Monthly Archive: June 2016

Gráficos anteciparam há 82 dias que dólar chegaria nos R$ 3,20; o que eles dizem agora?

Para os céticos que não viam chances do dólar cair até a casa dos R$ 3,20 nos primeiros meses do ano, a análise técnica já dizia isso há 82 dias, quando o contrato futuro da moeda, negociado na BM&FBovespa, confirmou um pivô de baixa (padrão gráfico que indica o início ou a continuidade de uma tendência de baixa).

“Ontem, tivemos a conclusão de um movimento que poucos acreditavam, principalmente pelo fato de ser um valor relativamente baixo, dado cenário interno e externo”, disse o analista gráfico e consultor de gerenciamento de risco da INTL FCStone, Caio Toledo. Isso porque o contrato futuro da moeda bateu ontem nos R$ 3,237 (para depois encerrar ainda mais baixo, a R$ 3,225), alvo de 100% da projeção do pivô de baixa que foi confirmado no início de março (como pode ser visto no gráfico abaixo).

Para fazer essa projeção, o investidor deve pegar a distância entre o primeiro topo e o fundo de rompimento (que, neste caso, ocorreu nos R$ 3,921) e projetá-lo para baixo. O alvo de 100% refere-se à sequência de Fibonacci, muito utilizada na análise técnica para traçar possíveis níveis de suporte e resistência das correções do mercado. A sequência, no caso, vai de 0%, 38,2%, 50%, 61,8% e 100% (para saber mais sobre Fibonacci clique aqui).
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Segundo Toledo, os próximos capítulos do dólar serão difíceis de prever, mas cabe mencionar que a chegada no alvo de 100% de projeção de Fibonacci; o toque no valor de várias resistências passadas, que viraram atuais suportes para o ativo; e a volta até a retração de 61,8% de todo movimento de alta que se finalizou no ano de 2016 tendem a mostrar que haverá brigas entre compradores e vendedores nesta região. Ele disse, no entanto, que um ponto fica claro aqui: “Estamos ainda sobre forte tendência de baixa e muito longe ainda de uma mudança de tendência do ativo”.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa sobe com “rali do alívio” global, dólar cai a R$ 3,27 e DIs seguem em alta

O Ibovespa abre em alta nesta quarta-feira (29) com a continuidade do rali de alívio que tomou conta das bolsas mundiais passado o primeiro momento de pânico que o mercado teve com a saída do Reino Unido da União Europeia. As especulações que animam os investidores são de que os bancos centrais agirão para conter o efeito do “Brexit” como já sinalizaram as autoridades monetárias do Japão e da Coreia do Sul. Por aqui, todos ficam de olho no câmbio após o dólar testar os R$ 3,30 ontem com o discurso do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que vai deixar o câmbio flutuar. Além disso, o mercado também monitora o resultado consolidado das contas públicas depois do Governo Central registrar seu pior déficit da história para meses de maio.

Às 10h24 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 1,18%, a 50.639 pontos. Já dólar comercial cai 1,48% a R$ 3,2571 na venda, enquanto o dólar futuro para julho cai 1,30% a R$ 3,262. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 sobe 6 pontos-base a 12,75%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 vira para alta de 3 ponto-base a 12,12%.

Adiamento da reforma da Previdência
Depois de uma reunião com líderes sindicais, sem consenso, por pressões destes, o governo decidiu adiar o envio ao Congresso Nacional da proposta de reforma da Previdência, um dos principais sustentáculos do plano de recuperação das contas públicas. O prazo inicial era o fim do mês próximo. Formou-se uma nova comissão para discutir a proposta.

Agora, o único compromisso é tentar aprovar as mudanças até o fim do ano, o que é praticamente impossível em função do calendário político do ano – a votação do processo de impeachment definitivamente no Senado, remarcado para depois do encerramento dos Jogos Olímpicos, em 21 de agosto, e das eleições municipais, que tomarão o tempo dos parlamentares por setembro e boa parte de outubro devido aos segundos turnos.

Senadores frustrados após reunião com Meirelles
Na noite da última terça-feira (28), o ministro da Fazenda Henrique Meirelles se reuniu com 45 senadores – além do anfitrião – na casa do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) na tentativa de estabelecer um diálogo para encaminhar a pauta econômica. Porém, segundo divulgado pelos jornais nesta manhã, o encontro não foi muito proveitoso.

O ministro acabou deixando alguns parlamentares insatisfeitos ao adotar um tom evasivo sobre a posição da equipe econômica frente a temas como o reajuste dos servidores federais. Segundo reportam os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, os senadores buscavam uma sinalização clara em relação ao aumento de salários, já que a previsão é de que eles terão um impacto de R$ 67,7 bilhões até 2019

Os parlamentares questionaram Meirelles se o pacote de reajuste seria prioridade ou se o governo teria outra posição.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa sobe com correção global; Relatório de Inflação impulsiona os DIs curtos

O Ibovespa abre em alta nesta terça-feira (28) com as ações internacionais interrompendo a derrocada dos últimos dois pregões, quando a saída do Reino Unido da União Europeia trouxe uma forte aversão a risco nos mercados. O dólar se enfraquece contra a maioria das demais moedas e as commodities, à exceção do minério de ferro, apresentam valorização. Por aqui, o presidente interino Michel Temer, pediu para que os seus ministros privatizem tudo o que for possível e disse querer uma diferença menor entre a idade de aposentadoria dos gêneros, segundo jornais. Além disso, também causa impacto o tom mais “hawkish” (agressivo, no sentido de subir ou manter juros) do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central.

Às 10h05 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 0,46%, a 49.471 pontos. Já o dólar futuro para julho tem queda de 1,44% a R$ 3,348. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 tem alta de 13 pontos-base a 13,78%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 recua 4 ponto-base a 12,17%.

Novos diretores do BC
A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado fará nesta terça a leitura do relatório de indicados ao Banco Central nas diretorias de Política Econômica, Política Monetária, Assuntos Internacionais e Relações Institucionais. Os indicados são, respectivamente, Carlos Viana de Carvalho, Reinaldo Le Grazie, Tiago Couto Berriel e atual procurador do BC, Isaac Sidney. A sabatina ocorrerá provavelmente no dia 5 de julho. Com a aprovação dos novos nomes, deixam os cargos os atuais diretores Altamir Lopes (Política Econômica), Aldo Mendes (Política Monetária) e Tony Volpon (Assuntos Internacionais). Luiz Feltrim, que era o titular de Relacionamento Institucional, permanece no colegiado como diretor de Administração. Com essa reestruturação, o Copom volta a ser formado por nove membros – oito diretores e mais o presidente.

Relatório Trimestral de Inflação
Divulgado nesta terça-feira, o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central afirmou que não há espaço para hipótese de flexibilização monetária. O relatório ainda afirmou que o avanço no combate à inflação depende do ajuste fiscal e não apenas da política monetária, mas reconhece que há avanços no combate à inflação.

Entre as projeções, o BC revisou sua expectativa para a inflação em 2016 de 6,9% para 7%. Ao fim de 2017, a autoridade monetária vê o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 5,5%, contra os 5,4% projetados anteriormente. Já para o PIB (Produto Interno Bruto), a projeção foi melhorada de uma retração de 3,5% em 2016 para uma menor, de 3,3%.

PIB dos EUA
No primeiro trimestre de 2016, a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos foi de 1,1%, na comparação anual, de acordo com a terceira prévia divulgada nesta terça. O crescimento foi, portanto, acima dos 0,8% de avanço registrados na segunda prévia, e acima da mediana das expectativas do mercado, que eram de que o crescimento fosse de 1,0% segundo o consenso da Bloomberg.

Resultado Primário do Governo Central
Às 15h sai o Resultado Primário do Governo Central, entidade formada por Banco Central, Previdência e Tesouro Nacional, de maio. A estimativa mediana dos economistas é de que tenha sido registrado um déficit primário de R$ 15,7 bilhões no período. Em abril, o governo central teve um superávit de R$ 9,80 bilhões.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

Projeção de instituições para a inflação sobe para 7,29%

A projeção de instituições financeiras para a inflação em 2016, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu pela sexta vez seguida, ao passar de 7,25% para 7,29%.

Para 2017, a estimativa é mantida em 5,5% há seis semanas consecutivas. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras.

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As estimativas estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6% em 2017. É função do Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta.

Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A expectativa das instituições financeiras para a taxa ao final de 2016 subiu de 13% para 13,25% ao ano. Para o fim de 2017, a expectativa para a taxa básica caiu de 11,25% para 11% ao ano.

A estimativa de instituições financeiras para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi mantida em 3,44%, neste ano. Para 2017, a estimativa de crescimento foi mantida em 1%.

A projeção para a cotação do dólar foi mantida em R$ 3,60, no fim deste ano, e em R$ 3,80, no final de 2017.

Fonte: Exame
Postado por: Raul Motta Junior

O impacto econômico da Brexit: abriu-se a “caixa de pandora”

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Aconteceu: o Reino Unido decidiu em referendo que não quer mais ser parte da União Europeia.

Ninguém sabe exatamente o que acontece agora, e esse é justamente o problema. Os mercados reagiram levando a libra para seu menor nível em 31 anos e derrubando as ações europeias.

O primeiro-ministro David Cameron renunciou e o próprio país pode se desfazer. O “fico” ganhou na Escócia, que se sente traída, já que os riscos econômicos pesaram na sua decisão de ficar dentro do Reino Unido no em setembro de 2014.

Em pesquisa antes da votação, 88% dos economistas britânicos concordaram que a economia britânica seria prejudicada pela Brexit. Na semana passada, 10 vencedores do Nobel divulgaram uma carta alertando para consequências graves e duradouras.

De acordo com um estudo da PwC encomendado pela Confederação das Indústrias Britânicas (CBI), serão 950 mil empregos eliminados. Segundo o Tesouro Britânico, cada domicílio britânico perderá US$ 6.143 anualmente.

A economia do país é bastante dependente do comércio internacional e 44% dos bens e serviços exportados pelo Reino Unido têm a União Europeia como destino.

Sair da UE dispara negociações não só com o resto do continente mas também com cerca de 50 países que tem acordos com o bloco, além de novas tarifas e barreiras.

É razoável supor que a União Europeia vai dificultar a vida dos britânicos, sob risco de estimular a debandada de mais países. O comércio provavelmente continuará intenso, mas não como antes.

Isso aumenta a incerteza e os custos no curto prazo, especialmente para setores como o financeiro. Não por acaso, os grandes bancos trabalharam sem parar durante a apuração prevendo uma “catástrofe”.

Veja algumas projeções dos últimos meses:

Morgan Stanley

Em março, o Morgan Stanley identificou 4 canais de contágio, com a incerteza no topo da lista: todas as regras tem que ser renegociadas e diante disso, os atores do mercado devem esperar para ver o que vai acontecer antes de investir.

Estão incluídas projeções para 2016 e 2017 do próprio país (UK, em verde), da zona do euro (Eurozone, em azul) e do CEE (Mercado Comum Europeu, em amarelo) em dois cenários: de “stress médio” e de “stress grande”.

Morgan Stanley
Cenários de queda do PIB com saída do Reino Unido da União Europeia

Cenários de queda do PIB com saída do Reino Unido da União Europeia

Barclays

“Acreditamos que as implicações para a UE (União Europeia) e a União Monetária Europeia são pelo menos tão importantes do que para o Reino Unido”, diz a nota assinada por Marvin Barth ainda em janeiro.

A saída do país desperta novamente o temor de dissolução do bloco que tanto assustou os mercados no pico da última crise do euro.

“O precedente de um estado membro saindo da união abriria a caixa de Pandora: poderia ser usado como argumento político por partidos extremos e populistas, tanto da direita quanto da esquerda, para pressionar por uma saída da UE, incluindo em alguns países do euro”, diz o texto.

Representantes da extrema-direita celebraram e pediram referendos similares em outros países. A líder da Frente Nacional francesa, Marine Le Pen, e o líder da ultradireita holandesa, Geert Wilders, foram os primeiros a defender consultas em seus países.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, insistiu nesta sexta-feira que a Brexit não representa o início do fim da UE.

Respondendo a pergunta de repórter em entrevista coletiva na sede executiva da UE em Bruxelas, Juncker simplesmente respondeu “não”. A fala gerou aplausos de autoridades da UE na sala, e Juncker saiu após responder somente a duas perguntas.

Open Europe

De acordo com um relatório do think tank independente Open Europe, tudo depende do que o Reino Unido fará com essa tal liberdade.

Quando o artigo 50 é colocado em prática, não tem volta: o país perde o poder de voto e a partir daí é o bloco que estabelece o calendário e os termos do rompimento.

No melhor cenário, o país consegue não apenas manter o livre comércio com a Europa mas também se abre ainda mais para o resto do mundo. Nesse caso, o PIB seria 1,6% maior em 2030. No pior cenário, sem acordo algum, o PIB cairia 2,2% no mesmo horizonte.

O mais provável, no entanto, é alguma combinação das duas coisas – colocando as estimativas numa janela mais realista entre perda de 0,8% e ganho de 0,6%.

Tudo depende também do comportamento da economia europeia nas próximas décadas. Se ela superar seus desafios e voltar a apresentar dinamismo, o custo da separação aumenta para a Grã-Bretanha – e vice-versa.

Nenhum país saiu da União Europeia até hoje. A Grécia quase saiu algumas vezes, mas por causa de crises de liquidez e negociações tensas sobre pacotes de resgate, não por um ato de vontade dos gregos.

“Se o Reino Unido colocasse tanto esforço em reformar a UE como teria de fazer para sair dela com sucesso, tanto o país quanto a UE ficariam bem melhores”, diz o relatório.

Fonte: Exame
Foto: Toby Melville / Reuters
Postado por: Raul Motta Junior

Bovespa fecha em queda de mais de 1% com cautela antes de referendo

A Bovespa fechou em baixa e interrompeu sequência de 5 altas nesta quarta-feira (22), com investidores buscando se proteger de risco antes do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, que ocorre na quinta-feira (23).
O Ibovespa recuou 1,34%, a 50.156 pontos.

A Localiza liderou as baixas do dia, com queda de mais de 5%.

Perto do fechamento, os papéis da Petrobras e do Itaú Unibanco recuvam mais de 1%.

Cenário externo e interno
As expectativas sobre a possibilidade de permanência do Reino Unido perdurava, com pesquisas indicando a queda na vantagem dos votos a favor da saída da União Europeia, na véspera do referendo.

O mercado também acompanhava mais um depoimento da chefe do Federal Reserve (banco central norte-americano), Janet Yellen, após ela ter dado declarações cautelosas sobre a economia dos Estados Unidos na véspera, em que virtualmente descartou uma alta dos juros em julho, dando sustentação ao mercado.

No cenário interno, os participantes do mercado avaliam que o governo do presidente em exercício, Michel temer, dá sinais de governabilidade após aprovação no Senado da Lei de Responsabilidade das Estatais.

“As últimas votações no Congresso mostram que Temer parece ter uma base forte. Resta saber se será o suficiente para passar reformas mais importantes”, disse a Elite Corretora, em nota, segundo a Reuters.

Fonte: G1

Postado por: Raul Motta Junior

Planejador financeiro lista investimentos para não fazer em nenhuma hipótese

Investir, sem sombra de dúvida, é o melhor caminho para conseguir aumentar o patrimônio financeiro e realizar sonhos a longo prazo, desde uma viagem, até a compra de uma casa, por exemplo. No entanto, na hora de aplicar o dinheiro, muitas vezes o investidor se depara com péssimas aplicações. O InfoMoney conversou com o planejador financeiro e sócio da Alta Vista Investimentos André Albo para saber quais investimentos que são uma péssima ideia.

1 – Consórcio
“Consórcio nem entra como investimento, é um produto financeiro e ponto”, comenta Albo. O consórcio é uma aplicação que conta muito mais com a sorte do investidor do que com alguma rentabilidade que seja de fato interessante. Vale muito mais a pena procurar investimentos que tragam um rendimento realmente bom do que entrar nessa aplicação.

2 – Poupança
A poupança é o investimento queridinho da população brasileira, no entanto, essa é uma péssima aplicação financeira, uma vez que rende pouco, ainda mais em um momento de juros altos como o atual. “As pessoas aplicam na poupança com a falsa ideia de que ela é um produto seguro, mas ela é um produto ruim, considerando que sequer atualiza a inflação. Com o mesmo risco da poupança, você consegue comprar um CDB (Certificado de Depósito Bancário) com uma rentabilidade muito superior”, afirma o planejador financeiro.

3 – Previdência com altas taxas
Os planos de previdência são uma boa ferramenta de planejamento tributário e para a aposentadoria, se bem utilizados, atesta Albo. Contudo, planos de previdência com taxa de carregamento e altas taxas de administração, que são os mais oferecidos para os pequenos investidores nos grandes bancos de varejo, geralmente, são investimentos que também podem mais prejudicar do que ajudar quem aplica.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

“Brexit” está virando “Bremain” e Bolsa caminha para seu 4º dia seguido de alta

O Ibovespa opera em alta nesta segunda-feira (20) acompanhando a forte valorização das ações no mundo todo após pesquisas mostrarem a permanência do Reino Unido na União Europeia ganhando a dianteira a quatro dias do referendo. Ativos com perfil defensivo como dólar, ouro, iene e treasuries operam em baixa, com maior busca por ativos de risco. Por aqui, o presidente interino, Michel Temer, reúne-se com governadores para debater dívida em meio a incertezas após o Rio de Janeiro decretar estado de calamidade pública pela situação financeira.

Às 11h58 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 2,29%, a 50.666 pontos. Já o dólar comercial recua 1,16% a R$ 3,3808 na venda, enquanto o dólar futuro para julho cai 1,05% a R$ 3,391. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 cai 1 ponto-base a 13,77% ao passo que o DI para janeiro de 2021 tem queda de 11 pontos-base a 12,53%.

Entre as commodities, o minério de ferro spot com 62% de pureza e entrega no porto de Qingdao fechou estável, com leve variação positiva de 0,02% a US$ 51,06 a tonelada seca.

Temer se reúne com governadores
Em meio ao cenário de crise econômica, os governadores dos estados se reúnem hoje, na residencia oficial de Águas Claras, com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, para tratar de uma pauta comum que possa ajudar os estados a recuperar a capacidade de investimento e a geração de renda. Eles vão debater a aprovação do projeto que altera as regras do Simples Nacional, a retomada das operações de crédito e defender questões específicas de cada estado para renegociar dívidas.

O encontro dos governadores vai ocorrer pela manhã e, à tarde, eles participam de reunião com o presidente interino, Michel Temer. Segundo o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, há um entendimento a respeito do tema. “A renegociação das dívidas é um passo muito importante para melhorar a condição econômica dos estados e isso pode contribuir para a retomada do desenvolvimento econômica e a criação de empregos”, disse Rollemberg, em entrevista ontem à Rádio Nacional.

No final de abril, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu por 60 dias o julgamento da ação que vai decidir que tipo de juros deve corrigir as dívidas dos estados com a União e determinou que os dois lados tentem chegar a um acordo. “Isso [um acordo] é o que vamos tentar amanhã [hoje] e estamos otimistas de buscar um entendimento com o presidente [interino, Michel Temer] o ministro da Fazenda [Henrique Meirelles]”, disse o governador.

Ações em destaque
Seguindo o bom humor externo, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 11,84, +3,95%; PETR4, R$ 9,24, +3,24%) disparam nesta segunda-feira, após pesquisas diminuírem as chances de Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia, em votação prevista para a próxima quinta-feira (23). Os ativos de risco sobem com a notícia, levando os preços do petróleo para alta superior a 2% nesta manhã. Neste momento, o contrato Brent subia 1,77%, a US$ 50,63 o barril, enquanto o WTI avançava 1,92%, indo a US$ 48,90 o barril.

No radar da estatal, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, concedeu entrevista ao jornal Wall Street Journal na última sexta-feira, afirmando que está comprometido a devolver “a grandeza” à abatida estatal ao se livrar de ativos – e de ideologias obsoletas – que não servem mais para a companhia. Parente ainda confirmou que a companhia recebeu três ofertas de compra para uma fatia da BR Distribuidora, mas não deu mais detalhes sobre as negociações.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

O BC vai parar de intervir no câmbio? Veja esta e mais 9 respostas sobre o dólar

Desde que houve a troca do governo o mercado tenta antecipar o futuro da economia e o câmbio, tanto quanto outros ativos, tem sofrido forte volatilidade por conta das novidades que podem surgir sobre medidas. Além disso, as trocas tanto do ministério da Fazenda, agora liderado por Henrique Meirelles, quanto do Banco Central, com Ilan Goldfajn, também estão impactando as projeções para a moeda.

Nas últimas semanas um dos principais assuntos foi a visão que Ilan tem do mercado e a forma como ele irá trabalhar à frente do BC. Em diversas falas, o economista ressaltou a necessidade de um câmbio flutuante, o que tem levado os investidores a acreditarem que a autoridade deixará de intervir no câmbio daqui para frente, mas será que isto realmente irá acontecer?

As recentes mudanças na conjuntura doméstica e externa está deixando muitos investidores com dúvidas sobre o dólar. Por isso, o InfoMoney separou uma lista de perguntas e respostas sobre o mercado cambial para ajudar a entender melhor o cenário atual, confira:

1) Por que o BC pode parar de intervir no câmbio?
Esta sugestão não veio diretamente de Ilan, mas sim do mercado, que além de “conhecer” o estilo do economista, também interpretou sua fala sobre câmbio flutuante como uma forma de que ele pretende deixar o mercado “livre” para precificar o dólar. Segundo as palavras dele, respeito ao câmbio flutuante é importante para o equilíbrio interno e externo.

Porém, a ideia não é exatamente parar por completo as intervenções, segundo Ilan explicou após assumir. O economista destacou o uso “com parcimônia” das ferramentas que a autoridade tem para intervir no mercado. Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, a ideia é que o BC só irá atuar no mercado quando ocorrer um movimento exagerado do dólar, tanto para cima quanto para baixo.

Parar de intervir no câmbio é mais uma questão de opinião do próprio Ilan e não exatamente algo que fosse necessário. Analistas em geral, acreditam que isto é positivo, mas há quem não veja esta como a melhor escolha, dado o momento complicado da economia doméstica.

2) Mas então, por que o BC estava intervindo no câmbio?
A ideia por trás das intervenções recentes do BC passam pelo pensamento do governo Dilma Rousseff de que era preciso ter um dólar mais forte para conseguir estimular a indústria brasileira ante o mercado externo. Além disso, por muitas vezes vimos a autoridade atuando no mercado como forma de evitar fortes volatilidades, até mesmo para cima.

Até pouco tempo, o governo trabalhou com uma faixa próxima do dólar em R$ 4,00, mas com a proximidade da votação do impeachment, foi inevitável segurar a queda da moeda, com o BC passando a atuar em momentos onde a divisa perdeu os R$ 3,50. Porém, como foi visto desde a entrada de Michel Temer, a autoridade deixou o mercado “atuar” sozinho na precificação da moeda.

Apesar de manter a proposta de um câmbio flutuante, o governo Dilma tentava ter certo controle sobre a cotação de forma a manter a economia de uma forma que pudesse ajudar o País (mesmo que isso tivesse pressão sobre a inflação, como foi neste caso).

3) Sem intervenção, o dólar vai cair?
A expectativa atual é que há espaço para novas quedas, mas isto não é uma verdade absoluta. Deixar o mercado livre para levar o câmbio para onde achar necessário não necessariamente significa que os investidores querem que o dólar fique mais baixo. Para Galhardo, no curto prazo devemos continuar vendo uma forte pressão, o que pode levar a moeda a se aproximar de R$ 3,30 ou mesmo abaixo disso. Mas o mercado em geral agora deve entrar em um “compasso de espera”, ou seja, a ideia é ver não só como será a atuação do BaCen, mas como andará a economia daqui para frente.

A equipe da XP Investimentos lembra ainda que nada mudou na economia ainda, o déficit continuar enorme, a inflação alta, o PIB (Produto Interno Bruto) negativo, então não há como o mercado derrubar tanto as cotações. Além disso, o cenário externo voltou ao radar, ou seja, Federal Reserve e as notícias da China e Europa agora têm mais força por aqui e ajudam também a manter os preços mais próximos do que estão hoje.

Enquanto isso, o diretor de câmbio da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, afirma que há espaço para uma queda a níveis abaixo de R$ 3,30, mas que isto seria apenas provisório. “A partir de 01 de setembro os swaps irão vencer, na faixa de US$ 9 bilhões por mês. Há também a expectativa por um corte da Selic e a alta dos juros pelo Fed”, lembra ele, ressaltando que se a moeda for até R$ 3,20, isto não irá se sustentar, levando o dólar a fechar o ano entre R$ 3,50 e R$ 3,60.

4) Qual a diferença entre câmbio flutuante e câmbio fixo?
No regime de taxas fixas, o Banco Central se compromete a comprar e vender moeda estrangeira a um preço fixo. Esse preço de referência pode sofrer alterações ou pode permanecer inalterado, isso vai depender da decisão do Banco Central. Na década de 1990 o Brasil ficou neste regime, período em que US$ 1,00 valia R$ 1,00.

No regime flutuante (flexível) a taxa de câmbio oscila exclusivamente em função da oferta e demanda no mercado. A liberação da taxa cambial faz com que o valor das moedas estrangeiras flutue de acordo com o interesse que despertam no mercado, segundo a interação da oferta e da procura. Com isso, uma infinidade de fatores afetam as cotações, tanto técnicos, como fluxo de mercado e atuações do BC, quanto externos, caso da política e notícias envolvendo o cenário internacional.

5) Ilan vai mudar alguma coisa no comando do BC?
Isto é incerto, mas é bem possível que as coisas mudem. Não só a ideia citada acima do câmbio flutuante, mas há quem diga que Ilan é um defensor da queda dos juros. Por isso mesmo, desde que ele foi confirmado no cargo, as expectativas para a Selic mudaram bastante e há quem acredite em pelo menos dois cortes de juros ainda este ano. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano.

Só o fato de não ser o Alexandre Tombini já é sinal de que as coisas irão mudar, mas isto o mercado terá que aguardar para saber. Mas a mudança também afetou diretamente o humor dos investidores, que esperam uma nova forma de gerir a autoridade monetária (assim como esperam uma nova economia com este governo), o que afeta os preços.

6) Quem se favorece com a queda do dólar?
Segundo Galhardo, o primeiro efeito seria um alívio na pressão inflacionária, que poderia começar a caminhar para a meta. Isso ocorreria porque a queda do dólar reduz o preço de diversos produtos que são importados ou que tem parte de seu custo atrelado a importação de produtos, o que reflete diretamente na inflação final.

Com a inflação menor, o Copom (Comitê de Política Monetária) teria espaço para iniciar a tão esperada redução da taxa básica de juros, a Selic. Com isso, lembram os analistas da XP, o mercado começaria a ver uma entrada de fluxo já que a economia estaria dando os primeiros sinais de uma recuperação real.

Há ainda um terceiro fator positivo, mas neste caso é mais restrito. São os casos das empresas endividadas em moeda estrangeira. Um dos casos mais emblemáticos é o da Petrobras (PETR3; PETR4). Segundo a própria companhia, 72,3% de sua dívida total foi contraída em dólar, o equivalente a R$ 325,436 bilhões.

7) E quem é prejudicado?
O grande impacto de um dólar mais baixo é na balança comercial brasileira, pressionada pela perda de competitividade das empresas nacionais contra concorrentes estrangeiras. Para Galhardo, esse risco deve deixar o governo atento, podendo até mesmo voltar com as intervenções para evitar que a moeda recue mais do que devia. “É preciso lembrar que a economia doméstica não mudou nada, e a única coisa boa até agora é o superávit da balança comercial”, lembra. Até o final de maio, o Brasil apresenta um superávit comercial de US$ 19,7 bilhões.

Em geral, os analistas acreditam que o governo teria outras formas de “contornar” este problema com novas medidas, mas isso demandaria muito tempo e que o Congresso colaborasse na aprovação destes ajustes. “Apenas com o que temos hoje, se o dólar realmente cair mais, os efeitos na balança comercial já serão sentidos nos próximos meses, será inevitável”, conclui Galhardo.

8) Quais os principais riscos que podem levar o dólar a subir novamente?
Neste momento existem dois grandes fatores afetando a moeda (e isto acontece no mundo todo): a alta de juros nos Estados Unidos e o “Brexit”. O primeiro é algo inevitável, uma hora irá acontecer, mas o que todos querem saber é o quando. A economia dos EUA segue cambaleante, e dados mistos acabam deixando as projeções mais complicadas. Após a recente reunião do Fomc, o mercado passou a acreditar que devemos ver pelo menos uma alta este ano.

Com a alta, a tendência é que o dólar suba contra as principais moedas do mundo, isto porque, com taxas mais altas, investir nos EUA se torna algo mais atrativo para o investidor, que troca países como o Brasil por um cenário mais seguro, como o norte-americano.

Já o “Brexit” é um efeito global. Enquanto existem apenas pesquisas, o mercado já tem mostrado volatilidade com o que pode acontecer. O pessimismo com uma saída do Reino Unido da União Europeia tem causado alta do dólar contra praticamente todas as moedas, e o motivo é o mesmo dos juros nos EUA: os investidores buscando um lugar mais seguro para investir.

Para completar, o cenário doméstico tem sido completamente imprevisível. Uma volta de Dilma poderia levar o dólar a disparar pelo pessimismo do mercado, mas a permanência de Temer só trará a moeda para baixo se a economia começar a dar sinais claros de recuperação.

9) O que os analistas esperam do dólar este ano?
Os R$ 4,00 ficaram para trás. Mas não há unanimidade sobre qual patamar o dólar deverá encerrar este ano. No relatório Focus do Banco Central divulgado em 13 de junho, os economistas projetaram um câmbio em R$ 3,65 para dezembro de 2016, valor próximo do que espera o diretor de câmbio da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, que afirma que o dólar deve encerrar o ano entre R$ 3,50 e R$ 3,60.

Porém, há especialistas mais otimistas, afirmando que com o novo comando do Banco Central e os primeiros sinais de melhora da economia, a moeda norte-americana fique próxima do atual nível, em R$ 3,40, ou até que recue para mais perto de R$ 3,20. Mas é quase unânime a opinião de que não há espaço para que o dólar volte a R$ 3,00 ou abaixo disso neste momento.

10) E como investir no cenário atual de dólar?
Neste momento, apostar em uma alta do dólar não é a melhor opção. Durante o ano passado e até o começo deste ano, investir em fundos atrelados ao dólar foi uma grande opção para os investidores. Mas dado o atual cenário e as projeções de que não há espaço para altas muito expressivas, este já não é o melhor investimento.

Entre as ações, companhias exportadoras eram uma ótima escolha, tanto que o desempenho das companhias de papel e celulose ficaram entre os melhores do ano passado. Mas agora, se fora para investir olhando para o cenário de dólar, as companhais endividadas em moeda estrangeira podem ser uma escolha, apesar deste investimento ainda ter muito risco por conta das incertezas.

Enquanto isso, companhias favorecidas por uma queda dos juros estão se tornando um ótimo investimento já que a queda do dólar pode levar o BC a cortar juros em um cenário de inflação melhorando.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior

“É um absurdo deixar dinheiro aplicado no banco”, diz planejadora financeira

Os grandes bancos são habitualmente vistos, no Brasil, como um lugar bastante seguro para deixar o dinheiro aplicado e também como os melhores e principais provedores de soluções financeiras para as pessoas. No entanto, por mais que essa seja a visão mais comum, ela está longe de ser um consenso entre especialistas, ou mesmo realidade.

“É um absurdo deixar o dinheiro aplicado no banco”, crava Annalisa Blando Dal Zotto, planejadora financeira e sócia da Par Mais Empoderamento Financeiro. A planejadora explica que o banco, geralmente, não está preparado para oferecer os melhores investimentos, em especial para os pequenos investidores.

“Você chega no banco e espera que seu gerente tenha boas aplicações para você, mas a realidade é que ele geralmente acaba oferecendo investimentos com taxas absurdas que acabam com a rentabilidade. Tem banco que oferece fundo DI, que é extremamente simples de ser gerido, com uma taxa de administração de 5%. Isso é inadmissível”, relata.

Annalisa explica que quem tem uma conta em banco de varejo deve ter em sua mente bem claro que o funcionário do banco trabalha para a instituição financeira e não para ele. “As agências têm metas de empréstimos e de algumas aplicações financeiras. Isso não quer dizer que o banco é o vilão da história, ele apenas tem como objetivo lucrar mais e todas as pessoas devem ter consciência disso para buscar melhores investimentos com a mesma segurança em outras instituições”, comenta.

A planejadora ainda explica que a mesma situação acontece na hora de contrair um empréstimo, por exemplo. “O brasileiro tem um hábito de achar que estar no cheque especial não é dívida. É dívida sim. E muito cara. Vale mais a pena pedir um empréstimo para cobrir o buraco do cheque especial do que ficar pagando os juros altíssimos cobrados pelo banco”, comenta.

Cláudio de Lucca, assessor de investimentos da Valor a Mais investimentos segue o mesmo pensamento. Ele comenta que os bancos se aproveitam da fama de serem lugares seguros para se deixar o dinheiro para cobrarem taxas mais altas por investimentos que não rendem tanto assim.

O assessor relata também o conflito no caso das metas por agência. “O gerente não vai fazer, necessariamente, a melhor recomendação para você. Por isso é que é melhor buscar especialistas em investimento na hora de aplicar o dinheiro, pois o foco deles será maior em fazer com que o dinheiro do cliente renda mais e, assim, ele tenha uma rentabilidade muito maior do que a que encontraria no banco de varejo”, encerra.

Fonte: Infomoney
Postado por: Raul Motta Junior