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Economia brasileira cresceu 0,29% em outubro, aponta Banco Central

A economia brasileira avançou 0,29% em outubro, frente a setembro, de acordo com o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br). O resultado reforça a ideia dos economistas de que o país segue em uma recuperação gradual, após a maior recessão da História. Frente a outubro de 2016, a alta foi de 2,33%.

De acordo com o Banco Central, a atividade cresceu 0,85% desde janeiro até outubro. Nos últimos 12 meses, a economia brasileira chegou ao campo positivo. Por isso, o IBC-Br acumula alta de 0,26%.

O resultado foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters, que apontava recuo de 0,15%, na mediana das projeções dos especialistas consultados.

DIFERENÇAS NA METODOLOGIA

Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia. O IBC-Br foi criado pelo Banco Central para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do PIB é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses.

O indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).

Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Empresas têm que pagar segunda parcela do décimo terceiro salário até o dia 20

Os empregadores tem até o dia 20 de dezembro para pagarem a segunda parcela do décimo terceiro salário aos trabalhadores. O benefício deve ser pago a 48,1 milhões de trabalhadores em todo o país. Vale lembrar que nessa segunda parte, assim como em um salário normal, há uma série de descontos, como INSS, o Imposto de Renda (IR) e o adiantamento da primeira parcela.

Tem direito a receber essa gratificação natalina todo trabalhador com carteira assinada: trabalhadores domésticos, rurais, urbanos ou avulsos. A partir de 15 dias de serviço, o empregado já passa a ter direito a receber o benefício.

Esse salário extra dos trabalhadores das empresas privadas vai injetar na economia brasileira R$ 132,7 bilhões. Somado ao que é pago aos aposentados e pensionistas da Previdência Social, o valor deve chegar a R$ 200 bilhões, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O Ministério do Trabalho alerta que o trabalhador também terá direito a receber a gratificação quando há extinção do contrato de trabalho, seja por prazo determinado, por pedido de dispensa pelo empregado ou por dispensa do empregador, mesmo ocorrendo antes do mês de dezembro. Só não tem direito ao 13º o empregado dispensado por justa causa.

NÃO RECEBEU? VEJA O QUE FAZER

O pagamento da primeira parcela do décimo terceirosalário tinha que ter sido feito até o dia 30 de novembro. O trabalhador que não tiver recebido o benefício deve procurar as superintendências ou gerências regionais do Ministério do Trabalho para fazer a reclamação. Outra recomendação é buscar orientação no sindicato de sua categoria. Segundo o governo, a empresa que desrespeitar a lei pode ser autuada e receber uma multa por causa dessa infração legal.

CONFIRA ONDE DENUNCIAR NO RIO DE JANEIRO

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro fica na Avenida Presidente Antonio Carlos 251, no Centro do Rio de Janeiro. Há também gerências regionais do trabalho em diversos municípios do Estado. Os endereços estão disponíveis no site do Ministério do Trabalho.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Bitcoin estreia no mercado futuro da Bolsa de Chicago a mais de US$ 20 mil

Uma semana depois da primeira negociação no mercado futuro dos Estados Unidos, o bitcoin agora estreia numa das maiores bolsas de futuros e opções do mundo: Chicago Mercantile Exchange (do grupo CME). O contrato futuro da moeda digital para janeiro teve preço inicial de US$ 20.650, mas nesta segunda-feira já era negociado a US$ 18.817 (por volta de 7h30 no Brasil).

O bitcoin é uma moeda digital que não está sujeita a regulações de nenhum governo ou banco central. As transações são feitas digitalmente, sem nenhum banco intermediar. Como o dinheiro em espécie, o bitcoin permite que os usuários gastem ou recebam os recursos de forma anônima, ou em grande parte anônima, através da internet. Milhares de computadores no mundo validam transações e adicionam novos bitcoins ao sistema. Existem outras moedas digitais, mas o bitcoin é a mais popular.

A popularidade da moeda digital disparou nos últimos meses, junto com seu valor, levantando preocupações sobre o risco de uma bolha. Como na Chicago Board Options Exchange (CBOE), onde a moeda passou a ser negociada na semana passada, a negociação não envolve os bitcoins, mas usam um índice de referência de preços de bitcoins. Cada contrato será para cinco bitcoins.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Após adiamento de votação da Previdência para 2018, dólar sobe a R$ 3,338, maior patamar em seis meses

O movimento de fortalecimento do dólar nos últimos dias ganhou novo fôlego após o governo bater o martelo sobre o adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro de 2018. A medida foi anunciada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e depois confirmada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Com isso, a divisa americana fechou o pregão com alta de 0,63%, a R$ 3,338 — maior patamar de fechamento em quase seis meses. Em 23 de junho, a moeda foi cotada a R$ 3,339. Ná máxima do dia, a divisa chegou a bater R$ 3,348.

Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco CentralEx-presidente do BC diz que há risco de rebaixamento da nota de crédito
O Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, por sua vez, fechou em queda de 0,67%, a 72.428 pontos, com investidores temendo que a proposta não consiga ser votada nos próximos anos.

— Se não for votada este ano, fica muito difícil sua aprovação em 2018 ou ainda em 2019. Como é uma reforma sem apoio popular, nenhum político vai querer votar projetos que serão mal vistos em ano de eleição. E, dado o nosso quadro eleitoral hoje, nem Lula nem Bolsonaro possuem uma visão econômica alinhada à do mercado financeiro. Por isso, se algum deles assumir em 2019, fica ainda mais distante a possibilidade de uma reforma então — avalia Hersz Ferman, da Elite Corretora.

Sem a aprovação da reforma, especialistas avaliam que uma das primeiras consequências será o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pelas agências de rating. Apesar de Meirelles ter afirmado que a equipe econômica iniciará uma rodada de conferências telefônicas para acalmar essas agências e evitar a medida, analistas temem que os esforços não sejam suficientes, já que o adiamento põe em xeque o teto de gastos governamental.

— Nada mais importante do que credibilidade, e nós vamos perdê-la imediatamente. As agências estão só aguardando a reforma, que representaria mudanças estruturais para o país, como a garantia de continuidade da política econômica, do equilíbrio fiscal, do controle das contas do governo, de um PIB e uma dívida nacional bem estruturados. Isso é o que faz com que as agências concedam um rating favorável ao país. Mas, em um ano, a reforma não saiu do rascunho. Por isso, não é impossível, mas é muito difícil que o Meirelles consiga mudar alguma coisa — afirma Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio Treviso Corretora.

Ele destaca ainda que a medida poderia ser entendida como um risco à imagem dessas agências:

— Deixar de dar um posicionamento sobre rating para atender a um governo seria, no mínimo, temeroso. As pessoas poderiam passar a questionar até mesmo sua idoneidade. Por isso, não é impossível que Meirelles consiga algo, mas é difícil.

As agências de classificação de risco Moody’s e Fitch já se pronunciaram sobre o assunto. A primeira afirmou que o adiamento da votação é um “fator de crédito negativo” para o Brasil e aumenta as chances de a proposta não ser aprovada no ano que vem.

“O adiamento fortalece as preocupações sobre a capacidade do governo para cumprir o teto de gastos e endereçar efetivamente as tendências fiscais adversas que têm gerado uma persistente deterioração do perfil de crédito do país nos últimos anos”, afirmou em nota a analista sênior da Moody’s para ratings soberano, Samar Maziad.

Já a segunda disse que o atraso amplia os riscos sobre o país, e que a janela de oportunidade para uma reforma antes do ciclo eleitoral está se fechando.

“Outros atrasos signficam riscos à viabilidade do teto de gastos e da estabilização da dívida no médio prazo, além de representarem potenciais riscos para a confiança do mercado e do atual processo de recuperação (da economia) no curto prazo”, escreveu Todd Martinez, diretor da FitchRatings para ratings soberano da América Latina.

Na Bolsa, dois dos maiores impactos positivos ao longo do dia vieram do setor de celulose. Por ser muito dependente do dólar para exportação, o setor acaba se valorizando em meio ao fortalecimento da divisa americana, segundo explica Ferman.

— Grande parte dos custos dessas empresas é em real, mas seu produto é exportado ou cotado em dólar. Por isso, o setor se beneficia muito do câmbio mais valorizado e em épocas de maior volatilidade. Como hoje é um desses dias, os papeis dessas empresas acabam tendo uma perfomance melhor — explica. A Fibria Celulose acavnçou 2,08% a R$ 48,37, e a Suzano Papel e Celulose, subiu 0,44% a R$ 18,18.

Entre os papéis mais negociados, os preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras recuaram 1,11%, cotados a R$ 15,01, e os ordinários (ONs, com direito a voto) 0,81%, a R$ 15,81. A Vale, por outro lado, foi quem puxou o pregão para cima: valorizou de 0,36%, com seus papeis sendo cotados a a R$ 36,24.

Já entre os bancos, o Itaú Unibanco exerceu o maior impacto negativo, caindo 1,58% a R$ 41,09. Em seguida, o Bradesco desvalorizou 0,78% a R$ 32,78 e, por fim, o Banco do Brasil, que recuou 0,39%, a R$ 30,43.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Funcionários de empresa japonesa podem escolher receber parte de salários em bitcoin

Uma empresa japonesa anunciou nesta sexta-feira que pagará parte dos salários de seus empregados em bitcoin, visando conhecer melhor o funcionamento desta moeda virtual, cujo valor teve um salto ao longo de 2017. Os preços mundiais de bitcoin foram de menos de US$ 1 mil em janeiro para US $ 17.000 nesta semana.

Funcionários da GMO Internet, que opera uma variedade de negócios on-line, incluindo serviços financeiros, publicidade e gestão de páginas na web, poderão receber, a partir de fevereiro, uma parte de até 100.000 yenes do salário em bitcoin (algo em torno de R$ 2,9 mil).

— Os empregados podem receber em bitcoin se quiserem — contou o porta-voz Harumi Ishii à “AFP”.

O bitcoin é uma moeda digital que não está sujeita a regulações de nenhum governo ou banco central. As transações são feitas digitalmente, sem nenhum banco intermediar. Como o dinheiro em espécie, o bitcoin permite que os usuários gastem ou recebam os recursos de forma anônima, ou em grande parte anônima, através da internet. Milhares de computadores no mundo validam transações e adicionam novos bitcoins ao sistema. Existem outras moedas digitais, mas o bitcoin é a mais popular.

O que é?
É uma moeda virtual, considerada uma “criptomoeda”, diante da utilização de protocolos de software tão complexos. É baseado na web e não está administrada por nenhum banco central, confiando em milhares de computadores no mundo que validam transações e adicionam novos bitcoins ao sistema. Assim, não há bancos intermediando as transações.
Essa possibilidade estará disponível para cerca de 4 mil pessoas do grupo no Japão, afirmou o representante da empresa.

— Esperamos melhorar nossa compreensão da moeda virtual usando-a — disse.

As operações de troca por bitcoins começaram a ser feitas em maio. A expectativa agora é que, em janeiro, a empresa ingresse no processo de registro de transações chamado de mineração de bitcoin. Com isso, deverá ganhar o direito de receber novos bitcoins como recompensa por ajudar a manter a rede segura ao aprovar as transações.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Fitch diz que atraso na reforma da Previdência enfatiza riscos incorporados ao rating do país

A agência de classificação de riscos Fitch, comentou nesta quinta-feira, em nota, o adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro de 2018.

Segundo a Fitch, o atraso enfatiza os riscos incorporados à perspectiva negativa atribuída ao rating soberano do Brasil, atualmente em “BB”.

“A janela de oportunidade para uma reforma significativa da seguridade social antes do período eleitoral de 2018 está cada vez mais estreita”, diz a nota.

“Outros atrasos ou diluição [da reforma] representam riscos para a viabilidade do limite de gastos e estabilização da dívida no médio prazo, bem como riscos potenciais para a confiança do mercado e processo de recuperação em curso no curto prazo”, conclui.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Ex-presidente do BC diz que há risco de rebaixamento da nota de crédito

O ex-presidente do Banco Central e sócio da consultoria Tendências, Gustavo Loyola, avalia que, se a votação da reforma da Previdência, assim como a de outras medidas de ajuste fiscal, como a tributação de fundos exclusivos, ficar para 2018 será uma derrota não apenas do governo, mas do Brasil.

Qual sua avaliação sobre o risco de adiamento da votação da reforma da Previdência e outras medidas de austeridade para 2018?

– É muito ruim, quase um desastre. Trata-se de uma derrota não do governo, mas do Brasil, onde o Congresso se recusa a olhar para o problema e faz um cálculo míope. Assim, o Brasil fica longe de resolver seus problemas.

Quais os impactos na economia?

– É possível que o Brasil sofra um novo rebaixamento da nota de crédito das agências de classificação de risco. O câmbio pode se deteriorar além das expectativas. Haverá reflexos na política monetária e na recuperação da economia. É muito negativo.

E há chance de a reforma ser aprovada em 2018, ano eleitoral?

– Se o cenário já foi complicado em 2017, em 2018 fica ainda mais difícil. O governo terá que fazer um esforço gigantesco, com acordos políticos e liberação de verbas, sem a garantia de aprovação do Congresso. Um possível adiamento não é garantia de aprovação no ano que vem. Haverá a contaminação do processo eleitoral, com interesses políticos e pessoais no cálculo do Congresso.

A reforma sairia em 2019?

– O processo eleitoral de 2018 começa com bastante incerteza. Dois candidatos que aparecem bem colocados nas pesquisas — o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) — não sinalizam pela continuidade das reformas e pela responsabilidade macroeconômica. E não apareceu um candidato que tenha condições de ganhar e levar adiante essa agenda. Assim, se as reformas não saíram em 2017 e 2018, fica difícil achar que sairão em 2019 com o quadro eleitoral. Com isso, deixamos de construir uma ponte que poderia dar tranquilidade ao país. O Brasil está comprando volatilidade antes da eleição.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Dólar abre em alta com aumento de risco de adiamento da reforma da Previdência

O dólar abriu nesta quinta-feira em alta de 0,33%, para R$ 3,3280, diante do aumento da desconfiança do mercado com as chances de aprovação do texto no plenário da Câmara dos Deputados ainda em 2017.

Nesta quarta-feira, houve um forte desencontro entre o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que anunciou que, diante da falta de votos, a reforma seria deixada para fevereiro de 2018, e o governo e a equipe econômica, que insistem que a decisão sobre adiar a votação da proposta só será tomada depois do início dos debates.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Banco Central da China eleva taxa de juros após alta nos Estados Unidos

Horas depois de o Banco Central americano (Federal Reserve, o Fed) anunciar o aumento da taxa de juros, o banco central da China também decidiu pela alta de sua taxa básica. Os juros subiram em 0,5 ponto percentual, para 3,25% ao ano. Pequim busca impedir saídas de capital desestabilizadoras sem afetar o crescimento econômico.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior

Planos econômicos: adesão a acordo será feita pela internet

Bancos e entidades que defendem consumidores vão disponibilizar na internet uma plataforma para que os poupadores possam aderir ao acordo que vai compensar as perdas nas cadernetas de poupança dos anos 1980 e 1990. Terão direito ao ressarcimento os poupadores ou herdeiros que até 31 de dezembro de 2016 tenham entrado na Justiça em ações coletivas ou individuais.

Para aderir, o poupador precisará comprovar o saldo na poupança, através de cópia dos extratos bancários do período ou da declaração do Imposto de Renda, segundo minuta do acordo, ao qual O GLOBO teve acesso. Após a adesão ao acordo, a ação será extinta. As adesões estarão submetidas a auditoria e procedimentos para evitar fraudes.

O prazo de adesão pelos poupadores é de dois anos após a homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Só após a decisão do Supremo é que as datas exatas para o recebimento serão divulgadas. Os pagamentos devem começar 15 dias após a homologação pelo STF e inscrição na plataforma.

Após anos de disputadas na Justiça, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Banco Central do Brasil, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciaram que o acordo que encerra as disputas judiciais sobre perdas nos planos econômicos Bresser, Verão e Collor 2 foi assinado nesta semana. O plano Collor 1 não faz parte do acordo.

O documento será levado ao STF ainda nesta terça-feira. As instituições financeiras signatárias são Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Outras poderão aderir em até 90 dias.

CÁLCULO EM TRÊS ETAPAS

O cálculo do valor a ser recebido por cada poupador obedecerá a três etapas. A primeira etapa corresponde ao cálculo do valor-base de cada plano econômico, reclamado pelo respectivo poupador em juízo. Neste caso, o valor-base será calculado multiplicando-se o saldo base usado para calcular a remuneração paga à época do plano por um fator fixo.

No caso do plano Bresser (data base da conta em junho de 1987), o fator será de 0,4277. Apenas integrarão o valor-base os saldos das contas-poupança cujo aniversário tenha ocorrido na primeira quinzena do mês de junho de 1987.

Para o Plano Verão (data base da conta em janeiro de 1989), o valor-base será calculado multiplicando-se o saldo base usado para calcular a remuneração da época pelo fator 4,09818.

Para o plano Collor II (data base da conta em janeiro de 1991), o fator será de 0,0014, com exceção das contas com aniversário nos dias 1 e 2 de janeiro de 1991, em que não haverá diferença a pagar. O plano Collor I, de 1990, não entrou no acordo.

Se uma pessoa tiver direito à restituição de perdas referentes a mais de um plano, os valores serão somados. Dessa forma, será obtido um valor consolidado.

Na terceira etapa, o valor consolidado obedecerá à seguinte dinâmica: valores de até R$ 5 mil não sofrerão mais nenhum desconto e serão pagos à vista. Valores consolidados entre R$ 5 mil e R$ 10 mil sofrerão desconto de 8%. Montantes entre R$ 10 mil e R$ 20 mil passarão por desconto de 14%. E valores acima de R$ 20 mil terão desconto de 19%.

Conforme o texto acertado, o prazo máximo de parcelamento dos valores a serem recebidos pelos poupadores será de até três anos.

O pagamento parcelado será semestral, de até três parcelas para montantes entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Para montantes acima de R$ 10 mil e R$ 20 mil, serão cinco parcelas semestrais. Os valores das parcelas serão reajustados pelo índice oficial da inflação, o IPCA. Em caso de atraso no pagamento das parcelas, os bancos pagarão multa de 2% mais a Selic.

ADESÃO POR IDADE

Para maior facilidade operacional, e a fim de prestigiar os poupadores mais idosos, os pedidos de habilitação serão recebidos em 11 lotes definidos conforme a idade do poupador. No primeiro lote, poderão habilitar-se poupadores nascidos antes do ano de 1928. A partir daí, será aberto um lote a cada 30 dias. Cada nova etapa vai somar quatro anos a partir de 1928.

No décimo lote de habilitação, poderão habilitar-se aqueles que sejam herdeiros ou inventariantes de poupadores já falecidos. E, por fim, poderão habilitar-se aqueles que tenham ingressado em juízo entre 01/01/2016 e 31/12/2016.

A recomendação é de que os advogados façam o processo de adesão. Na plataforma online, deverão ser informados dados pessoais, do processo, da conta poupança, o saldo, a opção pela forma de pagamento (crédito em conta corrente ou depósito judicial).

Recebido o pedido de habilitação, o banco vai conferir os dados e habilitar ou não o ressarcimento. A análise será feita em até 60 dias após recebida a habilitação. Todas as respostas relativas aos pedidos de habilitação serão feitas por meio do sistema eletrônico.

Os advogados vão receber um honorário de 10% sobre o valor a ser recebido.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior