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BC volta a dizer que novos cortes de juros dependem de aprovação da Previdência

No momento em que o mercado financeiro está apreensivo em relação à aprovação da reforma da Previdência, o Banco Central explicita que os juros só continuarão a cair em 2018 se o Congresso Nacional aprovar a emenda constitucional. Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC voltou a explicar a importância do tema. Falou que é preciso mudanças na área fiscal e aumento da produtividade.

No documento, publicado na manhã desta terça-feira, o Banco Central sinalizou que pretende continuar a baixar os juros, que já estão na mínima histórica, em fevereiro. No entanto, o ritmo de corte deve diminuir. A Selic, que está em 7% ao ano, chegaria a 6,75% ao ano.

“Caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária. Essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores. Para frente, o Comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária”, falou o comitê.

Nas contas do Copom, a inflação deve encerrar o ano em 2,9%, ou seja, abaixo do limite mínimo estabelecido pelo governo de 3%. Se isso ocorrer, o presidente Ilan Goldfajn terá de enviar uma carta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para explicar os motivos de não ter cumprido a meta. Para o ano que vem e 2019, a estimativas são de Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,2%. A meta é de 4,5% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Entre os riscos listados pelo Copom estão possíveis efeitos secundários da queda nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais. Esse é considerado um risco do bem, que levaria a inflação ainda mais para baixo. No entanto, o BC vê chances de os reajustes voltarem.

O principal risco é a “frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários”. De acordo com a ata, a não aprovação das reformas pode afetar prêmios de risco, ou seja, pode fazer o Brasil ficar mais caro. Uma alta do dólar faria com que os preços internos aumentassem.

Por isso, o BC alertou que sua sinalização de cortar 0,25 ponto percentual não é tão certa quanto as previsões anteriores.

“Os diretores concluíram ser apropriado sinalizar que, caso a conjuntura evolua conforme o cenário básico do Copom, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização na próxima reunião parece adequada sob a perspectiva atual. Mas avaliaram que cabia advertir que essa visão é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores.”

O Copom dedicou parte da reunião para discutir o aumento da conta de luz. Os diretores avaliaram os impactos das alterações recentes nas bandeiras tarifárias na inflação para o ano que vem. O efeito tem sido neutralizado pela queda dos alimentos.

“O Comitê reitera que sua reação a possíveis mudanças de preços relativos, como nos casos de alimentos e de eventuais reajustes de tarifas de energia elétrica, será simétrica, ou seja, a política monetária seguirá os mesmos princípios tanto diante de choques de oferta inflacionários quanto desinflacionários.”

Novamente, o Banco Central falou em cuidado para os próximos passos na condução da política de combate à inflação. Os diretores avaliaram a conveniência de uma sinalização sobre os passos seguintes à próxima reunião. Segundo a ata, houve consenso em manter liberdade de ação, mas sinalizar que o atual estágio do ciclo “recomenda cautela na condução da política monetária”.

“Todos os membros do Comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia, com amplos benefícios para a sociedade”, frisou a ata.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Coreia do Sul considera proibir transações de bitcoin

Três meses depois de restrições na China, o bitcoin pode sofrer um novo revés na Ásia. A Coreia do Sul está considerando proibir as transações com a moeda digital e outras criptomoedas, segundo relatos dos jornais asiáticos “The Nikkei Asian Review” e o “South China Morning Post”.

O “The Nikkei Asian Review” citou fontes do Ministério da Justiça da Coreia do Sul para explicar que o objetivo do governo era proteger a população de golpes. O país foi um dos pioneiros na adoção da moeda digital e tem uma das principais bolsas de negociações do mundo, com cerca de um milhão de pessoas com investimentos em bitcoin.]

“Nós não descartamos uma opção que proíba as negociações de (todas as) criptomoedas. Nós sabemos que há muitos problemas derivados desse comércio e estamos estudando como controlar isso”, afirmou ao “The Nikkei Asian Review” o promotor Choi Jin-seok, que é o responsável pelas investigações de crimes relacionados a criptomoedas no ministério.

Já o “South China Morning Post” citou o coordenador da Comissão de Serviços Financeiros, Choi Jong-ku, que afirmou que órgão está estudando medidas para restringir as transações de algumas formas, inclusive uma proibição total, para reduzir os investimentos especulativos.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Cinco fatos que vão mexer com a economia na semana

Enquanto o governo joga suas últimas fichas para atrair os votos necessários para colocar a reforma da Previdência em votação na Câmara do Deputados entre os dias 18 e 20, a semana que começa hoje tem como destaques na agenda a apresentação das projeções para a safra agrícola e a divulgação dos números da arrecadação federal no mês de novembro.

Segunda-feira, 11 de dezembro. A Fundação Getúlio Vargas divulga a primeira prévia do IGP-M, usado no reajuste dos aluguéis, de dezembro. Já o Ministério da Indústria e Comércio apresenta os números da balança comercial relativos à primeira semana do mês.

Será divulgada também a ata da última reunião do Copom, que, semana passada, reduziu a taxa Selic para 7% ao ano, a mínima histórica do juro de referência no país. No exterior, as expectativas se voltam ao comunicado do Banco Central Europeu (BCE) acerca de sua política de compra de ativos.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve, banco central americano, deve manifestar-se sobre a trajetória das taxas de juros, com os agentes apostando em mais uma elevação, enquanto, na China, serão conhecidos novos indicadores do nível de atividade na economia.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Mercado prevê inflação oficial abaixo de 3% em 2017

O mercado financeiro reduziu sua previsão para a inflação oficial do país — medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — para 2,88% em 2017, ante 3,03% na semana passada, segundo o Boletim Focus, que reúne as estimativas das principais instituições financeiras do país. Com isso, a taxa ficará abaixo de 3%, ou seja, abaixo do piso inferior previsto pela meta do governo.

A meta oficial para 2017 é de 4,5% de inflação ao ano, com uma margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso fique abaixo dos 3%, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, precisa explicar ao mercado oficialmente, em um comunicado, o não cumprimento da meta.

Na sexta-feira, o IBGE divulgou que a inflação oficial brasileira desacelerou para 0,28% em novembro, pressionada para baixo pelos preços de alimentos. No acumulado em 12 meses, o índice está em 2,8%.

O Boletim Focus trouxe ainda uma pequena revisão para cima das projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), tanto em 2017 quanto em 2018. Para este ano, a expectativa agora é de alta de 0,91%, ante 0,89% na semana anterior. Para o próximo ano, a taxa esperada subiu de 2,60% para 2,62%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bitcoin dispara na estreia no mercado futuro e aciona ‘circuit breaker’

Na esperada estreia do bitcoin no mercado futuro dos Estados Unidos, o contrato da moeda digital avançou mais de US$ 3 mil após abrir em US$ 15 mil. Apenas oito horas depois do início das negociações, o contrato da moeda para janeiro era negociado a US$ 18.580 na Chicago Board Options Exchange (CBOE), uma das principais Bolsas de futuros e opções dos EUA. Os contratos futuros que serão negociados na CBOE não envolverão bitcoins, mas, sim, a cotação da moeda digital na Gemini, uma corretora de bitcoins.

A disparada de preço já provocou dois circuit breakers, que é a suspensão das negociações por causa de uma volatilidade excessiva nas cotações. Futuro é um tipo de contrato comum no mercado de commodities no qual vendedor e comprador fecham um valor para entrega de determinado item em uma data futura.

A procura pelos contratos sobrecarregou o site da CBOE. “Devido ao intenso tráfego, os visitantes do site www.cboe.com podem considerar o funcionamento mais lento que o normal e encontrar a página indisponível em algum momento”, informou, em comunicado, a Bolsa. As negociações, no entanto, não teriam sido afetadas.

Em 18 de dezembro, a maior plataforma do mundo para contratos futuros, a Bolsa CME, também de Chicago, negociará futuros de bitcoin baseados no preço de várias corretoras.

O real interesse dos investidores pelos contratos futuros de bitcoin ainda será testado. As grandes corretoras de Wall Street, como Goldman Sachs e JP Morgan Chase, ou não estão autorizando a negociação dos contratos futuros de bitcoin para seus clientes ou estão restrigindo a permissão para alguns clientes. Outras corretoras impõem restrições quanto ao volume de recursos usados nesses contratos.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Receita libera nesta sexta-feira para consulta último lote do Imposto de Renda de 2017

A Receita Federal liberou, nesta sexta-feira, o sétimo e último lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2017 para 1.897.961 contribuintes. São mais de R$ 2,8 bilhões liberados, e o lote multiexercício também inclui restituições residuais do período de 2008 a 2016. O depósito será feito no dia 15 de dezembro.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. No site, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Neste caso, o contribuinte pode entregar uma declaração retificadora.

Quem não foi incluído neste lote pode ser incluído em outros lotes ao longo de 2018, mas a sugestão é verificar o quanto antes o andamento da declaração no site da Receita.

Vale lembrar que a restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento pela internet, mediante o Formulário Eletrônico.

Se o valor não for creditado, o contribuinte poderá procurar qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Dúvida sobre Previdência faz dólar ter maior alta desde maio

O dólar comercial registrou nesta quinta-feira a maior alta desde maio, com a delação dos executivos da JBS. A moeda americana subiu 1,73% ante o real, cotada a R$ 3,287. Essa apreciação da divisa reflete o menor otimismo dos investidores com a aprovação da reforma da Previdência ainda em 2017. O mesmo motivo levou o Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, a recuar 1,07%, aos 72.487 pontos.

SAIBA MAIS: Por Previdência, governo pode rever punições a infiéis durante a votação de denúncias contra Temer

A alta do dólar no Brasil foi mais expressiva que em outras mercado. O “dollar index”, que mede o ganho da divisa frente a uma cesta de dez moedas, tinha alta de 0,17% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil. Ricardo Gomes da Silva Filho, superintendente da Correparti de Câmbio, lembra que na máxima a moeda rompeu a barreira dos R$ 3,30 e chegou a R$ 3,32.

— A força vendedora apareceu e contribuiu para que o dólar respeitasse esse patamar e definisse um novo teto psicológico — disse, reforçando que amanhã, além da Previdência, os investidores também estarão de olho nos dados do mercado de trabalho americano.

As expectativas em relação à reforma ditam os humores do mercado. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, confirmou que o governo não tem os 308 votos necessários, mas que ele irá trabalhar para que esse número seja atingido ainda em dezembro. No entanto, ele afirmou que só tem sete, no máximo dez dias, para colocar isso em votação, o que aumentou o pessimismo. Já ontem, em que o otimismo era maior, a Bolsa subiu e o dólar recuou.

As principais ações do Ibovespa operaram com desvalorização diante deste cenário. Os papéis preferenciais da Petrobras caíram 1,67%, cotadas a R$ 15,26, e as ordinárias recuaram 0,87%, a R$ 15,86 – apesar disso, o petróleo opera em alta no exterior, com ganho de 1,42% o barril do tipo Brent. As preferenciais do Itaú Unibanco perderam 0,33% e as do Bradesco recuam 0,72%. No caso da Vale, o tombo foi de 1,17%.

Na avaliação de Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor, os negócios estão mais atrelados à Previdência. Por outro lado, as quedas são limitadas pelo fato de algumas ações estarem em preços atrativos para o investidor estrangeiro, já que o dólar está em alta.

— As taxas de juros estão baixas e o investidor aceita tomar mais risco. E o dólar para cima faz as ações ficarem mais barata. Mas claro que o temor em relação à Previdência é real, porque as agências de classificação de risco estão com uma bazuca apontada para o Brasil e se a reforma não sai, a nota de crédito é rebaixada, atingindo as empresas — disse.

Os analistas também repercutem o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom). “Depois da decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic em 0,50%, para 7% ao ano, como era esperado pelo mercado, fica a interpretação de que cortes adicionais dos juros estão condicionados ao andamento da agenda de reformas, em particular a da Previdência. Devido a atual dificuldade de aprovação desta pauta no congresso, a reação do mercado é de que o ciclo de queda de juros deve ter chegado ao fim”, disse o economista Rafael Sabadell, do Grupo GGR.

EXTERIOR TEM DIA TRANQUILO APESAR DE TRUMP

Mesmo com a decisão polêmica dos Estados Unidos de reconhecer a cidade de Jerusalém como capital de Israel, as bolsas na Europa têm um dia de tranquilidade. A economia da zona do euro cresceu 0,6% no terceiro trimestre na comparação com o segundo e 2,6% em relação ao terceiro trimestre de 2016. Os dados são da leitura final da agência Eurostat e revisam para cima a versão anterior, que mostrava alta de 2,5% na comparação anual.

A Bolsa de Frankfurt subiu 0,36%% e o eurostoxx 50, índice que reúne as 50 principais ações de empresas da zona do euro, teve alta de 0,32%. Para o economista da Capital Economics, Jack Allen, após quase cinco anos de crescimento acima da tendência, a ociosidade na economia da zona do euro, deve ser totalmente absorvida em 2018.

Os principais índices americanos operam em alta também. O Dow JOnes sobe 0,30% e o S&P 500, 0,44%. Na Ásia, os principais índices do mercado de ações da Ásia fecharam sem direção comum, com os investidores à espera de dados do mercado de trabalho americano e o último dado da balança comercial chinesa. Tóquio subiu 1,45%; Hong Kong avançou 0,28% e Xangai teve queda de 0,67%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

IPCA: inflação oficial desacelera para 0,28% em novembro e é de 2,5% em 2017

Puxada para baixo pelos preços de alimentos, a inflação oficial brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,28% em novembro, informou o IBGE nesta sexta-feira. No acumulado em 12 meses, no entanto, o índice cresceu, para 2,8%. A expectativa dos analistas ouvidos pela Bloomberg era de inflação de 0,35% na margem e de 2,88% em 12 meses.

Em outubro, o indicador havia acelerado para 0,42% na margem e para 2,70% em 12 meses. No ano, a inflação acumula alta de 2,5% até novembro.

O resultado no acumulado do ano é o menor para um mês de novembro desde 1998, quando ficou em 1,32%.

ALIMENTOS PRESSIONAM PARA BAIXO

A inflação de novembro foi puxada para baixo por mais uma deflação dos alimentos, a sétima consecutiva. Em novembro, em relação ao mês anterior, esse grupo teve queda de preços de 0,38%. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada dos alimentos é de -2,32% e no ano está em -2,4%, a menor para esta comparação desde o plano Real, em 1994. Os alimentos representam um quarto das despesas das famílias.

Os preços dos alimentos para consumo em casa recuaram, em média, 0,72% de outubro para novembro. Itens de peso no consumo familiar registraram queda: farinha de mandioca (de 0,27% para -4,78%), tomate (de 4,88% para -4,64%), frutas (de 0,35% para -2,09%), pão francês (de 0,35% para -0,55%) e carnes (de 0,22% para -0,11%). Outros como o feijão-carioca (de -3,29% para -8,4%), os ovos (de -1,41% para -3,28%) e as carnes industrializadas (de -0,22% para -0,99%) intensificaram a baixa. Nesse grupo, com exceção da região metropolitana do Rio de Janeiro, com alta de 0,06%, as demais regiões apresentaram quedas entre -2,33% (Salvador) e -0,08% (Goiânia)

A alimentação fora de casa subiu 0,21%, sendo a maior alta em Brasília (2,06%). Enquanto a inflação dos alimentos em domicílio cai há 7 meses, a alimentação fora de casa tem registrado alta de preços em todo esse ano. Gonçalves explica que esse descompasso entre os dois índices ocorre porque, por mais que os preços dos alimentos caiam, os donos de bares e restaurantes têm outros custos, como aluguel, energia e gás, cujos preços estão em alta:

– Isso acaba se refletindo nos preços cobrados aos consumidores. Nos Artigos de residência, a queda de 0,45% foi influenciada pelos itens eletrodomésticos (-1,11%) e tv, som e informática (-1,46%).

Habitação, com variação de 1,27% e impacto de 0,20 pontos percentuais, foi o grupo de maior impacto no IPCA de novembro, uma vez que a energia elétrica subiu, em média, 4,21%, impacto de 0,15 pontos percentuais. A alta 1,27% da habitação correspondeu a 70% do índice geral do mês de novembro.

Em novembro, vigorou a bandeira tarifária vermelha patamar 2, já com a cobrança adicional do novo valor de R$ 5 a cada 100 Kwh consumidos. Em outubro, a bandeira tarifária vigente também era a vermelha patamar 2, porém o adicional era de R$ 3,5 a cada 100 Kwh consumidos.

Ainda no grupo habitação, o preço do gás de botijão subiu 1,57%, influenciado pelo reajuste nas refinarias de, em média, 4,5% no gás de cozinha vendido em botijões de 13kg, em 5 de novembro. No ano, esse produto já acumula alta de 14,75% e em 12 meses de 14,86%. Além disso, desde 1º de novembro, o gás encanado no Rio de Janeiro ( alta de 1,49%) sofreu reajuste de 1,54%, levando o item a registrar uma variação nacional de 0,82%.

MAIOR DEFLAÇÃO FOI EM SALVADOR

Quanto aos índices regionais, Salvador teve a maior queda (-0,26%), devido aos recuos em farinha de mandioca (-12,24%) e feijão-carioca (-25,37%). Em Goiânia houve a maior alta (0,96%), impulsionada pela energia elétrica (14,40%) e pela gasolina (5,03%). A inflação na região metropolitana do Rio ficou parecida com a média nacional, alta de 0,26%.

Fernando Gonçalves, gerente de Índice de Preços ao Consumidor do IBGE ressalto que a deflação de 0,45% no grupo de artigos de residência, assim como a desaceleração da alta dos preços dos artigos de vestuário, de 0,71% em outubro para 0,10% em novembro, em relação ao mês anterior, refletem as promoções realizadas durante a Black Friday, ocorrida no final do mês passado.

ABAIXO DA META DO GOVERNO

O grupo transportes teve alta de 0,52% e impacto de 0,09 pontos percentuais no resultado geral. A inflação média desse grupo foi puxada para cima pela gasolina e pelo etanol, mais caros, em média, 2,92% e 4,14%, respectivamente. As passagens aéreas recuaram 10,03% em novembro e, nos ônibus urbanos, a variação de -0,55% reflete a redução de R$ 0,2 nas passagens no Rio de Janeiro (-2,78%).

A meta estabelecida pelo o governo para a inflação deste ano é 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. De acordo com o mais recente Boletim Focus do Banco Central, divulgado na última segunda-feira, a previsão para o resultado fechado do ano é de 3,03% para a inflação. Essa previsão caiu com relação à da semana anterior. Se as projeções estiverem corretas, portanto, o IPCA encerrará o ano abaixo do piso da meta.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Copom reduz taxa de juros para 7% ao ano; confira como ficam os investimentos

Com inflação abaixo do piso da meta do governo, o Brasil tem os juros básicos mais baixos da História. Nesta quarta-feira, o Banco Central cortou 0,5 ponto percentual da chamada taxa Selic chegou a 7% ao ano. O BC disse que o processo de queda pode continuar, mas num ritmo menor, de apenas 0,25 ponto percentual. Isso depende, entretanto, da aprovação das reformas no Congresso Nacional.

A principal delas é a da Previdência. Com várias incertezas, o Comitê de Política Monetária (Copom) avisou que as próximas decisões devem ser tomadas com “cautela”. “Uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”, disseram os diretores, que justificaram que o quadro pode se tornar ainda mais grave.

“Esse risco se intensifica no caso de reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes”. Segundo o comunicado do Copom, se não houver sobressaltos, ainda há espaço para mais uma queda. No entanto, esse espaço é cada vez menor e “mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”.

“Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária”, disse o Copom. “Para frente, o Comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária”.

‘COM REFORMA, JUROS CAEM MAIS’

Foi a primeira vez que a atual diretoria do BC alertou que sua indicação pode não se concretizar. Como há o risco de a não aprovação da reforma da Previdência trazer um pessimismo para o mercado financeiro e contaminar a cotação do dólar e, consequentemente, a inflação, o Copom resolveu por sinalizar cautela.

— Essa visão é mais suscetível a mudanças. É a primeira vez que esse BC não se compromete 100% com os próximos passos — frisou o economista do Banco Haitong Flávio Serrano, que aposta que se a reforma for aprovada pelos parlamentares, o Banco Central continuará a corta:

— Sem reforma, aumenta a probabilidade de ele não cortar em fevereiro.

JOSÉ PAULO kUPFER: Fim do ciclo de cortes fica em aberto depois do Copom

Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimento, explica que a reforma da Previdência é mais importante para manter os juros no menor patamar por mais tempo. Ela lembra que os baixos preços dos alimentos podem ter um efeito cascata na economia e que há espaço nas fábricas para o aumento da produção sem pressão inflacionária. Isso garantiria um período de juros baixo, mas a retomada da atividade em curso voltará a pressionar os preços no futuro.

— O BC avisou que continuará a estimular a economia. A reforma da Previdência tem uma importância maior para o futuro, principalmente, para o momento em que o Banco Central tiver que aumentar os juros. Com a reforma, teremos juros baixos por mais tempo.

A decisão tomada nesta quarta-feira era esperada pelo mercado financeiro. Foi a décima vez seguida que o Copom diminui os juros básicos. Desde outubro do ano passado, a diretoria da autoridade monetária afrouxa a política de controle da inflação.

A queda dos índices de preços referendaram esse movimento. Nos últimos 12 meses, o IPCA — índice usado no sistema de metas do governo — está em 2,7%. A inflação é tão baixa que, se o ano terminasse hoje, o BC teria de enviar uma carta para se explicar.

A meta que deveria ter sido cumprida pelo Copom é de 4,5% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Ou seja, se a inflação ficar acima de 6% ou abaixo de 3%, a autoridade monetária descumpriu seu dever.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bitcoin registra novo recorde e supera barreira dos US$ 13 mil

A bitcoin ampliou rali nesta quarta-feira, rompendo acima dos US$ 13 mil e atingindo recorde, apesar de questionamentos sobre o real valor da criptomoeda e preocupações sobre uma possível formação de bolha.

A moeda digital ganhou impulso após o anúncio do principal órgão regulador de derivativos dos Estados Unidos, na última sexta-feira, de que permitira a CME Group e a CBOE Global Markets a listarem contratos futuros de bitcoin.

A decisão deixa portas abertas para maior regulação, mas também para mais adesão pelo público convencional, uma vez que futuros da bitcoin e outros derivativos facilitariam a negociação da nova classe de ativos.

– A simples percepção de famílias ao redor do mundo de que CME e CBOE estão dando legitimidade à bitcoin é o que realmente está puxando o grande rali aqui – disse o diretor de estratégia global de produto e marketing da Cambridge Royal Payments em Toronto, Karl Schamotta.

O crescimento em mais de dez vezes do valor da bitcoin tem gerado mais preocupações sobre regulação da moeda ao redor do mundo. Algumas personalidades importantes como o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, chegou a dizer que “o bitcoin deveria ser proibido”. O CEO do JPMorgan Chase, Jaime Dimon, e o megainvestidor Warren Buffett também engrossaram as críticas.

– Estamos em um processo de bolha e uma das características de um mercado que passa por bolha é que não há forma de saber quando ela vai estourar – disse Mick McCarthy, estrategista chefe de mercado da CMC Markets, em Sydney.

O bitcoin registrava alta de 12,2% às 19:51 (horário de Brasília) na bolsa de Luxemburgo Bitstamp, cotado a US$ 13.100. Mais cedo, a moeda alcançou o recorde de US$ 13.127,01.

– Há muito dinheiro fluindo para bitcoin agora, a maior parte motivada por medo de perda da oportunidade e ganância – disse Leonhard Weese, presidente da Associação da Bitcoin em Hong Kong.

O bitcoin elevou os ganhos desde o início do ano em mais de 1.100%. A moeda virtual registrou uma série de recordes nas últimas semanas, apesar dos inúmeros alertas sobre uma potencial bolha no mercado. Depois de iniciar 2017 abaixo de US$ 1 mil, superou os US$ 8 mil em novembro pela primeira vez, atingindo US$ 11 mil na semana passada.

No entanto, algumas instituições financeiras estão ajudando a trazer bitcoin mais para o mainstream. A partir da próxima semana, os investidores poderão negociar futuros de bitcoin através do Mercado de Opções de Chicago, o que deverá aumentar o interesse dos fundos de hedge e grandes gestores de ativos.

Futuros permitem que os comerciantes apostem no preço futuro de ativos como moedas, metais e commodities agrícolas.

A Bolsa Mercantil de Chicago também deve adotar movimento semelhante ainda em dezembro, enquanto a Nasdaq, de Nova York, quer listar futuros de bitcoin a partir do meio do ano que vem.

O Bitcoin é uma das muitas criptomoedas criadas por computadores usando algoritmos complexos.

O otimismo dos integrantes da indústria de criptomoeadas parece inabalável. Eles estimam que o bitcoin vai continuar subindo nos próximos meses.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior