globais olhando principalmente para o comunicado da decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) hoje à tarde. As apostas de aumento de juros do mercado estão em 10% para essa reunião e 49% para a de dezembro. Os investidores se animam no mundo todo com as declarações do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de que um plano de estímulo econômico de mais de US$ 265 bilhões deve ser compilado na próxima semana. O banco central do Japão se reúne na sexta-feira (29).

Às 9h16 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto subia 0,24%, a 57.440 pontos. Já o dólar futuro para o mesmo mês tem alta de 0,12% a R$ 3,285. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 cai 1 ponto-base a 12,86%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 recua 2 pontos-base a 12,06%.

Entre as commodities, o minério de ferro spot com 62% de pureza e entrega no porto de Qingdao subiu 0,94% a US$ 58,63 a tonelada seca. Já o petróleo cai 1,07% a US$ 44,39 o barril do Brent.

Cenário externo
Enquanto os mercados mundiais ficam de olho na tão esperada reunião do Fomc – com baixa probabilidade de alta de juros, mas com os olhos voltados para o comunicado – o Japão rouba a cena mais uma vez. No país, declarações do primeiro-ministro Shinzo Abe de que um plano de estímulo econômico de mais de 28 trilhões de ienes (US$ 265 bilhões) deve ser compilado na próxima semana derrubam o iene e aguçam expectativas para reunião do BOJ na sexta-feira; o índice Nikkei fechou com ganhos de 1,7%. Já na China, o índice Xangai Composto caiu forte com notícias sobre possíveis restrições aos produtos de gestão de fortunas, que se somam aos receios de que esforços regulatórios para reduzir riscos no sistema financeiro limitarão fluxos para o mercado de ações.

Já as bolsas europeias registram ganhos, com os mercados também repercutindo o PIB do Reino Unido, que surpreendeu positivamente, sugerindo que os britânicos ficaram indiferentes antes do plebiscito que definiu a saída do país da União Europeia (o chamado Brexit), há cerca de um mês. Dados do Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) mostram que a atividade subiu 0,6% entre abril e junho ante o trimestre imediatamente anterior e teve expansão de 2,2% na comparação anual. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam alta de 0,4% no segundo trimestre ante os três meses anteriores e ganho anual de 2%.

FOMC
O Federal Open Market Committee divulga a sua decisão de juros na quarta às 15h. O mercado espera que a banda dos juros nos EUA seja mantida entre 0,25% e 0,50%. De acordo com o head da Valor gestora de recursos, William Castro Alves, uma grande mudança de sinalização no comunicado, tomando uma direção mais “hawkish” (agressiva, no sentido de combater a inflação com apertos monetários) pode ser o estopim para um retorno da volatilidade aos mercados após a “inércia” dos últimos pregões. Por essas e outras, esse Fomc é o evento mais importante da semana no cenário macroeconômico externo e deve ser acompanhado de perto pelos investidores.

Agenda doméstica
Entre os indicadores, hoje às 16h saem os dados de saldo de empregos do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A expectativa é de fechamento líquido de 62,9 mil postos de trabalho em junho. Já o ministro da Fazenda Henrique Meirelles se reúne com presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, às 9h. Depois, ele tem reunião com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, às 10h, e com ministro-chefe da Casa Civil, Elisseu Padilha, às 17h.

De olho no InfoMoney
Às 11h15 (horário de Brasília), o InfoMoney revelará a terceira empresa do “Painel de Small Caps”. Durante a semana, apresentaremos 5 ações de baixo valor de mercado que, na opinião dos especialistas que farão o painel, oferecem uma grande oportunidade de valorização. A primeira empresa foi a São Martinho (SMTO3) e a segunda foi a Senior Solution (SNSL3). Além disso, destaque para a entrevista exclusiva do portal com o chefe da área de vendas do JP Morgan, Giuliano de Marchi, que ressalta a importância de olhar para outros mercados, além do brasileiro.

Destaques corporativos
A Telefônica Brasil teve lucro líquido de R$ 699,5 milhões no segundo trimestre, queda de 23,2%, com uma receita de R$ 10,5 bilhões. O resultado foi atribuído a compra da GVT em 2015, quando a empresa fez um aumento de capital de R$ 16,1 bilhões. Sem isso, o lucro teria ficado estável. Ainda no noticiário, a EzTec divulgou sua prévia do segundo trimestre, reportando uma queda de 27% em seus lançamentos no segundo trimestre, atingindo R$ 91 milhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas líquidas caíram 78%, para R$ 29 milhões. Já o Santander Brasil, maior banco estrangeiro no país, anunciou lucro líquido de R$ 1,806 bilhão no trimestre – 8,8% superior em relação aos ganhos nos três meses anteriores

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Ata do Copom: economia deve se estabilizar no curto prazo

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) concordaram na última reunião, que manteve a taxa básica de juros em 14,25% ao ano, que houve melhora perceptível do cenário macroeconômico e que indicadores recentes mostram perspectiva de estabilização da atividade econômica no curto prazo.

Essa perspectiva é corroborada pela melhora de alguns indicadores prospectivos da atividade econômica. Em relação à inflação, os membros do Comitê também concordaram que houve progressos. Entretanto, a desinflação em curso tem procedido em velocidade aquém da almejada. Há perspectiva de progresso nesta dimensão, corroborada pela queda de medidas das expectativas de inflação para 2017 e 2018.

Em resumo, o cenário básico do comitê contempla desinflação na economia brasileira nos próximos anos. Para 2016, as projeções sob as hipóteses dos cenários de referência e de mercado apontam para inflação em torno de 6,75%. Para 2017, a desinflação até a meta ocorre sob as hipóteses do cenário de referência. Entretanto, no cenário de mercado, a desinflação ocorre em velocidade aquém da perseguida pelo comitê.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, dá recado claro ao governo e ao Congresso: sem ajuste, o brasileiro sofrerá com mais inflação.

“O processo de implantação dos ajustes necessários na economia, inclusive de natureza fiscal, apresenta-se, ao mesmo tempo, como um risco e uma oportunidade para o processo desinflacionário em curso. Os riscos se apresentariam caso houvesse percepção de que os ajustes seriam abandonados, ou postergados significativamente. Nesse cenário, o processo desinflacionário tenderia a ser mais lento, aumentando os custos de levar a inflação para a meta. Por outro lado, os ajustes necessários na economia podem ser aprovados e implementados de forma mais célere, permitindo ganhos de confiança e queda das expectativas de inflação. Nesse caso, a redução de incertezas potencializaria os efeitos do ajuste monetário em curso”, diz o texto.

CENÁRIO EXTERNO

Sobre a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia (“Brexit”), o Copom ressaltou que a ação dos BCs com sinais de estímulos conseguiram acalmar os mercados financeiros e criar um ambiente de curto prazo relativamente benigno” para economias emergentes.

No entanto, o Copom ressaltou que o cenário permanece frágil por causa das incertezas sobre o crescimento global e a possibilidade de aumento de juros em economias desenvolvidas.

“Os possíveis desdobramentos econômicos do Brexit contribuíram para um aumento das incertezas de médio e longo prazos e produziram revisões negativas das projeções de crescimento para o Reino Unido e para a Zona do Euro”, diz a ata.

O documento lembra ainda que os Estados Unidos têm sinalizado que deverá aumentar os juros de forma mais gradual, entretanto, as trajetórias de juros sinalizadas pelos membros do Comitê de Política Monetária de lá estão acima da trajetória prevista e negociada nos instrumentos financeiros. O BC brasileiro faz um alerta: “O que pode levar a correções adiante”.

Na semana passada — no comunicado divulgado após a reunião do Copom —, o BC passou a falar claramente os motivos que levaram à decisão. Elencou riscos para a economia e responsabilidades do governo atual. Num texto muito maior e mais detalhado do que de costume, a diretoria do BC explicou que a inflação está acima do esperado no curto prazo por causa da alta de alimentos. Permanecem incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários. E ainda lembrou que houve um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta que reforça a inércia na remarcação de preços e retarda o processo de desinflação.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro mostra cautela em semana de decisões de juros pelo mundo

O Ibovespa Futuro abre estável nesta segunda-feira (25), acompanhando o movimento das bolsas internacionais antes de decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Japão ao longo da semana. Por aqui, entrevista do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na Folha de S. Paulo, fica no radar após ele acenar para aumento de impostos e juros altos por um longo período caso o teto dos gastos não seja aprovado n o Congresso.

Às 9h22 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto tinha leve alta de 0,05%, a 57.480 pontos.

Já o dólar futuro para o mesmo mês tem alta de 0,12% a R$ 3,268. No caso do câmbio, ele sobe no mundo inteiro com expectativas de que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, adote um caminho de elevar os juros por conta da melhora no cenário econômico do País. “O Dólar é sustentado pela recuperação da confiança dos investidores na economia dos EUA e pelos lucros das empresas, que fortalecem levemente as expectativas de aumento de juro este ano”, disse à Bloomberg, Koji Fukaya, da FPG Secirities, em Tóquio.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 avança 2 pontos-base a 12,85%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 registra ganhos de 3 pontos-base a 12,09%.

Entre as commodities, o minério de ferro spot com 62% de pureza e entrega no porto de Qingdao subiu 1,77% a US$ 56,86 a tonelada seca. Já o petróleo registra perdas de 0,79% a US$ 45,33 o barril do Brent.

Agenda brasileira
Sai na terça-feira (26) a ata da última reunião do Copom. O dado é o mais aguardado desta semana, mostrando se o BC realmente vai esperar até pelo menos outubro antes de cortar as taxas de juros. Fica o suspense para o próprio texto da ata, já que a nova diretoria do BC tem promovido uma grande revolução na maneira da autoridade monetária de se comunicar desde que entrou. A ata será divulgada pelo Banco Central às 8h30 (horário de Brasília).

Ainda na lista de indicadores brasileiros importantes da semana, o resultado primário consolidado das contas públicas de junho deve apresentar um número ruim, segundo a Rosenberg Associados. “O Resultado Primário do Setor Público consolidado, que inclui os Estados e Municípios, que também estão em situação fiscal delicada, deve confirmar o consenso de piora dos resultados fiscais no curto prazo. A nova meta aprovada permite um expressivo déficit de até R$ 170,5 bilhões (2,7% do PIB). Enquanto as medidas fiscais propostas não forem aprovadas, a dívida pública segue aumentando num ritmo insustentável”, diz a consultoria. O indicador sairá na sexta-feira (29) às 10h30.

Também na sexta-feira (29), sai a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio). A pesquisa produz informações contínuas sobre a inserção da população no mercado de trabalho e suas características, tais como idade, sexo e nível de instrução. O principal dado que o indicador trará é o desemprego referente ao primeiro trimestre. As expectativas dos economistas da LCA são de que haja um avanço para 11,3% na taxa. A Pnad Contínua investiga 211.344 domicílios particulares permanentes em aproximadamente 16.000 setores censitários, distribuídos em cerca de 3.500 municípios.

Ilan Golfajn e Henrique Meirelles
Atenção ainda às falas do presidente do Banco Central , Ilan Goldfajn, e do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Após a reunião do G20 na China, Goldfajn destacou dois fatores que favorecem as economias emergentes. Em primeiro lugar, Ilan comentou que o impacto do Brexit foi marginal no crescimento econômico mundial. Além disso, aumentou a expectativa de elevação da liquidez por parte dos bancos centrais do Japão, Reino Unido e da zona do euro.

Já para a Folha de S. Paulo, o ministro da Fazenda; segundo ele, o reajuste de tributos virá se a proposta do teto de despesas não passar. Sobre a repatriação de capitais brasileiros no Exterior, uma das apostas do governo para engordar seu cofre, Meirelles disse que “os recursos começarão a entrar quando as pessoas perceberam que não haverá mudanças de regras”. Disse ainda que no momento não pretende mexer na desoneração da folha de pagamento. Não mostrou entusiasmo com um novo Refis.

Japão e EUA
O mercado vai ficar atento à reunião do Bank of Japan desta semana, que se encerra na sexta-feira. A expectativa é de que o Banco do Japão afrouxe mais a política monetária na reunião que termina na sexta-feira, enquanto o primeiro-mnistro, Shinzo Abe, ordenou estímulos fiscais.

O Federal Open Market Committee divulga a sua decisão de juros na quarta-feira (27) às 15h. É o evento mais importante do cenário macroeconômico externo e deve ser acompanhado de perto pelos investidores.

Na sexta será divulgada a primeira estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos para o segundo trimestre de 2016. A expectativa mediana dos economistas é de que a maior economia do mundo cresça 2,6%, ante 1,1% registrados no primeiro trimestre. O número sai às 9h30.

Relatório Focus
Também tinha algum peso por aqui o Relatório Focus, com a mediana das projeções de diversos economistas, casas de análise e instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos. A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2016 foi de uma contração de 3,25% para uma maior, de 3,27%, mas foi mantida para 2017 em um avanço de 1,10%. Já no caso do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o medidor oficial de inflação utilizado pelo governo, as projeções são de que haja um avanço de 7,21% este ano, contra 7,26% projetados anteriormente.

Cenário externo
Em uma semana repleta de decisões de política monetária nos EUA e no Japão, as bolsas europeias registram alta nesta segunda-feira (25), impulsionadas por dados de confiança na Alemanha. O índice de sentimento das empresas Instituto Ifo da Alemanha caiu para 108,3 em julho, de 108,7 em junho. Este resultado ficou acima da expectativa de analistas, que previam recuo do indicador a 107,5.

O dia é de alta do dólar, com apostas de que Fed manterá sinalização de alta de juros este ano, ainda que siga com taxa inalterada na reunião do dia 27. No noticiário corporativo, os papéis da William Hill disparam com interesse da 888 Holdings e Rank Group em fazer oferta de aquisição conjunta pela companhia de apostas; Ryanair, com manutenção de previsão de lucro anual, e Ericsson, com saída de CEO, também são destaques de alta. Já as bolsas chinesas fecharam com leve alta em uma sessão fraca nesta segunda-feira, enquanto o Nikkei terminou em leve queda de olho na decisão do BoJ desta semana.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Brasil não está barato e dólar deveria valer entre R$ 3,60 e R$ 4,00, diz economista do Goldman

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O Brasil não está barato, disse o economista-sênior do Goldman Sachs, Alberto Ramos, que reside em Nova York, mas esteve recentemente no País. Para ele, o investidor estrangeiro está vendo com um certo “otimismo exagerado” o ajuste fiscal que tem sido proposto pelo governo de Michel Temer, deixando nas costas de um possível “choque de confiança” o fator que pode por de volta a economia nos trilhos.

Ele ressalta, no entanto, que é difícil saber se esse “choque de confiança”, trazido pela “equipe econômica dos sonhos” montada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, será o suficiente para por em movimento um ciclo virtuoso de crescimento econômico, receita e melhorias na parte fiscal. Por enquanto, fica a dúvida: “Até que ponto o mercado vai continuar animado? Sem ajuste fiscal, os investidores vão querer aplicar no País?”, questionou, durante palestra realizada neste mês, em São Paulo, pela NotreDame.
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Para ele, esse “otimismo exagerado” aliado às condições monetárias acomodatícias no exterior (com a onda dos juros negativos nos mercados desenvolvidos) colocou o câmbio em um patamar de preocupação. “O real está ficando sobrevalorizado novamente”, disse. Segundo o economista, o câmbio de equilíbrio para o Brasil está na faixa de R$ 3,60 e R$ 4,00. A casa dos R$ 3,30 deveria ser atingida somente quando as questões fiscais já estivessem endereçadas.

“E esse preço justo não é o justo para a economia. A economia está em uma depressão. O câmbio hoje deveria estar barato, competitivo. Quando os ajustes estivessem mais avançados e aparecessem os primeiros sinais de retomada da economia, aí sim o câmbio deveria se apreciar”, complementou. Segundo ele, isso é fonte de preocupação porque pode evoluir para a desfuncionalidade que era vista durante os últimos anos do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, em que se tinha um câmbio sobrevalorizado, com uma política monetária muito restritiva e política fiscal muito acomodativa.

As preocupações sobre o atual patamar do câmbio somam-se às projeções dos próximos meses. Segundo Ramos, não parece que o dólar vai ficar na casa de R$ 3,30 durante muito tempo. Isso porque ele acredita que, se o impeachment for aprovado no final de agosto e o ajuste fiscal se provar mais substancial, a entrada de capital externo será brutal. Se os fatores convergirem para o caminho mais favorável, a entrada de capital vai levar o câmbio ainda mais para baixo e isso vai gerar um grande dilema para a política monetária e cambial, disse. “Vai ser um problema interessante ar o cambio para baixo e deixar um dilema a politica monetária e cambial; vai ser um problema interessante para o Banco Central resolver”.

Ajuste fiscal: um fator sobreprecificado pelos estrangeiros
Para ele, o ajuste fiscal está sobreprecificado pelo investidor estrangeiro. “É extremamente difícil de ser implementado e não dá para saber se o atual governo vai querer pagar o risco político de promovê-lo. No meu entender, o que o governo anunciou até agora foi muito pouco”, em referência à meta do teto de gastos e reforma da Previdência.

Segundo o economista, a meta de teto de gastos é uma medida simples e atrativa por isso, mas é mais fácil de ser proposta do que ser implementada; já a reforma da Previdência, se for bem feita, vai apenas estabilizar o déficit previdenciário. “A reforma da Previdência não mexe em absolutamente nada na dinâmica fiscal nos próximos 3 a 5 anos. É mínima, mas é necessária, é urgente, só não dá para contar muito com isso para mexer na situação fiscal”, disse.

Com isso, ele acredita sobra um resíduo muito pequeno para fazer o ajuste fiscal. “Isso só vai funcionar se tivermos muita sorte e a economia começar a ir muito bem, o que vai promover mais receita; ou se o governo adotar medidas fiscais de curto prazo e é isso que está faltando nesse momento”, comentou.

Para ele, a interpretação mais benigna do atual momento é que o governo sabe que precisa fazer mais, mas o momento político não é o ideal, devendo então esperar a aprovação do impeachment no fim de agosto e da eleição municipal em outubro. Passadas essas duas “barreiras”, deve-se endereçar questões do ajuste fiscal de curto prazo, que provavelmente envolverão um certo arrojo nos gastos. “Mas não sei se é essa a interpretação certa”, disse.

Uma interpretação menos benigna disso é que o governo não vai pagar todo o custo político de fazer o ajuste, endereçando ajustes de médio prazo, com uma reforma da Previdência e a medida do teto dos gastos, que é muito boa, mas deixe para o próximo governo os ajustes mais pesados, porém necessários, disse. Segundo ele, o problema disso é que o País pode entrar em uma trajetória de ‘gradualismo fiscal’ e isso vai levar o Brasil para uma situação ainda mais dramática.

Segundo o economista, a questão é saber qual vai ser o custo político dessas reformas. “É uma questão política”. O governo poderia aumentar a receita por meio da carga tributária, o problema é que ela já é elevadíssima no Brasil, então isso terá que ser resolvido por meio de um ajuste fiscal. “Só depois de cortar um pouco da expansão que foi vista nos últimos 15 anos que o governo em exercício terá legitimidade para vir à sociedade e aumentar mais impostos”, comentou.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa Futuro cai com frustração de estímulo no Japão; ADR da Vale sobe 1,5%

O Ibovespa Futuro abre em baixa nesta quinta-feira (21), estendendo o movimento de correção do último pregão, quando o índice caiu 0,2% após 10 altas consecutivas. No radar hoje, o Japão decepcionou os mercados ao negar que vá fazer estímulos no modelo conhecido como “dinheiro de helicóptero”. Ao mesmo tempo, o BCE (Banco Central Europeu), fez o esperado e manteve a taxa de juros em 0%, de modo que o mercado vai ficar de olho agora na entrevista do presidente da autoridade monetária, Mario Draghi. Por aqui, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou um pouco acima do esperado.

Às 9h17 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto caía 0,33%, a 56.890 pontos. Já o dólar futuro para o mesmo mês tem queda de 0,32% a R$ 3,258. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 sobe 8 pontos-base a 12,73%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 recua 2 pontos-base a 11,90%.

BCE
O BCE decidiu nesta quinta-feira (21) manter as taxas de juros na zona do euro em 0%, como era esperado pela mediana dos economistas consultados pela pesquisa Bloomberg. Já a taxa de depósitos foi mantida em -0,4%, também em linha com o esperado pelo mercado.

Assim como esperado, as compras de ativos dos 19 países da zona do euro dentro do programa de estímulos conhecido como “Quantitative Easing” foram mantidas em 80 bilhões de euros por mês.

O presidente do BCE, Mario Draghi fala às 9h30 (horário de Brasília). Ele pode sinalizar estímulos em setembro, quando os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia serão mais claros e os bancos já terão divulgados os seus testes de estresse. Os principais temores que surgiram após o “Brexit” foram sobre a saúde dos bancos italianos e o fechamento para retirada das cotas em diversos fundos imobiliários britânicos.

IPCA-15
O IPCA-15 avançou 0,54% entre os dias 15 de junho e 15 de julho, frente à alta de 0,40% no período anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (20). Em 12 meses, o avanço da inflação foi de 8,93% contra os 8,98% registrados no período anterior.

A mediana das expectativas dos economistas projetava avanço de 0,45% no período analisado. Para o acumulado em 12 meses, a expectativa da mediana dos analistas era de em torno de 8,83% de inflação.

Copom mantém juros
Ontem, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano, o que já era amplamente esperado pelo mercado. Para a Rosenberg Associados, o mercado recebe bem este novo formato de comunicado. Segundo a consultoria, pelo texto, não há espaço para corte de juros tão cedo, “praticamente sepultando as chances de corte em agosto e outubro”. Contudo, ainda há muita divergência entre as projeções de analistas. A maioria continua esperando corte em outubro, mas já há quem imagine que uma redução das taxas virá apenas em 2017.

O fato é que o cenário, apesar de projetar um maior otimismo, ainda está indefinido, já que a autoridade monetária depende de que a expectativa de inflação de 2017 convirja para a meta e de que o IPCA corrente dê sinais de desaceleração consistente. Além de tudo isso, o BC ainda precisa contar com o bom trabalho do governo em cortar gastos. Para saber mais, clique aqui.

Os reajustes de Temer
Ainda no radar econômico, o presidente interino Michel Temer sancionou sem vetos os projetos de lei que garantem reajustes para servidores do Judiciário e do Ministério Público Federal (MPF). Os aumentos serão pagos gradativamente em parcelas até 2019, e, somente no ano que vem, vão gerar impacto de mais de R$ 5 bilhões.

Relatório de produção da Vale
Os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale (VALE3; VALE5) sobem 1,5% na Bolsa de Valores de Nova York. No noticiário da mineradora brasileira, ela divulgou esta manhã seu relatório de produção. A companhia produziu 86,8 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2016, superando em 800 mil toneladas as estimativas do mercado para o período. O volume registrado representa uma redução de 2,8% da produção na comparação anual. A produção de pelotas registrada pela Vale também apresentou retração no mesmo comparativo, ao somar 10 milhões de toneladas, 18% a menos ante o segundo trimestre de 2015.

Destaque também para Carajás, que alcançou recorde de produção para um segundo trimestre, de 36,5 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 15,5% na comparação anual. A mineradora também informou que sua controlada — em conjunto com a anglo-australiana BHP-Billiton — Samarco planeja retomar operações em 2017, embora o momento ainda seja incerto.

Temporada de resultados e destaques corporativos
Na noite de quarta-feira, a Mills informou que o fundo Axxon Brazil Private Equity atingiu uma participação de 7,001% no capital da companhia, o que dá direitos políticos ao fundo, segundo acordo de acionistas. Além disso, a Oi conseguiu uma conquista na justiça e deve reaver R$ 20,83 milhões retidos no Banco do Nordeste. Para saber mais, clique aqui. Além disso, na noite desta quinta-feira tem início a temporada de resultados do segundo trimestre, com o balanço da Localiza. Destaque ainda para o relatório de produção da Vale referente ao segundo trimestre de 2016. A companhia registrou uma produção de minério de 86,8 milhões de toneladas, acima das expectativas de 86 milhões.

América Latina virou uma queridinha?
Em destaque no InfoMoney de hoje, estará o relatório da gestora de US$ 60 bilhões em mercados emergentes Ashmore Group que mostra um cenário bastante positivo para investimentos na América Latina, com as mudanças políticas e econômicas. “Muitos dos ventos contrários internos e externos estão se transformando agora em ventos favoráveis”, afirmam Jan Dehn, head de research e Gustavo Medeiros, gestor de portfólios da Ashmore. “O ciclo econômico está melhorando e os preços das commodities estão encontrando um piso. As democracias estão trabalhando como deveriam, permitindo que a população destas nações votem por melhores governos para substituir os populistas desacreditados”, destacam. “Neste contexto, a América Latina oferece hoje as avaliações mais baratas de todos os emergentes, tornando a região talvez a proposta de investimento mais forte no mundo de hoje”, avaliam.

Cenário externo
Os mercados mundiais seguem o movimento de cautela, com as bolsas europeias em leve queda em meio à decisão do BCE. Contudo, o grande destaque fica para a fala do presidente do Bank of Japan, Haruhiko Kuroda, apagando perspectivas de estímulo por meio do chamado “dinheiro de helicóptero”, em que governo emite títulos perpétuos, sem data de vencimento, não negociáveis em mercado e sim comprados diretamente pelo Banco Central. Kuroda disse que não há necessidade, nem possibilidade de dinheiro de helicóptero no Japão. A ideia tinha sido sugerida por Ben Bernanke, o que fez com que o iene se fortalecesse. “Neste momento, o Banco do Japão tem 3 opções com flexibilização quantitativa e qualitativa com taxas de juros negativas”, disse Kuroda; essas políticas podem ser expandidas. Kuroda também repetiu que está determinado a livrar o Japão de sua mentalidade de deflação, e que não há limitações significativas para mais estímulo monetário pelo BOJ, se necessário. Já as bolsas chinesas tiveram a primeira alta da semana, com os investidores voltando ao mercado em busca de barganhas.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa pode receber R$ 200 bilhões de grandes fundos

Quem quis aplicar no Brasil a velha teoria de que o melhor momento para comprar ações é quando há uma crise e todo mundo corre da bolsa está perdendo dinheiro há um bom tempo. Nos últimos três anos, a grande maioria dos investidores, nacionais e estrangeiros, reduziu drasticamente suas aplicações no mercado local de ações.

De 2013 a 2015, o Ibovespa caiu 30%. Hoje, a participação do Brasil nos principais índices que acompanham as bolsas de países emergentes é inferior à da África do Sul, que tem um mercado muito menor. Para a maioria dos analistas, a perda de relevância do Brasil significa o seguinte: quem queria sair do mercado local já saiu. O que existe hoje, em contrapartida, é um número crescente de gestores analisando se vale a pena voltar a comprar ações aqui, e eles têm dezenas de bilhões de reais que podem ser investidos na Bovespa.

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Uma análise feita pelo banco JP Morgan mostra que os fundos brasileiros de ações, multimercados e de previdência investem hoje aproximadamente 9% do patrimônio na bolsa. A média do intervalo compreendido entre 2002 e 2015 foi de 14%. A situação é parecida com a dos fundos de pensão: atualmente, a aplicação em bolsa corresponde a 19% do patrimônio, enquanto a média histórica é de 30%.

Se esses gestores decidirem voltar à média, o fluxo de recursos para a Bovespa poderá atingir cerca de 200 bilhões de reais, o que corresponde a 10% do valor de mercado de todas as empresas brasileiras de capital aberto. Ou seja, o dinheiro poderia levar a uma nova onda de valorização das ações.

“Há ainda o pote de ouro, que são os fundos globais de ações, que têm cerca de 16 trilhões de dólares em ativos e investem pouco no Brasil. Qualquer movimento desses fundos poderia mexer com a bolsa”, diz Pedro Martins, estrategista-chefe de ações na América Latina do JP Morgan.

Mas por que esses gestores colocariam dinheiro na Bovespa agora? Para analistas como Martins e alguns gestores de fundos, as ações estão mais baratas do que parecem. O motivo, segundo eles, é o fato de as projeções para o lucro das empresas serem pessimistas demais. A previsão do mercado é de uma queda de 25%, em média, no segundo trimestre deste ano.

Os analistas do banco UBS usaram dados tributários para mostrar que a estimativa deve estar errada. De acordo com o banco, o pagamento de impostos pelas empresas aumentou 14% em abril e maio, o que indica que elas estão faturando mais do que no passado (a inflação no período foi de 1,4%). Ao medir a relação histórica entre os pagamentos de impostos e os resultados das empresas, o UBS concluiu que o lucro deve ter crescido em torno de 10% no segundo trimestre.

“Pela primeira vez em muito tempo enxergamos uma chance de melhora no lucro de muitas empresas, e isso se deve à valorização do real e também ao fato de a economia ter parado de piorar. Por isso, voltamos a comprar ações brasileiras”, afirma William Landers, gestor para a América Latina da BlackRock, maior gestora de fundos do mundo. Seu fundo investiu apro­ximadamente 500 milhões de reais na Bovespa no começo deste ano.

A bolsa também poderá ser beneficiada pela esperada queda dos juros — as estimativas mais recentes indicam que a taxa Selic, que está em 14,25% ao ano, pode começar a baixar em outubro e chegar a 11% no fim de 2017. Nem sempre juros menores são bons para as empresas e, portanto, para investimentos em ações.

Se as taxas caem na marra (como aconteceu em 2012), a consequência é o aumento da inflação, que prejudica a economia como um todo. Mas não é isso que se espera do atual comando do Banco Central. Por isso, a expectativa é otimista. Um levantamento feito pelo Bank of America Merrill Lynch, que analisou o comportamento da bolsa durante quatro ciclos de redução dos juros de 2003 a 2011, mostra que o Ibovespa subiu de 11% a 91% nesse período.

“Estamos otimistas em relação à bolsa brasileira para os próximos 12 meses”, afirma Felipe Hirai, estrategista de ações para a América Latina do Bank of America. “Aliás, os índices de confiança dos empresários já começaram a melhorar.”

A maioria dos investidores, porém, não parece convencida de que vale a pena apostar em peso na bolsa. A experiência dos últimos oito anos não ajuda. O Ibovespa atingiu seu recorde de pontuação em maio de 2008 — 73 516 pontos — e nunca mais voltou a esse patamar. De lá para cá, caiu 30%, enquanto o CDI rendeu 130%.

Se tivesse sido corrigido apenas pela inflação, o índice deveria estar nos 123 000 pontos hoje. Houve uma recuperação entre março e junho deste ano, e muitos fundos aproveitaram para comprar ações, o que fez o Ibovespa valorizar 20%. Depois disso, porém, decidiram esperar para ver o que acontece.

No Brasil, as principais dúvidas são quando a economia vai começar a se recuperar de fato e se o governo será capaz de aprovar medidas para conter o déficit público. Também há incertezas em relação ao desempenho de algumas das maiores economias do mundo — China, Estados Unidos e Europa, após a saída do Reino Unido da União Europeia.

“Estamos razoavelmente otimistas, mas um ambiente de baixo crescimento do PIB, que é o mais esperado para o Brasil nos próximos anos, não costuma ser bom para a bolsa”, afirma Marcello Siniscalchi, diretor de investimentos da gestora de recursos do banco Itaú.

O americano Robert Arnott, dono de uma empresa que desenvolve estratégias de investimento para algumas das principais gestoras do mundo, costuma dizer que, no mercado financeiro, “o que é confortável raramente é lucrativo”. Tradução: para ter ganhos, é necessário correr riscos.

O Brasil atual, claro, é uma exceção: aqui, nada tem sido mais confortável e lucrativo do que aplicar na renda fixa. A bolsa está em segundo plano. Mas isso pode começar a mudar. Comprar ações agora é um risco. Quem esperar a economia se recuperar para investir na bolsa deve conseguir escolher as empresas com mais clareza — mas, provavelmente, pagará mais caro por isso.

Fonte: Exame
Postado por: Raul Motta Junior

Confiança do investidor alemão cai com incerteza com Brexit

A confiança entre analistas e investidores alemães despencou em julho devido à incerteza criada pela decisão britânica de deixar a União Europeia (UE), mostrou uma pesquisa nesta terça-feira na primeira grande indicação de como a maior economia da Europa poderia se comportar após o resultado do referendo.

O instituto ZEW informou que sua pesquisa mensal mostrou uma queda no seu índice de confiança econômica para -6,8 pontos em julho, ante 19,2 no mês anterior. Isso ficou muito abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de uma leitura de 9,0.

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Uma medida separada das condições atuais caiu para 49,8 pontos, ante 54,5 em junho. A expectativa em pesquisa da Reuters era de 51,8.

“A incerteza sobre as consequências da votação para a economia alemã é em grande parte responsável pelo declínio substancial na confiança econômica”, disse o presidente do ZEW, Achim Wambach, em comunicado.

O índice ZEW foi baseado em uma pesquisa com 220 analistas e investidores realizada entre 4 e 18 de julho.

Fonte: Exame
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa volta a cair pressionado por piora nas bolsas americanas; dólar sobe

O Ibovespa volta a cair com mais intensidade nesta sexta-feira (15), um dia de muita volatilidade por conta do vencimento de opções sobre ações que ocorrerá na segunda-feira (18). O movimento da nossa Bolsa seguiu a piora no desempenho das bolsas norte-americanas, que perderam muita força depois das 11h30 (horário de Brasília). O mundo inteiro tem um dia fraco após atentados deixarem 84 mortos na França. A trajetória da Bovespa hoje pode também ser creditado a uma correção das vigorosas altas recentes. O Ibovespa subiu sete vezes consecutivas nos últimos pregões.

O mercado ainda reflete o crescimento maior que o esperado da economia chinesa no segundo trimestre de 2016 e as falas do novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que disse ao Globo que a agenda econômica é prioridade no Brasil, citando a PEC do teto dos gastos, a renegociação das dívidas de estados e municípios e a reforma da Previdência, criticando o aumento de impostos.

Às 12h35 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira tinha leve queda de 0,20%, a 55.328 pontos. Já o dólar comercial tem alta de 0,45% a R$ 3,2740, enquanto o dólar futuro para agosto registra ganhos de 0,72% a R$ 3,290. O câmbio chegou a virar para queda, mas voltou a subir depois da atuação do Banco Central, que colocou todo o lote de 10.000 contratos de swap cambial reverso ofertados entre às 9h30 e às 9h40.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 tem alta de 3 pontos-base a 12,70%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 avança 2 pontos-base a 11,98%.

Dados da China
O gigante asiático divulgou nesta madrugada uma série de indicadores. Entre eles está o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, que ficou em 6,7% – a expectativa era de 6,60%. Ainda assim, foi o crescimento trimestral mais lento para o país desde o primeiro trimestre de 2009, quando a economia expandiu 6,2% na comparação com o mesmo período de 2008. No segundo trimestre deste ano, o PIB da China cresceu 1,8% ante o primeiro trimestre, em uma base sazonalmente ajustada.

Enquanto isso, a produção industrial do país subiu 6,2% em junho na comparação com o mesmo período do ano passado, acelerando ante o crescimento de 6,0% em maio e acima da projeção de 5,90%.

Já as vendas no varejo subiram 10,6% em junho ante o mesmo período do ano anterior, acelerando do aumento de 10,0% em maio, e superando a expectativa do mercado, de aumento de 9,9% no mês passado.

Ações em destaque
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 13,17, -1,13%; PETR4, R$ 10,88, -0,46%) viram para queda com o petróleo virando para queda no mercado internacional. Neste momento, o contrato Brent caía 0,25%, a US$ 48,89 o barril, enquanto o WTI registrava perdas de 0,20%, a US$ 45,58.

Ontem, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a Petrobras não tem planos de aumentar ou baixar o preço da gasolina e que está avaliando três propostas pela BR Distribuidora. Advent, GP Investments e Vitol estão entre os interessados na BR Distribuidora, disse O Estado de S.Paulo. Os desfechos de uma possível proposta deverão ser analisados a partir do final do mês, diz o jornal, citando uma fonte familiarizada. A Advent, Vitol, GP não comentaram, segundo o jornal. O Itaú BBA vai selecionar até o final deste mês ofertas mais atraentes pela compra de 100% da Liquigás, diz o jornal em outra reportagem.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior