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Autonomia do Banco Central não teria regra de transição

Nas discussões para construir um projeto de autonomia do Banco Central, o governo tem defendido que não deveria haver uma regra de transição do atual modelo para um que estabelecesse mandatos fixos para presidente e diretores da autoridade monetária. Assim, a atual diretoria comandada por Ilan Goldfajn ficaria mais dois anos à frente da condução da política de controle da inflação após o fim do governo Michel Temer.

A ideia do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), responsável por tocar o assunto no Congresso Nacional, é estabelecer mandatos fixos para os diretores de quatro anos, de acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO. Cumpririam mandato até 31 de dezembro do segundo ano subsequente ao de encerramento do mandato do presidente da República em exercício.

No governo, o desejo é manter a atual diretoria até o fim do segundo ano do próximo governante. Sem uma regra de transição, Ilan e sua equipe ficariam até o fim do segundo ano do próximo presidente da República que fosse eleito em outubro.

— Em time que está ganhando não se mexe — comentou uma alta fonte a par dos bastidores.

A ideia ainda está em discussão na equipe econômica, mas tem o aval das principais figuras que querem ver Ilan Goldfajn mais tempo frente à autarquia. A avaliação é que essa diretoria seria capaz de manter a credibilidade da política monetária independentemente do governo que assumisse. Atualmente, a inflação está abaixo da meta de 4,5%: acumula uma alta de 2,86% nos últimos 12 meses.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Prévia da inflação de fevereiro fica em 0,38%

Em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15, espécie de prévia do índice oficial de inflação IPCA) ficou em 0,38%, praticamente estável em relação ao 0,39% registrado em janeiro, informou nesta sexta-feira o IBGE. O IPCA-15 mede as variações de preços entre os dias 15 de cada mês.

Esta foi a segunda menor taxa para um mês de fevereiro desde a implantação do Plano Real, em 1994, ficando atrás apenas da variação de 0,34%, em fevereiro de 2000. No ano, o índice acumula 0,77%, também menor taxa nesse período desde a implantação do Plano Real.

Nos últimos doze meses, o índice acumula alta de 2,86%, ou seja, abaixo da marca de 3%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa sobe pelo sétimo dia seguido e renova recorde histórico

A Bolsa brasileira voltou a superar o patamar dos 87 mil pontos ao longo do dia, mas perdeu parte do fôlego na tarde desta quinta-feira e se acomodou nos 86 mil pontos. Mesmo assim, o Ibovespa, principal índice do mercado local, teve sua sétima alta consecutiva e bateu mais um recorde histórico: fechou com alta de 0,74%, aos 86.686 pontos, puxado por Banco do Brasil e commodities. Na máxima, bateu os 87.159 pontos. O dólar comercial, por sua vez, contabilizou uma desvalorização de 0,42%, cotado a R$ 3,249, devolvendo ganhos após três dias seguidos de altas.

— O movimento da Bolsa é uma consequência desse “boom” que o Brasil entrou, independentemente do fim da reforma da Previdência. Hoje, o mercado trabalha de olho em um candidato que dê continuidade a essa política reformista iniciada no governo Temer, de juros controlados, com dados da inflação surpreendentemente baixos. Fora os lucros das empresas, que voltam a crescer e divulgam resultados positivos. Tudo isso é combustível para a Bolsa — diz Rodrigo Marcatti, sócio-diretor da Veedha Investimentos, destacando ainda o “efeito manada”. — As próprias notícias de recordes na Bolsa fazem com que mais investidores procurem o mercado de ações. É como o bitcoin, todos querem participar. Por isso, a tendência permanece de alta.

Tanto a Bolsa como o dólar operaram hoje de forma menos turbulenta, após a confusa reação dos mercados ontem, com a divulgação da ata do Fed (Federal Reserve, o banco central americano). A interpretação inicial do documento era de que o tom de aumento de juros mais gradual prevalecia. Depois, essa leitura foi revista, após investidores perceberem que o documento fora escrito antes da divulgação dos dados de emprego e salário dos Estados Unidos – que vieram mais fortes do que o esperado e ajudaram a motivar um “mini-crash” das bolsas americanas no início do mês com investidores temendo um aumento de juros mais forte.

— A grande marca da reação do mercado ontem foi a confusão, as diferentes interpretações. O dólar disparou e as bolsas americanas fecharam em baixa, em uma releitura exagerada do mercado, que hoje corrigiu esse movimento. Por mais que o Fed cite a pressão inflacionária e o aumento dos salários, ainda é preciso mais evidências para que esses fatores se tornem de fato uma preocupação. No fundo, o Fed indicou que está atendo aos riscos, mas que ainda há muitos dirigentes não convencidos da necessidade de uma quarto aumento de juros. Por isso, hoje o dólar se acomodou em um patamar mais baixo e as bolsas lá fora subiram — avalia o economista Silvio Campos Neto, da Consultoria Tendências.

Em Wall Street, o Dow Jones e o S&P 500 avançaram 0,66% e 0,10%, respectivamente. A Nasdaq, por outro lado, fechou em queda de 0,11%.

Os EUA divulgaram também nesta quinta-feira o número de pedidos de seguro-desemprego semanal, que somaram 222 mil na semana encerrada em 17 de fevereiro. Os dados do Departamento do Trabalho mostram uma queda de 7 mil ante o nível anterior.

— Os dados americanos continuam a corroborar a visão da força da economia deles, cada vez mais sólida. Mas, por mais expressivo que pareça essa queda, é um número dentro do cenário estimado pelo Fed, e não despertou grande reação do mercado — diz Rogério Freitas, sócio na Florença Investimentos

No cenário interno, investidores permaneceram atentos às negociações para a autonomia do Banco Central – uma das uma das poucas medidas apresentadas pela equipe econômica do governo, para compensar o fim da votação da reforma da Previdência este ano, que anima o mercado.

Nas discussões para construir um projeto dessa natureza, o governo tem defendido que não deveria haver uma regra de transição do atual modelo para um que estabelecesse mandatos fixos para presidente e diretores da autoridade monetária. Assim, a atual diretoria comandada por Ilan Goldfajn ficaria mais dois anos à frente da condução da política de controle da inflação após o fim do governo Michel Temer.

No fim da tarde, Goldfajn afirmou que a autonomia da autoridade monetário é prioridade, mas que se opõe ao mandato duplo BC, afirmando que o papel da insituição é de estabilidade monetária.

— A autonomia do BC é vista como positiva para o país, já que ajudaria a reduzir a ingerência política sobre a instituição. Mas esse debate sobre o duplo mandato gera dúvidas, por isso o mercado recebe bem a notícia, mas não trabalha com grandes expectativas de que ela se concretize — resumiu Campos Neto.

Sobre a reforma da Previdência, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse a investidores que tratar partes da proposta por meio de projetos de lei não seria vantajoso. Segundo ele, a atual proposta já estava suficientemente desidratada.

Além disso, a divulgação do IPCA-15 pode voltar a surpreender com índices de inflação mais baixos do que o esperado, e ajudariam a endossar mais um corte de 0,25 ponto da taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 6,75%.

No noticiário corporativo, o balanço do Banco do Brasil, divulgado nesta quinta-feira, superou estimativas e colocou o BB entre as principais altas do pregão. Seu lucro líquido ajustado no quarto trimestre foi de R$ 3,19 bilhões, ante à estimativa de R$ 2,80 bilhões. As ações do banco subiram 3,11% a R$ 42,40.

Além do BB, a Bolsa subiu com ajuda do Itaú, que avançou 0,55% a R$ 52,64 e do Bradesco, que teve alta de 0,60% a R$ 40,10.

A Embraer também subiu, embalada pela fala do ministro da Defesa, Raul Jungmann, de que a brasileira e Boeing estão avançando na perspectiva de criação de uma terceira empresa para compor os negócios entre as duas. Seus papéis tiveram alta de 0,08% a R$ 22,39.

O fim do feriado do prolongado do Ano Novo Lunar chinês touxe de volta a cotação do minério de ferro, cujos contratos para maio avançam 0,37%. Com isso, a Vale voltou a se destacar, após fechar dois dias seguidos acumulando quedas. Exercendo a maior influência positiva no índice, a mineradora subiu 1,94%, a R$ 45,67.

A Petrobras também surfou na alta das commodities. Os contratos do petróleo tipo Brent para abril avançaram 1,42%, a R$ 66,35 o barril. Os papéis ordinários (ON, com direito a voto) tiveram alta de 2,99% a R$ 22,08; e os preferenciais (PN, sem direito a voto) valorizaram 2,42% a R$ 20,74.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa fecha em máxima histórica aos 86 mil pontos

A tão aguardada ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os rumos da política monetária dos EUA fez os mercados globais oscilarem ao longo do dia. Após a divulgação do documento, a Bolsa brasileira acompanhou o movimento de euforia com a possibilidade de um aumento gradual dos juros no país e chegou a ultrapassar a barreira dos 87 mil pontos pela primeira vez. Uma releitura, porém, fez os índices americanos fecharem em queda, com investidores digerindo a pressão que o índice inflacionário pode exercer sobre o país – e, consequentemente, sobre a política de juros. No Brasil, o Ibovespa, principal índice do mercado local, perdeu o fôlego, mas, ainda assim, fechou com alta de 0,29% aos 86.051 pontos, em seu maior patamar histórico de fechamento. O recorde anterior, de 85.803 pontos, tinha sido registrado na terça-feira. Já o dólar, oscilou durante o dia e fechou com alta de 0,21%, a R$ 3,263.

— Em um primeiro momento, o mercado reagiu com certo alívio à ata, pelo fato de significar menos aumentos de juros nos Estados Unidos. Mas, depois, os investidores começaram a rever essa leitura, e a reação inicial foi substituída pelo temor de que ainda há a possibilidade de mais um quarto aumento de juros pelo Fed. O fato é que a ata passou uma visão bastante otimista da economia americana e, com isso, assustou com o possível aumento da inflação — avalia Rogério Freitas, sócio da Florença Investimentos.

O documento destacou confiança dos dirigentes do Fed na economia americana e trouxe sinais mistos: apesar de escreverem que, no curto prazo, “aumentou a probabilidade de uma trajetória de alta gradual dos juros seria apropriada”, o texto diz ainda que “a inflação… provavelmente vai se mover para cima em 2018″.

— A Bolsa acompanhou a alta lá fora, quando saiu a leitura da ata. Mas, mesmo com a queda deles, nós subimos, passando por cima das notícias de possibilidade de rebaixamento do país e da disputa política interna, ajudados por bons índices nacionais, como juros e inflação sob controle e bons resultados das empresas — explica Pedro Galdi, analista da Magliano.

Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda. O Dow Jones caiu 0,67% e o S&P 500, 0,55%. A Nasdaq recuou 0,22%.

No Brasil, investidores aguardam ainda a divulgação do IPCA-15 na sexta-feira, com expectativa de que dados da inflação possam endossar mais um corte de 0,25 ponto percentual da Selic, que cairia para 6,5%, em sua menor taxa histórica.

— O mercado continua nesse ritmo da alta, muito em função do retorno do fluxo do investidor estrangeiro, que acredita na recuperação da economia nacional. Em janeiro, saímos dos 70 mil pontos, para os 86 mil, priincipalmente por conta dos estrangeiros. Quando eles começaram a sair, em fevereiro, retornamos aos 81 mil. Agora, vemos eles retornarem — avalia Luiz Roberto Monteiro, da corretora Renascença.

Na Bolsa, o Itaú liderou os ganhos do dia, e fechou com alta de 1,32% a R$ 52,35. A Itaúsa também subiu: 1,73% a R$ 14,15. Além desses, outros bancos também ajudaram o pregão. Enquanto o Banco do Brasil teve alta de 0,78%, o Bradesco valorizou 0,52%.

A Eletrobras voltou a ser destaque no dia, com sinais de andamento do processo de privatização da empresa. Após se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., o deputado José Carlos Aleluia, relator do projeto, afirmou que o projeto deve ser votado na comissão especial da Câmara dos Deputados na primeira quinzena de abril. A medida é uma das 15 pautas anunciadas pela equipe econômica, após a suspensão da votação da reforma da Previdência este ano.

As ações ON da empresa avançaram 2,05%, a R$ 23,35, e as PNB, subiram 1,30% a R$ 27,35. Desde segunda-feira, os papéis ordinários contabilizam uma valorização de 8,85%.

Entre os papéis mais negociados, os preferenciais (PN, sem voto) da Petrobras, cairam 1,10%, a R$ 24,44. Já os ordinários (ON, com voto), recuaram 0,92% a R$ 20,25. A Vale acumulou queda de 1,56%, a R$ 44,80.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Lucro líquido do BB cresce 54,2% em 2017, para R$ 11,1 bilhões

O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira que seu lucro líquido ajustado foi de R$ 11,1 bilhões em 2017, valor 54,2% maior que o verificado em 2016. O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) foi de 12,3% em 2017. No quarto trimestre de 2017, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,2 bilhões, o que mostra desempenho 82,5% superior ao do mesmo trimestre do ano anterior – R$ 1,7 bilhão – e o maior resultado trimestral desde 2012.

Esse crescimento foi motivado pela expansão dos negócios, controle de despesas administrativas e, principalmente, pela redução das despesas com provisões em razão da melhoria da qualidade da carteira.

A carteira de crédito ampliada do BB chegou a R$ 681,3 bilhões no quarto trimestre, ante R$ 677 bilhões do trimestre anterior. Agronegócios e operações geradas organicamente pela rede de agências no segmento de pessoas físicas foram os destaques.

O financiamento ao agronegócio encerrou dezembro de 2017 com saldo de R$ 182 bilhões na carteira ampliada. O saldo da carteira de crédito rural ampliada alcançou R$ 159,7 bilhões, o que representa crescimento de 6,1% em relação ao mesmo trimestre de 2016.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

BNDES terá moeda virtual com tecnologia do bitcoin

O BNDES vai começar a usar uma moeda virtual própria em suas operações. O uso dessa divisa, ainda sem nome, será restrito ao pagamento de fornecedores nos projetos apoiados pelo banco e permitirá que o dinheiro desembolsado seja rastreado por meio de um sistema de pagamento eletrônico desenvolvido pelo BNDES em parceria com o banco de desenvolvimento alemão KfW. O objetivo é dar mais transparência às operações. No Brasil, a nova moeda deve ser usada pela primeira vez em maio, para apoiar projetos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES.

O novo sistema está ancorado na tecnologia de blockchain, a mesma usada em criptomoedas como o bitcoin. Essa tecnologia permite que transações financeiras aconteçam sem a necessidade de intermediários para validá-las, como ocorre nos bancos tradicionais. As transações também são armazenadas de forma permanente e imutável em uma plataforma, impedindo alterações retroativas ou não autorizadas. Por isso, o blockchain tem sido apontado como um avanço na prevenção a fraudes. Bancos brasileiros, como Itaú Unibanco e Bradesco vêm fazendo pesquisas para desenvolver aplicações práticas da tecnologia.

No caso do BNDES, o interesse é a possibilidade de rastreamento. O sistema desenvolvido pelo banco em parceria com o KfW foi batizado de TruBudget e funciona como uma carteira de pagamentos eletrônica. Uma vez aprovado um financiamento, o banco vai repassar uma determinada quantia de moedas virtuais à empresa ou organização que pediu os recursos. Esta vai usar esse dinheiro digital para contratar fornecedores, previamente cadastrados no sistema. Só, então, esses fornecedores vão converter a moeda virtual em reais.

RASTREAMENTO

Cada “passo” que o dinheiro dá fica registrado na plataforma. A diferença desta para a usada por outras criptomoedas é que o nome de quem dá e quem recebe a divisa digital é revelado. Nas operações com bitcoin e outras moedas concorrentes, códigos são gerados, mas as pessoas se mantêm no anonimato. Além disso, a moeda virtual do BNDES terá lastro, pois vai corresponder ao valor do repasse ou financiamento, algo que o bitcoin não tem.

— Seremos os primeiros bancos de desenvolvimento a usar a tecnologia blockchain no mundo. A grande vantagem é dar transparência às operações — diz o diretor de Planejamento e Crédito do BNDES, Carlos Alexandre da Costa. Vamos eventualmente poder acompanhar até o segundo nível de pagamento, ou seja, quando um fornecedor subcontrata outro.

Segundo Costa, projetos do Fundo Amazônia, que tem um patrimônio de US$ 1,2 bilhão, serão os primeiros em que a novidade será usada. O fundo recebe doações para investimentos em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de promoção da conservação da Amazônia. Seus principais doadores são Noruega e Alemanha. No ano passado, o governo norueguês anunciou, durante visita do presidente Michel Temer ao país, que cortaria à metade seus repasses ao fundo devido ao aumento do desmatamento, o que de fato foi feito.

EMPRÉSTIMOS A ESTADOS E MUNICÍPIOS

O KfW, por sua vez, vai usar o novo sistema no apoio a projetos na África. De acordo com o diretor do BNDES, a ideia é que outros bancos de desenvolvimento possam usar a plataforma no futuro. Em paralelo, o BNDES trabalha com o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação para o desenvolvimento de sistema semelhante ao criado com o KfW. A ideia é usar as moedas virtuais e a tecnologia de blockchain nos empréstimos concedidos a estados e municípios.

O secretário geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, avalia que a iniciativa do BNDES vai facilitar a fiscalização dos recursos públicos. Ele ressalta, porém, que o rastreamento não blinda o banco de pressões políticas na hora de aprovar empréstimos e que a transparência não se limita às aplicações do dinheiro emprestado. As condições de financiamento também têm que ser reveladas, diz. Hoje, no site do BNDES é possível identificar valores de financiamentos a estados e municípios, mas não as taxas cobradas.

— Uma de nossas maiores dificuldades é justamente verificar onde o dinheiro repassado a estados e municípios é aplicado. Esse novo sistema do BNDES nos ajudará a fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, mas não blinda o banco politicamente — afirma Castello Branco.

O BNDES é alvo de investigações pela Polícia Federal,Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal por suspeita de tráfico de influência e envolvimento em supostas fraudes. O banco concedeu financiamentos a várias empresas que estão na mira da Lava-Jato, para construção de empreendimentos no exterior. Também apoiou a JBS no seu projeto de internacionalização. Neste caso, porém, o apoio se deu via mercado de capitais e não por meio de empréstimos.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

‘Brasil saiu da crise e vai bem’, diz Henrique Meirelles em entrevista

Em entrevista a jornalista Roseann Kennedy, da TV Brasil, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, falou sobre a possibilidade de uma suspensão do decreto de Temer que autorizou a intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro para a votação da Reforma da Previdência — medida descartada pelo governo nesta segunda-feira —, de uma possível candidatura à presidência e analisou o cenário econômico brasileiro atual. O ministro afirmou que a confiança de investidores estrangeiros no Brasil é “cada vez melhor” e que o Brasil “saiu da crise e vai bem”.

Na conversa gravada, que foi exibida na noite desta segunda-feira, Meirelles disse que se o governo conseguisse os votos necessários para aprovar a Reforma da Previdência o presidente Michel Temer iria “suspender” a intervenção federal para votar o projeto. Na tarde desta segunda, no entanto, o governo anunciou que decidiu suspender a reforma pois se chegou a conclusão de que não havia condições de contornar o impedimento legal de que propostas de emenda à Constituição (PECs) sejam votadas durante a vigência do decreto.

Questionado se pretende continuar no cargo de ministro da Fazenda até o fim do governo Temer ou se vai apostar em uma candidatura ao Planalto, Meirelles desconversou e disse que vai decidir até o dia 7 de abril, dia em que encerra o prazo de desincompatibilização dos que pretendem disputar a eleição deste ano.

“A partir daí então, em uma alternativa ou em outra, eu vou continuar prestando serviço”, disse.

O ministro disse ainda que não “contempla a possibilidade” de disputar outro cargo.

– Minha expectativa é entregar o país crescendo, criando emprego, com inflação baixa e a renda aumentando. A ideia é ter um crescimento esse ano de 3%, uma inflação dentro da meta, possivelmente até perto do piso, um pouco abaixo ou acima disso. Um país crescendo a 3% tem que ter condições de criar 2,5 milhões de emprego – disse.

Meirelles afirmou que a confiança de investidores externos é cada vez melhor e que “o Brasil saiu da crise e vai bem”.

– A confiança externa já tem no momento. Hoje o risco Brasil caiu muito. A confiança está atingindo um nível muito bom. Eu tenho tido reuniões internacionais, tenho ido a esse maiores encontros. Em Hamburgo, na Alemanha, para o G-20; na Suiça, para o Fórum Econômico Mundial; nas reuniões do Banco Mundial, enfim. Tenho conversado com investidores e autoridades do mundo todo e a confiança no Brasil é cada vez melhor. Até um ano e meio atrás existia uma expectativa muito boa de que o Brasil ia sair da crise. Agora, não. O Brasil saiu da crise e vai bem – disse.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Novo aplicativo de pagamentos do Google chega ao Brasil

O Google anunciou que a partir desta terça-feira começa a ser liberado o aplicativo Google Pay, que poderá ser baixado no celular Android e concentra todas as formas de pagar com o Google em um único lugar. O serviço unifica o Android Pay e o Pagar com Google.

Em seu blog, a empresa anunciou que o aplicativo chega com mais um parceiro no Brasil: os correntistas do Banco Bradesco que possuem cartão de crédito da bandeira Visa, de todas as categorias, poderão fazer pagamentos usando apenas o celular em lojas físicas.

Ao abrir o aplicativo, você verá na aba “Página Inicial” todas as informações de compra e de serviços, incluindo histórico de compras, lojas próximas, acesso a recompensas e dicas para aproveitar melhor a ferramenta. Já a aba “Cartões” organiza informações de cartões de crédito e débito, programas de fidelidade e vales-presente. A ideia é ajudar usuários a aproveitarem as melhores chances de economizar sem sair do aplicativo.

A companhia informou ainda que o Google Pay conta com um avançado sistema de proteção integrado para proteger a conta e os dados pessoais dos usuários de maneira automática e contínua. Além disso, a empresa alertou que os usuários do Android Pay continuarão a ter todas as funções favoritas no novo aplicativo.

Para consultar quais são as lojas credenciadas com o serviço, basta acessar o site oficial do Google Pay e conferir a lista, assim como os bancos parceiros.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bolsa avança 1,2% e fecha em máxima histórica

A Bolsa brasileira renovou sua máxima histórica de fechamento nesta terça-feira, subindo 1,19%, aos 85.803 pontos, puxada por bancos e fluxo de capital estrangeiro. É o maior valor desde 26 de janeiro, quando fechou o dia com 85.530 pontos. Na máxima do dia, o Ibovespa, principal índice do mercado local, bateu mais um recorde: alcançou os 86.290 pontos, na maior alta intradiária desde 31 de janeiro, quando cravou 86.213 pontos.

Já o dólar comercial fechou o dia em alta de 0,61%, cotado a R$ 3,256, impulsionado pelo fortalecimento da divisa na conjuntura internacional. Além disso, pressionou a moeda o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano no exterior.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista coletivaGoverno apresenta pauta alternativa à reforma da Previdência
Fábrica da Fibria, em Três LagoasFibria e Suzano confirmam conversas para possível combinação de negócios
— Apesar de, mais cedo, o mercado ter acompanhado o cenário lá fora, agora, nós subimos com um maior apetite ao risco no Brasil, impulsionado pela expectativa de queda de juros aqui — avalia Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset, destacando que, no mercado dos juros futuros, 54% dos agentes financeiros passaram a estimar um corte de 0,25 ponto na próxima reunião do Copom. — Em menos de uma semana, a probabilidade subiu de 30% para 54%. Com isso, hoje vemos mais entrada de fluxo de capital, principalmente estrangeiro, mas local também, com pessoas saindo da renda fixa para a variável.

Carlos Soares, analista da Magliano, concorda:

— O mercado já vinha digerindo a possibilidade de a reforma não sair esse ano. O que vem impulsionando a Bolsa é o fluxo de capital estrangeiro — diz.

O mercado repercutiu ao longo do pregão as novas medidas econômicas anunciadas ontem, após o governo descartar o fim da votação da reforma da Previdência em 2018. O novo plano econômico foi recebido sem animação e não ajudou a fazer preço nos ativos brasileiros, disseram analistas. Entre as pautas, estão previstas mudanças no PIS/Cofins, reoneração da folha de pagamento e até mesmo a autonomia do Banco Central – essa última chega a ser descartada como “irrealista” por alguns.

— O governo está fazendo a sua parte, tentando dar continuidade ao movimento reformista. Mas, o mercado percebe essas medidas de forma mais neutra. Hoje, investidores repercutem muito mais o crescimento mais sólido da nossa economia, com juros baixos, inflação sob controle e resultados positivos das empresas do que essas medidas pontuais — diz Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial Research.

Para eles, a principal proposta que de fato ajudou a impulsionar a Bolsa foi a privatização da Eletrobras. A empresa foi um dos principais destaques do dia, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinar a criação de uma comissão especial para analisar o projeto de lei com as regras para a privatização. Com isso, seus papéis ordinários (ON, com voto) subiram 6,81% a R$ 22,88, e os preferenciais (PN, sem voto) avançaram 8,65% a R$ 27, próximo à máxima diária.

Mesmo assim, Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da corretora H. Commcor, avalia que a temporada de recordes não é permanente e pode sofrer com possíveis rebaixamentos da nota de crédito do país.

— A alta da Bolsa foi puxada pela maioria das blue chips, com as expectativas em torno da Petrobras, por exemplo, que ainda tem balanço para divulgar. Mas fica no ar o receio das agências de classificação virem a fazer um novo rebaixamento. Isto ainda não foi precificado — alerta.

Mais cedo, a Moody’s afirmou, por meio de comunicado, que abandonar a reforma da Previdência era negativo para a nota de crédito brasileira. Já a Fitch disse que, com o fracasso da medida, vê aumentar a pressão sobre o rating do país.

Na Bolsa, os bancos exerceram a maior pressão positiva, com destaque para Itaú e Bradesco, que lideraram o pregão. Enquanto o primeiro teve valorização de 2,46% a R$ 51,67, o segundo avançou 3,04% a R$ 39,65. O Banco do Brasil fechou o dia com alta de 1,78% a R$ 21,68.

A Petrobras acompanhou o movimento dos bancos, como um dos maiores impactos. Suas ações ordinárias tiveram valorização de 1,78% a R$ 21,68, e as preferenciais subiram 1,94% a R$ 20,44. A Vale, por outro lado, exerceu o maior impacto negativo, caindo 2,02%.

Outro destaque ficou com as empresas de celulose, Fibria e Suzano. As duas despontaram após confirmarem conversas para uma possível combinação de negócios. Enquanto a primeira subiu 6,66% a R$ 63,09, a segunda avançou 3,30%, a R$ 22,82.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ibovespa fecha em alta de 0,32%, quarta alta consecutiva

Em dia de mercados fechados nos Estados Unidos devido ao Dia do Presidente nos Estados Unidos, a Bolsa brasileira avançou repercutindo os resultados das empresas no quarto trimestre do ano passado e a retomada da economia. O Ibovespa, principal índice do mercado local, fechou em alta de 0,32% a 84.792 pontos, a quarta alta consecutiva. Já o dólar comercial fechou em alta de 0,43% ante o real, cotado a R$ 3,236.

Lá fora, além dos mercados americanos, o Ano Novo Lunar na Ásia também paralisa os pregões na China e em Hong Kong, contribuindo para a redução do volume global e reduz a liquidez e o volume de negociações do mercado global.

– Esses dois feriados retiram bastante liquidez dos mercados globais. Ainda assim, o vencimento das opções de ações (em que os investidores “apostam” que um determinado papel chegar na data com valorização ou desvalorização) melhorou o volume de negócios – disse Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos.

O volume de negócios hoje ficou em R$ 13,3 bilhões, sendo que o vencimento de opções respondeu por pouco mais de R$ 7 bilhões desse total.

Outro fator que contribui de maneira positiva para os negócios com ações foi a divulgação do IBC-BR de dezembro, que mostrou um avanço da atividade 1,04% no ano. Esse indicador é uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que será divulgado só no final de março.

– O IBC-Br reforça o tom de recuperação da economia brasileira e tem um efeito importante para 2018. Isso de certa forma contribui para a Bolsa, já que é um dado positivo – afirmou.

As notícias corporativas também ajudaram a manter o índice em terreno positivo, segundo avaliação de Ari Santos, gerente da corretora H.Commcor.

– As ações da Petrobras subiram com a alta do preço do petróleo no exterior e Suzano e Fibria com as notícias sobre o estudo de uma fusão – disse.

A Suzano divulgou comunicado ao mercado afirmando que procurou a Fibria “para discuti alternativas estratégicas”. Os papéis da Suzano tiveram alta de 3,51% e os da Fibria, 3,22%.

Já sobre a queda de 1,18% das ações da Via Varejo, que publicou balanço do quarto trimestre hoje, Santos afirmou que deve-se mais a um movimento de realização de lucros, já que no mês o papel acumula alta de mais de 10%.

Entre os papéis mais negociados, a Vale subiu 0,91%. A Petrobras teve alta de 2,79% com os seus papéis ordinários (ON, com voto) e 3,24% com os preferenciais (PN, sem voto). O petróleo do tipo Brent subia 1,08% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil, cotado a US$ 65,54 o barril.

Os investidores ainda têm no radar a intervenção no Rio, que praticamente retira da pauta a tramitação da reforma da Previdência. A decisão não faz preço na Bolsa já que, segundo analistas, a não aprovação do projeto já havia sido estimada nos preços do pregão, mas pesou sobre o mercado de câmbio. Guilherme França Esquelbek, analista da Correparti Corretora de Câmbio, afirmou que a moeda subiu acompanhando o mercado externo, mas também as incertezas no ambiente político.

– O dólar passou a subir em linha com o comportamento externo e também com as incertezas na aprovação da Reforma da Previdência, após a decretação da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro – disse, acrescentando que a liquidez foi reduzida devido ao feriado americano.

O “dollar index” registrava alta de 0,13% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior