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Brasil tem quarto maior juro real do mundo, atrás apenas de Turquia, Rússia e Argentina

Com o décimo corte consecutivo da taxa Selic, que recuou de 7,5% para 7%, o menor nível da série histórica iniciada em 1986 pelo Banco Central, o Brasil caiu uma posição no ranking dos países que praticam os maiores juros reais do mundo, passando do terceiro para o quarto lugar.

De acordo com lista, que é compilada pelo site Moneyou e pela Infinity Asset Management, com o corte de 0,5 ponto percentual na Selic anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira, o juro real no país passa a ser de 2,88% ao ano.

Essa taxa só é inferior ao juro real de 5,87% vigente atualmente na Turquia, o mais alto do mundo, aos 4,18% da Rússia, e aos 3% da Argentina. Ao todo, o ranking lista os juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses) em 40 países.

Na América Latina, as taxas brasileiras superam a do México (1,61%), da Colômbia (0,84%) e o Chile (0,05% ao ano). Entre as maiores economias emergentes, ainda, a China aparece na sexta posição, com taxa real de 2,0%, a Índia em oitavo, com 1,54%, e a África do Sul,, a nona, com 1,46%.

O economista responsável pela elaboração do ranking, Jason Vieira, observa que dos 40 países analisados, em 23 deles a taxa de juro real está negativa neste momento.

— Por isso, a média de juros reais está negativa em 0,10% pelo critério global — diz Vieira.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Juros devem cair ao menor nível histórico, e especialistas recomendam aplicação de maior risco

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir, na noite desta quarta-feira, a taxa básica de juros do país, a Selic, de 7,5% para 7% ao ano — menor patamar da história —, segundo a expectativa dos economistas ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central.

Com essa redução, a oitava em um ano, a poupança deve aumentar sua vantagem competitiva com relação aos tradicionais fundos DI, que cobram taxas e não contam com a vantagem da isenção de imposto de renda. Mas diante da rentabilidade menor de todas as aplicações que acompanham os juros básicos, inclusive a caderneta, especialistas recomendam uma maior exposição a ativos de risco, como fundos multimercados e ações, para quem quiser manter retornos maiores.

Segundo simulação feita pela Anefac, associação que reúne executivos de finanças, a poupança baterá todos os fundos DI que cobram taxas de administração a partir de 2% ao ano (comum entre os clientes com baixo volume de recursos nos principais bancos) em todos os prazos de resgate. Apenas os fundos que cobram taxa de 1% para baixo renderão mais que a poupança em todos os cenários.

Na Poupança nova — depósitos feitos a partir de maio de 2012 —, o investidor que colocar R$ 10 mil com a Selic a 7% teria ao fim de um ano um total R$ 10.490, segundo a Anefac. Em um fundo com taxa de 2% ao ano, este investidor teria um montante de R$ 10.441.

Diferentemente da poupança, os fundos de investimento sofrem tributação de imposto de renda, e a alíquota depende do prazo — quanto mais rápido for o resgate, maior será o percentual descontado. Aplicações com resgate até 6 meses pagam 22,50% de IR, enquanto investimentos que ficam mais de 2 anos parados têm alíquota de 15%. Os fundos ainda pagam taxa de administração, da qual a poupança está a salvo.

É por causa dessa taxa e do imposto que um fundo DI, cuja rentabilidade bruta deve ser o mais próximo possível de 100% da Selic, pode acabar perdendo para a poupança, que rende o equivalente a 70% da Selic acrescidos da Taxa Referencial (a TR, que é quase zero). É essa fórmula que rege os retornos da cadernetadesde que a Selic caiu a 8,5%, o chamado “gatilho”, que foi criado em 2012. Quando a Selic está acima daquele patamar, a rentabilidade é fixada em 0,5% ao mês mais TR.

“Quanto à rentabilidade das cadernetas de poupança, mesmo com a redução da Selic, ela vai continuar se destacando frente aos fundos de renda fixa pelo fato de não pagarem imposto de renda nem taxas de administração. Isso deve provocar reduções nos custos das taxas de administração dos bancos para não perderem clientes”, previu Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac, em relatório.

No caso dos CDBs, títulos emitidos pelos bancos cuja rentabilidade costuma ser atrelada a um percentual do CDI (taxa que acompanha de perto a Selic), a Anefac observou que o aplicador só baterá a poupança se conseguir um papel que renda mais que 85% do CDI.

‘ELE TERÁ QUE SE ARRISCAR MAIS’

Até o fim de novembro, os fundos DI acumulam rentabilidade média de 9,57% no ano, e a poupança, de 6,16%, segundo cálculos do administrador de investimentos Fábio Colombo. Com a sucessiva redução da Selic — que ficou em 14,25% ao longo de quase todo o ano de 2016 —, os patamares estão muito abaixo dos registrados no ano passado. Em 2016, os fundos DI renderam, em média, 14,16%, enquanto a poupança obteve retorno de 8,30%. Por isso, os especialistas têm recomendado a complementação da carteira com ativos de maior risco e, consequentemente, retorno potencial mais elevado.

— Temos indicado a diversificação com produtos de maior risco, não tem muito como fugir disso. Isso não quer dizer que o investidor deva se desfazer dos fundos DI ou da poupança. Ele sempre vai ter que ter aplicações atreladas ao DI na carteira porque é necessário ter liquidez (possibilidade de retirar o dinheiro a qualquer momento sem o risco de ter prejuízo). Mas ele terá que se arriscar mais, sim – explicou Virgínia Prestes, professora de finanças da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).

Uma das opções, afirmou Virgínia, são os fundos multimercados, que têm maior liberdade para elaborar suas carteiras. No ano, os multimercados do tipo livre, o mais popular do mercado, acumulam rentabilidade média de 11,63%, segundo a Anbima, associação que reúne instituições financeiras.

— Para escolher um bom fundo multimercado, o aplicador deve examinar a consistência dos seus retornos. Se um um fundo existe há cinco anos, o investidor deve checar se ele conseguiu entregar resultados em diferentes cenários, por exemplo – acrescentou a professora da Faap. — É preciso também observar seu nível de volatilidade, que é verificável na lâmina do fundo. Quanto maior a volatilidade, maior tende a ser o ganho em caso de valorização dos ativos, mas também é maior a perda potencial. O aplicador precisa saber se ele está confortável com essa volatilidade e se isso é condizente com o seu perfil de investimento.

Outra alternativa com maior risco é o mercado acionário, disse. Este ano, a Bolsa bateu seu recorde histórico e acumula alta de de 20,45%. Segundo Virgínia, o cenário hoje é favorável para aplicação de uma parcela da carteira nesse tipo de ativo.

— Na renda variável, a perspectiva é bastante promissora, uma vez que estamos em um momento de retomada do crescimento do país. É recomendável ter um percentual do portfólio exposto a esses papéis, sim — completou.

Fonte: O Globo
Postado por: raul motta junior

Tesouro: Sem reforma da Previdência, país perde confiança do mercado

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, afirmou nesta quarta-feira à rádio CBN que, se a reforma da Previdência não for aprovada até o início do ano que vem, o país perderá a confiança do mercado. Segundo ela, a aprovação mostrará ao mercado que o país vai conseguir manter uma disciplina fiscal em longo prazo.

Ela ressaltou que o Congresso Nacional tem compreendido as necessidades do governo de ajustar as contas e citou a aprovação do teto para os gastos públicos.

— O Congresso foi um parceiro da equipe econômica na aprovação de medidas.

Ela ainda destacou a importância da aprovação de uma série de medidas que estão no Legislativo para que o país consiga fechar as contas no ano que vem. O governo enviou projetos com a intenção de reduzir despesas em R$ 7,5 bilhões, entre eles a postergação dos reajustes dos servidores e a redução da desoneração da folha de pagamentos. E medidas para reforçar as receitas em R$ 14 bilhões, como a tributação de fundos exclusivos e o aumento da contribuição previdenciária de servidores.

A secretária reforçou que o país precisa de um ajuste da ordem de R$ 300 bilhões para “estancar a dívida pública”. E disse que o país está na direção correta nesse sentido.

— Quando assumimos esse desafio, tínhamos uma expectativa de crescimento explosivo da dívida. Tínhamos estimativas preocupantes. Hoje temos um cenário em que o mercado já reconquistou a confiança. Temos um cenário de dívida crescendo ainda um pouco e estabilizando. Temos demonstração clara de que estamos na direção correta.

Fonte: O Globo
Postado por: raul motta junior

Dúvida sobre Previdência faz Ibovespa perder força e cair 0,74%

A dúvida sobre a aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano pressionou a Bolsa na última hora de negociação e o Ibovespa, que chegou a subir 1,5% pela manhã, caiu 0,74%, aos 72.546 pontos. Já o dólar comercial, que teve os negócios encerrados às 17h, caiu 0,50% ante o real, a R$ 3,235, o terceiro recuo consecutivo.

O otimismo dominou os negócios pela manhã com os investidores vendo possibilidade do governo reunir os votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados antes do recesso de final de ano. No, ao final do dia, começaram a circular rumores de que o Planalto ainda não está perto dos 308 votos necessários.

Rogério Freitas, sócio-diretor da Florença Investimentos, explicou que o Ibovespa vem se movendo à medida que aumenta ou reduz a percepção em relação à possibilidade de aprovação da reforma da Previdência. As recentes declarações do presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foram interpretadas como aumento dessa probabilidade.

— O mercado mantem um certo otimismo. O governo está empenhado no assunto e não desistiu até agora, o que é positivo. Mas se sai um número de votos muito baixo, isso passa a impactar de forma negativo. É algo que está mudando muito no curto prazo — avaliou.

Todas as ações mais negociadas fecharam em queda. No caso dos bancos, que possuem o maior peso na composição do índice, as preferenciais (PNs, sem direito a voto) do Itaú Unibanco e do Bradesco recuaram, respectivamente, 0,59% e 1,02%. No caso do Banco do Brasil, a desvalorização foi de 1,45%.

No caso da Petrobras, as preferenciais tiveram queda de 1,09%, cotadas a R$ 15,31, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) registraram variação negativa de 1,05%, a R$ 15,92. Já os papéis da Vale tiveram um tombo de 2,19%, mesmo com a companhia tendo divulgado que quer reduzir o seu para menos de US$ 10 bilhões até o final de 2018.

BC AJUDA DÓLAR

O dólar já iniciou o dia em queda. Na segunda-feira à noite, o BC anunciou que faria leilões de “swap cambial” de 14 mil contratos — que equivale à venda de aproximadamente US$ 700 milhões no mercado futuro — nesta terça-feira. Além disso, a autoridade monetária se comprometeu a fazer um leilão de linha no valor de R$ 2 bilhões com compromisso de recompra no futuro.

— A medida do Banco Central vem como uma resposta a essa expectativa do mercado: é uma precaução ao possível adiamento da reforma da Previdência. Se isso acontecer, o dólar vai disparar, por isso o BC tenta equilibrar a cotação da moeda — explica Pedro Galdi, analista da Magliano.

No Congresso, para tentar fazer o assunto avançar, governo afia a estratégia e busca votos com oferta de verbas e de potencial apoio a candidaturas na eleição de 2018. Ainda que siga admitindo não ter os votos suficientes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, diz que espera ter condição de votar o projeto este ano.

— O mercado continua na expectativa de votação da reforma, mas está dando um voto de confiança, vendo o empenho do governo. Mas, amanhã ou quinta, o governo já deve saber se tem ou não os 308 votos necessários, e isso pode alegrar ou não. Por enquanto, o mercado sobre na confiança — avalia Galdi.

No cenário internacional, a divisa americana cai ante a maioria das principais moedas, com dólares australiano e neozelandês liderando a performance. Galdi lembra ainda que a aprovação da reforma fiscal pelo Senado americano também traz boas expectativas ao mercado. O “dollar index” tinha alta de 0,15% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil.

— Nem mesmo o impacto inflacionário do pacote de Trump preocupa nesse momento, já que inicialmente a inflação não deve subir — disse Galdi, da Magliano.

Fonte: O Globo
Postado por: raul motta junior

Novo ânimo com Previdência faz Ibovespa fechar em alta de 1,14%

Os investidores passaram novamente a acreditar na aprovação da reforma da Previdência ainda nesse ano, o que levou a Bolsa a fechar em alta e o dólar a recuar, mesmo em um pregão de valorização da moeda americana em escala global. O Ibovespa, principal índice de ações da B3, subiu 1,14%, aos 73.090 pontos. Já o dólar comercial recuou 0,27% ante o real, a R$ 3,248.

Os investidores viram como positiva a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sobre a reunião com partidos da base aliada, ontem à noite. Ele afirmou que é grande e expectativa de reunir os votos necessários para a aprovação da reforma entre os deputados e que a data da votação deverá ser definida durante essa semana.

— Os movimentos diários da Bolsa estão muito vinculados ao fluxo de notícias, em especial as relacionadas à reforma da Previdência. O tom das declarações de Maia sobre o encontro do final de semana foi positivo e contribui para esse movimento (de valorização) — afirmou Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor, lembra que além do otimismo com a mudança nas regras da aposentadoria, o pregão também foi positivo no exterior, impulsionado pela aprovação da reforma tributária nos Estados Unidos e a forte alta do minério de ferro na China.

— Agora se fale na chance de votar a previdência na Câmara dos Deputados até o dia 13. Atrelado a isso, tivemos um bom comportamento das bolsas americanas com a aprovação da reforma tributária nos Estados Unidos e as commodities também ajudando para um clima mais positivo globalmente — disse.

O minério de ferro subiu 3,67% no porto de Qingdao, a US$ 72,68 a tonelada. Com isso, as ações da Vale subiram 3,80%, cotadas a R$ 36,83. Os bancos, que possuem o maior peso na composição do Ibovespa, também tiveram um pregão de ganhos significativos. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) do Itaú Unibanco e do Bradesco registraram altas de , respectivamente, 1,47% e 1,72%.

Já as ações da Petrobras não encontraram força para subir em um dia de queda do petróleo no mercado internacional. As PNs recuaram 0,83%, cotadas a R$ 15,48, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) tiveram leve queda de 0,12%, a R$ 16,09.

Já o dólar no mercado externo tinha alta de 0,33% próximo ao encerramento dos negócios no Brasil, segundo o “dollar index”, que mede a variação da divisa americana frente uma cesta de dez moedas. O fortalecimento vem da aprovação da proposta de reforma tributária de Donald Trump no Senado americano. Internamente, o dólar seguiu em outra direção devido a menor aversão ao risco gerada pela possibilidade de aprovação da reforma da Previdência.

— O dólar abriu em alta, alinhado com o comportamento no exterior, mas a divisa passou a cair diante de um sentimento positivo de que ainda existiria chances da reforma da Previdência ser votada neste mês — avaliou Jefferson Luiz Rugik, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

As Bolsas americanas sobem forte com a aprovação da reforma tributária no Senado. O Dow Jones tem uma elevação de 0,94% e o S&P 500 registra variação positiva de 0,49%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Planos econômicos: acordo entre poupadores e bancos deve ser assinado nesta semana

Após participarem de reunião na sede da Advocacia Geral da União (AGU) nesta segunda-feira, em Brasília, representantes dos bancos e de poupadores chegaram ao consenso para o acordo que vai compensar as perdas na caderneta de poupança em decorrência dos planos econômicos das décadas de 1990 e 1990. O documento deve ser assinado nesta semana, após as entidades apresentarem aos seus associados os termos do acordo.

O entendimento, anunciado na semana passada, ainda precisará ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para passar a valer. As partes não deram detalhes, alegando que o documento ainda está sob sigilo. O acordo permitirá a indenização pelas perdas com os planos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2 e deve encerrar quase 1 milhão de processos que tramitam na Justiça.

A reunião desta segunda colocou um “ponto final” no entendimento, segundo uma fonte que acompanhou o encontro. O acordo valerá para quem entrou na Justiça em ações coletivas comandas pro associações como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Além disso, haverá um prazo de adesão para o poupador que acionou o Judiciário individualmente. Ao aceitar o acordo, o processo será encerrado.

Detalhes como a forma que será feito o pagamento, os documentos necessários, o prazo de adesão ainda precisam ser detalhados pelos bancos e pelas associações. Além do Idec, participam do acordo a Frente Brasileira pelos Poupadores (Febrapo) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Será preciso apresentar um comprovante do saldo na poupança durante a adoção dos planos para ter acesso à indenização. Quem não entrou na Justiça, ficará de fora da compensação. O entendimento, nesse caso, foi de que já prescreveu o direito dessas pessoas recorrerem ao Judiciário.

Os herdeiros de pessoas que entraram na Justiça, mas já faleceram, também terão direito ao ressarcimento.

Haverá um desconto sobre o montante que o poupador teria direito se houvesse compensação integral. Para calcular o ressarcimento, será aplicado um “fator multiplicador”, que vai incidir sobre o saldo que a pessoa tinha na poupança durante a adoção de cada plano. Cada um terá um valor diferente de correção. Nuances distintas em cada plano também serão contempladas no momento de calcular o valor a ser recebido. Os dados para cada plano ainda serão esclarecidos.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Com Selic na mínima histórica, BC deve adotar tom conservador sobre próximos passos

A terceira elevação consecutiva na projeção do mercado para o crescimento da economia em 2018, revelada pelo Boletim Focus, abre espaço para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) adotar um tom conservador após o final da reunião de quarta-feira. A expectativa é que a Selic seja reduzida em 0,5 ponto percentual, indo para 7% ao ano, a menor desde o início do Copom. Mas o comunicado da autoridade monetária sobre a decisão deve ser neutro, ou seja, nem vai indicar a possibilidade de mais cortes e nem cravar que o ciclo de reduções dos juros básicos, iniciado em outubro de 2016, chegou ao fim.

Na visão de economistas ouvidos pelo GLOBO, os dados do boletim Focus, que mostram a inflação sob controle e a reação da atividade econômica, dão ao BC esse conforto. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 subiu de 2,58% para 2,60%, a terceira alta seguida. Para a inflação, é esperado que o IPCA chegue em dezembro do ano que vem a 4,02%, abaixo do centro da meta, que é 4,5%. Como a economia mostra reação, o BC pode esperar algum avanço mais consistente da reforma da Previdência para decidir os próximos passos.

— Esse BC já mostrou que é mais conservador. Ele tem o risco de manter o corte de juros no ano que vem, mas depois, com pressões inflacionárias e sem a reforma, ter que subir os juros com mais força — avaliou Luis Otavio de Souza Leal, economista do banco ABC Brasil.

A reunião do Copom começa nesta terça-feira e vai até quarta-feira quando, após o fechamento dos mercados, será anunciada a nova taxa. Um comunicado é divulgado logo na sequência e, na terça-feira da próxima semana, dia 12, é publicada a ata. Os dois documentos, portanto, saem antes da possível data de votação em primeiro turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Uma maior clareza sobre o fim do ciclo de cortes ou a possibilidade de reduções adicionais, caso a reforma da Previdência seja aprovada e a inflação continue em queda, devem ocorrer na reunião de fevereiro do Copom (dias 6 e 7).

Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos, lembrou que o BC já reconheceu os efeitos expansionistas da redução dos juros. Além disso, há uma defasagem para que as decisões de política monetária façam efeito na economia real. Ou seja, mesmo que o ciclo de cortes chegue ao fim, as reduções já realizadas ainda surtirão efeito na redução dos custos de financiamento e no estímulo à atividade econômica.

— Todo mundo sabe que em algum momento vai ter uma normalização, uma alta dos juros no momento que a inflação der sinais de alta. Quando, a velocidade e o patamar dessa alta são incógnitas. Mas quanto maior for o corte nesse atual ciclo, mais o BC terá que antecipar esse processo de ajuste. Por essa razão, deve por ser mais conservador — disse, lembrando que quando o processo de corte teve início, a Selic estava em 14,25% ao ano.

No entanto, um corte na reunião de fevereiro, a depender da redução das incertezas em torno da Previdência, não está descartado. Ao menos essa é a visão do Itaú Unibanco, que aposta em um corte de 0,5 ponto na primeiro reunião de 2018.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Confira cinco fatos que vão mexer com a economia esta semana

A primeira semana de dezembro tem uma agenda de divulgação de importantes indicadores econômicos, como a do IPCA, o índice oficial da inflação no país, que deve apresentar leve alta em novembro, mas ainda continuando abaixo do piso do regime de metas, que é de 3%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também reúne-se para definir o novo patamar da Selic, a taxa básica de juros da economia. A expectativa do mercado é de que a autoridade monetária faça uma redução de 0,5 ponto percentual, fazendo com que a Selic feche o ano a 7%. Outro indicador a ser conhecido esta semana é o da produção industrial em outubro. Os dados sobre produção e vendas da indústria automobilística relativos a novembro também serão apresentados pela Anfavea, associação que representa as montadoras.

No exterior, a agenda tem como destaque os dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos e a primeira preliminar do PIB europeu.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Mercado vê corte na Selic para 7% esta semana e juro iria a menor patamar histórico

O mercado manteve a expectativa de corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros nesta semana e continua vendo nova redução de 0,25 ponto em fevereiro, melhorando ainda a previsão de crescimento da economia em 2017, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia na quarta-feira sua decisão de política monetária. Com o corte esperado pelos economistas no levantamento, a Selic terminaria o ano a 7%, o que será seu menor patamar histórico. Para 2018, permanece também a expectativa de corte de 0,25 ponto na taxa em fevereiro, com elevação na mesma proporção em dezembro, levando a Selic a terminar o próximo ano também a 7%.

Enquanto isso, os juros futuros operam em baixa nesta segunda-feira, estendendo o sinal da última sessão. O pano de fundo para movimentação dos ativos inclui a articulação do governo para a reforma da Previdência.

Pesquisa da Reuters mostrou que 49 de 50 economistas esperam que o Copom corte a Selic em 0,50 ponto agora, com a maioria esperando nova redução na reunião de fevereiro.

Entre aqueles que preveem mais afrouxamento monetário no início de 2018, 21 veem redução de 0,25 ponto percentual, a 6,75%, e nove declínio de 0,50 ponto percentual.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê corte de 0,50 ponto agora, mas calcula a taxa básica de juros no fim do ano que vem em 6,5%.

Em relação à a economia, a conta para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 foi elevada a 0,89%, de 0,73 por cento, após os investimentos mostraram no terceiro trimestre o melhor desempenho em quatro anos.

O PIB do Brasil subiu 0,1 por cento entre julho e setembro passado sobre o segundo trimestre, terceiro período seguido de expansão, com a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) crescendo 1,6 por cento no período.

Para a inflação, a pesquisa semanal com uma centena de economistas passou a calcular a alta do IPCA em 2017 em 3,03 por cento, de 3,06 por cento no levantamento anterior.

Para 2018, permanece a expectativa de inflação de 4,02 por cento. A meta de inflação para ambos os anos é de 4,5 por cento com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Confira as lições de investimento do seleto grupo com mais de R$ 1 milhão

A poupança é o investimento mais popular do Brasil, mas aqueles que têm alguns milhões na conta passam longe da caderneta e deixam o dinheiro aplicado em diferentes produtos financeiros. Esses milionários ainda contam com acesso a investimentos que não estão disponíveis ao público em geral. Mas, mesmo sem ter ao menos R$ 1 milhão para investir, consultores financeiros afirmam que é possível aprender algumas lições com esse seleto grupo de endinheirados.

O Brasil conta com 116.195 pessoas no chamado segmento private banking, que são aquelas com ao menos R$ 1 milhão para investir. Cada uma delas tem, em média, R$ 8,2 milhões em aplicações financeiras — sendo apenas 0,3% do total em poupança, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Já os mais de 63 milhões de investidores do varejo têm, em média, R$ 14 mil investidos, com uma parcela de 61,6% na tradicional caderneta.

Carlos Eduardo Freitas Costa, consultor de educação financeira do banco Mercantil do Brasil, lembra que esses milionários possuem uma assessoria financeira para aconselhá-los, mas que, ao analisar a distribuição dos seus investimentos, é possível tirar algumas lições.

— A diversificação é um conceito básico que remete ao ditado de não colocar todos os ovos no mesmo cesto. Se uma aplicação vai mal, não vai afetar todo o seu dinheiro. Os clientes desse segmento private também têm objetivos estabelecidos e, por isso, optam por investimentos que são condizentes com essas metas — explica.

Se o objetivo é ter uma reserva de emergência, não faz sentido deixar o dinheiro em uma aplicação que tenha um alto retorno, mas não permite o resgate imediato dos recursos. Por outro lado, é possível abrir mão dessa liquidez se o que se quer é juntar dinheiro para algum plano de mais longo prazo.

Os segmentos
de clientes
VAREJO DE
ALTA RENDA*
PRIVATE
BANKING**
VAREJO
TRADICIONAL
R$ 893,4 bilhões
R$ 776,1 bilhões
R$ 949,5 bilhões
Total investido
63,4 milhões
5,8 milhões
116.195
Total de clientes
R$ 14,09 mil
R$ 133,8 mil
R$ 8,2 milhões
Valor médio
DIVISÃO DOS INVESTIMENTOS
16,58%
46,34%
22,1%
Fundos de investimento
0,17%
1,12%
24,3%
Fundos estruturados
21,65%
41,97%
43,3%
Títulos e valores mobiliários
61,60%
10,57%
0,3%
Poupança


10%
Previdência aberta e outros
*Varejo de alta renda: renda acima de R$ 10 mil e aplicações acima de R$ 30 mil
**Private banking: ao menos R$ 1 milhão para investir
Fonte: Anbima
MIGRAÇÃO PARA A BOLSA

Os ovos, no entanto, estão mudando de cesto com o processo de queda de juros. A Selic está em 7,25%, mas já foi de mais de 14% há dois anos. Luiz Severiano, diretor do Itaú Private Bank, explica que muito de seus clientes fizeram aplicações prefixadas naquela época, que agora começam a vencer. A renovação, em um cenário de taxas mais baixas, vai exigir uma mudança de comportamento: para se ter um retorno mais elevado, será necessário correr mais risco ou abrir mão da liquidez (ou ambos).

— Nossos clientes estão reduzindo a exposição ao CDI (que acompanha a Selic) e aumentando as aplicações em juros reais (corrigidos pela inflação ou taxas prefixadas) e fundos multimercado. A migração para a Bolsa só começou de outubro para cá — diz Severiano.

Outro movimento recente dos investidores do private é optar pela economia real, ou seja, aplicar em fundos que compram participações em empresas, os private equity, ou em fundos imobiliários que compram imóveis.

— Começamos a ver esse movimento, e isso deve ser uma tendência daqui para a frente. A influência é mais pela queda dos juros do que pela retomada do Produto Interno Bruto (PIB) — explica Severiano, afirmando que emissões com benefício fiscal, como debêntures de infraestrutura, também atraem esse público.

Julio Vezzaro, responsável pela unidade de private banking do Banco do Brasil, afirma que o mais importante, ao atender esse grupo de milionários, é entender quais são seus objetivos e as mudanças de tendências:

— Ainda é um movimento tímido de troca de aplicações. À medida que os juros mais baixos se materializem nos rendimentos, esses investidores vão aceitar tomar mais risco.

Outro investimento oferecido cada vez mais a esse público é o crédito privado, ou seja, títulos emitidos por empresas, que fornecem um retorno maior ao investidor e que servem como opção na substituição dos títulos públicos.

— Ainda não há uma demanda grande dos investidores por migração, mas temos que nos antecipar e oferecer. A exposição ao crédito privado vai ser maior, mas as empresas estão melhorando seu desempenho — explica Samuel Oliveira, da Azimut Brasil Wealth Management.

Ariane Tavares, superintendente de private banking do Santander, confirma que a migração para os investimentos em ações ainda é lenta.

— É um movimento ainda tímido. É percebido com mais força quando analisado pela ótica da alocação dos fundos exclusivos dos clientes — explica.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior