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China deve cortar juros de novo para ativar economia

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O governo e o banco central da China estão prontos para fazer novo corte nas taxas de juros e também para afrouxar as restrições a empréstimos, de acordo com fontes envolvidas nas formulações de políticas.

A surpreendente redução nos juros anunciada na sexta-feira, a primeira em mais de dois anos, reflete uma mudança de curso de Pequim e do BC, que vinham insistindo com modestas medidas de estímulo antes de decidirem no fim da semana passada que uma arrojada ação na política monetária era necessária para estabilizar a segunda maior economia do mundo.

O crescimento econômico desacelerou para 7,3% no terceiro trimestre e as autoridades ficaram apreensivas com a possibilidade de o Produto Interno Bruto (PIB) estar prestes a cair para menos de 7% – uma baixa expansão não vista desde a crise financeira global de 2008. Os preços aos produtores vêm caindo há quase três anos, colocando pressão sobre as fábricas, e a inflação ao consumidor também é fraca.

“O alto comando mudou suas posições”, disse um importante economista de um centro de estudos governamental que participa das discussões internas sobre políticas governamentais.

O economista, que não quis ter seu nome revelado, disse que o Banco do Povo da China (o BC do país) moveu o seu foco na direção de estímulos amplos e que estava aberto também a mais corte nas taxas, bem como a um alívio no nível de depósitos compulsórios para a indústria bancária, que na prática restringem o volume de capital disponível para empréstimos.

A expectativa de novas reduções nos juros faz parte dos cenários previstos por economistas dos bancos J. P. Morgan Chase, Barclays e UBS. O anúncio de sexta-feira sinaliza “uma mudança de política rumo a um afrouxamento monetário mais agressivo”, disse Haibin Zhu, economista-chefe para a China do J. P. Morgan Chase. “Isso reflete a preocupação do governo em relação ao crescimento de curto prazo e os esforços desesperados para rebaixar o custo de financiamento para o setor corporativo.”

A China neste ano cortou a taxa de depósitos compulsórios para alguns bancos, mas não anuncia uma redução para todas as instituições desde maio de 2012. “Nova diminuição nas taxas de juros deve estar a caminho, já que entramos num ciclo de cortes nas taxas, e também são prováveis cortes nos níveis de depósitos compulsórios”, disse o economista do centro de estudos governamental.

Segundo fontes da agência Reuters, a medida de sexta-feira, que cortou a taxa referencial para empréstimos de um ano em 40 pontos-base, para 5,6%, também foi motivada pelos temores de que os governos locais estão enfrentando dificuldades para administrar grandes dívidas em meio às reformas que alteram suas condições de financiamento.

“A crescente liquidez promovida pelo banco central fracassou em reduzir os custos de empréstimos para a economia real”, disse um ex-pesquisador do BC que hoje trabalha para o governo.

 

Fonte: Valor Econômico
Postado por: Raul Motta Junior

Mudanças do BC abrem folga de R$ 12,7 bi de capital para bancos

banco central

Insuficiente para reanimar o crédito, uma série de medidas macroeconômicas tomadas pelo Banco Central (BC) desde julho serviu para trazer um maior conforto de capital para os cinco maiores bancos do país.

Levantamento feito pelo Valor mostra que, juntos, Banco do Brasil (BB), Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander ganharam uma folga de R$ 12,7 bilhões de junho para setembro deste ano. Quase 80% disso beneficiou os bancos públicos. As medidas reduziram o chamado patrimônio de referência, o volume mínimo de capital que o BC exige que cada banco tenha para suportar as operações de crédito.

O efeito prático disso é que todos os bancos encerraram setembro com um índice de Basileia mais robusto do que aquele exibido em junho. Em um trimestre, as instituições ganharam de 0,5 ponto percentual – caso do Bradesco – a 2,05 pontos percentuais – situação da Caixa.

A recalibragem promovida pelo BC não foi o único fator que levou ao incremento da folga de capital, mas os bancos afirmam em relatórios que essa alteração teve um papel fundamental.

Em julho, e depois novamente em agosto, o BC reduziu a exigência de capital para operações de crédito consignado e pessoal, financiamento de veículos e empréstimos a empresas de pequeno porte. O maior corte se deu no empréstimo com desconto direto na folha de pagamento. Antes, a autoridade considerava que cada R$ 100 desembolsados de crédito consignado representavam um risco para o banco de R$ 75 a até R$ 150. Agora, depois da revisão feita pelo BC que considerou o débito direto no salário uma forte garantia, esse crédito é contabilizado a R$ 50 para efeito do cálculo do capital exigido.

Donos das maiores carteiras de crédito consignado do país, BB e Caixa acabaram sendo os maiores beneficiados pelas mudanças. O índice de Basileia do Banco do Brasil encerrou setembro em 16,04%, maior indicador pelo menos desde 2010. Em junho, o índice era quase dois pontos percentuais menor. A maior contribuição para esse incremento veio das medidas do BC. Isoladamente, elas tiveram um impacto para o indicador de 1,06 ponto percentual. O maior banco público do país teve uma folga de R$ 6,6 bilhões no patrimônio mínimo exigido.

Na Caixa, o índice de Basileia em setembro foi de 15,3%, superior em dois pontos percentuais ante junho. Segundo o superintendente nacional de administração de risco corporativo da Caixa, Dermeval Bicalho Carvalho, o principal efeito dessa expansão veio das mudanças dos fatores de ponderação de risco, que contribuíram com 1,02 ponto percentual.

“O impacto está ligado ao perfil da carteira de cada banco. Não é pelo fato de ser banco público ou privado. O grande beneficiário [da medida] é o consignado”, diz Carvalho. O conforto recebido pela Caixa depois das medidas foi de R$ 3,4 bilhões.

No período, tanto Caixa quanto BB também transformaram alguns títulos de dívida em papéis com peso de capital principal de acordo com as regras de Basileia 3, ação que contribuiu para a subida do índice.

Entre os bancos privados, a instituição que mais se beneficiou das mudanças feitas pelo BC foi o Santander, que ganhou um espaço de R $ 1,9 bilhão. O banco credita esse impacto ao alívio dado pelo BC às operações de financiamento de veículos, crédito consignado, crédito pessoal e fianças prestadas. Algumas mudanças na exposição de risco de mercado também reduziram a demanda de recursos.

O Bradesco apresentou no balanço do terceiro trimestre uma folga de R$ 847 milhões. O índice de Basileia da instituição teve um incremento de 0,5 ponto percentual no trimestre e passou de 15,8% em junho para 16,3%.

O único banco que não ganhou com a recalibragem foi o Itaú Unibanco, cujo patrimônio de referência mínimo exigido cresceu em R$ 224 milhões. O aumento de 0,6 ponto percentual no índice de Basileia, para 16,6%, se deveu principalmente à incorporação de lucros. O maior banco privado do país diz, porém, que a quase estabilidade dos ativos ponderados pelo risco também contribuiu.

Em pouco mais de um ano, o Banco Central já fez três alterações no cálculo dos ativos ponderados pelo risco. Essas mudanças colaboram para aumentar o capital dos bancos, fazendo com que as instituições cumpram mais facilmente as regras de Basileia 3. Iniciada em outubro do ano passado, a implementação das novas regras será gradual até 2019.

A primeira rodada de recalibragem feita pelo BC veio em março de 2013, ainda antes da implementação de Basileia 3. Em outubro do ano passado, quando as regras mais rígidas de exigência de capital entraram em vigor, os bancos já ingressaram nas novas normas com um alívio extra. Além de buscar o estímulo ao crédito, as medidas do BC tiveram como objetivo aproximar mais a exigência de capital no Brasil ao padrão internacional, uma antiga demanda dos bancos brasileiros. Segundo o Valor apurou, o BC não pretende voltar a apertar a exigência de capital. “Enquanto esse crescimento adequado do crédito permanecer, não imaginamos a volta do fator de ponderação mais alto”, diz uma fonte ligada ao governo.

Fonte: Valor Econômico
Postado por: Raul Motta Junior

Integração das clearings da bolsa só em 2016

A conclusão do projeto de integração das quatro câmaras de compensação (clearings) da BM&FBovespa ficará apenas para 2016. A clearing é a responsável por garantir a liquidação de todos os negócios que passam pela bolsa caso uma das partes não honre o compromisso.

Fonte: Valor Econômico S.A.
Postado por: Raul Motta Junior

Wall Street critica planos da SEC

Corretoras de Wall Street estão se rebelando contra um plano que visa fomentar os negócios com as menores ações dos Estados Unidos, alegando que tal esforço foi apropriado pelas bolsas de valores em busca de obter vantagens sobre os concorrentes.

Fonte: Valor Econômico S.A.
Postado por: Raul Motta Junior

Acerto de contas

Há quatro anos, o gerente de contas de uma loja de softwares Danilo Siqueira de Oliveira passou por maus bocados. Com dificuldades financeiras, assumiu uma dívida de R$ 11 mil no cartão de crédito. Ao pagar o valor mínimo da fatura, Danilo achou que se livraria de um problema maior, mas, com os altos juros cobrados na modalidade – em alguns casos, podem chegar a 700% ao ano -, a conta mais do que duplicou, chegando a R$ 26 mil. Danilo não está sozinho.

Fonte: Valor Econômico S.A.

Nova onda de captação dos fundos de “private equity”

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As gestoras Gávea e Advent estão em fase final de captação de novos fundos de “private equity” – que compram participações em empresas. Com esses dois fundos, o total de recursos para investimentos no Brasil e América Latina neste ano deve atingir US$ 8,6 bilhões, equivalente a R$ 21 bilhões ao câmbio de sexta-feira.

Fonte: Valor Econômico S.A.

Fed finaliza programa de compra de ativos

O Federal Reserve confirmou ontem que vai encerrar, no fim de outubro, o seu longo programa de compra de títulos de dívida, pondo fim a um experimento histórico que gerou controvérsias no mercado sobres seus efeitos, ainda que o banco central americano afirme que tenha atingido seu objetivo principal de reduzir o desemprego.

Analistas mantêm expectativa para ação do Fed

Depois de semanas de tensões nos mercados pelo receio de renovada desaceleração global e desinflação nos países centrais, economistas de onze instituições financeiras estrangeiras consultadas pelo Valor não mudaram suas perspectivas para o fim do “QE” (programa de compras de ativos) na reunião do Federal Reserve desta semana, tampouco as previsões para o início do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos. Essa é uma visão curiosa, já que os ativos precificam um adiamento considerável do aperto monetário, por volta de setembro de 2015.

Fonte: Valor Econômico S.A.

Bancos avançam em cartões pré-pagos

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“Vai ser débito, crédito ou parcelado?” A depender da indústria de cartões, e de alguns dos maiores bancos do país, a clássica pergunta do lojista sobre a forma de pagamento com cartão vai ganhar uma quarta alternativa no ano que vem: o pré-pago.

Fonte: Valor Econômico S.A.